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Ana Rocha
“Para mim
o campo bosco foi sem dúvida uma experiência única, da qual
vou ter saudades. Gostei bastante e aprendi muitas coisas.
Creio que ainda há muito a reflectir, pois há coisas que
ainda não ganharam o seu verdadeiro sentido. De tudo, o que
gostei mais foi sem dúvida da Basílica de Maria Auxiliadora
em Turim (valdocco), embora todos os sítios tenham falado
por si e me tenham marcado um pouco, como é o caso do Colle.
Pois foi no Colle que vivi as maiores emoções. O mais
essencial deste campo bosco foi sem dúvida todas as pessoas
que estiveram à minha volta e que me marcaram, seja apenas
por um sorriso, seja apenas por um olhar ou até pela simples
presença. Levo também dois aspectos fundamentais, a bondade
de Dom Bosco e a confiança tremenda de Maria Mazzarello na
providência (Deus). Como é impressionante que sonhos se
cruzem, Maria Mazzarello a ajudar as jovens, e Dom Bosco a
ajudar os jovens. Duas pessoas diferentes, mas com projectos
de vida iguais, duas pessoas geradas em diferente região,
mas com encontro marcado. Que incrível encontro este,
projectos, sonhos, vontade, compromisso foram sem dúvida
estes aspectos que os uniram. Tudo graças às duas colunas
Maria Auxiliadora e Jesus. Maria Mazzarello com grande
confiança o que a tornara valente e corajosa e Dom Bosco com
a sua bondade onde todos cabiam. São dois exemplos de vida a
seguir e a amar.
Ainda é de
referir que gostei imenso de partilhar este campo bosco com
os jovens espanhóis, são pessoas muito dadas e que se
relacionam com muita facilidade e alegria. Estive também em
contacto com alguns aspectos da sua cultura, o que foi
engraçado e gratificante. Relativamente aos Salesianos em
geral resta dizer-me que são educadores especiais, pelos
quais fica a minha admiração e alegria. São sem dúvida
exemplos a seguir. Conheço também outras congregações onde
vivi também muitas experiências, e sei que todos trabalham
para o bem comum.
Sinto que
neste campo bosco a minha fé foi fortalecida. Aproveito para
contar um episódio que se passou comigo no dia 6 de Agosto,
último dia de peregrinação em si. Costuma dizer-se que Deus
está sempre connosco, e é verdade. Vínhamos a sair de Turim
quando o autocarro pára num semáforo, e eu olhava para a
rua, para um jardim. E de repente aparece um menino de
bicicleta ,com os seus 10 anos, e me pisca o olho. Como é
engraçado que antes de o alcançar estava a pensar como eu
iria ter saudades de todos aqueles dias que ali passara.
Depois pensei porque teria feito ele aquilo, se para mangar,
ou coisa do género. Mas não, era um gesto de força,
confiança e despedida, era Deus a responder ao meu
pensamento. Em seguida acenei-lhe com a mão, num gesto de
despedida e ele respondeu de igual modo.
Por fim, a
mensagem que recebi deste campo bosco, como ponto central,
foi que o mais importante na vida é ser feliz e fazer os
outros felizes. Por muito óbvio que pareça, por vezes não é
o que buscamos. Obrigado a Jesus e a Maria e a todos vós. Os
primeiros que tornaram tudo isto possível, e os segundos que
contribuíram.”
Ricky, Arcozelo
Onde
nascem os sonhos!
29 anos
depois do primeiro CampoBosco, eu participei no meu primeiro
CampoBosco. Aguardava esta experiência desde 2004, quando
alguns jovens do meu centro juvenil voltaram deste encontro
completamente rendidos a D. Bosco, Madre Mazzarello (Maín) e
à Espiritualidade Juvenil Salesiana. Em 2007, mais amigos
meus tiveram a felicidade de percorrer os caminhos do início
da história salesiana. Mais um grupo que voltou com um
brilho diferente nos olhos e um amor aos jovens reforçado.
Pois este ano foi a minha vez.
Mas eu não
disse “sim”, a este desafio, sozinho. O grupo de Arcozelo
que se juntou foi o melhor que eu podia ter desejado para me
acompanhar. Pessoas com quem convivo no Centro Juvenil há
uns bons anos, umas mais próximas que outras, e todas
embarcando nesta aventura pelas razões certas.
O slogan
desta edição foi “Onde nascem os sonhos!” e as propostas que
nos eram feitas, as seguintes: que fossemos ao encontro de
D. Bosco e do seu espírito, fazendo uma experiência de
salesianidade, percorrendo os lugares geográficos onde ele
viveu; aproximarmo-nos de Maín para descobrir a sua
personalidade e a sua forma de assumir e interpretar D.
Bosco; e deixarmo-nos surpreender por Deus na contemplação
dos sonhos de D. Bosco e Maín tornados realidade, para
projectar a nossa vida como cristãos na sociedade em que
vivemos.
Sabendo
que não iria ter o privilégio de conhecer pessoalmente o
Reitor-Mor, li com atenção a carta que este dirigiu aos
jovens que iriam participar no CampoBosco. Convidou-nos a
“recordar esse estilo de vida, feito de entrega a Deus e de
paixão educativa pelos jovens” inspirado por D. Bosco e Maín.
Também nos animou a descobrirmos “em cada lugar, em cada
encontro, os sinais que Deus põe no nosso caminho para
encher a nossa vida de sentido.”. O seu desejo mais profundo
era que o sonho que marcou as vidas de D. Bosco e Maín nos
ajudasse a comprometermo-nos e a dar a nossa vida em favor
dos mais necessitados.
Concluindo, após 10 dias de viagem e muitos quilómetros
percorridos, regresso a casa com o coração a transbordar,
maravilhado com os feitos incríveis de D. Bosco e Maín, e
com uma chama interior que me diz que é possível ir longe,
muito longe pela salvação dos Jovens.
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