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Maria,
Mãe de Jesus, e Maria Mazzarello. Duas raparigas,
profundamente enraizadas no seu tempo, que arriscaram toda a
vida num projecto sem saber o possível “final da história”.
Na escuta da voz do Deus, foram aprofundando uma relação que
as movia na procura contínua da felicidade.
A
vida é um tesouro a descobrir com Jesus, que nos chama e
envia a partilhá-la. A nossa felicidade passa por descobrir
o sonho de Deus na nossa própria história. Estamos à escuta?
Descobrir e aprofundar a história vocacional de Maria de
Nazaré e de Maria Mazzarello.
Descobrir-se na experiência de leitura da vida à luz da
Palavra de Deus.
EM
MAIO...
DIA
DA MÃE - 2 DE MAIO
AS MÃES MÁS
|
Um dia, quando os
meus filhos forem suficientemente crescidos para
entender a lógica dos bons pais e as mães, eu hei de
dizer-lhes:
– Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde
vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em
silêncio e fazer-vos entender que aquele novo amigo
não era boa companhia.
- Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar as
pastilhas elásticas que tiraram do supermercado vos
fazer dizer ao dono: "Nós levamos isto ontem e
queríamos pagar".
- Eu amei-vos o suficiente para ter ficado de pé
junto de vós, duas horas, enquanto limpavam o vosso
quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver, para
além do amor que eu sentia por vocês, também a
desilusão e as lágrimas nos meus olhos. |
 |
- Eu
amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a
responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as
consequências foram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer
não quando era preciso, mesmo sabendo que me poderiam odiar
por isso. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque afinal vocês também
venceram!
E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o
suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as
mães, e vos perguntarem se a mãe deles era má, sei que os
meus filhos lhes vão dizer:
"Sim, a nossa mãe era má..."
Era tão má que tinha de saber quem eram os nossos amigos e o
que fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que
demorássemos apenas uma hora. Além disso, ela quebrava as
leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da
mesa, arrumar as nossas desarrumações, esvaziar o lixo e
fazer todos esses tipos de trabalho, que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, a pensar em coisas para
nos mandar fazer.
Ela insistia sempre connosco para que lhe disséssemos sempre
a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, até conseguia ler os nossos
pensamentos.
A nossa vida era mesmo invadida por ela. Ela tinha de
conhecer todos os nossos amigos e enquanto todos podiam
voltar tarde à noite, com 13 anos, nós só conseguimos sair
até tarde por volta dos 18 e lá estava ela à espera no sofá
para saber se a festa foi boa, (só para ver como estávamos
ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na
adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em
roubos, em actos de vandalismo, em violação de propriedades,
nem fomos presos por qualquer crime. FOI TUDO POR CAUSA
DELA.
Agora que já somos adultos, honestos, educados, bons
profissionais e autênticos chefes de família estamos a fazer
o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
Oração
/ reflexão
Apesar
do dia da mãe ter sido este Domingo que passou, não podemos
deixar de hoje recordarmos as mães de cada um de nós e a Mãe
que nos acompanha nesta Comunidade Educativa Salesiana.
Pedimos a Nossa Senhora a sua bênção para cada um de nós,
para todos aqueles que nos educam e acompanham com o jeito
materno, doce e forte, que só um coração de mãe sabe fazer.
Avé
Maria, …. Nossa Senhora Auxiliadora, rogais por nós.
6
DE MAIO - FESTA DE S. DOMINGOS SÁVIO, PROTECTOR DOS JOVENS
|
Esta formula já era fruto de uma frase sua, dita no
dia da sua primeira comunhão, quando tinha apenas
sete anos: "ANTES MORRER DO QUE PECAR". A ideia de
não querer afastar-se do caminho do bem e do amor de
Deus seguiu-o até o final da sua vida.
Domingos Sávio gostava tanto de estudar que os seus
pais, pessoas de humilde condição, resolveram deixar
que fosse todos os dias a pé até ao povoado vizinho,
a cerca de 5 quilómetros de distância. Quando lhe
perguntaram se não tinha medo de assaltantes numa
estrada tão deserta, respondeu que não ia sozinho,
pois o seu anjo acompanhava-o.
Devido às condições de trabalho na época, os pais de
Domingos tiveram de mudar de localidade e foram
viver para uma vilazinha chamada Mondónio. Lá,
passou-se um episódio com Domingos. Na escola,
frequentada só por rapazes, Domingos assumiu a culpa
de uma asneira que não tinha feito, para que os seus
colegas não fossem expulsos e "por amor a Jesus que
suportou muito mais injustiças na Cruz". É evidente
que o professor, um padre muito amigo de D. Bosco,
ficou muito comovido com esta resposta de Domingos,
ao ponto de, com autorização e apoio dos pais,
enviar Domingos Sávio para Turim, para o oratório do
seu grande amigo João Bosco, que aceitava meninos
pobres. Quando Domingos conheceu Dom Bosco logo
nasceu uma grande amizade. |
 |
Fascinado pelo testemunho de fé e de coragem de Dom Bosco na
educação daqueles rapazes, Domingos desenvolveu um grande
amor pela salvação das almas e quase uma obsessão por
tornar-se santo. Disse, ao um colega: "Eu quero ser santo,
se não me santificar, serei um fracasso." – Como tal,
segundo a ideia de santidade que tinha, começou a fazer
pequenos sacrifícios pela salvação das pessoas: Esfregar as
mãos na neve, colocar pedras no colchão, doar suas roupas de
frio para os meninos pobres... Mas quando Dom Bosco
descobriu proibiu-o de fazer estes sacrifícios,
explicando-lhe que Deus quer a sua felicidade e não que ele
prejudicasse a sua saúde já tão frágil. Por isso, D. Bosco
ensina-lhe uma pequena fórmula de santidade que Domingos vai
seguir e propor a todos os seus amigos em todas as alturas:
"Ser santo é viver sempre alegre. É fazer todas as coisas,
na altura certa e bem feitas...".
Oração
/ reflexão
A
inspiração de santidade levou Domingos Sávio a viver sempre
cada vez mais feliz e sereno, apesar da sua saúde ser muito
frágil. Conquistava os amigos com facilidade, pela bondade e
a forma sincera e humilde como se aproximava de todos e a
todos propunha darem o melhor de si. Para conseguir isso de
forma mais eficaz, criou com os seus melhores amigos uma
espécie de clube secreto dentro do Oratório: "A Companhia da
Imaculada", ou, como chamava Dom Bosco, a guarda Imperial...
