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Fevereiro 2010 |
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Segunda |
1 |
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Terça |
2 |
Apresentação do Senhor - Festa |
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Quarta |
3 |
S. Brás, Bispo e Mártir |
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Quinta |
4 |
S.
João de Brito, presbítero e mártir |
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Sexta |
5 |
S.
Águeda, virgem e mártir |
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Sábado |
6 |
SS. Paulo Miki e companheiros |
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Domingo |
7 |
As
Cinco Chagas do Senhor |
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Segunda |
8 |
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Terça |
9 |
Beata Ir. Eusébia Palomino |
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Quarta |
10 |
Santa Escolástica, virgem |
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Quinta |
11 |
Nossa Senhora de Lurdes |
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Sexta |
12 |
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Sábado |
13 |
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Domingo |
14 |
S.
Cirilo, monge e S. Metódio, bispo |
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Segunda |
15 |
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Terça |
16 |
Carnaval |
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Quarta |
17 |
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Quinta |
18 |
S.
Teotónio, presbítero |
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Sexta |
19 |
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Sábado |
20 |
Beatos Francisco e
Jacinta Marto |
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Domingo |
21 |
1º
Domingo da Quaresma |
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Segunda |
22 |
Caminhada quaresmal; Cadeira de D. Pedro, Apóstolo |
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Terça |
23 |
S.
Policarpo, bispo e mártir |
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Quarta |
24 |
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Quinta |
25 |
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Sexta |
26 |
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Sábado |
27 |
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Domingo |
28 |
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HISTÓRIAS
PANQUECAS
O pequeno Filipe, no auge dos seus seis anos de idade,
levantou-se mais cedo numa manhã de sábado disposto a
preparar uma boa surpresa aos pais. Queria fazer panquecas
para o café da manhã. Pegou numa tigela e numa colher, puxou
uma cadeira, abriu o armário, e pegou a pesada lata de
farinha. Acabou por deixar toda a farinha pelo chão. Com as
mãozinhas, recolheu um pouco da farinha e deitou na tigela,
misturando uma chávena de leite. Acrescentou um pouco de
açúcar, enquanto deixava no chão um rastro de todos os seus
passos. Bem, o Filipe estava coberto de farinha e frustrado.
Ele queria preparar uma boa surpresa para a mãe e para o
pai, mas estava a estragar tudo. Já não sabia o que fazer,
se colocava tudo no forno ou no fogão. Ele nem sabia como é
que o fogão funcionava!
De repente, o Filipe viu o gatinho a lamber a parte de fora
da tigela com a mistura que ele fizera e, de imediato,
expulsou o felino da cozinha… só que no trajecto deitou uma
caixa de ovos ao chão. Freneticamente tentou limpar aquele
monumental caos mas escorregou nos ovos, deixando o seu
pijaminha todo lambuzado.
Foi então que ele viu o seu pai parado à porta da cozinha,
com o ar mais estupefacto que jamais observara. Assustado, o
Filipe arregalou os olhos. Tudo que ele tinha querido fazer
era preparar uma boa surpresa, mas o que ele conseguiu mesmo
foi uma terrível desordem. Estava certo de levar uma
tremenda reprimenda, mas o pai apenas olhava, a tentar
compreender o que ali se tinha passado.
Depois do balbuciar do Filipe, e já quase com os olhos
marejados, o pai atravessou cuidadosamente aquela bagunça,
agarrou no filho, abraçou-o e acariciou-o, sujando o seu
próprio pijama.
Reflexão
E é assim que somos tratados por Deus. Algumas vezes
tentamos fazer algo de bom mas erramos em algum ponto e
provocamos uma tremenda bagunça. Quando tratamos mal alguém,
ou não realizamos o nosso trabalho conforme deveríamos, ou
não cuidamos correctamente da nossa saúde… e damos espaço
interior para tentar perceber a desordem que causamos, é aí
que nos vêm as lágrimas por tudo o que de errado fizemos. É
quando Deus nos toma no colo e sem nos condenar, lança-nos o
seu olhar de perdão e de amor.
É certo que não devemos meter-nos em confusão! Contudo, que
isso não signifique deixar de tentar fazer panquecas para
Deus e para os outros.
Oração
Avé Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.
