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Nossa Senhora Auxiliadora

Bons Dias

[Arquivo]

 

Orientações gerais para

os “Bons dias” - Maio 2010

 

Em Nazaré, vivia uma jovem chamada Maria, que conhecia muito bem a história do seu povo. Já tinha percebido que Deus nunca o abandonara. E, agora, Ele tinha-se manifestado e fez-lhe uma revelação. Numa experiência de profunda escuta de Deus, Maria percebeu que Ele contava com Ela para algo de muito especial: desejava que ela fosse mãe. Depois daquela experiência, Maria não sabia em que se iria transformar a sua vida..., mas disse sim!

 

Na humilde terra de Mornese crescia uma rapariga que era sempre a primeira em tudo! O seu desejo de amar como Jesus levou-a, desde muito nova, a perceber que Ele contava com os seus dons para dar vida em abundância a muitas outras jovens. Estranho, não? Talvez, não. A iniciativa foi de Deus e ela apenas optou por dizer sim, mesmo sem compreender tudo.

“Bons dias” - Maio 2010 - A Felicidade é uma descoberta e um caminho a percorrer confiante e alegre

 

Maria, Mãe de Jesus, e Maria Mazzarello. Duas raparigas, profundamente enraizadas no seu tempo, que arriscaram toda a vida num projecto sem saber o possível “final da história”. Na escuta da voz do Deus, foram aprofundando uma relação que as movia na procura contínua da felicidade.

 

A vida é um tesouro a descobrir com Jesus, que nos chama e envia a partilhá-la. A nossa felicidade passa por descobrir o sonho de Deus na nossa própria história. Estamos à escuta?

Descobrir e aprofundar a história vocacional de Maria de Nazaré e de Maria Mazzarello.

Descobrir-se na experiência de leitura da vida à luz da Palavra de Deus.

 


EM MAIO...

DIA DA MÃE - 2 DE MAIO

 

AS MÃES MÁS

Um dia, quando os meus filhos forem suficientemente crescidos para entender a lógica dos bons pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
– Eu amei-vos o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão.
- Eu amei-vos o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer-vos entender que aquele novo amigo não era boa companhia.
- Eu amei-vos o suficiente para vos fazer pagar as pastilhas elásticas que tiraram do supermercado vos fazer dizer ao dono: "Nós levamos isto ontem e queríamos pagar".
- Eu amei-vos o suficiente para ter ficado de pé junto de vós, duas horas, enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar ver, para além do amor que eu sentia por vocês, também a desilusão e as lágrimas nos meus olhos.

“Bons dias” - Maio 2010 - A Felicidade é uma descoberta e um caminho a percorrer confiante e alegre

- Eu amei-vos o suficiente para vos deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as consequências foram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu amei-vos o suficiente para vos dizer não quando era preciso, mesmo sabendo que me poderiam odiar por isso. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque afinal vocês também venceram!
E qualquer dia, quando os meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, e vos perguntarem se a mãe deles era má, sei que os meus filhos lhes vão dizer:
"Sim, a nossa mãe era má..."
Era tão má que tinha de saber quem eram os nossos amigos e o que fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora. Além disso, ela quebrava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar as nossas desarrumações, esvaziar o lixo e fazer todos esses tipos de trabalho, que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, a pensar em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre connosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, até conseguia ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo invadida por ela. Ela tinha de conhecer todos os nossos amigos e enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 13 anos, nós só conseguimos sair até tarde por volta dos 18 e lá estava ela à espera no sofá para saber se a festa foi boa, (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos, em actos de vandalismo, em violação de propriedades, nem fomos presos por qualquer crime. FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos, educados, bons profissionais e autênticos chefes de família estamos a fazer o nosso melhor para sermos "PAIS MAUS", como minha mãe foi.
 

Oração / reflexão

Apesar do dia da mãe ter sido este Domingo que passou, não podemos deixar de hoje recordarmos as mães de cada um de nós e a Mãe que nos acompanha nesta Comunidade Educativa Salesiana. Pedimos a Nossa Senhora a sua bênção para cada um de nós, para todos aqueles que nos educam e acompanham com o jeito materno, doce e forte, que só um coração de mãe sabe fazer.

Avé Maria, …. Nossa Senhora Auxiliadora, rogais por nós.

 


6 DE MAIO - FESTA DE S. DOMINGOS SÁVIO, PROTECTOR DOS JOVENS

Esta formula já era fruto de uma frase sua, dita no dia da sua primeira comunhão, quando tinha apenas sete anos: "ANTES MORRER DO QUE PECAR". A ideia de não querer afastar-se do caminho do bem e do amor de Deus seguiu-o até o final da sua vida.

Domingos Sávio gostava tanto de estudar que os seus pais, pessoas de humilde condição, resolveram deixar que fosse todos os dias a pé até ao povoado vizinho, a cerca de 5 quilómetros de distância. Quando lhe perguntaram se não tinha medo de assaltantes numa estrada tão deserta, respondeu que não ia sozinho, pois o seu anjo acompanhava-o.

Devido às condições de trabalho na época, os pais de Domingos tiveram de mudar de localidade e foram viver para uma vilazinha chamada Mondónio. Lá, passou-se um episódio com Domingos. Na escola, frequentada só por rapazes, Domingos assumiu a culpa de uma asneira que não tinha feito, para que os seus colegas não fossem expulsos e "por amor a Jesus que suportou muito mais injustiças na Cruz". É evidente que o professor, um padre muito amigo de D. Bosco, ficou muito comovido com esta resposta de Domingos, ao ponto de, com autorização e apoio dos pais, enviar Domingos Sávio para Turim, para o oratório do seu grande amigo João Bosco, que aceitava meninos pobres. Quando Domingos conheceu Dom Bosco logo nasceu uma grande amizade.

“Bons dias” - Maio 2010 - A Felicidade é uma descoberta e um caminho a percorrer confiante e alegre

Fascinado pelo testemunho de fé e de coragem de Dom Bosco na educação daqueles rapazes, Domingos desenvolveu um grande amor pela salvação das almas e quase uma obsessão por tornar-se santo. Disse, ao um colega: "Eu quero ser santo, se não me santificar, serei um fracasso." – Como tal, segundo a ideia de santidade que tinha, começou a fazer pequenos sacrifícios pela salvação das pessoas: Esfregar as mãos na neve, colocar pedras no colchão, doar suas roupas de frio para os meninos pobres... Mas quando Dom Bosco descobriu proibiu-o de fazer estes sacrifícios, explicando-lhe que Deus quer a sua felicidade e não que ele prejudicasse a sua saúde já tão frágil. Por isso, D. Bosco ensina-lhe uma pequena fórmula de santidade que Domingos vai seguir e propor a todos os seus amigos em todas as alturas: "Ser santo é viver sempre alegre. É fazer todas as coisas, na altura certa e bem feitas...".

