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Celebrar é viver
SEMANA DE 1 a 4 DE FEVEREIRO –
DIA DO CONSAGRADO
Todos fomos chamados,
por Deus, à vida. De todos Ele espera uma resposta
ao convite de um sonho de felicidade autêntica.
Jesus apostou o seu Reino de paz, de justiça, de
amor por ti e pela humanidade. E tu? O que és capaz
de apostar por Ele? De que maneira O dás a conhecer
à tua volta? De que forma O tornas visível na tua
vida e nos teus caminhos?
No dia 2 de Fevereiro
celebra-se o dia do consagrado, a vocação de todas
as pessoas consagradas a Deus. Falamos concretamente
de tantas irmãs e padres que conheces ou que vês no
ambiente em que vives. É uma oportunidade
excepcional para deteres o teu olhar sobre essas
pessoas que entregam toda a sua vida radicalmente a
Deus, e colocares a pergunta a ti mesma(o): porque é
que estas pessoas escolheram um dia, na radicalidade
da sua juventude, dar um passo destes? A troco de
quê? |
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O sonho de Deus de contar com
pessoas totalmente dedicadas a Ele, na aventura do serviço
ao próximo, continua hoje numa pessoa bem perto de ti.
Descobre-a, fala com ela. Porque é que não te atreves mesmo
a perguntar a uma delas: Porque é que decidiu ser irmã ou
padre?
Certamente conheces algum
salesiano ou salesiana. Arrisca perguntar-lhe, por exemplo,
quando é que começou a perceber que esse “estranho” caminho
de vida era o seu modo de ser feliz? E, já agora, porque não
rezar por quem talvez reze por ti todos os dias e a todo o
momento, através do silêncio ou do serviço discreto e
simples?
Entregamos nas mãos de Maria,
nossa Mãe, todas as pessoas consagradas que conhecemos e
também aquelas de quem nunca ouvimos falar por viverem uma
vida muito mais “escondida”. Que possam ser pessoas cheias
de luz interior, cheias de Deus, capazes de ajudar com a
oração, com o serviço e com a entrega da sua vida por amor
tantas pessoas que estejam a necessitar da força de Deus no
seu coração. Se quiserem digam baixinho o nome de alguma
pessoa consagrada que conheçam. Avé Maria…
11 DE FEVEREIRO – DIA MUNDIAL
DO DOENTE
(DIA DE Nª. SRA. DE LOURDES)
No dia 11 de Fevereiro
comemora-se o Dia Mundial do Doente. É importante lembrar
que as pessoas doentes têm direitos que devem ser
respeitados. O direito à protecção da saúde está consagrado
na Constituição da República Portuguesa e baseia-se na
dignidade humana, a equidade, a ética e a solidariedade.
Porquê nesta data? Um dia,
João Paulo II, apercebendo-se que era cada vez maior o
número de doentes que se dirigiam a Lourdes, em França (já
em 1958, o número de peregrinos foi da ordem dos milhões e
ia aumentando em cada ano e de cada vez maior diversidade de
doenças) em peregrinações espontâneas, a partir de 11 de
Fevereiro, dia em que Nossa Senhora apareceu a uma
pastorinha de catorze anos de idade, de nome Bernardette de
Soubirous, decidiu estabelecer aquele como o Dia Mundial do
Doente, dedicando-o a todos os doentes do mundo inteiro, “de
todas as raças, povos e línguas”.
A pessoa doente merece pleno
respeito pela sua particular condição e humanização, nos
cuidados do serviço de saúde e na atenção dada pela família.
O Papa desejou que este dia fosse sinal de apelo à
necessidade de assegurar a melhor assistência possível aos
doentes», principalmente através do carinho, da compreensão
e do apoio a quantos se debatem com problemas de saúde.
Num tempo em que os ginásios
de manutenção da forma física nascem como cogumelos e
simultaneamente há uma grande preocupação por existirem
tantas pessoas doentes que não têm quem cuide delas (mesmo
tendo família), como é possível deixar uma marca de
diferença?
Temos pessoas da nossa família
ou vizinhas que vivem situações de dificuldade por motivos
de saúde? Vamos visitá-las? Tratamos as pessoas com carinho?
Vamos confiar hoje, dia 11 de
Fevereiro, ao coração de Nossa Senhora de Lourdes todas as
pessoas que estão doentes no corpo ou no espírito. Que a
ajuda de Maria seja visível em gestos de amor que se
multipliquem ao seu redor. Avé Maria….
20 DE FEVEREIRO – PASTORINHOS
DE FÁTIMA
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A vida dos três
pastorinhos de Fátima – Francisco, Jacinta e Lúcia –
foi proclamada de santidade pelo amor que
demonstraram ter a Deus, um amor pelo qual jamais
serão esquecidos. Fátima é um local onde a oração e
a renovação da vida interior são elementos muito
visíveis. Há como que um perfume de Deus que nos
toca o coração. Todos nós precisamos de uma luz
interior que nos ajude a ser melhores. Pedimos hoje
aos Pastorinhos que olhem de um modo especial para a
nossa juventude, para a malta nova que tantas vezes
não consegue fazer as melhores opções na sua vida.