O AMOR: A ÚNICA FORÇA CRIATIVA
Um professor universitário levou os seus alunos de
sociologia às favelas de Baltimore para estudar as histórias
de duzentos jovens marginalizados. Pediu-lhes que redigissem
uma avaliação sobre o futuro de cada menino. Em todos os
casos, os estudantes escreveram: "Ele não tem chance
alguma." Vinte e cinco anos mais tarde, outro professor de
sociologia deparou-se com o estudo anterior. Pediu aos seus
alunos que acompanhassem o projecto, a fim de ver o que
tinha acontecido com aqueles garotos. Com excepção de vinte
deles, que tinham mudado ou morrido, os estudantes
descobriram que 176 dos 180 restantes tinham alcançado uma
posição mais bem-sucedida do que a comum como advogados,
médicos e homens de negócios.
O professor ficou estupefacto e resolveu continuar o estudo.
Felizmente, todos os homens continuavam na mesma área
geográfica e ele pôde entrevistar cada um. A pergunta que
lhes dirigiu com bastante cuidado e interesse: "A que é que
você atribui o seu sucesso?" Em todos os casos, a resposta
veio com emoção e reconhecimento: "A uma professora".
A professora ainda estava viva, pelo que foi logo
procura-la. Era uma senhora idosa, ainda bastante activa.
Sorriu-lhe e com delicadeza perguntou-lhe que fórmula mágica
tinha usado para resgatar aqueles garotos das favelas para
um mundo das conquistas bem sucedidas.
Os olhos da professora faiscaram e os seus lábios abriram-se
num delicado sorriso.
- É realmente muito simples – disse ela. – Eu amava aqueles
garotos.
Reflexão
Poucas coisas motivam mais as pessoas que elogios e
encorajamentos dados com amor. As pessoas respondem na justa
medida da nossa expectativa a respeito delas. Dizer que elas
fizeram um bom trabalho faz com que se esforcem ainda mais
para continuar fazendo um bom trabalho.
Todo ser humano possui sonhos. Sonhos grandes, sonhos
pequenos, sonhos. Os sonhos nascem a cada dia, a cada hora,
a cada minuto. Sem percebemos, um sonho nasce dentro do
nosso coração. Os sonhos motivam-nos a viver, a continuarmos
a caminhar. Vivemos, na verdade, na busca da realização dos
nossos sonhos.
Às vezes, as pessoas que estão ao nosso redor tentam
matá-los com palavras de pessimismo. Acham que, se não podem
realizar os seus sonhos, as outras pessoas também não
merecem realizar os seus. Puro egoísmo.
Oração
Avé- Maria … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.
A PERSISTÊNCIA
«O meu maior defeito, nos tranquilos dias da infância,
consistia em desanimar com demasiada facilidade quando uma
tarefa qualquer me parecia difícil. Eu podia ser tudo, menos
um menino persistente. Foi quando, numa noite, o meu pai me
entregou uma tabuinha de fina espessura e um canivete, e me
pediu que, com este, riscasse uma linha a toda largura da
tábua. Obedeci às suas instruções, e, em seguida, a tábua e
o canivete foram trancados na escrivaninha do pai.
Repetiu-se a mesma coisa nas noites seguintes, durante uma
semana e eu não aguentava mais de curiosidade. Mas a
história continuava. Todas as noites eu tinha que riscar com
o canivete, uma vez, pelo sulco, que era cada vez mais
profundo.
Chegou afinal um dia em que não havia mais sulco. O meu
último e leve esforço cortara a tábua em duas.
O pai olhou longamente para mim, e depois disse:
- Tu nunca acreditarias que isto fosse possível com tão
pouco esforço, não é verdade? Pois o êxito ou fracasso da
tua vida não depende tanto da força que colocas numa
tentativa, mas da persistência no que se faz.
Reflexão
Numa altura em que tudo é rápido, aqui e agora, desde as
comunicações à comida fast-food, parece que ter persistência
é algo de um passado longínquo. O certo é que as pequenas ou
grandes melhorias, inclusive nos estudos, requerem método e
constância. Até podemos ter sorte no estudo de uma tarde
para um teste de avaliação, com tudo “enfiado” à pressão,
mas o verdadeiro saber é aquele que permanece. …
Oração
Que o Senhor nos dê força e tenacidade para saber “riscar”
as nossas prioridades com persistência.
Pai Nosso … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós. Em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.
O TAXISTA...
Há vinte anos, eu ganhava a vida como motorista de táxi.
Encontrei pessoas cujas vidas surpreenderam-me,
enobreceram-me, fizeram-me rir e chorar. Nenhuma me tocou
mais do que a de uma velhinha que um dia eu levei já bem
tarde.
Era Agosto. Eu tinha recebido uma chamada de um pequeno
prédio de quatro andares, numa rua tranquila do subúrbio da
cidade.
