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Nossa Senhora Auxiliadora

Bons Dias

[Arquivo]

 

Orientações gerais para os “Bons dias”

Abril 2010

 

Fica connosco - Da mihi animas, Profecia no olhar

Em pleno Tempo Pascal, em que o Senhor fica connosco, lançamos o convite de radicar a nossa fé em Deus e cultivar a confiança nas pessoas que Ele coloca no nosso caminho para procurar respostas para a necessidade de humanização. Jesus caminha connosco, nos ensina, exorta e abre os nossos olhos para os horizontes da vida.

Bons Dias de Abril - Fica connosco - Da mihi animas, Profecia do olhar

 

4 de Abril - PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO

11 de Abril - 2ºD Páscoa

12 de Abril - Início do 3º período

18 de Abril - 3ºD Páscoa

25 de Abril - 4ºD Páscoa Dia da Liberdade || Dia Mundial da Oração pelas Vocações – Dia do Bom Pastor

 


25 DE ABRIL - DIA MUNDIAL DE ORAÇÃO PELAS VOCAÇÕES

Retirado da Mensagem do Santo Padre para 47º Dia Mundial de oração pelas vocações - IV DOMINGO DE PÁSCOA

Tema: O testemunho suscita vocações.

«Fiel à sua vocação, cada presbítero, cada consagrado e cada consagrada transmite a alegria de servir Cristo, e convida todos os cristãos a responderem à vocação universal à santidade. Assim, para se promoverem as vocações específicas ao ministério sacerdotal e à vida consagrada, para se tornar mais forte e incisivo o anúncio vocacional, é indispensável o exemplo daqueles que já disseram o próprio «sim» a Deus e ao projecto de vida que Ele tem para cada um. O testemunho pessoal, feito de opções existenciais e concretas, há-de encorajar, por sua vez, os jovens a tomarem decisões empenhativas que envolvem o próprio futuro. Para ajudá-los, é necessária aquela arte do encontro e do diálogo capaz de os iluminar e acompanhar sobretudo através do exemplo de vida abraçada como vocação. Assim fez o Santo Cura d’Ars, que, no contacto permanente com os seus paroquianos, «ensinava sobretudo com o testemunho da vida. Pelo seu exemplo, os fiéis aprendiam a rezar».

 

Que este Dia Mundial possa oferecer, uma vez mais, preciosa ocasião para muitos jovens reflectirem sobre a própria vocação, abrindo-se a ela com simplicidade, confiança e plena disponibilidade. A Virgem Maria, Mãe da Igreja, guarde o mais pequenino gérmen de vocação no coração daqueles que o Senhor chama a segui-Lo mais de perto; faça com que se torne uma árvore frondosa, carregada de frutos para o bem da Igreja e de toda a humanidade. Por esta intenção rezo, enquanto concedo a todos a Bênção Apostólica.»                                                  

Vaticano, 13 de Novembro de 2009.

 

36 ANOS DO 25 DE ABRIL...FAZER MEMÓRIA...

Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974, mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais ou os teus avós que viveram nesta época. Sabias que o golpe de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre como a "Revolução dos Cravos"?

Diz-se que foi uma revolução porque a política do nosso País se alterou completamente. Mas como não houve a violência habitual das revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das armas.

Em vez de balas, que matam, havia flores por todo o lado, significando o renascer da vida e a mudança!

O povo português fez este golpe de estado porque não estava contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura. Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!

Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam em democracia, o regime português mantinha o nosso país atrasado e fechado a novas ideias.

Sabias que em Portugal a escola só era obrigatória até à 4ª classe? Era complicado continuar a estudar depois disso. E sabias que os professores podiam dar castigos mais severos aos seus alunos?

Todos os homens eram obrigados a ir à tropa (na altura estava a acontecer a Guerra Colonial) e a censura, conhecida como "lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e ouviam nos jornais, na rádio e na televisão.

  • Antes do 25 de Abril, todos se mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao governo. Os estudantes queriam que todos pudessem aceder igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da Guerra Colonial, que consideravam inútil.