Que com a sua ajuda todos nós nos empenhemos em
deixar que Deus toque o nosso coração e nos faça
crescer no amor e na alegria.
Em anexo segue uma apresentação em powerpoint
sobre a vida destas crianças. Em alternativa pode
mostrar-se o vídeo do seguinte link
http://videos.sapo.pt/Z3fGuClD6PvwsChmNzCv
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21 DE FEVEREIRO - DIA
INTERNACIONAL DA LÍNGUA MATERNA
Proclamado pela primeira vez
pela UNESCO em 1999, o Dia Internacional da Língua Materna
foi reconhecido formalmente pela assembleia geral das Nações
Unidas. O objectivo é promover a consciencialização em
respeito à história e à cultura de cada idioma. Nos dias de
hoje, as abreviaturas utilizadas pelas novas tecnologias, e
a banalização de estrangeirismos frequentemente mal
empregados, podem ser fonte de desvalorização da língua
materna e dos códigos linguísticos de outros povos. Numa
sociedade plural e globalizada, o multilinguismo tem que ser
considerado para que haja compreensão mútua. A linguagem é o
principal vector de transmissão de conhecimentos e
tradições. Ao apoiar o desenvolvimento do ciberespaço
multilinguístico, a UNESCO pretende promover um amplo acesso
a redes de informação e, ao mesmo tempo, oferecer
possibilidades para a preservação das línguas ameaçadas. Dos
cerca de 6 mil idiomas no mundo, 200 já foram extintos nas
últimas três gerações. A Índia, Estados Unidos, Brasil,
Indonésia e México são os países com maior diversidade
linguística e com mais riscos de idiomas em extinção.
Procura hoje estar atento ao
modo como dialogas com os outros, a leres um belo texto de
um autor português ou declamar a um amigo ou familiar um
poema que gostes muito. Atreve-te para já, a escutar este
soneto:
Ser
poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além-Dor!
É
ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!
É
ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!
E é
amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!
Florbela Espanca,
Sonetos
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ALGUMAS HISTÓRIAS |
AS RECEITAS EFICAZES
A Lídia queixava-se
continuamente das suas muitas doenças. Ia consultar a
médica, que lhe mandava fazer análises, mas a resposta era
sempre a mesma:
- A senhora não tem nenhuma
doença grave. Vá comprar estes comprimidos, tome um por dia
e pode ir para casa. Contudo, passado algum tempo, voltava
de novo à médica, queixando-se do seu mal-estar. Esta
voltava a passar-lhe a receita e a mandá-la para casa. Um
dia, a Lídia foi a uma outra médica. Esta, em vez de lhe
receitar comprimidos, disse-lhe:
- Minha amiga, a senhora vai
começar a tratar-se com três receitas e terá uma boa saúde.
- Que receitas são essas?
- A alimentação, a
tranquilidade e a alegria. Vou explicar. A melhor receita
para uma boa saúde consiste em cuidar a alimentação. A
segunda melhor receita é evitar nervosismos, tensões e
pressas. A terceira é viver, injectar e transmitir alegria a
tudo o que fazemos e a todos quantos vivem connosco.
Reflexão: Se
vivemos saudavelmente estaremos a prevenir muitas doenças.
Há coisas que podemos fazer para prevenir algumas doenças
como, por exemplo, fazer uma alimentação equilibrada,
praticar exercício físico e visitar frequentemente o médico.
Mas também prevenimos doenças sabendo viver tranquilos e
alegres. Nisto, podemos seguir a recomendação de S. João
Bosco aos seus jovens: o cumprimento dos deveres e o estar
sempre alegres.
Oração: Pedimos
a Jesus que nos ajude a seguir os bons conselhos, as boas
receitas que nos ajudam a crescer e a ser felizes. Pai
Nosso…
A ATITUDE É FUNDAMENTAL
Era uma vez uma rapariga muito
irrequieta que na aula só brincava e não trabalhava.
Certo dia, o colega do lado
virou-se para ela e perguntou: - Porque não trabalhas?
E a rapariga respondeu: -
Porque não vale a pena, já vou reprovar!
- Mas porque é que não te
esforças?
- Não gosto de estudar.
- Já tentaste?
- Não.
- Não vás pelos outros. Posso
ajudar-te, mas para isso tens de trabalhar!
- Tudo bem, mas não sou lá
muito responsável. Como é que vou conseguir isso?
- Não te preocupes. Vamos…
A partir daí a rapariga
irrequieta passou a ser uma aluna responsável e
trabalhadora. Acabou por ir para a universidade e ganhou
para sempre um amigo.
Reflexão:
Toda a ajuda deve ser
bem-vinda quando se trata de sermos mais responsáveis no
nosso trabalho. A ajuda que nos dão, contudo, tem de contar
com a nossa colaboração: temos de nos empenhar para sermos
bons no nosso trabalho.