Quando eu cheguei às 2h30 horas da madrugada, o prédio
estava escuro, com excepção de uma lâmpada acesa numa janela
do rés-do-chão. Fui até à porta e bati. "Um minuto",
respondeu uma voz débil e idosa.
Uma octogenária pequenina apareceu. Ao seu lado havia uma
pequena malinha de nylon. Toda a sua mobília estava coberta
por lençóis. Não havia relógios, roupas ou utensílios sobre
os móveis.
Eu peguei na mala e caminhei vagarosamente para o carro e
ela ficou a agradecer a minha ajuda.
Quando entramos no carro, ela deu-me o endereço e pediu:
- O Sr. poderia ir pelo centro da cidade?
- Mas esse não é o trajecto mais curto - alertei-a
prontamente.
- Eu não me importo. Não estou com pressa, pois o meu
destino é um lar de idosos.
Eu olhei pelo retrovisor. Os olhos da velhinha estavam
marejados de lágrimas. Brilhavam como estrelas.
- Eu não tenho mais família - continuou - O médico diz que
viverei pouco tempo.
Disfarçadamente desliguei o taxímetro e perguntei-lhe:
- Qual o caminho que a Sra. deseja que eu tome?
Durante as duas horas seguintes circulamos pela cidade. Ela
mostrou-me o edifício que havia, em certa ocasião,
trabalhado como porteira de um prédio.
Passamos perto do bairro onde ela e o esposo tinham vivido
como recém casados noutros tempos, e que hoje era um
depósito de móveis.
De vez em quando, pedia-me para ir mais devagar em frente a
um edifício ou esquina e ficava então com os olhos fixos na
escuridão, sem dizer nada. Quando o primeiro raio de sol
surgiu no horizonte, ela disse de repente:
- Agora estou cansada. Vamos para o meu destino!
Viajamos, então, em silêncio, para o endereço que ela me
tinha dado.
Chegamos a uma casa de repouso. Dois funcionários
encaminharam-se até ao táxi, assim que ele parou. Eu abri o
porta-bagagens e levei a pequena mala para a porta.
A senhora já estava sentada numa cadeira de rodas.
- Quanto lhe devo? - ela perguntou, abrindo a bolsa.
- Nada - respondi.
- Você tem que ganhar a vida, meu jovem.
- Há outros passageiros - respondi.
Quase sem pensar, curvei-me e dei-lhe um abraço. Ela me
envolveu comovidamente.
- Você deu a esta velhinha bons momentos de alegria. - disse
o médico do lar, que se tinha aproximado. - Obrigado.
Apertei sua mão e caminhei no lusco-fusco da alvorada. Atrás
de mim uma porta foi fechada.
Não creio que eu jamais tenha feito algo mais importante na
minha vida. Nós estamos condicionados a pensar que as nossas
vidas giram em torno de grandes momentos em que somos o
centro das atenções. Todavia, os “grandes momentos”
apanham-nos desprevenidos e ficam maravilhosamente guardados
em recantos que os outros podem considerar sem importância.
Reflexão:
Para quem é que somos importantes? Nunca nos esqueçamos que
as pessoas podem não se lembrar exactamente do que tu
fizeste ou o que disseste mas vão sempre recordar-se de como
as fizeste sentir.
Oração:
Que Deus nos vá iluminando o radar do coração, para que
fiquemos atentos a espelhar gestos de ternura, solidariedade
e perdão à nossa volta. Ave Maria,… Nossa Senhora
Auxiliadora,… rogai por nós. Em nome do Pai e do Filho e do
Espírito Santo. Amén.
OS TRÊS PEDIDOS
Três pessoas encontravam-se junto de um rio de águas
caudalosas. Os três tinham de passar para a outra margem.
O primeiro era um homem de negócios. Antes de se lançar à
água, rezou assim:
- Senhor, dai-me coragem para conseguir atravessar estas
águas perigosas. Do outro lado esperam-me negócios
importantes. Ajuda-me, Senhor.
O homem de negócios atirou-se à água, mas a corrente
caudalosa arrastou-o e nunca mais ninguém o viu.
O segundo era um soldado. Antes de se lançar à água rezou
assim:
- Senhor, dai-me força para superar este obstáculo. Do outro
lado esperam por mim para fazer guerra e matar os inimigos.
Atirou-se também à água, mas a corrente era mesmo muito
forte e também ele desapareceu para sempre.
A terceira pessoa era uma mulher. Em casa, o marido e os
filhos esperavam por ela. Também ela se ajoelhou e rezou:
- Senhor, ajudai-me, pois precisam de mim em casa.