 

Oração / reflexão

A inspiração de santidade levou Domingos Sávio a viver sempre cada vez mais feliz e sereno, apesar da sua saúde ser muito frágil. Conquistava os amigos com facilidade, pela bondade e a forma sincera e humilde como se aproximava de todos e a todos propunha darem o melhor de si. Para conseguir isso de forma mais eficaz, criou com os seus melhores amigos uma espécie de clube secreto dentro do Oratório: "A Companhia da Imaculada", ou, como chamava Dom Bosco, a guarda Imperial... O Oratório de Dom Bosco era muito grande e recebia jovens e crianças de todas as partes, muitos chegavam sem conhecer as coisas de Deus. O principal objectivo da Companhia, era espalhar o amor e propor a santidade como horizonte de vida a cada um deles. Cada um, sem que os demais alunos soubessem, era responsável por um determinado grupo de colegas, estando atento e protegendo-os dos perigos.

 

Possamos nós aprender a seguir esta atitude de cuidado e atenção para com os nossos colegas, especialmente numa altura em que parece que há muito pouca coragem para fazer o bem e ser bom! Até onde nos levará a vergonha em sermos o melhor que podemos ser? Pedimos a Maria que nos ensine a ser autenticamente livres e a agir com consciência.

 

Avé Maria, …. Nossa Senhora Auxiliadora, rogais por nós.

 


7 A 10 DE MAIO - PREPARAR A FESTA DE SANTA MARIA DOMINGAS MAZZARELLO (festa a 9 de Maio)

 

- “Uma rapariga de fé”

Foi em Mornese, situado no norte da Itália, que no dia 9 de Maio de 1837, nasceu Maria Domingas Mazzarello, filha de José Mazzarello e de Maria Madalena Calcagno. Foi a primeira de 10 filhos.

Mornese é uma região que possui terra forte e árida, aberta ao sol e ao vento, onde se cultivava o trigo e onde os vinhedos se alternavam com pinheiros e pequenos bosques. Habitada por famílias profundamente cristãs, formavam, sobretudo, personalidades robustas na fé, na honestidade, no trabalho e na caridade.

Maín (diminutivo de Maria) tornou-se uma adolescente, como todas as outras: trabalhava muito no campo, a ajudar o pai, e rezava muito... Teve entusiasmos, desânimos e crises próprias da idade. Porém, já se notava nela forte carácter, espírito de liderança e a capacidade de ter pessoas sempre ao seu redor.

A Valponasca era uma casa de campo onde Maín viveu parte da sua infância, com a sua família, numa altura em que o seu pai tinha arrendado as terras para as cultivar.

 

Da casinha da Valponasca até à paróquia no centro de Mornese, num passo bem rápido, é um caminho de cerca de hora e meia. Fosse em tempo de sol como de chuva ou neve, a jovem Maín deslocava-se todos os dias para participar na missa e receber Jesus.

A escuridão, o frio, a chuva, o vento, a neve, … foram companheiros inseparáveis e testemunhas silenciosas da fé de Maín em Jesus celebrado na Eucaristia. O dia era longo e já ritmado pela ajuda que prestava no trabalho do campo e com os irmãos mais novos. Para esta jovem, começar o dia com o alimento que nos preenche interiormente era alimentar a sua vida de fé para viver intensamente e com alegria todo o dia.

“Bons dias” - Maio 2010 - A Felicidade é uma descoberta e um caminho a percorrer confiante e alegre

 

Reflexão/Oração

“Maria Mazzarello, eras elegante, activa, inteligente,

e soubeste servir-te destes dons para ajudar as meninas e fazê-las felizes.

Ajuda-me a descobrir as minhas qualidades e colocá-las a serviço dos que me rodeiam.

Maria Mazzarello, conheceste a solidão e a fadiga,

a pobreza e a doença, porém confiaste sempre em Deus e Ele ajudou-te.

Ajuda-me a confiar a Deus os meus problemas, os meus defeitos, os meus medos, para que Ele me ajude a crescer.
Ajuda-me a descobrir o quanto Deus me ama e como devo amar o próximo para o fazer feliz. Obrigada por todo o teu amor!”

Avé Maria, …. Nossa Senhora Auxiliadora, rogais por nós.

- “Um coração atento e aberto à vida”

Nesta casa da Valponasca existe uma janela pequena da qual se pode avistar o campanário da igreja paroquial. Mesmo indo todos os dias à missa, Maín gostava imenso de assistir às reuniões do final da tarde, quando o padre reunia as pessoas daquela aldeia para rezar, mas como não podia sair de casa àquela hora, ficava à janela a como que seguia a oração “longe da vista mas perto do coração”.

Podemos portanto dizer que o coração de Maín era:

* Profundamente humano: próximo das pessoas, alegre, sincero, sensível, afectuoso e materno.

* Um coração cheio de Deus.

* Um coração que sabe amar sem medo e que manifesta esse amor de forma sincera e profunda.

* Um coração compreensivo.

* Um coração que tem sempre presente as motivações mais correctas para agir.

Ou seja, um coração grande e generoso, disponível a escutar no silêncio a voz de Jesus e a responder-lhe com alegria.

 

Reflexão/Oração

Diante de tanta simplicidade de vida como reagimos nós? Por vezes, é com facilidade que escutamos estas narrativas com preconceitos, dizendo que se trata de histórias de outros tempos e de pessoas ignorantes. Mas, isso significa que hoje sabemos fazer coisas muito melhores?

O paradoxo de nosso tempo é que temos edifícios mais altos... mas lares mais curtos;

Temos auto-estradas mais largas... mas pontos de vista mais estreitos;

Gastamos mais, mas temos menos;

Compramos mais... mas desfrutamos menos, passado pouco tempo uma coisa já nada vale.

Temos casas maiores e famílias menores;

Temos mais graus académicos, mas menos bom senso;

Temos um conhecimento mais perfeito sobre qualquer assunto mas mais problemas;

Temos  mais medicina, mas muito menos saúde.

Multiplicamos as nossas posses, mas reduzimos os nossos valores.

Falamos demais, raramente amamos de verdade e odiamos com muita frequência.

Aprendemos como ganhar a vida, mas quase não vivemos essa vida.

Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão dos nossos anos.

Já fomos à Lua e dela voltamos, mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com o nosso novo vizinho.