Que tipo de ajuda costumamos
oferecer quando outros não querem trabalhar? Ou será que não
oferecemos nenhuma ajuda? E que tal hoje oferecermos a nossa
ajuda aos que não encontram motivação no seu trabalho?
Oração:
Agradecemos a ajuda de tantas
pessoas que no dia a dia estão a cuidar do nosso equilíbrio,
da nossa saúde, da nossa educação. Avé Maria…
A FELICIDADE
Uma mãe, levando o seu filho
pela mão, dizia-lhe:
- Miguel, as pessoas hoje
julgam que a felicidade está em ter muitas coisas. Por isso
correm para os grandes supermercados, onde compram tudo o
que podem e muitas vezes o que não podem.
- Então o que é que nos dará a
felicidade?
- Posso dizer-te, para já, que
a felicidade não é ter muitas coisas.
Quando iam a caminho, passou
por ali um vendedor com uma cesta de maçãs. Ao ver a
criança, pegou numa maçã da cesta e deu-lha. A criança ficou
muito contente. O vendedor deu-lhe uma segunda maçã. De
novo, a natural alegria. Então pegou numa terceira grande e
deu-lha. A criança quis segurar as três mas não conseguiu.
Caíram-lhe todas ao chão. Foi então que a sua alegria se
transformou em tristeza. Começou a chorar.
O vendedor disse então:
- Percebeste? É o que acontece
a alguém que possui demasiadas riquezas para poder usufruir
delas. Com duas maçãs, eras feliz; com três, deixaste de o
ser.
Reflexão:
Efectivamente, a nossa
felicidade não passa tanto pelo ter, mas mais pelo ser.
Deveríamos perceber que o nosso trabalho ao longo do ano não
é apenas em função de ter coisas: conhecimento, boas notas,
recompensas, agradas aos pais… De facto, é para sermos mais:
mais felizes, mais amigos, mais responsáveis, mais
crescidos.
Oração: Pedimos
a Jesus que nos ajude a ser mais responsáveis e livres no
desempenho que temos em nossas mãos: se fizermos com
liberdade o que temos a fazer, seremos cada vez mais capazes
de tomar as opções certas que sejam rotas de futuro! Pai
Nosso…
OS 2
PÁSSAROS: SER OU TER AMIGOS?
Eu tenho dois pássaros. Um
deles vive na gaiola. Quando eu vou tratá-lo, tenho de tomar
o máximo cuidado porque ele esvoaça com bravura dentro da
gaiola. Tenho certeza que se ele escapar, voará e nunca mais
o verei.
O segundo dorme no recanto do
telhado. Logo ao amanhecer, ele acorda e começa a cantar. Eu
abro a janela e ele começa a voar e fica pelas árvores do
jardim, a brincar e a cantar. Nunca vai para longe. Quando
eu me levanto, coloco comida na janela e água num pequeno
recipiente. Ele vem, toma banho, come e volta a voar. De vez
em quando, vem pousar na minha cabeça ou no meu ombro e
canta por uns momentos e voa novamente. Ao final da tarde,
pousa no parapeito da janela e fica a cantar até ao
escurecer. Daí, ele voa para o recanto do telhado e dorme.
Qual dos dois pássaros é mais
meu? O que está comigo apenas porque eu o mantenho preso? Ou
aquele que escolheu viver comigo porque eu o cativei e o
deixei livre?
Reflexão: Isto
pode também suceder com os meus amigos, verdade? Como me
relaciono com os outros: com vontade de os manter comigo
apenas porque me considero superior ou deixo que os outros
sejam tão amigos ao ponto de não recear que novas pessoas
enriqueçam uma bela amizade?
Oração: Diante
de Jesus peço perdão pelas atitudes que não constroem
amizades verdadeiras: egoísmo, vontade de dominar os outros,
inveja, orgulho… Agradeço-lhe os amigos que tenho, as
alegrias e desafios que vivemos e peço-lhe que me ajude a
ser leal com todos e a procurar o seu bem. Pai Nosso…
A CASA DOS MIL ESPELHOS
Numa distante e pequena
aldeia, havia uma casa conhecida como a “casa dos mil
espelhos”. Um cãozinho feliz soube deste lugar e decidiu
visitá-la. Quando lá chegou, saltitou, feliz, escada acima
até à entrada da casa. Com as suas orelhitas levantadas e a
cauda balançando tão rapidamente quanto podia, espreitou
pela porta de entrada. Para sua grande surpresa, deparou-se
com outros mil felizes cãezinhos, todos com ar amigável.
Abriu um enorme sorriso, e foi correspondido com mil enormes
sorrisos. Quando saiu da casa, pensou:
- Que lugar maravilhoso!
Voltarei aqui sempre que puder!
Nessa mesma aldeia, um outro
cãozinho, que não era tão feliz quanto o primeiro, decidiu
visitar a casa. Escalou lentamente as escadas e olhou
através da porta. Quando viu mil olhares hostis de cães que
o olhavam fixamente, rosnou e mostrou os dentes e ficou
horrorizado ao ver mil cães rosnando, mostrando-lhe os
dentes. Quando saiu, ele pensou:
- Que lugar horrível, nunca
mais volto aqui!