Ao levantar-se, viu ao longe um pastor que guardava o
rebanho. Esta aproximou-se dela e disse-lhe:
- A senhora quer atravessar o rio? A dez minutos daqui há
uma ponte.
Reflexão
Podemos dizer que Deus manifesta-se aos simples e humildes
de coração. No homem de negócios temos a personificação das
riquezas, do poder; no soldado a sede de vingança a fama de
ser herói; na mulher a capacidade de acolher e saber esperar
para discernir, para escolher entre o bem e o mal. Por vezes
os critérios humanos são muito diferentes dos critérios do
Evangelho. Possamos encontrar pessoas que nos ajudem a viver
as dificuldades e sejam sinais do amor de Deus.
Oração
Ave Maria,… Nossa Senhora Auxiliadora,… rogai por nós. Em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.
OS CAMINHOS DO AMOR
Muitos eremitas viviam nas proximidades de uma fonte. Cada
qual tinha construído a sua cabana e passava o dia em
absoluto silêncio, meditando e rezando.
Deus quis ir visitá-los, porém, não conseguia encontrar o
caminho. Lá do céu só via pequenos pontinhos n vastidão do
deserto.
Um dia, um dos eremitas, decidiu ir visitar um outro. No
chão ficaram as pegadas. Depois esse eremita retribuiu a
visita e ficou aberto um carreiro. Os outros eremitas
começaram a visitar-se uns aos outros e, a um certo momento,
depois de tantos percursos, começaram a aparecer caminhos a
unir as cabanas.
Deus, lá do alto do céu, disse:
- Parece que já vejo o caminho para chegar junto das cabanas
dos meus amigos eremitas.
Por isso, Deus decidiu ir visitar cada um desses bons
homens, levando-lhes uma palavra de amor.
Depois de ter visitado todos os eremitas, pediu-lhes que se
reunissem todos junto da fonte de à água fresca. Era uma
tarde muito quente. Todos beberam dessa água fresca. Deus,
ao despedir-se, disse-lhes:
- Continuai a vossa vida de oração, mas continuai a
visitar-vos. Não deixeis que cresçam árvores os caminhos que
abristes, os caminhos da fraternidade.
Reflexão
Como seria bom, se nos dias de hoje, a palavra fraternidade
ganhasse mais vida. Se cada um fosse capaz de deitar abaixo
as barreiras do egoísmo, do individualismo, do seu
bel-prazer, da teoria «quero, posso e mando». Que bom seria
abrirmos caminhos do encontro, de olhares que amam, de
abraços que acolhem, de verdadeira amizade que gera
comunhão, de fraternidade que olha para o outro como um
irmão e o ama. Tenhamos todos a noção de que a medida mais
alta para a humanidade é o amor.
Oração
Ave Maria,… Nossa Senhora Auxiliadora,… rogai por nós. Em
nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Amén.
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CAMINHADA QUARESMAL - JESUS,
fala-nos pelo caminho! |
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Somos companheiros de um caminho que nos faz crescer
na experiência de sermos comunidade reunida no amor
de Jesus, de relações interpessoais construídas a
partir do primado do amor.
A
opção para se amar e ser livre é radical e sabemos
qual foi a de Jesus: uma vida entregue por amor.
A Quaresma é o tempo que conduz ao
coração desta entrega por amor. Tempo rico em
convites que passam através de gestos e de
compromissos. São os gestos, mais do que as
palavras, a cimentar as nossas pertenças, os nossos
laços. Laços muitas vezes vividos de forma
desordenada, em que é difícil respeitar as devidas
prioridades, em que depressa nos cansamos daquilo
que não provoca emoção suficiente e há dificuldade
em cortar cerce com aquilo que prende, que faz
sofrer inutilmente. |
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Deixemos
que Jesus se encontre connosco e ilumine o nosso olhar. Foi
esta a experiência dos discípulos de Emaús, num encontro
fulgurante que inverteu a rota do medo e da tristeza em
anúncio de Vida autêntica. A Via de Emaús é um
caminho que nos leva da Palavra à Pessoa de Jesus na
Eucaristia e dela à comunidade. É encontrar
Cristo, redescobrindo a vida e o testemunho na Igreja e no
mundo.
>
SEMANA DE 17 A 19 DE FEVEREIRO
TER
SEDE
Sem
água não há vida. Mas a água é um bem cada vez menos
disponível por causa da contaminação. É hora de mudar de
atitude.
PALAVRA DE DEUS (Marco 1, 12- 13)
«O
Espírito conduziu Jesus ao deserto. E Ele ficou no
deserto quarenta dias. Jesus era tentado por Satanás. Os
Anjos serviam-n’O.»