Sabias que os países estrangeiros, que no início apoiavam Salazar e a sua política, começaram a fazer pressão contra Portugal. Por isso o governante dizia que o nosso País estava "orgulhosamente só".
Quando Salazar morreu foi substituído por Marcelo Caetano, que não mudou nada na política.

  • A solução acabou por vir do lado de quem fazia a guerra: os militares. Cansados desse conflito e da falta de liberdade criaram o Movimento das Forças Armadas (MFA), conhecido como o "Movimento dos Capitães".

  • Depois de um golpe falhado a 16 de Março de 1974, o MFA decidiu avançar.
    O major Otelo Saraiva de Carvalho fez o plano militar e, na madrugada de 25 de Abril, a operação "Fim-regime" tomou conta dos pontos mais importantes da cidade de Lisboa, em especial do aeroporto, da rádio e da tv.

  • As forças do MFA, lideradas pelo capitão Salgueiro Maia, cercaram e tomaram o quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano. Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.
     

  • Sabias que para os militares saberem quando avançar foram lançadas duas "senhas" na rádio? A primeira foi a música "E Depois do Adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi "Grândola, Vila Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre ao 25 de Abril.

  • Depois de afastados todos os responsáveis pela ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e acabou com a censura sobre a Imprensa. E assim começou um novo período da nossa História, onde temos liberdade, as crianças todas podem ir à escola e o País juntou-se ao resto da Europa. Mas ainda há muito, muito caminho a percorrer... (Site Júnior)

 


A "SABE-TUDO"

Sabe-tudo era o apelido pelo qual todos os habitantes do bosque conheciam a tartaruga. Quem tivesse algum problema a resolver ou dúvida para esclarecer era só ir à casinha da Sabe-tudo, para ver o seu caso resolvido.

Para dizer a verdade, a tartaruga passava as suas horas livres consultando livros e enciclopédias. Interessava-se por todos os temas existentes e por existir. Que curiosidade insaciável ela tinha!

- Desculpe-me, tartaruga, mas eu estava interessada em conhecer a ilha de Ceilão e...- Diz timidamente a raposa.

- … E não consegue encontrar a resposta, não é verdade? Bem, não se preocupe que já lhe explico, querida amiga,- responde a tartaruga, com sua tradicional amabilidade. - Vejamos. A ilha de Ceilão está situada no Oceano Índico, ao sul da Península Indostânica ou da actual Índia. Esclarecida a dúvida?

- Oh, obrigada, obrigada, Sabe... Quer dizer, amiga tartaruga!- Responde embaraçada a raposa.

A Sabe-tudo sorri compreensiva. É claro que conhece a alcunha que os seus vizinhos lhe puseram. Isso não a incomoda, pois adivinha o sentimento de admiração que se esconde por trás dela.

Os anos passam e os conhecimentos da tartaruga tornam-se imensos, a tal ponto que ela começa a tornar-se exigente e crítica com os seus vizinhos. Com a mania de perfeição, torna insuportável a vida dos outros. De uma amiga brilhante e admirada por todos converte-se numa criatura amarga e insatisfeita que, além disso, recebe a hostilidade de quem a rodeia.

Já no fim da vida, a tartaruga Sabe-Tudo, encontrava-se sozinha no meio de tanta sabedoria.

 

Reflexão

A modéstia é uma virtude muito necessária, sobretudo para aqueles superdotados, que se destacam pelo seu próprio brilho. Sem a modéstia, o conhecimento é inútil, pois não será partilhado com os outros que o têm em menor quantidade. É necessário crescer na capacidade de se partilhar os dons, colocar ao serviço de quem precisa mas sem imposição e sem magoar, mas com muita humildade. Sejamos capazes de amadurecer neste sentido: a humildade é uma grande virtude a ser cultivada nos nossos tempos.

 

Oração

Acolhe-nos, Senhor, assim como somos. Ajuda-nos a crescer na humildade e a colocarmos ao serviço dos nossos amigos as nossas capacidades, sem pretensão nem interesse, sem superioridade e imposição. Que sejamos capazes de nos ajudarmos unicamente para o Bem. Com a tua ajuda e intercessão de Maria, seremos dom uns para os outros. Avé Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


A BORBOLETA ORGULHOSA

A borboletinha era uma beleza, mas achava-se uma beldade. Devia, pelo menos, ser tratada como a rainha das borboletas, para que se sentisse satisfeita. Quanta vaidade, meu Deus!