O Oratório de Dom Bosco era muito grande e recebia jovens e
crianças de todas as partes, muitos chegavam sem conhecer as
coisas de Deus. O principal objectivo da Companhia, era
espalhar o amor e propor a santidade como horizonte de vida
a cada um deles. Cada um, sem que os demais alunos
soubessem, era responsável por um determinado grupo de
colegas, estando atento e protegendo-os dos perigos.
Possamos nós aprender a seguir esta atitude de cuidado e
atenção para com os nossos colegas, especialmente numa
altura em que parece que há muito pouca coragem para fazer o
bem e ser bom! Até onde nos levará a vergonha em sermos o
melhor que podemos ser? Pedimos a Maria que nos ensine a ser
autenticamente livres e a agir com consciência.
Avé
Maria, …. Nossa Senhora Auxiliadora, rogais por nós.
7 A
10 DE MAIO - PREPARAR A FESTA DE SANTA MARIA DOMINGAS
MAZZARELLO (festa a 9 de Maio)
-
“Uma rapariga de fé”
|
Foi em Mornese, situado no norte da Itália, que no
dia 9 de Maio de 1837, nasceu Maria Domingas
Mazzarello, filha de José Mazzarello e de Maria
Madalena Calcagno. Foi a primeira de 10 filhos.
Mornese é uma região que possui terra forte e árida,
aberta ao sol e ao vento, onde se cultivava o trigo
e onde os vinhedos se alternavam com pinheiros e
pequenos bosques. Habitada por famílias
profundamente cristãs, formavam, sobretudo,
personalidades robustas na fé, na honestidade, no
trabalho e na caridade.
Maín (diminutivo de Maria) tornou-se uma
adolescente, como todas as outras: trabalhava muito
no campo, a ajudar o pai, e rezava muito... Teve
entusiasmos, desânimos e crises próprias da idade.
Porém, já se notava nela forte carácter, espírito de
liderança e a capacidade de ter pessoas sempre ao
seu redor.
A Valponasca era uma casa de campo onde Maín viveu
parte da sua infância, com a sua família, numa
altura em que o seu pai tinha arrendado as terras
para as cultivar.
Da casinha da Valponasca até à paróquia no centro de
Mornese, num passo bem rápido, é um caminho de cerca
de hora e meia. Fosse em tempo de sol como de chuva
ou neve, a jovem Maín deslocava-se todos os dias
para participar na missa e receber Jesus.
A escuridão, o frio, a chuva, o vento, a neve, …
foram companheiros inseparáveis e testemunhas
silenciosas da fé de Maín em Jesus celebrado na
Eucaristia. O dia era longo e já ritmado pela ajuda
que prestava no trabalho do campo e com os irmãos
mais novos. Para esta jovem, começar o dia com o
alimento que nos preenche interiormente era
alimentar a sua vida de fé para viver intensamente e
com alegria todo o dia. |
 |
Reflexão/Oração
“Maria Mazzarello, eras elegante, activa, inteligente,
e soubeste servir-te destes dons para ajudar as meninas e
fazê-las felizes.
Ajuda-me a descobrir as minhas qualidades e colocá-las a
serviço dos que me rodeiam.
Maria Mazzarello, conheceste a solidão e a fadiga,
a pobreza e a doença, porém confiaste sempre em Deus e Ele
ajudou-te.
Ajuda-me a confiar a Deus os meus problemas, os meus
defeitos, os meus medos, para que Ele me ajude a crescer.
Ajuda-me a descobrir o quanto Deus me ama e como devo amar o
próximo para o fazer feliz. Obrigada por todo o teu amor!”
Avé
Maria, …. Nossa Senhora Auxiliadora, rogais por nós.
- “Um
coração atento e aberto à vida”
Nesta
casa da Valponasca existe uma janela pequena da qual se pode
avistar o campanário da igreja paroquial. Mesmo indo todos
os dias à missa, Maín gostava imenso de assistir às reuniões
do final da tarde, quando o padre reunia as pessoas daquela
aldeia para rezar, mas como não podia sair de casa àquela
hora, ficava à janela a como que seguia a oração “longe da
vista mas perto do coração”.
Podemos portanto dizer que o coração de Maín era:
*
Profundamente humano: próximo das pessoas, alegre, sincero,
sensível, afectuoso e materno.
* Um
coração cheio de Deus.
* Um
coração que sabe amar sem medo e que manifesta esse amor de
forma sincera e profunda.
* Um
coração compreensivo.
* Um
coração que tem sempre presente as motivações mais correctas
para agir.
Ou
seja, um coração grande e generoso, disponível a escutar no
silêncio a voz de Jesus e a responder-lhe com alegria.
Reflexão/Oração
Diante
de tanta simplicidade de vida como reagimos nós? Por vezes,
é com facilidade que escutamos estas narrativas com
preconceitos, dizendo que se trata de histórias de outros
tempos e de pessoas ignorantes. Mas, isso significa que hoje
sabemos fazer coisas muito melhores?
O paradoxo
de nosso tempo é que temos edifícios mais altos... mas lares
mais curtos;
Temos
auto-estradas mais largas... mas pontos de vista mais
estreitos;
Gastamos
mais, mas temos menos;
Compramos
mais... mas desfrutamos menos, passado pouco tempo uma coisa
já nada vale.
Temos
casas maiores e famílias menores;
Temos mais
graus académicos, mas menos bom senso;
Temos um
conhecimento mais perfeito sobre qualquer assunto mas mais
problemas;
Temos
mais medicina, mas muito menos saúde.
Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos os nossos
valores.
Falamos
demais, raramente amamos de verdade e odiamos com muita
frequência.
Aprendemos
como ganhar a vida, mas quase não vivemos essa vida.
Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à
extensão dos nossos anos.
Já fomos à
Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a
rua e nos encontrarmos com o nosso novo vizinho.
Conquistamos o espaço exterior, mas não o nosso espaço
interior.
Limpamos o
ar, mas poluímos o espírito.
Dividimos
o átomo, mas não somos capazes de dividir os nossos
preconceitos.
Escrevemos
mais, mas aprendemos menos.
Aprendemos
a correr contra o tempo, mas não somos capazes de esperar
com paciência.
Como
estará longe o nosso coração de aprender a valorizar a vida
como Maín o fez. Será assim tão difícil arranjar espaço
interior para o que de verdade conta? Deixemo-nos tocar pelo
silêncio da oração e cada um refere a Nossa Senhora no seu
segredo as pessoas que mais ama e a quem, por vezes, não
consegue dedicar o tempo que desejaria.
