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Nossa Senhora Auxiliadora

CAMPO BOSCO 2010 - Testemunho de Ana Rocha e Ricky

 

Campo Bosco 2010 - Testemunho de Ana Rocha

Ana Rocha

“Para mim o campo bosco foi sem dúvida uma experiência única, da qual vou ter saudades. Gostei bastante e aprendi muitas coisas. Creio que ainda há muito a reflectir, pois há coisas que ainda não ganharam o seu verdadeiro sentido. De tudo, o que gostei mais foi sem dúvida da Basílica de Maria Auxiliadora em Turim (valdocco), embora todos os sítios  tenham falado por si e me tenham marcado um pouco, como é o caso do Colle. Pois foi no Colle que vivi as maiores emoções. O mais essencial deste campo bosco foi sem dúvida todas as pessoas que estiveram à minha volta e que me marcaram, seja apenas por um sorriso, seja apenas por um olhar ou até pela simples presença.  Levo também dois aspectos fundamentais, a bondade de Dom Bosco e a confiança tremenda de Maria Mazzarello na providência (Deus).  Como é impressionante que sonhos se cruzem, Maria Mazzarello a ajudar as jovens, e Dom Bosco a ajudar os jovens. Duas pessoas diferentes, mas com projectos de vida iguais, duas pessoas geradas em diferente região, mas com encontro marcado. Que incrível encontro este, projectos, sonhos, vontade, compromisso foram sem dúvida estes aspectos que os uniram. Tudo graças às duas colunas Maria Auxiliadora e Jesus. Maria Mazzarello com grande confiança o que a tornara valente e corajosa e Dom Bosco com a sua bondade onde todos cabiam. São dois exemplos de vida a seguir e a amar.

 

Ainda é de referir que gostei imenso de partilhar este campo bosco com os jovens espanhóis, são pessoas muito dadas e que se relacionam com muita facilidade e alegria. Estive também em contacto com alguns aspectos da sua cultura, o que foi engraçado e gratificante.    Relativamente aos Salesianos em geral resta dizer-me que são educadores especiais, pelos quais fica a minha admiração e alegria. São sem dúvida exemplos a seguir. Conheço também outras congregações onde vivi também muitas experiências, e sei que todos trabalham para o bem comum.

 

Sinto que neste campo bosco a minha fé foi fortalecida. Aproveito para contar um episódio que se passou comigo no dia 6 de Agosto, último dia de peregrinação em si. Costuma dizer-se que Deus está sempre connosco, e é verdade. Vínhamos a sair de Turim quando o autocarro pára num semáforo, e eu olhava para a rua, para um jardim. E de repente aparece um menino de bicicleta ,com os seus 10 anos, e me pisca o olho. Como é engraçado que antes de o alcançar estava a pensar como eu iria ter saudades de todos aqueles dias que ali passara. Depois pensei porque teria feito ele aquilo, se para mangar, ou coisa do género. Mas não, era um gesto de força, confiança e despedida, era Deus a responder ao meu pensamento. Em seguida acenei-lhe com a mão, num gesto de despedida e ele respondeu de igual modo.

 

Por fim, a mensagem que recebi deste campo bosco, como ponto central, foi que o mais importante na vida é ser feliz e fazer os outros felizes. Por muito óbvio que pareça, por vezes não é o que buscamos. Obrigado a Jesus e a Maria e a todos vós. Os primeiros que tornaram tudo isto possível, e os segundos que contribuíram.” 

 

Ricky, Arcozelo

Onde nascem os sonhos!

29 anos depois do primeiro CampoBosco, eu participei no meu primeiro CampoBosco. Aguardava esta experiência desde 2004, quando alguns jovens do meu centro juvenil voltaram deste encontro completamente rendidos a D. Bosco, Madre Mazzarello (Maín) e à Espiritualidade Juvenil Salesiana. Em 2007, mais amigos meus tiveram a felicidade de percorrer os caminhos do início da história salesiana. Mais um grupo que voltou com um brilho diferente nos olhos e um amor aos jovens reforçado. Pois este ano foi a minha vez.

 

Mas eu não disse “sim”, a este desafio, sozinho. O grupo de Arcozelo que se juntou foi o melhor que eu podia ter desejado para me acompanhar. Pessoas com quem convivo no Centro Juvenil há uns bons anos, umas mais próximas que outras, e todas embarcando nesta aventura pelas razões certas.

 

O slogan desta edição foi “Onde nascem os sonhos!” e as propostas que nos eram feitas, as seguintes: que fossemos ao encontro de D. Bosco e do seu espírito, fazendo uma experiência de salesianidade, percorrendo os lugares geográficos onde ele viveu; aproximarmo-nos de Maín para descobrir a sua personalidade e a sua forma de assumir e interpretar D. Bosco; e deixarmo-nos surpreender por Deus na contemplação dos sonhos de D. Bosco e Maín tornados realidade, para projectar a nossa vida como cristãos na sociedade em que vivemos.

 

Sabendo que não iria ter o privilégio de conhecer pessoalmente o Reitor-Mor, li com atenção a carta que este dirigiu aos jovens que iriam participar no CampoBosco. Convidou-nos a “recordar esse estilo de vida, feito de entrega a Deus e de paixão educativa pelos jovens” inspirado por D. Bosco e Maín. Também nos animou a descobrirmos “em cada lugar, em cada encontro, os sinais que Deus põe no nosso caminho para encher a nossa vida de sentido.”. O seu desejo mais profundo era que o sonho que marcou as vidas de D. Bosco e Maín nos ajudasse a comprometermo-nos e a dar a nossa vida em favor dos mais necessitados.

 

Concluindo, após 10 dias de viagem e muitos quilómetros percorridos, regresso a casa com o coração a transbordar, maravilhado com os feitos incríveis de D. Bosco e Maín, e com uma chama interior que me diz que é possível ir longe, muito longe pela salvação dos Jovens.

 

 

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