Não tinha amigos, pois qualquer mariposa que se aproximasse dela era alvo de risinhos e de desprezo.

- O que está a fazer na minha presença, criatura? Não vês que sou mais bela e elegante do que tu?- costuma dizer, fazendo-se de muito importante.

Nem os seus familiares escapavam. Mantinha à distância os seus próprios pais e irmãos, como se ela não tivesse nascido naturalmente, mas tivesse sido enviada directamente do céu. Tratava-os com enorme frieza, como quem faz um favor, quando não há outro remédio.

- Sim, tu és formosa, borboletinha, mas não sabes usar essa qualidade como devias. Isso vai destruir-te!- previniu-a solenemente um sábio do bosque.

A borboletinha não deu muita importância às palavras do sábio. Mas uma leve inquietação aninhou-se no seu coração. Respeitava aquele sábio e temia que ele tivesse razão. Mas logo esqueceu esses pensamentos e continuou na sua atitude habitual.

Um dia, a profecia do sábio cumpriu-se. Um rapazinho esperto surpreendeu-a sozinha voando pelo bosque. Achou-a magnífica e com sua rede apoderou-se dela.

Como é triste ver a borboletinha vaidosa atravessada por um alfinete, fazendo parte da colecção do rapaz!

 

Reflexão

Costuma-se dizer: Cada um tem aquilo que merece. Não adianta pôr a culpa dos nossos erros nos outros, no destino, em Deus ou na má sorte. Cada um é responsável pelo seu próprio sucesso ou fracasso. O orgulho é muito perigoso e isola qualquer um. Sair do nosso “casulo” e ser mais para os outros é uma missão muito mais bonita do que, dentro do casulo, admirarmo-nos a apenas a nós mesmos. Que vida mais mal vivida. Orgulhemo-nos da alegria que damos aos outros que vivem tristes, do sorriso que conseguimos “tirar” do rosto de um doente ou de uma criança; maravilhemo-nos pela vida que nos rodeia. Isso sim, é motivo de orgulho.

 

Oração

Avé- Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


ESTOU CONVOSCO

Uma vez um homem, soube que Deus estava para o visitar. Assustado, disse:

- Deus vem a minha casa? Não O posso receber numa casa tão desarrumada! Está toda suja. Não há lugar limpo para Deus descansar.

Por isso, pôs mãos à obra. Abriu portas e janelas. Arranjou um escadote, latas de tinta, pincéis. Foi depois ter com os vizinhos e disse:

- Não há ninguém que me possa vir ajudar? Mas depressa!

Apareceu então uma pessoa disponível para gratuitamente lhe dar ajuda. Deitaram fora as velharias. Pintaram as paredes e lavaram os pavimentos. Foi precisa muita água para limpar os vidros. O dono, cansado, disse:

- Nunca mais acabamos!

O outro com muita calma, respondeu:

- Acabaremos!

Continuaram a trabalhar, lado a lado, durante todo o dia. Finalmente, a casa parecia outra, estava como nova.

Quando caiu a noite, foram para a cozinha e prepararam a mesa. O homem disse:

- Agora pode vir a minha Visita. Agora pode vir Deus. onde estará Ele neste momento?

O outro, sentando-se à mesa, disse:

- Estou aqui! Senta-te e come comigo.

 

Reflexão

Tanta azáfama e Deus tinha passado o dia todo com este homem. De facto Jesus afirmou: «Eu estarei convosco todos os dias até ao fim dos tempos.» Mesmo que não acreditemos ou nos digam que nada disto é verdadeiro, o testemunho e a fé de tantos cristãos continua a gritar mais alto: Ele está e fica connosco. Está presente nos sacramentos, sinais visíveis da Sua presença junto da nossa humanidade. Em seu nome quantos milagres não acontecem e não são milagres Xpto, mas são aqueles milagres que tocam as pessoas por dentro e estas se convertem porque encontraram o amor. Foram capazes de limpar a sua casa para receber Deus. e no momento da limpeza, o próprio Deus está presente. Este é o nosso Deus. O que nos falta para vivermos a sério a sua vida em nós?