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
-
“Uma amiga respeitosa e tolerante”
|
Para Maria Mazzarello a importância da amizade e do
grupo de amigos é uma característica desde muito
nova. Dizia um dia a Petronilla, uma das suas
maiores amigas ao longo da sua vida: “Petronilla,
tenho uma ideia: que tal aprendermos a costurar para
ajudar estas meninas de Mornese? O nosso objectivo é
reuni-las, ensiná-las a costurar, mas, sobretudo,
conhecer a Deus, ajudá-las a crescer no caminho do
bem e protegê-las dos muitos perigos”.
Sabem que na época em que Maín era da vossa idade as
raparigas não tinham obrigação de ir à escola e só
iam aquelas que tinham posses económicas. Por isso,
as raparigas casavam muito cedo e muitas meninas
tinham de trabalhar desde muito novas. É
interessante ver uma amizade assim como a de Maín e
Petronilla, que não se esgota nos interesses das
duas mas abre-se a outras raparigas, com o objectivo
de as ajudar a crescer bem. |
 |
O
grupo de amigos é um lugar de crescimento, de formação e
realização pessoal pelos laços profundos de fraternidade,
onde cada um é reconhecido como pessoa e valorizado como
tal. Permite aos jovens partilhar critérios, valores, visões
e pontos de vista em relação a si, aos outros e ao mundo que
o rodeia.
E como
é o grupo de amigos a que pertences?
É um
grupo onde todos são aceites e valorizados?
É um
espaço onde todos têm a oportunidade de sonhar com um mundo
diferente, mais justo e igualitário, de reflectir sobre as
questões sociais, de mobilizar forças amigas para idealizar
projectos em vista do bem social.
É um
lugar da comunhão e da partilha, de valorização da Vida?
É um
grupo em que se procura levar um pouco de felicidade a
outros?
Vamos
pedir a Nossa Senhora que abençoe os grupos de jovens onde a
amizade fortalece os laços, que ajude todos a serem grandes
missionários de alegria e amor.
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
-
“Um olhar límpido e cheio de paz”
O
olhar de Maín era caracterizado por uma imensa serenidade,
profundidade e alegria. Quando fita alguém o seu olhar dá
ânimo, confiança e transmite uma fonte de bondade. Sabe
descobrir nos outros o melhor de si mesmos para o valorizar
e potenciar. É uma rapariga positiva e que procura sempre
aprender algo de importante de todas as situações.
Um
olhar límpido e transparente que espelha a grandeza do seu
coração, a sua gratuidade e valor que dá à vida.
É um
olhar que liberta as pessoas à sua volta, que não manipula
ninguém para se sentir o centro das atenções.
Não é
exagero dizer Maria Mazzarello olhava através dos olhos de
Deus, o que não é surpreendente pois Deus, para ela, é uma
presença activa e transformante.
Já era
ela Superiora das Irmãs Salesianas, em Mornese, quando chega
ao colégio
Emma Ferrero, uma jovem de
dezoito anos de idade. Dom Bosco tinha enviado esta jovem a
pedido do pai logo após a morte da mulher e uma situação
financeira precária.
Ema anseia a riqueza,
o entretenimento, os amigos, está revoltada com os
comentários da irmã assistente e rejeita qualquer proposta
educacional. As irmãs acreditam que esta jovem deve
regressar à sua casa, porque nada de novo se pode esperar
dela.
Contudo, a Madre,
prevê que Emma vai mudar.
Não a perde de vista, encontra os momentos mais adequados
para lhe dizer uma boa palavra e convida as estudantes do
Colégio a rezarem por ela. Entendia que para
esclarecer as razões leva tempo, calma, e só assim poder
regressar aos seus passos. A
atmosfera de um não-julgamento que Madre Mazzarello tinha
para com aquela rapariga, foi um grande estímulo ao seu
intelecto, vontade e carinho, o que ajudou muito a jovem a
readquirir uma autêntica liberdade.
A Madre estava atenta ao menor sinal de mudança para a
aceitar e valorizar. Quando começa a libertar-se da revolta
que sentia desde a morte da mãe, Emma aceita a
verdade sobre si mesma e move-se em direcção à liberdade.
Madre Mazzarello, com paciência, bondade e atenção,
tinha ganho o coração daquela jovem.
Reflexão/Oração
E tu:
como é o teu olhar?
Como
encaras a vida?
Como
olhas para os que partilham contigo o dia-a-dia?
Como
vês a Deus?
Como
te deixas olhar por Deus?
O teu
olhar pode ser límpido, transparente, transbordante de
alegria e de amor como o de Maria Mazzarello?
Porque
não procuras olhar para as situações de uma forma mais
positiva, mais pura, mais compreensiva, mais sensível?
Cada
um pode exprimir alguma dificuldade que lhe “rouba” a
serenidade e a alegria ou dizê-lo a Nossa Senhora no íntimo
do seu coração. Que Ela nos ajude a procurar viver na paz de
Cristo.
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
-
“Uma mulher comunicativa”
O que
de mais característico Maria Domingas Mazzarello nos deu é
justamente o milagre de uma mulher iletrada que soube ser
uma hábil comunicadora, porque intuiu que a comunicação é
sobretudo um acto humano que coloca em relação profunda as
pessoas e permite agir para que cada uma tenha vida e vida
plena. Ela foi uma eficaz comunicadora, tendo como
prioridade a comunicação com Jesus, referência constante dos
seus pensamentos, das opções, da vida, e abrindo-se a uma
comunicação ampla, não selectiva em relação a cada Irmã, às
jovens, às pessoas que encontrava. Com sabedoria, também
compreendeu que a comunicação se exprime e precisa de gestos
concretos.
Por
isto, aos 35 anos, e já como Madre Superiora, foi humilde ao
ponto de se sentar nos bancos da escola para aprender a
escrever. Assistia às aulas com as meninas, com o objectivo
prioritário de “comunicar” com as Irmãs que estavam ou iriam
partir para outros países ou continentes distantes: partiam
da Itália para a América e outras Nações da Europa. Nas suas
cartas, deixou-nos um pequeno mas riquíssimo património
espiritual, cheio de conselhos e orientações que só um
coração cheio de Deus poderia dar. Os únicos instrumentos de
comunicação disponíveis naquela altura eram a escrita e a
leitura. Hoje usaria, certamente, as novas tecnologias…tudo
para poder comunicar melhor com as irmãs, com os jovens de
hoje e com muitas outras pessoas!