Reflexão: Os
espelhos que tenho são os rostos das pessoas no mundo. Os
outros vêem o nosso rosto e percebem se estamos felizes ou
infelizes, bem-humorados ou mal-humorados. Será que
mostramos, a cada instante, o melhor daquilo que somos e
temos? Que tipo de reflexos vemos nos rostos das pessoas que
encontramos?
Oração: Peço a
Nossa Senhora que me ajude a ser e mostrar o melhor que há
em mim e a reconhecer um bom reflexo das pessoas que hoje
encontrarei. Avé Maria…
DECÁLOGO DO “SER FELIZ”
Lembra-te:
-
Ser feliz não é ter um céu
sem tempestades, caminhos sem acidentes ou trabalhos sem
fadigas.
-
Ser feliz é encontrar
força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no
palco do medo, amor nos desencontros.
-
Ser feliz não é apenas
valorizar o sorriso, mas aprender a reflectir sobre a
tristeza. Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender
lições nos fracassos.
-
Não é apenas ter
contentamento nos aplausos, mas encontrar alegria em
fazer o bem sem que ninguém repare em nós.
-
Ser feliz é reconhecer que
vale a pena viver, apesar de todos os desafios,
incompreensões e períodos de crise.
-
Ser feliz não é uma
fatalidade ou sorte marcadas pelo “destino”, mas uma
conquista de quem sabe viver a partir do mais belo que
existe em si e nos outros.
-
Ser feliz é deixar de ser
vítima dos problemas e tornar-se autor da própria
história. É atravessar desertos fora de si, ser capaz de
encontrar um oásis no segredo da sua alma e agradecer a
Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
-
Ser feliz é não ter medo
dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É
ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para
receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar os
filhos, valorizar os pais e ter momentos poéticos com os
amigos, mesmo com aqueles que nos magoam.
-
Ser feliz é ter a ousadia
para dizer: "Perdoa-me" e a sensibilidade para
confessar: "eu preciso da tua ajuda".
-
Ser feliz é saber fazer
alguém feliz!
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LUTAR PELOS SONHOS
Por: ALICE VIEIRA,
Jornalista e escritora, in Revista Audácia
«Há uns anos (mas não
muitos…), uma escola de Timor recebeu uma prenda: um
quadro preto. Um quadro preto, daqueles para os
quais, nesta era da tecnologia acelerada, os alunos
olham quase com desdém, e que certamente ninguém se
lembraria de oferecer a nenhuma escola do nosso
país…
Mas o dia da chegada
do quadro preto àquela escola de Timor foi uma
festa.
O professor sorria
como se um milagre tivesse acontecido naquele fim do
mundo.
As crianças riam,
porque olhavam para aquele objecto e tinham a
certeza de que, a partir daquele momento, aprender
ia ser mais fácil. E aprender era tudo o que elas
queriam. |
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Lembro-me de ter perguntado ao
professor (naquele espanto um pouco tolo dos que têm tudo…):
– Então, até agora, como é que
ensinava, como é que escrevia?
– Escrevia no chão, na terra.
Com um pau…
Lembro-me sempre disto quando
oiço as crianças e jovens protestar contra a falta de
condições que existe nalgumas escolas, contra a falta de
material, contra a escassez de computadores, etc., etc.,
etc.
Claro que eu também não gosto
– ninguém gosta – de escolas mal equipadas, sobretudo quando
vemos ser utilizado em projectos só de fachada o dinheiro
que poderia ser utilizado para melhorar o ensino e a
cultura.
Claro que eu não advogo o
regresso ao antigamente, senão ainda agora estaríamos todos
a escrever com penas de pato e à luz da vela, o que não dava
jeito nenhum.
É claro que as novas
tecnologias nos abrem horizontes até há pouco inimagináveis,
e TODOS deveriam ter acesso a elas.
Mas se, por qualquer motivo,
alguma destas coisas falha, também não é o fim do mundo.
Acreditem que mesmo sem
computadores, mesmo com escolas superlotadas e longe do
lugar onde vivemos, consegue-se trabalhar.
Desde que se queira.
Desde que se tenha vontade de
aprender.
Há uns meses participei num
congresso de literatura na Póvoa de Varzim, com cerca de uma
centena de escritores portugueses, africanos e da América
Latina.
Vários colóquios todos os
dias, em que cada um contava a sua experiência de vida.
E uma das coisas que mais me
chamaram a atenção foi a quantidade de escritores
(importantes, premiadíssimos, traduzidos em vários países)
que começavam por dizer:
– Em minha casa não havia
livros. Em minha casa não havia dinheiro para lápis ou
cadernos.
(A escritora moçambicana
Paulina Chiziane disse mesmo: «Na minha família, eu era a
única que sabia ler.»)
Ou então:
– Tinha de andar uma data de
quilómetros ao frio e à chuva para ir à escola.
E isso não os impediu de terem
chegado onde chegaram.