 

Oração

Avé- Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


O URSO E AS ABELHAS 

Um urso esbarrou com uma árvore caída que servia de depósito de mel para um enxame de abelhas. Começou a farejar o tronco quando uma das abelhas do enxame voltou do campo de trevos. Adivinhando o que ele queria, deu uma picada daquelas no urso e depois desapareceu no buraco do tronco. O urso ficou louco de raiva e pôs-se a arranhar o tronco com as garras na esperança de destruir o ninho. A única coisa que conseguiu foi fazer o enxame inteiro sair atrás dele. O urso fugiu a toda a velocidade e só se salvou porque mergulhou de cabeça num lago.

 

Reflexão

É uma simples história e de fácil compreensão. Quando nos irritam por vezes procedemos como o urso. Respondemos pela mesma moeda e querendo parecer mais forte do que os outros. e por vezes como diz o ditado “Vira-se o feitiço contra o feiticeiro”. Quando alguém nos magoa, nos acusa e nos sentimos profundamente ofendidos, temos muita dificuldade em superar o sentimento de raiva e de revolta dentro de nós. A tentação é agir de igual modo, prejudicando e ferindo o outro de igual forma: olho por olho, dente por dente. Se olharmos para Jesus: como é que Ele actuou? Que palavras proferiu? Que mistério é este que envolve Jesus, que no meio de tanta humilhação, acabou por sair vitorioso? Não foi a força da violência nem das agressões verbais, mas a força do amor que violentou o coração de tantos homens. É possível que ainda não tenhamos entendido que só o Amor vence? E que mesmo no silêncio, ele actua?

É tempo de controlarmos as nossas atitudes; é tempo de olharmos para o Mestre.

 

Oração

Avé- Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


O TEMPO CURA TUDO

Era uma vez um passarinho que morava num ninho no alto de uma mangueira.

Quando a mãe saía cedinho para procurar alimento, dizia-lhe:

- Meu filhote, não saias do ninho. Tu ainda és pequenino, podes cair lá em baixo e magoares-te.
Mas o passarinho morria de vontade para dar mas voltinhas, experimentar as suas asas cheias de peninhas. Experimentou uma vez. Experimentou a segunda. Quando experimentou a terceira, caiu e partiu uma asa. Saiu, andando pelo chão, arrastando a asa, procurando ajuda.
- Ó minha amiga vaquinha, arranje a minha asinha, que eu parti dando uma voltinha.
A vaquinha, muito mal-humorada, disse que não entendia de asas.

O passarinho continuou o seu caminho, arrastando a sua asinha quebrada. Até que encontrou um cavalo e pediu ajuda de novo, coitadinho.

 - Ó meu amigo cavalinho, arranje a minha asinha, que eu quebrei dando uma voltinha.
O cavalo relinchou e disse que não consertava asas. Não era veterinário.
E lá se foi o passarinho andando, pedindo ajuda a todo mundo que encontrava, ouvindo sempre o mesmo.

Até que encontrou um rio, muito transparente, e parou para beber água.
- Ó meu amigo riozinho, arranje a minha asinha, que eu parti dando uma voltinha! E o rio de águas claras cantarolou:

 - Põe aqui a tua asinha, põe aqui no leito meu e depois não vá dizer que se arrependeu.
E com todo cuidado, enfaixou a asinha do amiguinho e sorrindo disse:

 - Dá um tempo ao tempo, fica quieto uns dias no teu ninho, meu passarinho!
E foi o que o passarinho fez. Voltou para o seu ninho e deixou o tempo passar, bem quietinho.
O tempo passou. Ele sarou e aprendeu a voar bem direitinho. E no seu primeiro voo sozinho, levou uma flor para o seu amigo rio. Ele agradeceu com um sorriso.

- O tempo cura tudo. É só dar tempo ao tempo, amigo passarinho.