Reflexão/Oração
E tu?
Como comunicas?
E o
que comunicas mais: coisas positivas ou negativas, verdades
ou invenções, palavras que dão vida ou frases que cortam a
esperança?
O que
estás disposto a fazer para que uma mensagem de coragem, de
compreensão, de conforto ou mesmo de orientação chegue às
pessoas a quem tu mais amas?
E como
recebes as diferentes comunicações dos outros?
Peçamos a Maria, nossa Mãe, que nos ajude a dizer palavras
certas na altura certa; a calar quando o bem de alguém fala
mais alto do que o barulho de frases superficiais; a mostrar
gestos de amor sem que seja preciso chegar ao limite da
vida…
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
Dias 11 a 14 de Maio - preparar e acompanhar a visita de
Bento XVI a Portugal
Um
pouco da vida do jovem Joseph Ratzinger
11
de Maio – Joseph é convocado a servir o exército alemão
|
Nascido em Marktl am Inn, na Alemanha, em 1927, o
jovem alemão Joseph Ratzinger tinha 12 anos de idade
quando a Segunda Guerra Mundial iniciou em 1939.
Sendo ainda muito jovem impediu que fosse
imediatamente chamado para servir no exército de
Hitler. Mas em 1943, já com 16 anos, quando estudava
no seminário, Joseph foi chamado pela primeira vez
para realizar "trabalhos auxiliares" no exército
alemão. Morou com militares e trabalhou em serviços
antiaéreos em Munique. Um ano depois, recebeu
convocação para o "serviço de trabalho do Reich".
Esta passagem da sua história marcou-o
profundamente. Sendo um jovem cujo ideal era servir
a Deus, esteve no tempo da guerra a construir
trincheiras, a marchar ao som de canções de guerra.
Depois de ter trabalhado na construção da assim
chamada "trincheira sudeste" em Burgenland, a 20 de
Novembro de 1944 foi enviado a casa de comboio. Mas
como o comboio não parava em Traunstein, o jovem foi
obrigado a saltar do vagão em movimento. Não
combate, mas tem que marchar junto com seus
companheiros pelas estradas cantando canções de
guerra "para mostrar à população civil que o Führer
dispunha ainda de soldados jovens recentemente
treinados". |
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Aquelas semanas de trabalho", acrescenta Joseph, "permanecem
na minha memória como uma recordação opressiva. Os nossos
superiores eram em grande parte provenientes da chamada
Legião Austríaca. Tratava-se de nazis do primeiro escalão...
pessoas fanáticas por aquela ideologia de raça suprema, que
nos tiranizavam com violência." O futuro pontífice recorda,
em particular, um episódio: uma noite, os jovens convocados
foram tirados das camas e, meio adormecidos, reunidos na
praça da caserna. Um oficial chamou-os um a um, tentando
convencê-los a entrar como "voluntários" no corpo da SS.
"Muitos companheiros de armas, que no entanto eram pessoas
de bom coração, foram integrados desse modo naquele corpo
criminal." Joseph, juntamente com alguns outros, disse que
tinha intenção de se tornar um "sacerdote católico": "Fomos
cobertos de escárnios e de insultos e perseguidos, mas essas
humilhações deram-nos ainda mais força interior e foram o
motivo para que aqueles agentes não insistissem desse
recrutamento falsamente voluntário e de todas as suas
consequências."
Afinal, a coragem da verdade tinha sido o grande motivo que
os salvou de entrar para o corpo das SS, e com muita sorte
apenas tiveram que se sujeitar a humilhações e ao desdém dos
próprios alemães.
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
Dia
12 de Maio - A maior humilhação em tempo de guerra
Uma
das maiores humilhações que Joseph sofreu foi quando viu o
seu primo ser assassinado por agentes nazis. Na sua
autobiografia, Ratzinger não se refere ao episódio do
assassinato do seu primo. É um facto da sua história que
revela a 28 de Novembro de 1996 durante uma conferência
internacional promovida no Vaticano pelo Pontifício Conselho
da Pastoral de Saúde. Um episódio doloroso: o seu primo nada
poderia ter feito de mal, era um inocente, portador da
síndrome de Down. O então Cardeal Joseph Ratzinger fala
disto para alertar contra o risco "sempre iminente" de "um
regresso à barbárie", isto é, do risco da exclusão de alguns
seres humanos da categoria daqueles que merecem respeito. "O
menino eliminado pelos nazis", disse o cardeal, "que em 1941
tinha 14 anos, era mais jovem que eu alguns anos. Era
robusto, mas demonstrava progressivamente os sinais típicos
da síndrome de Down. Despertava simpatia na simplicidade da
sua mente ofuscada, e a sua mãe, que já tinha perdido uma
filha com uma morte prematura, era-lhe sinceramente
dedicada. Mas, em 1941, foi ordenado pelas autoridades do
Terceiro Reich que ele teria de ser hospitalizado para
receber uma assistência melhor." "Não tínhamos ainda
suspeitado", continuou Ratzinger, "das operações de
eliminação dos mentalmente debilitados, a qual já havia sido
iniciada no final dos anos trinta. Pouco tempo depois,
recebeu-se a notícia de que o menino tinha morrido de
pneumonia e que o seu corpo fora cremado. A partir daquele
momento, multiplicaram-se as notícias desse género."
Diante
deste cruel episódio, Joseph dificilmente defenderia
qualquer medida de atentado à vida humana. Só quem olha para
as pessoas e reconhece nelas um valor único, que não depende
dos banais critérios de utilidade é que é capaz de amar de
forma autêntica. Pedimos a Deus que nos ajude a valorizar a
nossa vida e a do próximo como a dádiva maior que Deus nos
concede.
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
Dia
13 de Maio - A caminho da liberdade
Na
primavera de 1945, no final do mês de Abril, e não obstante
a cidade fosse cercada pelos militares alemãs que tinham
ordem de fuzilar os desertores dos seus postos, Joseph
decide voltar para casa. Toma uma estrada secundária, mas na
saída de um caminho encontra subitamente dois soldados de
guarda. "Por sorte", conta o cardeal, "eram daqueles que não
aguentavam mais a guerra e não queriam transformar-se em
assassinos." Com a chegada dos americanos, a casa da família
Ratzinger foi escolhida como quartel-general aliado: Joseph
foi identificado como soldado do Reich e detido como
prisioneiro de guerra. Consegue levar consigo um caderno e
um lápis: "Uma escolha aparentemente pouco prática, mas, na
realidade, aquele caderno revelou-se para mim uma
maravilhosa companhia, porque, dia após dia, pude ali
escrever pensamentos e reflexões de todos os tipos; até
cheguei a arriscar a composição de hexâmetros gregos."