MENSAGEM:
O desejo de parecer, ser e ter mais que os outros é uma
tentação quotidiana. É por ela que ambicionamos comprar,
mesmo se não precisamos; consumir, ainda que já
estejamos satisfeitos; deitar fora o que aparenta já não
interessar. Olhemos a natureza, e em particular a água,
tão desejada no deserto, mas tão frágil lá,
evaporando-se. Aprendamos que o que é indispensável é
que se deve proteger e querer.
EMPENHO DE GRUPO:
Passa a palavra entre os colegas da escola para que não
desperdicem água quando comem no refeitório, sempre que
vão à casa de banho ou tomam banho após o desporto, ou
em casa.
APRENDE, BRINCANDO:
Acede ao site
www.vimagua.pt , clica em portal da água e em
seguida Jogos didácticos e supera os 3 desafios.
Proposta:
Durante a semana, ter
a preocupação de ir perguntando como vão com o empenho
pessoal. Pode-se colocar em letras destacadas, na sala,
no refeitório e outros ambientes, o empenho da semana.
>
SEMANA DE 22 A 26 DE FEVEREIRO
VIVER JUNTOS É BELO!
È
verdadeiramente belo estarmos juntos. Eu e tu, Deus no
meio de nós, em comunhão com a natureza, formamos aquela
família universal, cósmica, que Deus quer e ama.
PALAVRA DE DEUS (Marcos 9,5):
«Tomando a palavra, Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom
estarmos aqui; façamos três tendas: uma para Ti, outra
para Moisés e outra para Elias!”»
MENSAGEM:
O apóstolo Pedro reconhece como é belo estar na presença
de Deus e na companhia daqueles que são amigos d’Ele.
Também nós somos convidados a perceber que Deus está
entre nós e que a Sua presença enriquece os laços
familiares, a camaradagem entre colegas de escola, o
sentido de pertença ao grupo, ao clube ou à associação.
EMPENHO PESSOAL:
Pergunta-te: na turma, sou capaz de acolher aquele que é
diferente de mim, de me fazer amigo daquele que
permanece distante? Tenho curiosidade em ouvir a opinião
dele, de saber a sua história? Serei capaz de dizer «É
belo sermos colegas» «É sublime sermos amigos?»
EMPENHO DE GRUPO:
Organiza uma festa, uma ida ao bar, com os teus colegas
e colegas de outras nacionalidades. Contem histórias,
cantem músicas típicas, falem das culturas de cada um.
APRENDENDO, BRINCANDO:
Acede a
http://dinamicasdegrupofpceuc.blogspot.com . Aplica
alguma das dinâmicas propostas no teu empenho de grupo.
Proposta:
Durante a semana, ter
a preocupação de ir perguntando como vão com o empenho
pessoal. Pode-se colocar em letras destacadas, na sala,
no refeitório e outros ambientes, o empenho da semana.
>
SEMANA
DE 1 A 6 DE MARÇO
GRITO DOS POBRES:
Vivemos num mundo em que alguns acumulam riquezas,
muitas vezes à custa da exploração do trabalho dos
empregados ou da imposição de preços escandalosos aos
produtos. Em consequência, multiplica-se a multidão dos
pobres e dos indigentes.
PALAVRA DE DEUS (João 2, 13-16):
«Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a
Jerusalém. Encontrou no Templo os vendedores de bois,
ovelhas e pombas, e os cambistas nos seus postos. Então,
fazendo um chicote de cordas, expulsou-os a todos do
Templo. Disse-lhes: “Tirai isso daqui. Não façais da
Casa de Meu Pai uma feira!”»
MENSAGEM:
Jesus grita: basta de comércio injusto e desprezível.
Deus censura os avarentos e diz que Deus não permite
injustiças nem exploração de uns por outros.
EMPENHO PESSOAL:
Analisar o consumo pessoal: tenho roupa ou calçado de
que não preciso e há quem tenha necessidade deles? Como
e bebo com extravagância e há gente a passar fome perto
de mim? Conservo material escolar? Que outras coisas uso
sem nunca pensar se esse uso é o correcto?
APRENDE, BRINCANDO:
Acede ao site
www.consumoresponsavel.com e descarrega as fichas de
trabalho sobre o assunto e os jogos didácticos.