Hans Christian Andersen – tão
importante que a data do seu nascimento foi escolhida para
nela se celebrar o Dia Mundial do Livro Infantil – teve uma
infância miserável, viviam todos num só quarto e, aos 14
anos, estava a trabalhar para sustentar a família (tendo
começado os estudos muito tarde).
Madame Curie – que recebeu o
Prémio Nobel por duas vezes! – contava que o quarto
minúsculo onde vivia quando estudava era tão gelado, que ela
se enfiava na cama para ter um pouco menos de frio e, mesmo
assim, tinha de pôr a cadeira em cima dela para ficar um
pouco mais quente e se poder concentrar no que lia.
O que a nenhum deles faltou
foi vontade de vencer, de atingir aquilo com que sonhavam.
E para atingir o nosso sonho –
seja ele qual for – não há obstáculos intransponíveis.
O meu receio é que os nossos
jovens estejam a sonhar pouco.
Reflexão/Oração:
Vale a pena guardar
esta mensagem de Alice Vieira e meditar nela ao longo deste
dia: afinal, estamos ou não a sonhar pouco?
Pedimos a Deus, por
intercessão de S. João Bosco, que ilumine os nossos sonhos e
nos ajude a dar-lhes cor, com coragem e muita esperança. Avé
Maria…
VOAR
Hoje vamos escutar um tema
musical. Esta canção fala-nos dos sonhos, dos desafios a
agarrar, dos caminhos de recomeço, da inspiração que nos
motiva a viver e a seguir em frente.
Tema de Tim & Rui Veloso,
“Voar”, em
http://www.youtube.com/watch?v=OLJiLghXUgY
Eu
queria ser astronauta
o meu país não deixou
Depois quis ir jogar à bola
a minha mãe não deixou
Tive vontade de voltar a escola
mas o doutor não deixou
Fechei os olhos e tentei dormir
aquela dor não deixou.
Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta...e voar.
O meu
quarto é o meu mundo
o ecrã é a janela
Não choro em frente à minha mãe
eu que gosto tanto dela
Mas esta dor não quer desaparecer
vai-me levar com ela
|
Ó meu anjo da guarda
faz-me voltar a sonhar
faz-me ser astronauta....e voar
Acordar meter os pés no chão
Levantar e dar o que tens para dar
Voltar a rir, voltar a andar
Voltar, voltar
Voltarei
Voltarei
Voltarei
Voltarei |
O
VALOR MISTERIOSO DE UM ”NÃO”
Desde pequena que Catarina,
uma menina russa, tinha um único desejo: ser uma grande
bailarina.
Um dia, teve a sua grande
oportunidade: conseguiu uma audiência com o Director de
Ballet de Moscovo, que estava a seleccionar aspirantes para
a Companhia. Carina dançou com a maior beleza que lhe era
possível. No final, perguntou ao Director:
- O senhor acha que me posso
tornar numa grande bailarina?
Ele respondeu:
- Lamento dizer-lhe que não.
Catarina, muito triste,
regressou à sua aldeia. Aquele não deu-lhe um grande
desgosto. Contudo, não desistiu de dançar. Dez anos depois,
já professora de ballet, foi a Moscovo e viu que o Director
de Ballet era o mesmo. Aproximou-se dele e disse-lhe:
- O senhor não imagina o que
me fez sofrer com aquele ‘não’ que me disse há anos.
Respondeu ele:
- Entendo que esse ‘não’ a
tenha feito sofrer, mas não a faz desistir do seu sonho e
isso é o mais importante…
Reflexão:
À medida que vais
crescendo os desafios da vida vão sendo maiores, e, por
vezes, talvez pareçam muito difíceis. Bem sabes que não o
importante é não desistir. Dificuldades sempre existirão,
mas o sonho, o nosso ideal, deve comandar sempre a nossa
vida. Quando temos objectivos é mais fácil vencer as
dificuldades e o desânimo não nos consegue atingir.
Oração: Que Deus
abençoe os nossos sonhos, que nos faça sonhar com algo de
grandioso e que o nosso projecto de vida possa ser fonte de
felicidade para muitas pessoas. Pai Nosso…
O
PERFUME DA ALEGRIA
Era uma vez uma flor que ao
nascer cortou uma das suas pétalas num espinho da planta
vizinha. Como a pétala partida não lhe doía, ela não se
preocupou com isso e vivia feliz, muito feliz… Contudo,
certo dia, começou a perceber que as outras flores olhavam
para ela com olhos de espanto! E foi aí que notou que era
diferente das outras flores. Os dias foram passando e ela
foi ficando triste, cada vez mais triste, e o jardim ia
perdendo a beleza que tinha antes. Ela não estava triste por
causa da pétala partida, mas pela forma como as outras
flores olhavam para ela. E foi justamente por isso que a
pequena flor começou a chorar. Chorou tanto, mas tanto… que
a terra molhada, já alagada, ao perceber que não aguentava
nem mais uma lágrima, começou a ficar preocupada e
perguntou: «Porque brota tanta água desses pequeninos
olhos?» Mas a florzinha continuava a chorar…
A terra decidiu pedir socorro
à sua amiga árvore, contando-lhe o quanto a florzinha
chorava. E a árvore contou aos pássaros, seus companheiros.