Depois
de vários dias de marcha, os prisioneiros foram reunidos num
espaço aberto, em um terreno agrícola em Bad Aibling,
juntamente com outros cinquenta mil soldados alemães. "A
alimentação consistia de um prato de sopa e um pedaço de pão
por dia." Entre os prisioneiros, os estudantes de teologia
encontraram graduados em universidades e até mesmo
professores de várias origens e provenientes de diferentes
lugares, e conseguiram organizar conferências e discussões
no campo de concentração.
A 19
de Junho de 1945, depois de ter sido submetido aos controlos
regulares, Ratzinger foi libertado e encaminha-se para casa.
Na noite da chegada, festeja-se em família: "Em toda a minha
vida nunca comi uma refeição tão saborosa como aquela que a
minha mãe me preparou com os produtos da nossa horta."
Neste
dia 13 de Maio, em que tanta gente está reunida em Fátima
para saudar Bento XVI e louvar Jesus Cristo, peçamos por
todos os portugueses, para que saibamos ser pessoas que
vivem o grande dom da liberdade e procurem sempre fazer da
verdade e do amor a autêntica bandeira de Portugal, tal como
o fizeram também os pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia.
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
De
14 a 24 – Novena de preparação da Festa de Nossa Senhora
Auxiliadora
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Hoje damos início à Novena de preparação da Festa de
Nossa Senhora Auxiliadora. Teremos presente várias
intenções de oração, situações que confiaremos a
Nossa Senhora: as famílias, os jovens, os
trabalhadores, as pessoas que vivem em dificuldades
económicas, os doentes, a paz no mundo e os
governantes das Nações. Podemos acrescentar a estas
muitas outras intenções de oração que trazemos no
nosso coração. Serão uma flor de confiança em Maria,
pedindo-lhe que nos conceda a graça de viver em
alegria e esperança todas as situações mais
dolorosas e que nos reforce a coragem do testemunho
cristão.
Propõe-se que, em cada dia, se coloque junto da
imagem de Maria uma flor colorida (cada dia uma flor
em papel de cor diferente, por exemplo as cores do
arco íris).
Seria muito bonito, mesmo como testemunho
vocacional, estarem presentes nesta novena os
encarregados de educação, ou outros familiares, a
rezar com os alunos e os directores de turma.
|
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A
Novena pode ser feita da seguinte forma: Um leitor lê a
passagem bíblica, outro faz a reflexão e coloca a flor (Pai,
Mãe, Avô ou Avó, ou o Director de turma), segue-se um breve
tempo de silêncio, e todos rezam um Pai-nosso, uma Avé Maria
e um Glória. Termina-se com a invocação «Nossa Senhora
Auxiliadora, rogai por nós.»
Dia
14 - As famílias: a Flor do berço do Amor
“Ao
entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de
graça, o Senhor está contigo.» Ao ouvir estas palavras, ela
perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal
saudação. Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste
graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à
luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e
vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe
o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa
de Jacob e o seu reinado não terá fim.»
Maria
disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?»
O anjo
respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do
Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele
que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também
a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já
está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada
é impossível a Deus.»
Maria
disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo
a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.” (Lc
1, 28-38)
Reflexão
Maria
aceitou a sua vocação de ser mãe do Filho de Deus, mesmo
sabendo que não estaria à sua altura levar por diante tão
grande missão. Foi esposa, mãe e filha exemplar e, como tal,
modelo para nós da missão da família como berço de amor.
Vamos
pedir pelas mães, pelos pais e por todos os que no dia-a-dia
assumem o papel de mãe e pai na educação das crianças e
jovens. Confiamos também a Maria as famílias que não
conseguem ter filhos e por aquelas que acolhem as crianças
abandonadas. Confiemos-lhes as famílias que, com tanto amor,
se dedicam a cuidar dos membros mais idosos e doentes.
Rezemos por todas as famílias que passam por dificuldades,
seja pelo desemprego, pelo desentendimento, separação,
violência, doença, falta de esperança, principalmente as
famílias de nossa comunidade. Que a bênção de Deus, por
intermédio de Maria, acompanhe cada momento das suas vidas.
Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora,
rogai por nós.»
Dia
17 - Os jovens: a Flor da vitalidade e da alegria
“E
Jesus lhes disse: 'Vinde comigo, e eu farei de vós
pescadores de homens'. Deixando imediatamente as redes, eles
seguiram-No” (Mc 1,17-18).
Reflexão
Os
discípulos reconhecem desde logo em Jesus algo de diferente,
algo de autêntico e profundo, Alguém que lhes quer um bem
enorme e, por isso, aceitam deixar imediatamente as redes e
segui-Lo.
As
redes daqueles discípulos representam o seu trabalho, a sua
vida quotidiana sem grandes desafios. Quais serão as redes
dos jovens de hoje? O normal do dia-a-dia do estudo, do
primeiro emprego, das saídas com os amigos, do estar em
família, das actividades de tempos livres, etc. Tudo isto
pode ser vivido como algo banal ou como um tesouro a ser
descoberto, recebido e agradecido em cada momento. Os jovens
têm ou não um coração grandioso? Depende muito do modo como
encaram a vida e de como acolhem a «vida em abundância» que
só Jesus comunica.
Pedimos a Nossa Senhora que acompanhe e proteja as crianças
e os jovens do mundo inteiro, especialmente aqueles que
estão a passar por momentos em que a sua vida não faz
sentido. Confiemos-lhe a descoberta vocacional de cada um e
as opções que vão fazendo para procurar construir a sua
felicidade.
Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora,
rogai por nós.»
Dia
18 - Os trabalhadores: a flor da colaboração na obra da
Criação
“Ide,
eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. [...]
Quando entrardes numa cidade e vos receberem comei do que
vos for servido, curai os enfermos que nela houver e
dizei-lhes: ‘O reino de Deus está próximo de vós’ ( Lc 10,
3-9).
Reflexão
Muitas
vezes, as pessoas vivem momentos de grande tensão na sua
vida pelo imenso trabalho que têm, pelas contrariedades do
desemprego e pela desonestidade de tantos. Os trabalhadores
encontram-se muitas vezes em contextos onde há muito pouca
esperança.