Conquistamos o espaço exterior, mas não o nosso espaço interior.

Limpamos o ar, mas poluímos o espírito.

Dividimos o átomo, mas não somos capazes de dividir os nossos preconceitos.

Escrevemos mais, mas aprendemos menos.

Aprendemos a correr contra o tempo, mas não somos capazes de esperar com paciência.

 

Como estará longe o nosso coração de aprender a valorizar a vida como Maín o fez. Será assim tão difícil arranjar espaço interior para o que de verdade conta? Deixemo-nos tocar pelo silêncio da oração e cada um refere a Nossa Senhora no seu segredo as pessoas que mais ama e a quem, por vezes, não consegue dedicar o tempo que desejaria.

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 

- “Uma amiga respeitosa e tolerante”

Para Maria Mazzarello a importância da amizade e do grupo de amigos é uma característica desde muito nova. Dizia um dia a Petronilla, uma das suas maiores amigas ao longo da sua vida: “Petronilla, tenho uma ideia: que tal aprendermos a costurar para ajudar estas meninas de Mornese? O nosso objectivo é reuni-las, ensiná-las a costurar, mas, sobretudo, conhecer a Deus, ajudá-las a crescer no caminho do bem e protegê-las dos muitos perigos”.

Sabem que na época em que Maín era da vossa idade as raparigas não tinham obrigação de ir à escola e só iam aquelas que tinham posses económicas. Por isso, as raparigas casavam muito cedo e muitas meninas tinham de trabalhar desde muito novas. É interessante ver uma amizade assim como a de Maín e Petronilla, que não se esgota nos interesses das duas mas abre-se a outras raparigas, com o objectivo de as ajudar a crescer bem.

“Bons dias” - Maio 2010 - A Felicidade é uma descoberta e um caminho a percorrer confiante e alegre

O grupo de amigos é um lugar de crescimento, de formação e realização pessoal pelos laços profundos de fraternidade, onde cada um é reconhecido como pessoa e valorizado como tal. Permite aos jovens partilhar critérios, valores, visões e pontos de vista em relação a si, aos outros e ao mundo que o rodeia.

E como é o grupo de amigos a que pertences?

É um grupo onde todos são aceites e valorizados?

É um espaço onde todos têm a oportunidade de sonhar com um mundo diferente, mais justo e igualitário, de reflectir sobre as questões sociais, de mobilizar forças amigas para idealizar projectos em vista do bem social.

É um lugar da comunhão e da partilha, de valorização da Vida?

É um grupo em que se procura levar um pouco de felicidade a outros?

Vamos pedir a Nossa Senhora que abençoe os grupos de jovens onde a amizade fortalece os laços, que ajude todos a serem grandes missionários de alegria e amor.

 

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 

-  “Um olhar límpido e cheio de paz”

O olhar de Maín era caracterizado por uma imensa serenidade, profundidade e alegria. Quando fita alguém o seu olhar dá ânimo, confiança e transmite uma fonte de bondade. Sabe descobrir nos outros o melhor de si mesmos para o valorizar e potenciar. É uma rapariga positiva e que procura sempre aprender algo de importante de todas as situações.

Um olhar límpido e transparente que espelha a grandeza do seu coração, a sua gratuidade e valor que dá à vida.

É um olhar que liberta as pessoas à sua volta, que não manipula ninguém para se sentir o centro das atenções.

Não é exagero dizer Maria Mazzarello olhava através dos olhos de Deus, o que não é surpreendente pois Deus, para ela, é uma presença activa e transformante.

 

Já era ela Superiora das Irmãs Salesianas, em Mornese, quando chega ao colégio Emma Ferrero, uma jovem de dezoito anos de idade. Dom Bosco tinha enviado esta jovem a pedido do pai logo após a morte da mulher e uma situação financeira precária. Ema anseia a riqueza, o entretenimento, os amigos, está revoltada com os comentários da irmã assistente e rejeita qualquer proposta educacional. As irmãs acreditam que esta jovem deve regressar à sua casa, porque nada de novo se pode esperar dela.

Contudo, a Madre, prevê que Emma vai mudar. Não a perde de vista, encontra os momentos mais adequados para lhe dizer uma boa palavra e convida as estudantes do Colégio a rezarem por ela. Entendia que para esclarecer as razões leva tempo, calma, e só assim poder regressar aos seus passos. A atmosfera de um não-julgamento que Madre Mazzarello tinha para com aquela rapariga, foi um grande estímulo ao seu intelecto, vontade e carinho, o que ajudou muito a jovem a readquirir uma autêntica liberdade.

A Madre estava atenta ao menor sinal de mudança para a aceitar e valorizar. Quando começa a libertar-se da revolta que sentia desde a morte da mãe, Emma aceita a verdade sobre si mesma e move-se em direcção à liberdade. Madre Mazzarello, com paciência, bondade e atenção, tinha ganho o coração daquela jovem.

 

Reflexão/Oração

E tu: como é o teu olhar?

Como encaras a vida?

Como olhas para os que partilham contigo o dia-a-dia?

Como vês a Deus?

Como te deixas olhar por Deus?

O teu olhar pode ser límpido, transparente, transbordante de alegria e de amor como o de Maria Mazzarello?

Porque não procuras olhar para as situações de uma forma mais positiva, mais pura, mais compreensiva, mais sensível?

Cada um pode exprimir alguma dificuldade que lhe “rouba” a serenidade e a alegria ou dizê-lo a Nossa Senhora no íntimo do seu coração. Que Ela nos ajude a procurar viver na paz de Cristo.

 

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 

- “Uma mulher comunicativa”

O que de mais característico Maria Domingas Mazzarello nos deu é justamente o milagre de uma mulher iletrada que soube ser uma hábil comunicadora, porque intuiu que a comunicação é sobretudo um acto humano que coloca em relação profunda as pessoas e permite agir para que cada uma tenha vida e vida plena. Ela foi uma eficaz comunicadora, tendo como prioridade a comunicação com Jesus, referência constante dos seus pensamentos, das opções, da vida, e abrindo-se a uma comunicação ampla, não selectiva em relação a cada Irmã, às jovens, às pessoas que encontrava. Com sabedoria, também compreendeu que a comunicação se exprime e precisa de gestos concretos.