E os pássaros voaram, voaram… e contaram às nuvens
sonhadoras. E as nuvens cochicharam aos ouvidos dos anjos
que brincavam no céu. E os anjos, os melhores amigos das
nuvens, juntaram-se e contaram a Deus. E Deus chorou como a
florzinha chorava… Não de tristeza pela pétala partida da
florzinha, mas pela indelicadeza e a falta de compaixão das
outras flores. E a partir desse instante, o choro da
florzinha transformou-se em chuva, a chuva tornou-se um rio
e o rio um imenso mar.
Num pequeno intervalo de
choro, a florzinha abriu os olhos e ficou admirada com todo
o rebuliço à sua volta. Não sabia que era tão querida pela
Natureza e por Deus. Naquele momento, a sua tristeza começou
a transformar-se em algo estranho, uma espécie de tremor que
ia e vinha e que, assim que chegou ao coração, o fez bater
mais forte. A flor sentiu a boca repuxar-se levemente para
cima como que delineando um riso leve. E ao sorrir pela
primeira vez, um delicioso perfume apoderou-se do seu corpo
e alastrou-se pelas entranhas da Natureza, que nunca mais
conseguiu viver sem ele. E esse perfume chamou muitos,
muitos animais… Vieram as abelhas, os beija-flores, as
borboletas, as crianças… e, um a um, começaram a cheirar a
florzinha que sabia sorrir e que tinha um delicioso perfume
que parecia sair exactamente da pétala partida.
Essa é a história da flor que
aprendeu a sorrir e que recebeu de presente o delicioso
perfume que iria permanecer com ela e com todas as outras
que viessem depois dela, desde que soubessem sorrir…
Reflexão/Oração:
Poderemos perguntar se
haverá motivos para a alegria no mundo em que vivemos ou,
até mesmo, se será possível a alegria diante a existência de
tantos sofrimentos e de tantas lágrimas. Mas, de que alegria
estamos a falar? O segredo e o sentido da alegria enquanto
aquela força que nos faz olhar para o presente e para o
futuro com serenidade e confiança! Esta alegria é autêntica
e exala o perfume contagiante do sorriso que afecta e
modifica o nosso ambiente e o ambiente daqueles que nos
rodeiam. É desta alegria que nos fala o apóstolo São Paulo
quando se refere ao desejo de Deus: «Vivei sempre alegres,
orai sem cessar, dai graças em todas as circunstâncias».
Peçamos a Nª Srª que nos ajude
a ser cristãos e a viver na certeza de que o Deus da alegria
está no meio de nós.
O
SEGREDO DO ANJO
O anjo perguntou a um homem
bom o que é que ele desejava.
- A protecção de Deus,
respondeu, e isso basta-me.
- Não, retorquiu o anjo, pede
algum milagre.
O homem bom continuou a
insistir que só desejava a protecção de Deus. Mas depois de
nova insistência, respondeu:
- Desejo, então, que se faça o
bem através de mim, mas sem que eu me dê conta disso.
Então foi-lhe concedida que a
sua sombra seria benéfica, curando os doentes, tornando
férteis os campos, fazendo correr águas nas fontes por onde
passasse. Mas o homem não se dava conta disso, porque as
pessoas corriam tanto atrás da sombra e se esqueciam dele. E
deste modo cumpriu-se o seu desejo.
Reflexão: Num
tempo histórico em que se deseja ter fama a todo o preço,
ser humilde pode parecer fora de moda, mas o humilde é
aquele que verdadeiramente é feliz porque procura partilhar
as suas qualidades com os outros, sem chamar demasiado a
atenção. O humilde é também aquele que faz o bem sem esperar
recompensa ou reconhecimento. O contrário do humilde é o que
sente necessidade de se vangloriar, se exibir e anunciar a
todos o bem que faz.
Oração:
Peço hoje a Maria, a jovem
humilde com quem Deus contou para ser a mãe de Jesus, que me
ajude a crescer na humildade, a ser autêntico e a não
desejar recompensa pelo bem que faço ou o amor que dou. Avé
Maria…
AS CINCO VERDADES DO
BAMBU
Depois de uma grande
tempestade, o menino que estava a passar férias em
casa do seu avô, chamou-o:
- Avô, venha cá!
Explique-me como é que esta figueira, árvore imensa,
que precisava de quatro homens para abraçar o seu
tronco, quebrou-se e caiu com o vento e..... este
bambu tão fraquinho continua de pé ?
- Ricardo, o bambu
permanece em pé porque teve a humildade de se curvar
na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o
vento.
O Ricardo fitou o avô
e o seu silêncio falava mais alto do que mil
palavras. O avô continuou a lição:
- O bambu pode
ensinar-nos cinco coisas importantes e se tiveres a
sua grandeza e a humildade, vais experimentar a paz
no teu coração.
A primeira verdade
que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a
humildade diante dos problemas e das dificuldades.
Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade,
mas diante daquele, o único, o princípio da paz,
aquele que me chama, que é Deus. Não peço a Deus que
me tire os desafios, mas que me ajude a superá-los
com coragem, com paciência e com esperança! |
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Segunda verdade: o
bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um
bambu, pois a parte visível dele não nos dá ideia da
profundeza da sua raiz. Também tu precisas de aprofundar as
tuas raízes em Deus na oração.
Terceira verdade: Já
viste um pé de bambu sozinho? Apenas quando é novo, mas
antes de crescer ele permite que nasçam outros a seu lado e
é feliz por precisar deles. Às vezes tentamos arrancar um
bambu lá de dentro e não conseguimos. Viver em grupo com
espírito de união pelo bem livra-nos dos predadores e de
muito mal que pode acontecer, além de multiplicar as
alegrias.
A quarta verdade que o
bambu nos ensina é a não criar ramos. Como tem a meta no
alto e vive em comunidade, muito chegado a outros bambus, o
bambu não pode criar ramos porque estes estorvam. Nós
perdemos muito tempo na vida a tentar proteger os ramos, que
representam coisas insignificantes mas a que damos um valor
inestimável. Para chegar à meta do alto, é preciso perder
tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que
o bambu é cheio de “nós” (e não de eu’s). Como ele é oco,
sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os “nós”
são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são
as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e
acabam por ser a força nos momentos difíceis.
Reflexão/Oração:
Ajuda-me Jesus a aprender a ser melhor, mais humilde, mais
livre, mais confiante em Ti e mais agradecido pelas pessoas
que tanto me amam. Pai Nosso…
PESSOAS ÀS RISCAS
Um dia, o professor de EMRC
perguntou à turma:
- Se as pessoas boas fossem
pretas e as más brancas, vocês de que cor seriam?
Uma aluna concentrou-se e
respondeu:
- Penso que seria às riscas,
como as zebras.
- Porquê?, insistiu o
professor.
- Porque todos temos algumas
coisas boas e outras menos boas. Todos somos umas vezes
brancos e outras, pretos.
Reflexão:
Ser humilde é ter a
capacidade de reconhecer as qualidades e defeitos que se tem
e de perceber que não é nem pior nem melhor do que os
outros. Todos temos sempre muito para aprender e melhorar. O
humilde é aquele que não discrimina ninguém porque sabe que,
para além das aparentes e legítimas diferenças, todos somos
listados como as zebras; todos somos, em maior ou menor
percentagem, santos e pecadores.
Oração:
Ensina-me Jesus a ser humilde,
a pedir perdão quando fiz algo
de errado,
a perdoar quem me ofende,
a ajudar e a aceitar ajuda,
a alegrar-me com quem está
alegre
e escutar e dar esperança a
quem precisa de apoio.
Ajuda-me, Jesus, a ser mais
parecido contigo.
OS
DOIS REMOS
Um viajante ia a caminho das
margens de um grande rio. Seu objectivo era chegar à outra
margem. Suspirou profundamente enquanto tentava fixar o
olhar no horizonte. A voz de um homem de idade, um
barqueiro, quebrou o silêncio, oferecendo-se para
transportá-lo. O pequeno barco, já envelhecido, era provido
de dois remos de carvalho. Logo os seus olhos perceberam o
que pareciam ser letras em cada remo. Ao colocar os pés
dentro do barco o viajante observou que eram duas palavras.
Num dos remos estava escrito Acreditar e no outro Agir.
Curioso, o viajante perguntou a razão daquelas palavras nos
remos. O barqueiro, então, pegou no remo chamado Acreditar e
começou a remar. O barco começou a dar voltas sem sair do
lugar em que estava. Em seguida, pegou o remo chamado Agir e
começou a remar. Novamente o barco girou em sentido oposto,
sem seguir adiante. Finalmente o velho barqueiro, segurou
nos dois remos, remou com eles simultaneamente, e o barco,
então, impulsionado por ambos os lados, navegou através das
águas, chegando ao outro lado do rio.
Na margem do rio, o barqueiro
disse ao viajante: — Este porto chama-se autoconfiança, mas
é preciso Acreditar e Agir para que possamos alcançá-lo".
Reflexão/oração:
Qual será a mensagem
que esta história nos comunica?
Será que há situações em que
agimos ou vivemos sem acreditar no que estamos a realizar?
Há momentos em que acreditamos
mas é muito difícil fazer algo por nós? Ou acomodamo-nos por
preguiça?
Pedimos hoje a Deus que nos dê
fé para acreditar mais n’Ele, em nós e em quem está ao nosso
lado, mas peçamos-lhe igualmente a coragem e a determinação
para agir, para lutar pela nossa felicidade e para ajudar
outros a serem felizes. Pai Nosso…
QUEM
DOBROU HOJE O TEU PÁRA-QUEDAS?
Charles Plumb era piloto de um
bombardeiro na guerra do Vietname. Depois de muitas missões
de combate, o seu avião foi derrubado por um míssil. Plumb
saltou de pára-quedas, foi capturado e passou seis anos numa
prisão norte vietnamita. Ao regressar aos Estados Unidos,
passou a dar conferências aos soldados sobre a sua odisseia
e o que aprendera na prisão. Era o exemplo de um herói
militar.