GESTO CORAJOSO:
Tristram Stuart é inglês e é uma verdadeira autoridade
em matéria de recuperação da comida que outras pessoas
julgam desperdício. A 16 de Dezembro de 2009, alimentou
5000 pessoas em Trafalgar Square, no centro de Londres,
só com restos de comida. A maioria dos alimentos foi-lhe
oferecida por agricultores e armazenistas que são
obrigados a deitar fora milhões de toneladas de comida
fresca e em boas condições.
Proposta:
Durante a semana, ter
a preocupação de ir perguntando como vão com o empenho
pessoal. Pode-se colocar em letras destacadas, na sala,
no refeitório e outros ambientes, o empenho da semana.
*
Caminhada baseada na proposta da revista
Audácia
Irmã Eusébia Palomino - Exemplo de
humildade
9 de
Fevereiro
Início
do processo: 12 - 04 – 1982
Venerável: 17 - 12 – 1996
Beatificada em 25 de Abril de 2004
Eusébia Palomino Yenes nasceu em Cantalpino,
província de Salamanca, oeste da Espanha, no dia 15 de
Dezembro de 1899. A família de Agostinho Palomino, homem
de fé autêntica, é muito pobre. Em alguns períodos do
ano Eusébia e o pai são obrigados a pedir esmola nas cidades
vizinhas, mas fazem-no com alegria e com fé realmente
singulares.
Naquelas longas viagens Agostinho ensina o
catecismo à filha, sedenta de aprender os mistérios do
Senhor. Na família de Eusébia, trabalha-se, reza-se e
quer-se bem. O dia da primeira comunhão foi vivido
por Eusébia com grande intensidade. Logo depois, ficou ao
serviço junto de uma rica família. Não cedeu à tentação da
adolescência, pondo sempre em primeiro lugar o amigo Jesus.
Foi enviada a Salamanca, primeiramente como
babysitter, depois como assistente num hospital. Desejava
muito ser religiosa.
Certo dia, trabalhando com a enxada,
encontrou uma medalha de Maria Auxiliadora. Pouco depois,
uma misteriosa amiga levou-a ao oratório das Irmãs, que
a convidaram para ficar com elas como empregada.
Estranhamente, a cozinha tornava-se meta das educandas que
iam encontrar-se com a cozinheira ignorante que tinha sempre
uma boa palavra para elas. Foi a Salamanca e Madre Vigária,
aceitou- a entre as postulantes.
Eusébia fez o noviciado em Barcelona, edificando as
companheiras com a sua humildade e com o seu sorriso.
Tornando-se Filha de Maria Auxiliadora em 1924, foi enviada
a Valverde del Camino com o encargo de cozinheira e ajudante
doméstica. Começou a viver o seu serviço ordinário
extraordinariamente bem, como queria Dom Bosco, tanto que o
Senhor quis enchê-la de dons.
Ali também as jovens começaram a
aproximar-se dela, atraídas pelo seu fascíno espiritual.
Começou a trabalhar no oratório. Seminaristas, adultos e
sacerdotes pediam-lhe conselhos, estimulados pelo seu
espírito de oração e de fé convicta e convincente. Propagou
a devoção às Santas Chagas do Senhor e a assim
chamada "escravidão mariana" de São Luís Maria Grignon de
Montfort. Contam-se factos especiais que aconteceram em sua
vida. Como Dom Bosco, recebeu do Senhor o dom da profecia.
Predisse a guerra civil espanhola e ofereceu-se como vítima
pela Espanha. Começou a ficar doente. A sua directora, Ir.
Carmen Moreno, depois mártir e beata, cuidava dela, enquanto
recolhia seus pensamentos. Ir. Eusébia profetizou o seu
martírio.
Antes de morrer teve momentos de êxtase e
de visões. Apresentou-se ao Senhor no dia 10 de
Fevereiro de 1935. João Paulo II beatificou-a no dia 25
de Abril de 2004. Seus restos mortais repousam em Valverde.
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Jacinta Marto
20
de Fevereiro
Nasceu em Aljustrel,
Fátima, a 11 de Março de 1910 .
Foi uma dos três
pastorinhos que "viram Nossa Senhora" na Cova da
Iria, entre 13 de Maio e 13 de Outubro de 1917. |
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Filha mais nova de Olímpia e
Manuel Marto, Jacinta Marto e Francisco eram crianças
típicas do Portugal rural da época. Como de início não
frequentava a escola, trabalhava como pastora em conjunto
com seu irmão e a sua prima Lúcia. Mais tarde, logo após as
aparições, por alegada "recomendação de Nossa Senhora",
entrou na escola primária. De acordo com as memórias de
Lúcia, Jacinta era uma criança afectiva, muito afável e
emocionalmente frágil.