 

Reflexão

Para tudo é preciso dar tempo. E é preciso tempo para escutar e esperar pelo tempo certo. Dar um passo maior que a perna pode dificultar muitas decisões e ter consequências das quais não estávamos à espera. E ao longo do caminho podemos encontrar pessoas que não são amigas e nos deixam nos nossos problemas, não se interessando. Graças a Deus vão existindo aquelas que vão passando pela nossa vida e nos dão uma mão. E nos dizem que é preciso tempo para “curar feridas”. E as feridas acontecem como fruto da nossa desobediência e falta de escuta. Nada acontece por acaso: somos nós que fazemos as coisas acontecer.

 

Oração

Avé- Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


DÊ PARA RECEBER

Existe uma lenda chinesa que ilustra perfeitamente a necessidade de dar antes de receber.


Um mendigo vivia numa rua de uma cidade chinesa e segurava uma caneca o dia inteiro, pedindo arroz ou qualquer outra coisa que os passantes tivessem para dar.

Um dia, o mendigo viu um grande cortejo descendo a rua, liderado pelo Imperador no seu grandioso riquixá, entregando presentes aos seus súbditos. O mendigo encheu-se de felicidade. “Chegou a minha grande oportunidade”, pensou o mendigo. “Desta vez receberei um presente valioso”, e dançou com alegria.

Quando o Imperador chegou perto dele, o mendigo exibiu a sua caneca com grande determinação, mas em lugar de receber o esperado presente do Imperador, sua Majestade pediu ao mendigo um presente.

O pobre homem ficou extremamente desapontado e envergonhado; pegou nos dois menores grãos de arroz que conseguiu encontrar na sua caneca e, muito contrafeito, entregou-os ao Imperador, que depois se foi embora.

Durante todo o dia, o mendigo reclamou e resmungou. Censurou o Imperador, culpou Buda, tratou mal os que se dirigiam a ele; e poucas pessoas pararam para lhe falar ou colocar grãos de arroz em sua caneca.

Nessa noite, quando chegou à sua pobre cabana e derramou o seu escasso suplemento de arroz, o mendigo encontrou duas pepitas de ouro do tamanho exacto dos grãos de arroz que tinha dado ao imperador.

 

Reflexão

Uma pequena história para reflectirmos na nossa capacidade de dar sem interesse. Dar gratuitamente sem esperar nada em troca. Nos dias de hoje, a gratuidade parece um pouco esquecida e quando falamos de gratuidade é aquela profunda, em que não confundimos com grátis. Pautar a nossa vida com atitudes de doação e de generosidade parece algo descabido, mas também não nos deixemos enganar pelos tantos gestos de solidariedade que por vezes são puras aparências e libertação do que não faz falta. Cultivemos dentro de nós a gratuidade, a doação, a entrega incondicional da nossa vida para bem dos outros, para que tenham vida, como nos ensinou Jesus. E quando não recebemos o que queremos, alegremo-nos porque grande é o Reino dos céus.

 

Oração

Avé-Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


ENCONTRO

Havia um menino que queria encontrar-se com Deus. Ele sabia que tinha um longo caminho pela frente, portanto encheu a mochila com pastéis e sumo, e começou a sua caminhada.
Depois de 1 hora de caminho, encontrou um velhinho sentando num banco da praça olhando os pássaros.
O menino sentou-se junto dele, abriu a sua mochila, e ao tomar um gole de sumo, olhou o velhinho e viu que ele estava com fome. Então ofereceu-lhe um pastel. O velhinho muito agradecido aceitou e sorriu para o menino.
O seu sorriso era tão inexplicável que o menino quis ver de novo. Então ele ofereceu-lhe o seu sumo.
Mais uma vez o velhinho sorriu ao menino.
O menino estava muito feliz!
Ficaram sentados ali a sorrir, comendo pastéis e bebendo sumo pelo resto da tarde sem falarem um ao outro.
Quando começou a escurecer o menino estava cansado e resolveu voltar para casa, mas antes de sair deu um grande abraço ao velhinho.
O velhinho deu-lhe o maior sorriso que o menino já havia recebido.
Quando o menino entrou em casa, a mãe ao ver a felicidade estampada no rosto do filho perguntou:
- O que tu fizeste hoje que te deixou tão feliz?"
Ele respondeu:
- Passei a tarde com Deus.- E acrescentou: Sabes que Ele tem o mais lindo sorriso que eu jamais vi?