Por isto, aos 35 anos, e já como Madre Superiora, foi humilde ao ponto de se sentar nos bancos da escola para aprender a escrever. Assistia às aulas com as meninas, com o objectivo prioritário de “comunicar” com as Irmãs que estavam ou iriam partir para outros países ou continentes distantes: partiam da Itália para a América e outras Nações da Europa. Nas suas cartas, deixou-nos um pequeno mas riquíssimo património espiritual, cheio de conselhos e orientações que só um coração cheio de Deus poderia dar. Os únicos instrumentos de comunicação disponíveis naquela altura eram a escrita e a leitura. Hoje usaria, certamente, as novas tecnologias…tudo para poder comunicar melhor com as irmãs, com os jovens de hoje e com muitas outras pessoas!

 

Reflexão/Oração

E tu? Como comunicas?

E o que comunicas mais: coisas positivas ou negativas, verdades ou invenções, palavras que dão vida ou frases que cortam a esperança?

O que estás disposto a fazer para que uma mensagem de coragem, de compreensão, de conforto ou mesmo de orientação chegue às pessoas a quem tu mais amas?

E como recebes as diferentes comunicações dos outros?

Peçamos a Maria, nossa Mãe, que nos ajude a dizer palavras certas na altura certa; a calar quando o bem de alguém fala mais alto do que o barulho de frases superficiais; a mostrar gestos de amor sem que seja preciso chegar ao limite da vida…

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.


 

Dias 11 a 14 de Maio - preparar e acompanhar a visita de Bento XVI a Portugal

Um pouco da vida do jovem Joseph Ratzinger

11 de Maio – Joseph é convocado a servir o exército alemão

 

Nascido em Marktl am Inn, na Alemanha, em 1927, o jovem alemão Joseph Ratzinger tinha 12 anos de idade quando a Segunda Guerra Mundial iniciou em 1939. Sendo ainda muito jovem impediu que fosse imediatamente chamado para servir no exército de Hitler. Mas em 1943, já com 16 anos, quando estudava no seminário, Joseph foi chamado pela primeira vez para realizar "trabalhos auxiliares" no exército alemão. Morou com militares e trabalhou em serviços antiaéreos em Munique. Um ano depois, recebeu convocação para o "serviço de trabalho do Reich".

Esta passagem da sua história marcou-o profundamente. Sendo um jovem cujo ideal era servir a Deus, esteve no tempo da guerra a construir trincheiras, a marchar ao som de canções de guerra. Depois de ter trabalhado na construção da assim chamada "trincheira sudeste" em Burgenland, a 20 de Novembro de 1944 foi enviado a casa de comboio. Mas como o comboio não parava em Traunstein, o jovem foi obrigado a saltar do vagão em movimento. Não combate, mas tem que marchar junto com seus companheiros pelas estradas cantando canções de guerra "para mostrar à população civil que o Führer dispunha ainda de soldados jovens recentemente treinados".

“Bons dias” - Maio 2010 - A Felicidade é uma descoberta e um caminho a percorrer confiante e alegre

Aquelas semanas de trabalho", acrescenta Joseph, "permanecem na minha memória como uma recordação opressiva. Os nossos superiores eram em grande parte provenientes da chamada Legião Austríaca. Tratava-se de nazis do primeiro escalão... pessoas fanáticas por aquela ideologia de raça suprema, que nos tiranizavam com violência." O futuro pontífice recorda, em particular, um episódio: uma noite, os jovens convocados foram tirados das camas e, meio adormecidos, reunidos na praça da caserna. Um oficial chamou-os um a um, tentando convencê-los a entrar como "voluntários" no corpo da SS. "Muitos companheiros de armas, que no entanto eram pessoas de bom coração, foram integrados desse modo naquele corpo criminal." Joseph, juntamente com alguns outros, disse que tinha intenção de se tornar um "sacerdote católico": "Fomos cobertos de escárnios e de insultos e perseguidos, mas essas humilhações deram-nos ainda mais força interior e foram o motivo para que aqueles agentes não insistissem desse recrutamento falsamente voluntário e de todas as suas consequências."

 

Afinal, a coragem da verdade tinha sido o grande motivo que os salvou de entrar para o corpo das SS, e com muita sorte apenas tiveram que se sujeitar a humilhações e ao desdém dos próprios alemães.

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 

Dia 12 de Maio - A maior humilhação em tempo de guerra

Uma das maiores humilhações que Joseph sofreu foi quando viu o seu primo ser assassinado por agentes nazis. Na sua autobiografia, Ratzinger não se refere ao episódio do assassinato do seu primo. É um facto da sua história que revela a 28 de Novembro de 1996 durante uma conferência internacional promovida no Vaticano pelo Pontifício Conselho da Pastoral de Saúde. Um episódio doloroso: o seu primo nada poderia ter feito de mal, era um inocente, portador da síndrome de Down. O então Cardeal Joseph Ratzinger fala disto para alertar contra o risco "sempre iminente" de "um regresso à barbárie", isto é, do risco da exclusão de alguns seres humanos da categoria daqueles que merecem respeito. "O menino eliminado pelos nazis", disse o cardeal, "que em 1941 tinha 14 anos, era mais jovem que eu alguns anos. Era robusto, mas demonstrava progressivamente os sinais típicos da síndrome de Down. Despertava simpatia na simplicidade da sua mente ofuscada, e a sua mãe, que já tinha perdido uma filha com uma morte prematura, era-lhe sinceramente dedicada. Mas, em 1941, foi ordenado pelas autoridades do Terceiro Reich que ele teria de ser hospitalizado para receber uma assistência melhor." "Não tínhamos ainda suspeitado", continuou Ratzinger, "das operações de eliminação dos mentalmente debilitados, a qual já havia sido iniciada no final dos anos trinta. Pouco tempo depois, recebeu-se a notícia de que o menino tinha morrido de pneumonia e que o seu corpo fora cremado. A partir daquele momento, multiplicaram-se as notícias desse género."

 

Diante deste cruel episódio, Joseph dificilmente defenderia qualquer medida de atentado à vida humana. Só quem olha para as pessoas e reconhece nelas um valor único, que não depende dos banais critérios de utilidade é que é capaz de amar de forma autêntica. Pedimos a Deus que nos ajude a valorizar a nossa vida e a do próximo como a dádiva maior que Deus nos concede.

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 

Dia 13 de Maio - A caminho da liberdade

Na primavera de 1945, no final do mês de Abril, e não obstante a cidade fosse cercada pelos militares alemãs que tinham ordem de fuzilar os desertores dos seus postos, Joseph decide voltar para casa. Toma uma estrada secundária, mas na saída de um caminho encontra subitamente dois soldados de guarda. "Por sorte", conta o cardeal, "eram daqueles que não aguentavam mais a guerra e não queriam transformar-se em assassinos." Com a chegada dos americanos, a casa da família Ratzinger foi escolhida como quartel-general aliado: Joseph foi identificado como soldado do Reich e detido como prisioneiro de guerra. Consegue levar consigo um caderno e um lápis: "Uma escolha aparentemente pouco prática, mas, na realidade, aquele caderno revelou-se para mim uma maravilhosa companhia, porque, dia após dia, pude ali escrever pensamentos e reflexões de todos os tipos; até cheguei a arriscar a composição de hexâmetros gregos."