Na sequência das alegadas
"aparições", o comportamento dos dois irmãos alterou-se.
Jacinta ficou muito marcada pela "visão" do Inferno que
aconteceu na terceira aparição. Triste com o que acontecia
aos "pecadores", na sua simplicidade, resolve fazer
penitência e sacrifício pela conversão dos mesmos seguindo o
pedido da Virgem Maria, feito na primeira aparição", a qual
pediu moderação nas seguintes aparições.
As três crianças, mas
particularmente Jacinta, praticavam mortificações e
penitências. É possível que prolongados jejuns a tenha
enfraquecido a ponto de ter sucumbido à epidemia do vírus
“influenza” (tuberculose) que varreu a Europa em 1918 e em
consequência da primeira guerra mundial. Jacinta, que sofria
de pleurisia e não podia ser anestesiada devido à má
condição do seu coração, foi assistida em vários hospitais,
acabando por falecer a 20 de Fevereiro de 1920, num hospital
em Lisboa.
Jacinta fora beatificada, com
seu irmão, pelo Papa João Paulo II em 13 de Maio de 2000.
Jacinta é a cristã mais nova não-mártir a ser beatificada. O
seu dia festivo é 20 de Fevereiro.
Francisco Marto
Nasceu em Aljustrel, Fátima, a
11 de Junho de 1908 . Conhecido mundialmente como Beato
Francisco de Fátima e da Igreja Católica.
De acordo com as memórias de
Lúcia, Francisco era um rapaz muito dado, mas calmo, e
gostava de música, o qual mostrava habilidade no pífaro.
Sendo muito independente nas opiniões, no entanto era
pacificador, e mostrava-se muito respeitoso pelas pessoas.
Conta a sua prima que até os animais não escapavam a sua
caridade.
Na sequência das aparições, o
comportamento dos dois irmãos alterou-se e desde então
Francisco passou a preferir rezar sozinho. Marcado pelas
palavras de Nossa Senhora para "que não ofendam mais a
Deus", ele retirava-se na solidão "para consolar Jesus pelos
pecados do mundo".
As três crianças,
particularmente o Francisco, tinham o costume de praticar
mortificações, mas que Nossa Senhora numa das aparições
pedira moderação. Contudo, como penitência, Francisco
deixara de ir à escola e escondia-se para atenuar pelos
pecadores. Teve a mesma doença da irmã Jacinta e acabou por
falecer em casa em 1919.
Francisco e Jacinta foram
beatificados pelo Papa João Paulo II em 13 de Maio de 2000.
Jamais se vira, naquele lugar,
uma coisa igual: 70 mil pessoas, vindas de todas as partes
de Portugal, estão reunidas, sob a chuva, no local que se
chama Cova da Iria. O que aconteceu?
Estamos no dia 13 de Outubro
de 1917. A duras penas, os três pastorinhos tentam furar a
multidão rumo às suas pequenas casas em Aljustrel. A menor
das crianças - nossa Jacinta - é conduzida através de
atalhos por um soldado, que a protege das manifestações de
entusiasmo de pessoas que desejam vê-la e dirigir-lhe a
palavra. Milhares de perguntas, pedidos de oração e
intercessões. Conversões, lágrimas de alegria...
As crianças – Lúcia, Francisco
e Jacinta - não prestam atenção à multidão reunida, a qual
presenciara o milagre do sol ao final da última aparição.
Suas mentes estão tomadas pela sublimidade e pelo esplendor
do extraordinário facto sobrenatural que há pouco acabam de
contemplar. A Senhora do Céu, com quem haviam falado seis
vezes, acabava de realizar o milagre prometido...
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Desapego quanto a louvores dos homens
Jacinta Marto, com
apenas sete anos de idade, é dotada de uma marcante
seriedade. A fronte franzida indica profunda
preocupação. Os olhos, que ainda reflectem
maravilhosamente o brilho do que haviam contemplado,
estão contraídos mas calmos, indicando uma alma
inclinada ao recolhimento. O que dizer desta
fisionomia? Talvez Jacinta se tenha lembrado dos
penosos caminhos percorridos anteriormente em meio
ao desprezo, aos insultos e até aos golpes daqueles
que agora estão no meio da multidão. |
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Não, a alegria do momento não
a impressiona, ela conhece bem a inconstância do espírito
humano. Sua vontade está posta em Deus, no cumprimento de
Sua vontade, de tal modo que, depois das aparições, levou
verdadeiramente a vida de uma grande santa. A Congregação
para a Causa dos Santos constatou: a sua vontade era
inteiramente submissa à de Deus. Como seria útil,
principalmente para os nossos dias, conhecer a vida desta
criança.