Enquanto isso, o velhinho chegou a casa radiante, e o seu filho perguntou:

- Por onde é que andou que o deixou tão feliz?"
Ele respondeu:
- Comi pastéis e bebi sumo no parque com Deus".
Antes que o filho pudesse dizer algo ele rematou:

Sabias que Ele é bem mais jovem do que eu pensava?

(Autor desconhecido)

 

Reflexão

Os pequenos gestos dizem tudo. E mais do que oferecer ou partilhar coisas, aquilo que somos vale muito mais do que possamos imaginar. O que somos fala mais que mil palavras. E quando jogamos pela simplicidade e pela verdade, Deus manifesta-se. E tudo à nossa volta é felicidade. Tantas vezes procuramos as coisas materiais. Para estes dois personagens bastou o sorriso e estarem ao lado um do outro, que permitiu dizer “Tu existes e eu estou aqui para ti”. Mais jovem ou mais velho, não importa como Deus possa ser, porque Ele é em nós Amor em acção. Encontro melhor que este não existe para que possamos encontrar sentido para o nosso viver: falar, sentir, pensar, agir.

 

Oração

Avé-Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


MADEIRA SALVADORA

Era uma vez um homem que em casa tinha pendurado em lugar de honra um estranho objecto. O neto, um dia, perguntou-lhe:

- O que é isso que tem pendurado na parede?

O avô explicou:

«Uma vez, o meu avô, acompanhou-me ao parque. Era uma manhã fria de Inverno. Ele, apesar de doente do coração, seguia-me e sorria. Eu quis caminhar sobre o gelo do lago e patinar. O meu avô estava preocupado e disse-me:

- Tem cuidado!

Porém, quando me avisou, já era demasiado tarde. A camada de gelo quebrou-se e eu caí na água. Gritei. E ele imediatamente pegou num pau que tinha à mão e estendeu-mo para que eu me agarrasse. Puxou-me com todas as suas forças e salvou-me. Eu chorava e tremia de frio. Fez-me tomar um banho de água quente e mandou-me deitar. Contudo, o acontecido tinha sido demasiado emocionante para o seu coração. Um violento ataque cardíaco nessa noite tirou-lhe a vida. A minha dor foi muito grande. Corri para o lago do parque e consegui recuperar esse pau que me salvou a vida. É esse pedaço de madeiro que está pendurado na parede, a recordar todos os dias que o meu avô deu a vida por mim.»

 

Reflexão

Dar a vida… tantas pessoas, como aquele avô, dão a vida, salvando outras. O exemplo deu-nos Jesus Cristo: dar a vida por amor. Acontecimentos que marcam a nossa existência e que queremos perpetuar no tempo. Acontecimentos que nos dizem quanto a vida é efémera e que tem de ser bem vivida, dando sentido ao que fazemos e ao como agimos. Só amando é que podemos e sabemos dar a vida. E não precisamos de esperar por grandes momentos: o quotidiano está aí e cada instante é momento para amar e dar a vida. Basta abraçar cada momento com amor, como fez Jesus.

 

Oração

Avé- Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


GOSTO DE TI 

Um pai tinha aprendido que muitos conflitos se resolvem à mesa de um restaurante. Por isso, algumas vezes tinha levado a sua filha mais velha para uma conversa especial. Começaram por pedir o que desejavam para comer e beber.

Quando chegou o momento mais oportuno, o pai disse-lhe:

- Inês, quero que saibas que eu gosto muito de ti e que, para mim e para a tua mãe, tu és verdadeiramente especial. Rezamos sempre por ti. E agora, que estás a crescer e te tornas cada vez mais uma rapariga formidável, sentimo-nos orgulhosos por sermos teus pais.

Depois do pai ter pronunciado estas palavras, a menina ficou em silêncio. Pousou o garfo e estendeu a mão para a apoiar no braço do pai, imobilizando-o:

- Espera, pai, espera…

O pai pousou também o garfo e explicou de novo à filha porque é que ele e a mãe a amavam e a estimavam tanto. Depois, pegou de novo no garfo. Mas pela segunda vez, e depois uma terceira e uma quarta, foi sempre imobilizado pelas mesmas palavras: «Espera, pai, espera…»

Naquela noite, o pai não conseguiu comer muito, mas a menina, ao chegar a casa, correu ao encontro da mãe e disse-lhe:

- Sou uma menina muito especial, mãe. Foi o pai quem mo disse.