Depois de vários dias de marcha, os prisioneiros foram reunidos num espaço aberto, em um terreno agrícola em Bad Aibling, juntamente com outros cinquenta mil soldados alemães. "A alimentação consistia de um prato de sopa e um pedaço de pão por dia." Entre os prisioneiros, os estudantes de teologia encontraram graduados em universidades e até mesmo professores de várias origens e provenientes de diferentes lugares, e conseguiram organizar conferências e discussões no campo de concentração.

A 19 de Junho de 1945, depois de ter sido submetido aos controlos regulares, Ratzinger foi libertado e encaminha-se para casa. Na noite da chegada, festeja-se em família: "Em toda a minha vida nunca comi uma refeição tão saborosa como aquela que a minha mãe me preparou com os produtos da nossa horta."

 

Neste dia 13 de Maio, em que tanta gente está reunida em Fátima para saudar Bento XVI e louvar Jesus Cristo, peçamos por todos os portugueses, para que saibamos ser pessoas que vivem o grande dom da liberdade e procurem sempre fazer da verdade e do amor a autêntica bandeira de Portugal, tal como o fizeram também os pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia.

 

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 


De 14 a 24 – Novena de preparação da Festa de Nossa Senhora Auxiliadora

Hoje damos início à Novena de preparação da Festa de Nossa Senhora Auxiliadora. Teremos presente várias intenções de oração, situações que confiaremos a Nossa Senhora: as famílias, os jovens, os trabalhadores, as pessoas que vivem em dificuldades económicas, os doentes, a paz no mundo e os governantes das Nações. Podemos acrescentar a estas muitas outras intenções de oração que trazemos no nosso coração. Serão uma flor de confiança em Maria, pedindo-lhe que nos conceda a graça de viver em alegria e esperança todas as situações mais dolorosas e que nos reforce a coragem do testemunho cristão.

 

Propõe-se que, em cada dia, se coloque junto da imagem de Maria uma flor colorida (cada dia uma flor em papel de cor diferente, por exemplo as cores do arco íris).

 

Seria muito bonito, mesmo como testemunho vocacional, estarem presentes nesta novena os encarregados de educação, ou outros familiares, a rezar com os alunos e os directores de turma.

“Bons dias” - Maio 2010 - A Felicidade é uma descoberta e um caminho a percorrer confiante e alegre

 

A Novena pode ser feita da seguinte forma: Um leitor lê a passagem bíblica, outro faz a reflexão e coloca a flor (Pai, Mãe, Avô ou Avó, ou o Director de turma), segue-se um breve tempo de silêncio, e todos rezam um Pai-nosso, uma Avé Maria e um Glória. Termina-se com a invocação «Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.»

 

 

Dia 14 - As famílias: a Flor do berço do Amor

“Ao entrar em casa dela, o anjo disse-lhe: «Salve, ó cheia de graça, o Senhor está contigo.» Ao ouvir estas palavras, ela perturbou-se e inquiria de si própria o que significava tal saudação. Disse-lhe o anjo: «Maria, não temas, pois achaste graça diante de Deus. Hás-de conceber no teu seio e dar à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Será grande e vai chamar-se Filho do Altíssimo. O Senhor Deus vai dar-lhe o trono de seu pai David, reinará eternamente sobre a casa de Jacob e o seu reinado não terá fim.»

Maria disse ao anjo: «Como será isso, se eu não conheço homem?»

O anjo respondeu-lhe: «O Espírito Santo virá sobre ti e a força do Altíssimo estenderá sobre ti a sua sombra. Por isso, aquele que vai nascer é Santo e será chamado Filho de Deus. Também a tua parente Isabel concebeu um filho na sua velhice e já está no sexto mês, ela, a quem chamavam estéril, porque nada é impossível a Deus.»

Maria disse, então: «Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.» E o anjo retirou-se de junto dela.” (Lc 1, 28-38)

 

Reflexão

Maria aceitou a sua vocação de ser mãe do Filho de Deus, mesmo sabendo que não estaria à sua altura levar por diante tão grande missão. Foi esposa, mãe e filha exemplar e, como tal, modelo para nós da missão da família como berço de amor.

Vamos pedir pelas mães, pelos pais e por todos os que no dia-a-dia assumem o papel de mãe e pai na educação das crianças e jovens. Confiamos também a Maria as famílias que não conseguem ter filhos e por aquelas que acolhem as crianças abandonadas. Confiemos-lhes as famílias que, com tanto amor, se dedicam a cuidar dos membros mais idosos e doentes. Rezemos por todas as famílias que passam por dificuldades, seja pelo desemprego, pelo desentendimento, separação, violência, doença, falta de esperança, principalmente as famílias de nossa comunidade. Que a bênção de Deus, por intermédio de Maria, acompanhe cada momento das suas vidas.

 

Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.»

 

Dia 17 - Os jovens: a Flor da vitalidade e da alegria

“E Jesus lhes disse: 'Vinde comigo, e eu farei de vós pescadores de homens'. Deixando imediatamente as redes, eles seguiram-No” (Mc 1,17-18).

 

Reflexão

Os discípulos reconhecem desde logo em Jesus algo de diferente, algo de autêntico e profundo, Alguém que lhes quer um bem enorme e, por isso, aceitam deixar imediatamente as redes e segui-Lo.

As redes daqueles discípulos representam o seu trabalho, a sua vida quotidiana sem grandes desafios. Quais serão as redes dos jovens de hoje? O normal do dia-a-dia do estudo, do primeiro emprego, das saídas com os amigos, do estar em família, das actividades de tempos livres, etc. Tudo isto pode ser vivido como algo banal ou como um tesouro a ser descoberto, recebido e agradecido em cada momento. Os jovens têm ou não um coração grandioso? Depende muito do modo como encaram a vida e de como acolhem a «vida em abundância» que só Jesus comunica.

Pedimos a Nossa Senhora que acompanhe e proteja as crianças e os jovens do mundo inteiro, especialmente aqueles que estão a passar por momentos em que a sua vida não faz sentido. Confiemos-lhe a descoberta vocacional de cada um e as opções que vão fazendo para procurar construir a sua felicidade.

 

Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.»