Certo dia, num restaurante,
foi saudado por um homem:
- "Olá, você é Charles Plumb,
era piloto no Vietname e o seu avião foi derrubado, não é?
Que grande alegria poder reencontrá-lo!”
- Sim, é verdade. Como sabe? -
perguntou Plumb.
- "Era eu quem dobrava o seu
pára-quedas. Parece que funcionou bem, não é verdade?
Plumb quase se afogou de
surpresa e com muita gratidão respondeu: "Claro que
funcionou, caso contrário eu não estaria aqui hoje."
Ao ficar sozinho naquela
noite, Plumb não conseguia dormir, pensando e
perguntando-se: "Quantas vezes vi este homem no porta-aviões
e nunca lhe disse Bom Dia? É verdade, eu era um piloto
arrogante e ele um simples marinheiro. Mas na hora da
verdade foi o serviço humilde que lhe salvou a vida”.
Pensou também nas horas que o
marinheiro passou no barco, no seu trabalho pouco visível, a
enrolar os fios de seda de vários pára-quedas e a ter em
suas mãos a vida de alguém que não conhecia.
Depois daquele encontro com o
marinheiro, Plumb inicia os seus discursos de um modo
totalmente diferente. Dirige-se à sua plateia: "Alguém sabe
quem dobrou o seu pára-quedas hoje?".
Reflexão:
Todos temos alguém cujo
trabalho é importante para que possamos seguir adiante.
Precisamos de muitos “pára-quedas” durante o dia: um físico,
um emocional, um intelectual e um espiritual. Às vezes, nos
desafios que a vida nos apresenta, perdemos de vista o que é
verdadeiramente importante e as pessoas que nos salvam no
momento oportuno sem que lhes tenhamos pedido.
Oração/compromisso:
Ao longo desta semana, deste ano, procura dar-te conta
de quem prepara os teus pára-quedas, e agradece-lhe. Ainda
que não tenhas nada de importante a dizer, ganha consciência
do quanto recebes e fortalece o teu sentido de gratidão.
Todos precisamos uns dos outros, por isso, mostra-lhes tua
gratidão. Às vezes, as coisas mais importantes da vida
dependem apenas de acções tão simples!
CAPACIDADE PARA RESISTIR
Havia um pequeno bosque com
árvores muito variadas. Todas procuravam crescer e gastavam
as suas energias para serem grandes e frondosas.
Curiosamente, ao lado destas grandes árvores havia um
pequeno arbusto, que pensava para si: “Eu, mais do que
crescer muito, vou utilizar a minha seiva para ter uma raiz
forte”. Era um loureiro. Com o passar do tempo, as outras
árvores sentiam-se cada vez mais orgulhosas com a sua
aparência e não deixavam de fazer os seus comentários para
com o loureiro, baixo e atarracado:
- Porque queres tantas raízes
feias, agarradas ao chão? Olha para nós: altas, belas,
frondosas!
Um dia, porém, surgiu uma
forte tempestade. Inesperadamente, as árvores foram
sacudidas por fortes ventos que teimavam derrubá-las. Quanto
mais altas e com mais folhas, mais fortemente eram golpeadas
pelo vento. Muitas ficaram sem ramos e sem folhas; outras
caíram derrotadas pela força do vento. O pequeno loureiro,
pelo contrário, como tinha poucos ramos, mas uma forte raiz,
resistiu ao temporal.
Reflexão: Os
homens que se consideram cultos e inteligentes, julgam-se
tão superiores a tudo e a todos que vivem só preocupados com
o seu bem-estar e no que pode alimentar o seu orgulho e
vaidade. O que nos mantém firmes, nos momentos difíceis, não
são as aparências, mas as nossas raízes, ou seja, o que está
dentro do nosso coração, os valores que valem a pena tal
como o amor, a alegria, a disponibilidade, a partilha.
Oração: Fica
aqui uma passagem do Evangelho de São Marcos para guardarmos
no nosso coração ao longo do dia. Jesus refere-se ao “maior
no reino dos céus”: “Sentando-se, chamou os doze e
disse-lhes: «Se alguém quiser ser o primeiro, há-de ser o
último de todos e o servo de todos». E, tomando um menino,
colocou-o no meio deles, abraçou-o e disse-lhes: «Quem
receber um destes meninos em meu nome é a mim que recebe; e
quem me receber, não me recebe a mim mas àquele que me
enviou»" (Mc 9,35-37). Jesus deixa bem claro qual o caminho
a seguir para chegar ao reino dos céus.
NOS
SONHOS NÃO HÁ LONGE NEM DISTÂNCIA
Um rapaz com 5 anos que toca
bateria como ninguém:
http://www.youtube.com/watch?v=0UJ8HSNLKYc
e
uma criança com 3 anos que
toca violino
http://www.youtube.com/watch?v=H8N4C-s9NSE
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