Contudo, bem sabemos que o trabalho é um valor que dignifica
o ser humano e que pelo trabalho Deus conta connosco para
transformarmos este mundo e o humanizarmos cada vez mais.
Vamos pedir hoje a Nossa Senhora por todas as pessoas que
com o seu trabalho podem colaborar com Deus na sua obra da
Criação, para que exerçam o seu trabalho com dignidade, com
gratidão e com honestidade e saibam levar a sementinha do
Reino de Deus para os espaços e as relações onde realizam as
suas actividades profissionais.
Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora,
rogai por nós.»
Dia
19 - As pessoas que vivem em dificuldades económicas: a Flor
da solidariedade
“Comerás do fruto do teu próprio trabalho: assim serás feliz
e viverás contente. (sl 128,2). Ordenamos e exortamos no
Senhor Jesus Cristo a que ganhem o pão que comem, com um
trabalho tranquilo.” 2 Tess 3,12
Reflexão
Quantas pessoas vivem momentos de dificuldade no seu emprego
e por todos os que desde há muito ou pouco tempo não
conseguem arranjar trabalho.
Pelos
desempregados, a fim de que encontrem uma oportunidade digna
de trabalho e possam contar com a rectidão de consciência de
quem os contrata. Recordemos de modo especial os
desempregados que são pais e mães de família, para que
nestes momentos mais difíceis possam ter e sentir a
compreensão e o apoio em família assim como a solidariedade
de pessoas que os encorajem e ajudem a ultrapassar esta
situação difícil. Confiamos também ao auxílio de Maria todos
quantos vivem sem tecto, sem lar, ou abandonados pelas suas
famílias, para que possam encontrar um olhar e um abraço de
solidariedade que lhes proporcionem não apenas o alimento
material como os ajudem a procurar viver com dignidade.
Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora,
rogai por nós.»
Dia
20 - As pessoas doentes: A Flor da esperança e da coragem
“Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que
vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive
fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber,
era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que
vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes
ter comigo.'
'Em verdade vos digo: Sempre que fizestes
isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o
fizestes.” (Mt 25, 34-40)
Reflexão
Da
dor, das doenças, das preocupações ninguém escapa, é algo de
normal na nossa vida. Mais cedo ou mais tarde deparamo-nos
com situações em que, como Jesus no alto da cruz, gritamos:
"Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" E, por mais
que a medicina se esforce, existem ainda doenças para as
quais não se descobriu a cura. Nunca devemos pensar que uma
doença é castigo ou sinal de abandono de Deus. Deus só
deseja a nossa felicidade. É verdade que há situações que
conduzem a doenças que poderiam ser evitadas.
É
verdade que não sabemos o que dizer perante a existência de
doenças em crianças, em inocentes e em vítimas de violência.
Por vezes gostaríamos de uma explicação e de uma cura e
recorremos a tudo. Diante de autênticos dramas por que
passam pessoas que nos são tão queridas que procuramos com
fé, dar esperança e conforto… Esses gestos e esse
acompanhamento poderão fazer a diferença para proporcionar
uma gotinha de felicidade e esperança aos nossos entes
queridos.
O amor
de Deus é eterno, fiel e jamais nos abandona. E nesses
momentos devemos reforçar a nossa oração e permanecermos bem
unidos a Deus porque diante de muitos casos é na oração e na
força interior que encontramos a coragem e a fé para ajudar
os que de nós precisam.
Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora,
rogai por nós.»
Dia
21 - A paz no Mundo: a Flor da tolerância e do diálogo
“Os
discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele
voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai
me enviou, também Eu vos envio a vós.» Em seguida, soprou
sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles
a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a
quem os retiverdes, ficarão retidos.” (Jo 20, 20-23).
Reflexão
A guerra não nasce somente por meio dos chefes das nações,
que de forma egoísta, pensam só nos seus interesses
políticos e sociais, mas também através de cada um nós.
Quando não estamos dispostos a renunciar a nossos desejos e
vontades, a uma visão egoísta isso passa para o ambiente em
que vivemos pois nós não vivemos isolados, mas vivemos num
mundo, onde tudo está ligado.
Maria pede-nos para rezar pela paz, mas esta oração deve ser
primeiramente concreta, pois só posso rezar pela paz, se o
meu coração está em paz, com Deus, comigo mesmo, e com os
demais. Devo primeiramente ter a paz dentro de mim, para
poder anunciá-la, para poder ser construtor dela,
reconciliarmo-nos com os que vivem connosco. Só assim a
nossa oração de Paz terá resultados. Quantas vezes o
orgulho, o rancor, o egoísmo, o senso de ser dono-da-verdade,
criam a guerra e a divisão! Por isso Maria nos chama a levar
a Paz, a Sua Paz, que é a Paz de Jesus, para que diante das
situações de conflito, de incompreensões, de injúrias,
saibamos buscar a paz, saibamos buscar não o que nos divide,
mas o que nos une.
Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora,
rogai por nós.»
Dia
24 - Os governantes das Nações: a Flor da opção pela justiça
e pela verdade
«Jesus
chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as
governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre
elas o seu poder. Não seja assim entre
vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande,
seja o vosso servo; e quem no meio de vós quiser ser o
primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio
para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para
resgatar a multidão.» (Mt 20, 25-28)
Reflexão
A
disparidade entre ricos e pobres continua a aumentar. Os
analistas de dados económicos dizem que ela é causada pelos
injustos regulamentos comerciais que favorecem os países
ocidentais desenvolvidos. A corrupção e o abuso do poder são
duas realidades que mais se têm constatado nos
representantes políticos e que deixam a descrédito uma
função tão importante e nobre para o bem da humanidade.
Vemos
decisões a serem tomadas no campo da biotecnologia, de leis
que afectam a vida humana e até a limitam ou põem em causa.
Damo-nos conta que orientações e medidas tomadas pelos
governos nacionais têm impacto na vida das pessoas não só a
curto e médio prazo como irão repercutir-se nas gerações
futuras: a educação e a saúde são dois dos âmbitos de
intervenção política que mais efeitos têm a longo prazo.
Pedimos a Nossa Senhora que ajude os nossos governantes a
saber optar pelo bem a realizar, pela justiça a promover e
pelos direitos humanos a defender.
Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora,
rogai por nós.»
A
concluir o mês de Maio
DA
MENSAGEM DE BENTO XVI AOS JOVENS NO DIA MUNDIAL DA
JUVENTUDE EM 2010
O
Papa parte da narrativa do encontro entre Jesus e um
jovem: o jovem rico, no evangelho segundo Mateus.
