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Feira Medieval a concluir
um ano lectivo
A conclusão de um ano lectivo
é sempre um momento muito especial. É o espelho de tudo o
que se sonhou e se viveu ao longo dos 9 meses de trabalho.
Os projectos, as ambições, o entusiasmo vão ganhando corpo,
adquirem forma visível e estrutura humana. A vida de uma
escola não é o apenas o ritmo da sala de aula. É isso e
muito mais. O dinamismo, a força propulsora, a alma que
incorpora qualquer projecto está na preparação e no
envolvimento que toda a comunidade educativa é capaz de
projectar dentro e fora da estrutura escolar. Uma escola
mede-se também pela sua projecção extra-muros.
O início do ano lectivo tem o
encanto das coisas que apenas começam, é a esperança de que
algo aconteça, é o porvir ainda em botão, é o amanhecer de
um tempo que se deseja profícuo, em sonhos e realizações.
Depois, é o deambular dos meses que se sucedem, dos sonhos
que vão adquirindo forma e projecção, intervalados com
algumas desilusões, uns tantos insucessos compensados por
muitos mais sucessos, enfim, é a vida no seu curso matizado
de mil cores. Foi assim o ano 2009-2010, no Externato Nossa
Senhora do Rosário, das Salesianas, em Cascais. E assim,
orientados por um Projecto Educativo que nos remetia
constantemente para uma orientação colorida da vida, na
companhia do Senhor que acedeu ao convite dos discípulos de
Emáus – “Fica connosco – juntos, a vida ganha cor”, fomos
construindo a cúpula que devia encimar todo o projecto
educativo desta comunidade.
O culminar de todas as
actividades e enquadrá-las num ambiente de Feira Medieval,
foi a maior ambição de todo o corpo docente, da direcção e
da associação de pais. Foi um trabalho de conjunto, não só
de adultos, mas sobretudo dos alunos. Estes envolveram-se de
uma forma extraordinária, na adesão e na colaboração. Do
sonho para a realidade apenas uma distância milimétrica. E
eis o resultado. A conjugação de trabalho e arte, na
ornamentação do espaço, na criação de barracas, no ambiente
humano, no vestuário usado, na apresentação de actividades
hoje em dia perdidas no tempo, criou a ilusão que nos
transportou para uma época que tem o seu encanto e magia.
Tudo o que se vendia ou comprava era obra manufacturada
pelos alunos e eram também eles os grandes negociantes.
Uma torre de menagem indicava
o lugar da feira e servia também de entrada no local da
mesma, onde se encontravam dois agentes rigorosamente
vestidos que acolhiam os visitantes e lhes entregava uma
caneca de barro que serviria de recipiente de bebida.
Passavam de imediato por um local de câmbio, que operava a
maravilhosa transformação do euro em cruzado. No decorrer da
feira, os alunos ofereceram aos visitantes as suas
apresentações artísticas, de bailarinos, pregoeiros,
trovadores, pedintes e arruaceiros. A música e a arte, o
convívio e a proximidade num tempo que muito tem a ensinar
ao homem do século XXI. É bom recuperar o que de bom existe
em cada época e a nossa tem ainda muito a aprender, apesar
de ser classificada de tecnologia avançada. Por fim e porque
é o mais importante, um agradecimento a todos os que
tornaram possível um tal evento, porque sonho e, na
paráfrase do poeta, “comandou” o percurso de um ano.
Ir. Anita
Externato Nossa Senhora do
Rosário, Cascais
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