A caminho da santidade
No espaço de tempo que vai dos
sete aos dez anos, em que suportou heroicamente o fardo da
doença que a levaria à morte, Jacinta trilhou o caminho da
santidade. Já nessa tão precoce idade conheceu profundamente
a realidade da vida. A sua existência foi curta, porém
repleta de acontecimentos extraordinários e até mesmo
fascinantes.
O caminho da santidade, esta
menina percorreu-o de tal maneira que os seus pais e
parentes chegaram a exclamar a respeito dela e dos outros
dois videntes: "É um mistério que não dá para compreender.
São crianças como outras quaisquer. No entanto, percebe-se
nelas qualquer coisa de extraordinário!" Sim, o que havia de
extraordinário nessas crianças que as pessoas (até hoje!)
não conseguem entender?
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Oração e
sacrifícios resgatam pecadores
Depois daquele dia,
Jacinta iniciou uma mudança interior profunda, uma
conversão de sua vida como Nossa Senhora tinha
pedido. As palavras de Maria Santíssima encheram de
modo indelével sua alma e passaram a ser o conteúdo,
o ideal de sua vida. Mais ainda, colocou esse ideal
em prática. "Fazei penitência pelos pecadores!
Muitos vão para o inferno porque ninguém reza e se
sacrifica por eles." - Tais palavras encontraram
profunda ressonância em Jacinta. E com que
inquebrantável vontade fazia penitência! Aqui vão
mencionados alguns exemplos desta jovem e já grande
santa. |
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Ela não hesitava em,
frequentemente, jejuar um dia inteiro, sem nada comer ou
beber, dando alegremente o seu pão às crianças pobres. Em
outros dias, comia justamente aquilo que mais detestava.
Trazia como penitência uma corda em torno da cintura. Nada,
nenhum sacrifício lhe parecia demasiado grande, tratando-se
da salvação das almas!
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Enormes penitências
salvaram muitas almas
Profundamente
impressionada pela visão do inferno e pelo mistério
da eternidade, Jacinta não poupou nenhum sacrifício
visando a conversão dos pecadores. Na sua doença --
uma tuberculose que a levou à morte -- oferecia
principalmente suas dores: "Sim, eu sofro, porém
ofereço tudo pelos pecadores, para desagravar o
Imaculado Coração de Maria. Ó Jesus, agora podeis
salvar muitos pecadores porque este sacrifício é
muito grande".
Mesmo na sua dolorosa
moléstia mostrava-se sempre paciente, sem
reclamações, inteiramente modesta. Conduta que não
correspondia ao seu carácter natural. O que
possibilitava a essa criança a prática de tal
fortaleza e manifestar semelhante comportamento?
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A própria Jacinta dá resposta
a essa pergunta em sua exclamação: "Gosto tanto de Nosso
Senhor e de Nossa Senhora que nunca me canso de dizer que Os
amo. Quando eu digo isso muitas vezes, parece-me que tenho
um lume no peito, mas não me queima!" O amor ardente a Jesus
e Maria! Este foi o amor que transformou Jacinta e que fez
dela uma cópia fiel das virtudes da Virgem Santíssima.
Último sacrifício: na
morte, isolamento
Tão heróica foi a morte quanto
a vida de Jacinta, num hospital de Lisboa, inteiramente
sozinha. Este facto foi objecto de uma das últimas previsões
recebidas por Jacinta, directamente de Nossa Senhora. Com
que coragem conservou a menina este pensamento! Deixemo-la
narrar esta profecia, por ela confiada a Lúcia:
"Nossa Senhora disse-me que
vou para Lisboa, para outro hospital; que não te torno a
ver, nem aos meus pais; que depois de sofrer muito, morro
sozinha; mas que não tenha medo, que me vai lá Ela me buscar
para o Céu."
Nossa Senhora anunciou também
o dia e a hora em que deveria morrer. Quatro dias antes, a
Santíssima Virgem tirou-lhe todas as dores. Como ninguém
esteve presente nesse grandioso momento, podemos apenas
imaginar a cena. Como terá sido a recepção deste pequeno
lírio no Céu? Diante de Nossa Senhora, aquele rosto virginal
não estará mais contraído pelo sofrimento, mas
resplandecente em presença d’Aquele que foi o Fundamento de
sua vida: "Se eu pudesse meter no coração de toda a gente o
lume que tenho cá dentro do peito e a fazer-me gostar tanto
do Coração de Jesus e do Coração de Maria!"
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