«No jovem do Evangelho, podemos vislumbrar uma condição
muito semelhante à de cada um de vós. Também vós sois
ricos de qualidades, energias, sonhos, esperanças:
recursos que possuís em abundância! A vossa própria
idade constitui uma grande riqueza não apenas para vós,
mas também para os outros, para a Igreja e para o mundo.
O
jovem rico pergunta a Jesus: «Que devo fazer?» A fase da
vida em que vos encontrais é um tempo de descoberta: dos
dons que Deus vos concedeu e das vossas
responsabilidades. É, igualmente, tempo de opções
fundamentais para construir o vosso projecto de vida.
Por outras palavras, é o momento de vos interrogardes
sobre o sentido autêntico da existência, perguntando a
vós mesmos: «Estou satisfeito com a minha vida? Ou
falta-me ainda qualquer coisa»?
Como o jovem do Evangelho, talvez vós vivais também
situações de instabilidade, de perturbação ou de
sofrimento, que vos levam a aspirar a uma vida não
medíocre e a perguntar-vos: em que consiste uma vida bem
sucedida? Que devo fazer? Qual poderia ser o meu
projecto de vida? «Que devo fazer a fim de que a minha
vida tenha pleno valor e pleno sentido?»
(…)
Quem vive hoje a condição juvenil encontra-se a
enfrentar muitos problemas resultantes do desemprego, da
falta de referências ideais certas e de perspectivas
concretas para o futuro. Às vezes pode-se ficar com a
impressão de impotência diante das crises e derivas
actuais. Apesar das dificuldades, não vos deixeis
desencorajar nem renuncieis aos vossos sonhos! Pelo
contrário, cultivai no coração desejos grandes de
fraternidade, de justiça e de paz. O futuro está nas
mãos de quem souber procurar e encontrar razões fortes
de vida e de esperança. Se quiserdes, o futuro está nas
vossas mãos, porque os dons e as riquezas que o Senhor
guardou no coração de cada um de vós, plasmados pelo
encontro com Cristo, podem dar esperança autêntica ao
mundo!
Levemos a sério este convite do Papa a comprometer-nos a
construir o nosso futuro através de percursos sérios de
formação pessoal e de estudo, para servir o bem comum de
maneira competente e generosa.
Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
OS
OLHOS AZUIS
Emy
era uma linda menina de 3 anos de idade... Ela morava numa
cidade dos EUA, em frente ao mar. A sua família era cristã.
Iam todos os domingos à igreja e em casa rezavam
frequentemente...
Emy
era muito feliz! Amava a sua família e admirava os olhos
azuis do seu pai e dos seus dois irmãos... Todos na casa de
Emy tinham olhos azuis, menos Emy e a mãe! O sonho de Emy em
criança era ter olhos azuis como o mar... Ah!
Um
dia, na catequese, ouviu a catequista dizer:
-"DEUS
RESPONDE A TODAS AS ORAÇÕES!"
Estava
tão atenta que passou o dia todo a pensar naquela frase da
catequista... À noite, na hora de dormir, ajoelhou-se ao
lado da sua cama e orou:
-
"Pai do Céu, muito obrigada porque teres criado mar que é
tão bonito! Muito obrigada pela minha família. Muito
obrigada pela minha vida! Gosto muito de todas as coisas que
fazes! Mas...gostaria de pedir... por favor... quando eu
acordar amanhã, quero ter olhos azuis como os do pai! Em
nome de Jesus, amém."
Emy
fizera este pedido com muita fé. Uma fé pura e verdadeira
como a que só uma criança pode ter. E, ao acordar, no dia
seguinte, correu para o espelho. Olhou...e qual era a cor
dos seus olhos? CONTINUAVAM CASTANHOS!
Mas
porque é que Deus não me ouviu? Porque é que não atendeu ao
meu pedido? Eu até acho que ficaria com uma fé mais forte!
Bem...naquele dia, Emy aprendeu que um NÃO também poderia
ser uma resposta de Deus! Mas, em vez de ficar revoltada,
voltou a agradecer a Deus do mesmo modo... aceitava e
confiava em Deus, embora não entendesse.
Anos depois, Emy quis fazer um voluntariado, quando estava
prestes a acabar a universidade. Partiu para uma região a
norte da Índia e tinha uma missão muito difícil e perigosa.
Integrou um projecto que umas irmãs faziam em segredo
naquele país e que se resumia a "comprar crianças para
Deus". Havia crianças que eram vendidas pelas suas famílias
para serem vendidas a turistas como tráfico de seres
humanos. Emy sabia bem que estaria a lidar com gente
perigosa e disposta a tudo. Para poder entrar nos "templos"
onde as raparigas eram vendidas e fazer a compra, Emy não
podia ser reconhecida como estrangeira, pelo que precisou de
se disfarçar de indiana. Todos os dias passava pó de café na
pele, cobria os cabelos e vestia-se como as mulheres do
local. Deste modo entrava livremente nos locais de venda de
crianças. Emy podia caminhar tranquila em todo "mercado
infantil", pois aparentava ser mais uma indiana a mando dos
traficantes.
Um
belo dia estava a despedir-se de uma sua amiga missionária,
uma jovem ruiva de olhos azuis, que ficara sempre a tratar
de burocracias para legalizar as crianças. Sheryl, era o seu
nome, já estava prestes a regressar aos EUA, e disse a Emy:
- Esta
missão tem corrido muito bem, Emy! Gostava de ter estado
contigo mesmo lá no mercado das crianças,… Nem imaginas o
que eu daria para ter os olhos castanhos e a pele morena e
poder-me disfarçar como tu… Tens muita sorte, sabias?
Reflexão/ Oração
Essa
amiga não sabia o quanto Emy tinha desejado ter olhos
azuis... Mas Emy pôde, enfim, entender o porquê daquele não
de Deus há tantos anos! Sorriu e pensou “Que Deus tão
inteligente nós temos... Afinal os olhos bem escuros não
foram nada de negativo na sua vida. Aliás, foi essencial
para a missão que estava a desenvolver e que nunca mais
poderia esquecer!
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
O REI E O PODER
Era
uma vez um Rei muito vaidoso. Esquecia os seus súbditos,
gastando fortunas para satisfazer caprichos pessoais. Um dia
anunciou que daria um generoso prémio a quem trouxesse, na
palma da mão, alguma coisa que representasse o seu poder.
No
tempo marcado, apareceram os candidatos.