 

Reflexão

Todos somos especiais. Todos precisamos de ouvir, muitas vezes, que somos especiais. Como pessoas que somos temos necessidade de amar e sentirmo-nos amados. É uma realidade que não podemos negar. Quem se sente amado, sente-se feliz, transmite e partilha toda a alegria que sente. E por sua vez é capaz de amar. Possam as famílias, os amigos e as pessoas sentirem que são acolhidas e amadas. As atitudes de Jesus são referência para todos nós: não basta amar é preciso que as pessoas saibam e sintam que são amadas. Não tenhamos medo em dizê-lo e manifestá-lo, sobretudo junto daqueles que nos estão mais próximos. Façamos tudo para que sejam felizes. É já um começo para conseguirmos abraçar todos.

 

Oração

Avé-Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.

 


O ANJO QUE ACENDIA AS ESTRELAS

Era uma vez um anjo, um pouco trapalhão e distraído, que tinha dificuldade em voar e… um anjo que não voa para que serve?

O bom Deus deu-lhe então a responsabilidade de acender as estrelas sobre uma floresta escura e com muita vegetação. Para além disso, deu-lhe um instrumento para o ajudar: uma pequena escada.

Todas as noites subia a escada e acendia cada uma das estelas e a floresta iluminava-se toda e não metia medo a ninguém.

Mas como o anjo para além de trapalhão era distraído, um dia esqueceu-se da escada no meio da floresta.

Os lenhadores que trabalhavam na floresta viram a escada e, pensando que não servia a ninguém, com dois golpes partiram a escada e meteram-na juntamente com a lenha para queimar.

O anjo procurou em vão a escada, andou de um lado para o outro mas não conseguiu encontra-la.

Naquela noite o céu da floresta ficou sem estrelas.

 

Reflexão

Também nós temos uma escada interior. Comparada a todas as coisas bonitas que nos rodeiam, a escada interior é de pouca importância. Mas é aquela escada que serve para acendermos as estrelas do nosso céu, da nossa vida. A essa escada podemos dar o nome de ORAÇÃO.

 

Oração

Escutemos a Palavra de Deus (S. Lucas 9,28-36): «… Pedro disse a Jesus: “Mestre, como é bom estarmos aqui! Façamos três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias!”»

Se nos déssemos conta do tesouro que é rezar,

Se pudéssemos medir o poder da oração,

Se avaliássemos bem a sua força vital,

Tentaríamos encontrar todos os dias alguns momentos para Ti, Senhor.

 

Rezar é falar da vida Contigo,

É viver a amizade mais profunda

E força possível na vida,

É sentir-se acompanhado e querido por Ti.

Pai nosso… Nossa Senhora Auxiliadora… rogai por nós.


O CÂNTARO MÁGICO

Numa cidade da Pérsia, vivia um pescador. Certo dia, enquanto dormia, como de costume, debaixo de uma árvore junto ao rio, teve um sonho que o impressionou muito.

 

Sonhou que ao voltar para casa tinha encontrado num campo um cântaro de barro e que no fundo do mesmo, para sua surpresa, estava uma moeda de ouro. Sandejí- assim de chamava o nosso pescador - meteu a mão no cântaro e tirou de lá a moeda. Qual não foi o seu espanto quando ao repetir a oração encontrou uma nova moeda, igual à primeira. Era um cântaro milagroso! Debaixo da moeda que tirada do fundo do cântaro encontrava uma nova bem ao alcance da sua mão!

 

Que significado teria aquele sonho tão original com um cântaro milagroso? Sandejí foi consultar um velho sacerdote sobre o significado do seu sonho.

-É fácil desvendar o mistério –disse o sacerdote- Faz-te ao rio, lança várias vezes as redes e então saberás qual é o significado do teu sonho.