 

Dia 18 - Os trabalhadores: a flor da colaboração na obra da Criação

 “Ide, eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos. [...] Quando entrardes numa cidade e vos receberem comei do que vos for servido, curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘O reino de Deus está próximo de vós’ ( Lc 10, 3-9).

 

Reflexão

Muitas vezes, as pessoas vivem momentos de grande tensão na sua vida pelo imenso trabalho que têm, pelas contrariedades do desemprego e pela desonestidade de tantos. Os trabalhadores encontram-se muitas vezes em contextos onde há muito pouca esperança.

 

Contudo, bem sabemos que o trabalho é um valor que dignifica o ser humano e que pelo trabalho Deus conta connosco para transformarmos este mundo e o humanizarmos cada vez mais. Vamos pedir hoje a Nossa Senhora por todas as pessoas que com o seu trabalho podem colaborar com Deus na sua obra da Criação, para que exerçam o seu trabalho com dignidade, com gratidão e com honestidade e saibam levar a sementinha do Reino de Deus para os espaços e as relações onde realizam as suas actividades profissionais.

Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.»

 

Dia 19 - As pessoas que vivem em dificuldades económicas: a Flor da solidariedade

“Comerás do fruto do teu próprio trabalho: assim serás feliz e viverás contente. (sl 128,2). Ordenamos e exortamos no Senhor Jesus Cristo a que ganhem o pão que comem, com um trabalho tranquilo.” 2 Tess 3,12

 

Reflexão

Quantas pessoas vivem momentos de dificuldade no seu emprego e por todos os que desde há muito ou pouco tempo não conseguem arranjar trabalho.

Pelos desempregados, a fim de que encontrem uma oportunidade digna de trabalho e possam contar com a rectidão de consciência de quem os contrata. Recordemos de modo especial os desempregados que são pais e mães de família, para que nestes momentos mais difíceis possam ter e sentir a compreensão e o apoio em família assim como a solidariedade de pessoas que os encorajem e ajudem a ultrapassar esta situação difícil. Confiamos também ao auxílio de Maria todos quantos vivem sem tecto, sem lar, ou abandonados pelas suas famílias, para que possam encontrar um olhar e um abraço de solidariedade que lhes proporcionem não apenas o alimento material como os ajudem a procurar viver com dignidade.

 

Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.»

 

Dia 20 - As pessoas doentes: A Flor da esperança e da coragem

“Vinde, benditos de meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo. Porque tive fome e destes-me de comer, tive sede e destes-me de beber, era peregrino e recolhestes-me, estava nu e destes-me que vestir, adoeci e visitastes-me, estive na prisão e fostes ter comigo.'
'Em verdade vos digo: Sempre que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim mesmo o fizestes.” (Mt 25, 34-40)

 

Reflexão

Da dor, das doenças, das preocupações ninguém escapa, é algo de normal na nossa vida. Mais cedo ou mais tarde deparamo-nos com situações em que, como Jesus no alto da cruz, gritamos: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?" E, por mais que a medicina se esforce, existem ainda doenças para as quais não se descobriu a cura. Nunca devemos pensar que uma doença é castigo ou sinal de abandono de Deus. Deus só deseja a nossa felicidade. É verdade que há situações que conduzem a doenças que poderiam ser evitadas.

É verdade que não sabemos o que dizer perante a existência de doenças em crianças, em inocentes e em vítimas de violência. Por vezes gostaríamos de uma explicação e de uma cura e recorremos a tudo. Diante de autênticos dramas por que passam pessoas que nos são tão queridas que procuramos com fé, dar esperança e conforto… Esses gestos e esse acompanhamento poderão fazer a diferença para proporcionar uma gotinha de felicidade e esperança aos nossos entes queridos. 

O amor de Deus é eterno, fiel e jamais nos abandona. E nesses momentos devemos reforçar a nossa oração e permanecermos bem unidos a Deus porque diante de muitos casos é na oração e na força interior que encontramos a coragem e a fé para ajudar os que de nós precisam.

 

Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.»

 

Dia 21 - A paz no Mundo: a Flor da tolerância e do diálogo

“Os discípulos encheram-se de alegria por verem o Senhor. E Ele voltou a dizer-lhes: «A paz seja convosco! Assim como o Pai me enviou, também Eu vos envio a vós.» Em seguida, soprou sobre eles e disse-lhes: «Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ficarão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, ficarão retidos.” (Jo 20, 20-23).

 

Reflexão

A guerra não nasce somente por meio dos chefes das nações, que de forma  egoísta, pensam só nos seus interesses políticos e sociais, mas  também através de cada um nós. Quando não estamos dispostos a renunciar a nossos desejos e vontades,  a uma visão egoísta isso passa para o ambiente em que vivemos pois nós não vivemos isolados, mas vivemos num mundo, onde tudo está ligado.

Maria pede-nos para rezar pela paz, mas esta oração deve ser primeiramente concreta, pois só posso rezar pela paz, se o meu coração está em paz, com Deus, comigo mesmo, e com os demais. Devo primeiramente ter a paz dentro de mim, para poder anunciá-la, para poder ser construtor dela, reconciliarmo-nos com os que vivem connosco. Só assim a nossa oração de Paz terá resultados. Quantas vezes o orgulho, o rancor, o egoísmo, o senso de ser dono-da-verdade, criam a guerra e a divisão! Por isso Maria nos chama a levar a Paz, a Sua Paz, que é a Paz de Jesus, para que diante das situações de conflito, de incompreensões, de injúrias, saibamos buscar a paz, saibamos buscar não o que nos divide, mas o que nos une.

 

Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.»

 

Dia 24 - Os governantes das Nações: a Flor da opção pela justiça e pela verdade

«Jesus chamou-os e disse-lhes: «Sabeis que os chefes das nações as governam como seus senhores, e que os grandes exercem sobre elas o seu poder. Não seja assim entre vós. Pelo contrário, quem entre vós quiser fazer-se grande, seja o vosso servo; e quem no meio de vós quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Também o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para resgatar a multidão.» (Mt 20, 25-28)

 

Reflexão

A disparidade entre ricos e pobres continua a aumentar. Os analistas de dados económicos dizem que ela é causada pelos injustos regulamentos comerciais que favorecem os países ocidentais desenvolvidos. A corrupção e o abuso do poder são duas realidades que mais se têm constatado nos representantes políticos e que deixam a descrédito uma função tão importante e nobre para o bem da humanidade.

Vemos decisões a serem tomadas no campo da biotecnologia, de leis que afectam a vida humana e até a limitam ou põem em causa.