O
primeiro colocando-se diante do Rei abriu a mão e - oh! -
Nela estava bela miniatura de uma coroa de ouro, toda
cravejada de pedras preciosas. O Rei fez um sorriso.
Outro,
tomando-lhe a vez, abriu a mão direita e ofereceu ao Rei um
trono, esculpido em delicado marfim e refinado em artísticos
entalhes.
O Rei
sorriu lisonjeado.
Seguiram-se outros candidatos que traziam imponentes arcas
de tesouro com jóias miniaturizadas; mantos esplendorosos. A
todos, o Rei após arregalar os olhos, determinava que
passassem para o lado.
O
último era um jovem. Adiantou-se calmamente e abriu diante
do Rei a sua palma. Estava limpa e... vazia!
-
Como?! - Indignou-se o Rei, ao ver que nada havia na mão do
jovem - que significa isto, afinal?!
O
jovem sorriu.
-
Majestade - disse, fazendo ligeira reverência e continuando
a mostrar a mão vazia -, toda a autoridade na Terra é um dom
do Pai celestial e todo o poder será sempre retomado um dia.
O que poderia melhor representar essa autoridade, perante
Deus que tudo lhe concedeu? Nada melhor do que a palma da
sua mão tão limpa e imaculada como o era no dia do
nascimento.
O Rei
ruborizou e baixou a cabeça. Conta-se que, a partir daquela
data, o Rei meditou e passou a ser menos generoso consigo
próprio e mais dedicado ao povo que lhe fora confiado no
Reino.
A
verdadeira procura de felicidade leva-nos a deixar de olhar
para o nosso “umbigo” e a procurar levar um pouco de
felicidade a quem está à nossa volta, aos que mais
necessitam de ajuda, de um olhar, de uma palavra amiga,… e
tudo isto desinteressadamente! Peçamos a Maria, que nos
ajude a viver nesta atitude, pois assim saberemos bem o que
significa ser feliz.
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
A MÃE
Era
uma vez uma mulher chamada Emília. Pertencia a uma família
da classe média e vivia num país do leste europeu que
sofria uma grave crise politica, económica e social depois
de uma prolongada guerra nacional. A fome e a epidemia
ameaçavam toda a população.
Emília
desde pequena tinha uma saúde frágil, e não melhorava devido
às condições em que vivia. Era ainda muito jovem, quando se
casou com um operário têxtil. Acabaram por se estabelecer
numa pequena cidade longe de familiares e conhecidos.
Pouco
tempo após o casamento nasceu o primeiro filho, Edmundo, um
belo garoto, bom aluno, atleta e de personalidade forte.
Alguns anos mais tarde, Emília deu à luz uma menina, que
sobreviveu poucas semanas por causa das más condições de
vida a que a família estava submetida.
Catorze anos depois do nascimento de Edmundo, e quase dez
após a morte de sua segunda filha, Emília percebeu que
estava grávida novamente. Porém, encontrava-se numa
situação particularmente difícil. Tinha cerca de quarenta
anos e a sua saúde em nada tinha melhorado: sofria de graves
problemas renais e o seu sistema cardíaco estava cada vez
mais debilitado por causa de uma doença congénita.
Além
disto, a situação política do seu país era cada vez mais
crítica, e estava gravemente afectado por uma crise logo
após a primeira guerra mundial. Viviam apenas com o
indispensável e com o medo de que se instalasse uma nova
guerra.
Nestas
circunstâncias, e apesar de o acesso ao aborto não ser
simples nessa época, existia essa opção e até nem faltou
quem se oferecesse para praticá-lo. A sua idade e a sua
doença transformavam esta gravidez numa gravidez de risco
para sua vida. Além disto Emília desconhecia que só lhe
restavam aproximadamente dez anos de vida por causa de seus
problemas de saúde. Mas apesar de tantos argumentos
“razoáveis” para alguns, Emília optou por dar a vida ao seu
filho.
Deu-lhe o nome de Karol, muito comum entre o povo polaco.
Este menino cresceu saudável e forte, e sem pai desde muito
novo, devido à segunda guerra mundial. Ao longo da sua
juventude costumava contar aos jovens a história da sua
família, a heroicidade do pai e da mãe, que sempre lhe
transmitiram o valor da vida. Este jovem foi mais tarde
ordenado padre e em 1978 foi eleito Papa João Paulo II. Um
homem que poderia nunca ter nascido não fosse ao amor e a
vida que os seus pais lhe deram… Saibamos nós ter a coragem
deste mandamento novo ao jeito de Jesus: Ninguém tem maior
amor do que aquele que dá a vida pelos amigos!
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
PILOTO
Um
dia, um piloto caiu com a sua avioneta na cordilheira dos
Andes. Sobreviveu à queda, mas como iria ele sobreviver se a
avioneta ficou em destroços e se encontrava perdido naquelas
montanhas desertas? Era impossível orientar-se e o pior eram
as temperaturas baixíssimas, sobretudo durante a noite.
As
pessoas deram pelo seu desaparecimento. Durante dias
realizaram buscas mas não o encontraram. O piloto acabou por
ser dado como morto.
Mas
eis que, um dia, ele apareceu vivo numa aldeia. Tinha
caminhado cinco dias e cinco noites sem interrupção. Sempre
a caminhar, sem nunca desanimar. Sentiu muitas vezes a
tentação de se deixar cair nos braços da morte… mas nunca
desanimou.
Quando
chegou à sua terra, perguntaram-lhe:
- O
que é que te deu força para caminhar tanto?
Ele
respondeu:
- O
que me deu força não foi tanto o instinto de conservação,
pois já nem sequer tinha forças, mas este pensamento: «Se a
minha mulher e os meus filhos esperam por mim, tenho de
seguir caminhando ao encontro deles».
Reflexão/Oração
O que
nos faz viver é isto mesmo: o sentido da vida...; é o saber
por que e por quem vivemos... e para onde vamos!
Quantos e quantos casos poderiam ser contados e a moral da
história seria sempre a mesma. O sentido para a vida é
fundamental para que a vida tenha mesmo um sentido...
Quantos e quantos pais encharcam os filhos com coisas e mais
coisas...pensando que, ao proceder desta forma, ao dar aos
filhos aquilo que eles, pais, nunca tiveram, que lhes dão,
assim, a felicidade! Mas será que dão...?
Mais
importante do que o dar não será o darmo-nos?
Mais
importante do que dar coisas não será amar e dar-lhes ... um
pouco de mais atenção...?
É este
o sentido da Vida: Amar os outros...
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
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