 

O pescador animou-se com aquelas palavras e foi para o rio. Viu vários peixes que nadavam na corrente, lançou as redes e apanhou alguns. Novos peixes apareceram no fundo do rio e o pescador foi tirando-os dali com as redes. Assim, trabalhando activamente, conseguiu a pesca mais abundante de todas aquelas que tinha feito nos últimos meses.

 

Passou por ali um rico mercador, e ao ver os cestos cheios de peixe comprou-os por uma boa quantidade de dinheiro. Só então o pescador percebeu o significado sonho e o verdadeiro sentido das palavras do velho sacerdote. O cântaro milagroso era o rio, do qual se tira os peixes e se convertem nas ambicionadas moedas de ouro.

 

Reflexão

Qual é o teu cântaro milagroso? Para o pescador era o rio! E para ti, para nós? Qual é?

Neste momento, o teu cântaro milagroso é os teus estudos, o teu trabalho, a tua formação. Se continuares a trabalhar com seriedade não te custará nada ir tirando, um atrás do outro, resultados excelentes. Mãos à obra, tudo depende de ti. Porém, fá-lo porque sentes que é um bem, em primeiro lugar para ti, e em segundo para os outros. Fá-lo com amor. E lembra-te que nesta aventura, podes contar com aqueles que te guiam. Deixa-te acompanhar.

 

Oração

Pedimos a Maria que nos ajude a meter mãos à obra, que nos apoie na parte que nos compete fazer para que possamos ser homens e cristãos de um mundo e de uma sociedade empenhada e responsável.

Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós! Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, ámen!           


A ÚLTIMA CASTANHA

«Era uma castanha que estava como as outras, pendurada num castanheiro. Chegando o tempo, as castanhas amadurecem e caem por si. Só que esta não caiu.

- Estou bem onde estou e não quero aventuras - dizia.

Uma a uma, as outras iam caindo e rebolando pelo chão, protegidas pelo cobertor “ouriçado” que as cobria até ao nariz. Nariz é modo de dizer... Vinham os garotos, estalavam-lhe os ouriços e metiam-nos nos bolsos.

Tímida e teimosa a castanha desta história a tudo assistia do seu mirante e não gostava.

- A mim não me levam eles - dizia.

Era a única que sobrava em todo o castanheiro. As folhas a fugirem da árvore, sopradas pelo vento, e ela a afincar-se ao ramo, com unhas e dentes. Unhas e dentes é um modo de dizer...

Sozinha, desabrigada, não estava feliz. Nem infeliz. Sentia até uma ponta de orgulho por ter conseguido resistir tanto tempo. Um sabor de vitória que a “ouriçou” toda.

- Ai que vou cair - gritou.

Mas, no último instante, conseguiu agarrar-se. Ainda não era daquela.

Entardecia. Um grupo de gente acendera uma fogueira, junto ao castanheiro. Os garotos, que tinham andado às castanhas, e os pais dos garotos e os amigos dos garotos riam e cantavam. Estavam a preparar o magusto da noite de São Martinho. A castanha solitária, no alto do castanheiro nu, estranhou a vizinhança. E intrigou-se. Que estaria a passar-se.

Debruçou-se do ramo mais e mais. A madeira a arder estalava, mesmo por baixo da castanha, a última. O fumo entontecia-a. E se fosse ver de perto o que se passava? Foi. Caiu. E teve o mesmo destino das outras. Mas este é o destino das castanhas. Destino é um modo de dizer...

 

Reflexão

Por vezes fazemos tanto finca-pé (birras) que acabamos por não saborear a vida. Podemo-nos sentir felizes mas ao mesmo tempo infelizes; infelizes, quando deixamos que o nosso orgulho seja mais forte do que todos os outros valores, e pensamos que podemos enganar e desviar o rumo das coisas.

Recusar ser para os outros, auto-destrói-nos.

 

Oração:

Senhor, que eu diga sempre sim ao projecto que pensaste para mim; ajuda-me a descobri-lo no meu quotidiano; que eu não recuse ser para os outros e elimina dentro de mim o orgulho e a auto-suficiência.

Pai Nosso… Maria Auxiliadora dos cristãos… Rogai por nós! Em Nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

 

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