Damo-nos conta que orientações e medidas tomadas pelos governos nacionais têm impacto na vida das pessoas não só a curto e médio prazo como irão repercutir-se nas gerações futuras: a educação e a saúde são dois dos âmbitos de intervenção política que mais efeitos têm a longo prazo.

Pedimos a Nossa Senhora que ajude os nossos governantes a saber optar pelo bem a realizar, pela justiça a promover e pelos direitos humanos a defender.

 

Pai-nosso, Avé Maria e Glória. Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.»

 

A concluir o mês de Maio

DA MENSAGEM DE BENTO XVI AOS JOVENS NO DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE EM 2010

 

O Papa parte da narrativa do encontro entre Jesus e um jovem: o jovem rico, no evangelho segundo Mateus.

 

«No jovem do Evangelho, podemos vislumbrar uma condição muito semelhante à de cada um de vós. Também vós sois ricos de qualidades, energias, sonhos, esperanças: recursos que possuís em abundância! A vossa própria idade constitui uma grande riqueza não apenas para vós, mas também para os outros, para a Igreja e para o mundo.

O jovem rico pergunta a Jesus: «Que devo fazer?» A fase da vida em que vos encontrais é um tempo de descoberta: dos dons que Deus vos concedeu e das vossas responsabilidades. É, igualmente, tempo de opções fundamentais para construir o vosso projecto de vida. Por outras palavras, é o momento de vos interrogardes sobre o sentido autêntico da existência, perguntando a vós mesmos: «Estou satisfeito com a minha vida? Ou falta-me ainda qualquer coisa»?

Como o jovem do Evangelho, talvez vós vivais também situações de instabilidade, de perturbação ou de sofrimento, que vos levam a aspirar a uma vida não medíocre e a perguntar-vos: em que consiste uma vida bem sucedida? Que devo fazer? Qual poderia ser o meu projecto de vida? «Que devo fazer a fim de que a minha vida tenha pleno valor e pleno sentido?»

 (…)

Quem vive hoje a condição juvenil encontra-se a enfrentar muitos problemas resultantes do desemprego, da falta de referências ideais certas e de perspectivas concretas para o futuro. Às vezes pode-se ficar com a impressão de impotência diante das crises e derivas actuais. Apesar das dificuldades, não vos deixeis desencorajar nem renuncieis aos vossos sonhos! Pelo contrário, cultivai no coração desejos grandes de fraternidade, de justiça e de paz. O futuro está nas mãos de quem souber procurar e encontrar razões fortes de vida e de esperança. Se quiserdes, o futuro está nas vossas mãos, porque os dons e as riquezas que o Senhor guardou no coração de cada um de vós, plasmados pelo encontro com Cristo, podem dar esperança autêntica ao mundo!

Levemos a sério este convite do Papa a comprometer-nos a construir o nosso futuro através de percursos sérios de formação pessoal e de estudo, para servir o bem comum de maneira competente e generosa.

 

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.


OS OLHOS AZUIS

Emy era uma linda menina de 3 anos de idade... Ela morava numa cidade dos EUA, em frente ao mar. A sua família era cristã. Iam todos os domingos à igreja e em casa rezavam frequentemente... 

Emy era muito feliz! Amava a sua família e admirava os olhos azuis do seu pai e dos seus dois irmãos... Todos na casa de Emy tinham olhos azuis, menos Emy e a mãe! O sonho de Emy em criança era ter olhos azuis como o mar... Ah!

Um dia, na catequese, ouviu a catequista dizer:

-"DEUS RESPONDE A TODAS AS ORAÇÕES!"

Estava tão atenta que passou o dia todo a pensar naquela frase da catequista... À noite, na hora de dormir, ajoelhou-se ao lado da sua cama e orou:

     - "Pai do Céu, muito obrigada porque teres criado mar que é tão bonito! Muito obrigada pela minha família. Muito obrigada pela minha vida! Gosto muito de todas as coisas que fazes! Mas...gostaria de pedir... por favor... quando eu acordar amanhã, quero ter olhos azuis como os do pai! Em nome de Jesus, amém."

Emy fizera este pedido com muita fé. Uma fé pura e verdadeira como a que só uma criança pode ter. E, ao acordar, no dia seguinte, correu para o espelho. Olhou...e qual era a cor dos seus olhos? CONTINUAVAM CASTANHOS!

Mas porque é que Deus não me ouviu? Porque é que não atendeu ao meu pedido? Eu até acho que ficaria com uma fé mais forte!

Bem...naquele dia, Emy aprendeu que um NÃO também poderia ser uma resposta de Deus! Mas, em vez de ficar revoltada, voltou a agradecer a Deus do mesmo modo... aceitava e confiava em Deus, embora não entendesse.

     Anos depois, Emy quis fazer um voluntariado, quando estava prestes a acabar a universidade. Partiu para uma região a norte da Índia e tinha uma missão muito difícil e perigosa. Integrou um projecto que umas irmãs faziam em segredo naquele país e que se resumia a "comprar crianças para Deus". Havia crianças que eram vendidas pelas suas famílias para serem vendidas a turistas como tráfico de seres humanos. Emy sabia bem que estaria a lidar com gente perigosa e disposta a tudo. Para poder entrar nos "templos" onde as raparigas eram vendidas e fazer a compra, Emy não podia ser reconhecida como estrangeira, pelo que precisou de se disfarçar de indiana. Todos os dias passava pó de café na pele, cobria os cabelos e vestia-se como as mulheres do local. Deste modo entrava livremente nos locais de venda de crianças. Emy podia caminhar tranquila em todo "mercado infantil", pois aparentava ser mais uma indiana a mando dos traficantes.

Um belo dia estava a despedir-se de uma sua amiga missionária, uma jovem ruiva de olhos azuis, que ficara sempre a tratar de burocracias para legalizar as crianças. Sheryl, era o seu nome, já estava prestes a regressar aos EUA, e disse a Emy:

- Esta missão tem corrido muito bem, Emy! Gostava de ter estado contigo mesmo lá no mercado das crianças,… Nem imaginas o que eu daria para ter os olhos castanhos e a pele morena e poder-me disfarçar como tu… Tens muita sorte, sabias?

 

Reflexão/ Oração

Essa amiga não sabia o quanto Emy tinha desejado ter olhos azuis... Mas Emy pôde, enfim, entender o porquê daquele não de Deus há tantos anos! Sorriu e pensou “Que Deus tão inteligente nós temos... Afinal os olhos bem escuros não foram nada de negativo na sua vida. Aliás, foi essencial para a missão que estava a desenvolver e que nunca mais poderia esquecer!

 

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 


O REI E O PODER

Era uma vez um Rei muito vaidoso. Esquecia os seus súbditos, gastando fortunas para satisfazer caprichos pessoais. Um dia anunciou que daria um generoso prémio a quem trouxesse, na palma da mão, alguma coisa que representasse o seu poder.

No tempo marcado, apareceram os candidatos.

O primeiro colocando-se diante do Rei abriu a mão e - oh! - Nela estava bela miniatura de uma coroa de ouro, toda cravejada de pedras preciosas. O Rei fez um sorriso.

Outro, tomando-lhe a vez, abriu a mão direita e ofereceu ao Rei um trono, esculpido em delicado marfim e refinado em artísticos entalhes.

O Rei sorriu lisonjeado.

Seguiram-se outros candidatos que traziam imponentes arcas de tesouro com jóias miniaturizadas; mantos esplendorosos. A todos, o Rei após arregalar os olhos, determinava que passassem para o lado.

O último era um jovem. Adiantou-se calmamente e abriu diante do Rei a sua palma. Estava limpa e... vazia!

- Como?! - Indignou-se o Rei, ao ver que nada havia na mão do jovem - que significa isto, afinal?!

O jovem sorriu.

- Majestade - disse, fazendo ligeira reverência e continuando a mostrar a mão vazia -, toda a autoridade na Terra é um dom do Pai celestial e todo o poder será sempre retomado um dia. O que poderia melhor representar essa autoridade, perante Deus que tudo lhe concedeu? Nada melhor do que a palma da sua mão tão limpa e imaculada como o era no dia do nascimento.

O Rei ruborizou e baixou a cabeça. Conta-se que, a partir daquela data, o Rei meditou e passou a ser menos generoso consigo próprio e mais dedicado ao povo que lhe fora confiado no Reino.

A verdadeira procura de felicidade leva-nos a deixar de olhar para o nosso “umbigo” e a procurar levar um pouco de felicidade a quem está à nossa volta, aos que mais necessitam de ajuda, de um olhar, de uma palavra amiga,… e tudo isto desinteressadamente! Peçamos a Maria, que nos ajude a viver nesta atitude, pois assim saberemos bem o que significa ser feliz.

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 


A MÃE

Era uma vez uma mulher chamada Emília. Pertencia a uma família da classe média  e vivia num país do leste europeu que sofria uma grave crise politica, económica e social depois de uma prolongada guerra nacional.  A fome e a epidemia ameaçavam toda a população.

Emília desde pequena tinha uma saúde frágil, e não melhorava devido às condições em que vivia.  Era ainda muito jovem, quando se casou com um operário têxtil. Acabaram por se estabelecer numa pequena cidade longe de familiares e conhecidos.

Pouco tempo após o casamento nasceu o primeiro filho, Edmundo, um belo garoto, bom aluno, atleta e de personalidade forte.  Alguns anos mais tarde, Emília deu à luz uma menina, que sobreviveu poucas semanas por causa das más condições de vida a que a família estava submetida.

Catorze anos depois do nascimento de Edmundo, e quase dez  após a morte de sua segunda filha, Emília percebeu que estava grávida novamente.  Porém, encontrava-se numa situação particularmente difícil. Tinha cerca de quarenta anos e a sua saúde em nada tinha melhorado: sofria de graves problemas renais e o seu sistema cardíaco estava cada vez mais debilitado por causa de uma doença congénita.  

Além disto, a situação política do seu país era cada vez mais crítica,  e estava gravemente afectado por uma crise logo após a  primeira guerra mundial.  Viviam apenas com o indispensável e com o medo de que se instalasse uma nova guerra.

Nestas circunstâncias, e apesar de o acesso ao aborto não ser simples nessa época, existia essa opção e até nem faltou quem se oferecesse para praticá-lo. A sua idade e a sua doença transformavam esta gravidez numa gravidez de risco para sua vida. Além disto  Emília desconhecia que só lhe restavam aproximadamente dez anos de vida por causa de seus problemas de saúde. Mas apesar de tantos argumentos “razoáveis” para alguns, Emília optou por dar a vida ao seu filho.

Deu-lhe o nome de Karol, muito comum entre o povo polaco. Este menino cresceu saudável e forte, e sem pai desde muito novo, devido à segunda guerra mundial. Ao longo da sua juventude costumava contar aos jovens a história da sua família, a heroicidade do pai e da mãe, que sempre lhe transmitiram o valor da vida. Este jovem foi mais tarde ordenado padre e em 1978 foi eleito Papa João Paulo II. Um homem que poderia nunca ter nascido não fosse ao amor e a vida que os seus pais lhe deram… Saibamos nós ter a coragem deste mandamento novo ao jeito de Jesus: Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos!

 

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 


PILOTO 

Um dia, um piloto caiu com a sua avioneta na cordilheira dos Andes. Sobreviveu à queda, mas como iria ele sobreviver se a avioneta ficou em destroços e se encontrava perdido naquelas montanhas desertas? Era impossível orientar-se e o pior eram as temperaturas baixíssimas, sobretudo durante a noite.

 As pessoas deram pelo seu desaparecimento. Durante dias realizaram buscas mas não o encontraram. O piloto acabou por ser dado como morto.

 Mas eis que, um dia, ele apareceu vivo numa aldeia. Tinha caminhado cinco dias e cinco noites sem interrupção. Sempre a caminhar, sem nunca desanimar. Sentiu muitas vezes a tentação de se deixar cair nos braços da morte… mas nunca desanimou. 

Quando chegou à sua terra, perguntaram-lhe:

 - O que é que te deu força para caminhar tanto?

Ele respondeu:   

- O que me deu força não foi tanto o instinto de conservação, pois já nem sequer  tinha forças, mas este pensamento: «Se a minha mulher e os meus filhos esperam por mim, tenho de seguir caminhando ao encontro deles».

 

Reflexão/Oração 

O que nos faz viver é isto mesmo: o sentido da vida...; é o saber por que e por quem vivemos... e para onde vamos!

Quantos e quantos casos poderiam ser contados e a moral da história seria sempre a mesma. O sentido para a vida é fundamental para que a vida tenha mesmo um sentido...

Quantos e quantos pais encharcam os filhos com coisas e mais coisas...pensando que, ao proceder desta forma, ao dar aos filhos aquilo que eles, pais, nunca tiveram, que lhes dão, assim, a  felicidade! Mas será que dão...?

Mais importante do que o dar não será o darmo-nos?

Mais importante do que dar coisas não será amar e dar-lhes ... um pouco de mais atenção...?

É este o sentido da Vida: Amar os outros...

 

Avé Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.

 

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