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Sei que
estou um pouco atrasada na comunicação… mas mesmo assim, não
quis deixar de o fazer. Foram momentos importantes e muito
enriquecedores para a minha vida e para a caminhada que
estou a fazer! Estive em Mornese do dia 8 ao 20 de Agosto
para, juntamente com as juniores de Espanha, Itália,
Bélgica, França e Arménia, fazer uma experiência de comunhão
e de vida comunitária. Este era um dos desafios para um
grupo de 40 juniores! Com base no artigo 50 das
Constituições iniciou-se a reflexão…
Durante
estes dias tivemos a oportunidade de ouvir diferentes vozes,
cada qual com o seu testemunho. Don Riccardo Tonelli
ajudou-nos a reflectir sobre a vida da comunidade de
Jerusalém e de Antioquia; Ir. Piera Ruffinatto fez-nos reler
a vida fraterna das FMA nas comunidades de Mornese e Nizza;
tivemos a oportunidade de escutar o testemunho de 4 FMA
italianas (uma de cada inspectoria, com responsabilidades e
idades diferentes) que nos falaram da sua experiência em
comunidade; tivemos a oportunidade de ter presente um casal
que desenvolveu o tema: A arte de se relacionarem; dedicámos
um dia, orientado pela Ir. Maria Fisichella, Ir. Gabriela e
Ir. Mafalda, à reflexão da última parte do nosso projecto
formativo: A coordenação para a comunhão; tentou-se
reelaborar o percurso formativo relativo à etapa do
juniorado, sintetizando quais as necessidades actuais.
E de tudo
isto que ouvi, que partilhei, que escrevi no meu caderno
porque achei importante trazer comigo, de todos estes dias…
ficou a vontade de “perder” tempo para olhar para o passado
e tirar proveito dele para o meu presente. Olhar o passado,
atitude de olhar para o ESSENCIAL e perceber como era vivido
pelos inícios. Porque mudámos tanto?
Não
aprendi novas teorias nem fui buscar novas comunidades a
Itália, simplesmente percebi que se me encontro mal em
comunidade, é porque realmente perdi o “norte”…
Deus quis
que de alguma maneira eu começasse a fazer uma experiência
de vida comunitária diferente. Agora, encontro-me em uma
família de 4 irmãs. Podeis pensar que somos poucas, mas isso
é o que menos importa… o que conta é se Ele está entre nós,
se vivemos em ambiente saudável e se a simplicidade da vida
nos contagia como a Mornese! Olhar para atrás é bom quando
tem o objectivo de ir buscar energias para querer tornar a
nossa comunidade viva e geradora de vida para quantos
queiram nela entrar.
Falou-se
tanto em ser autêntica, em ser responsável, em ser mulher de
paz, mulher apaixonada por aquELE que continua a chamar para
que eu seja sinal visível da Sua presença no meio daquelas
que me chamou a viver, no meio da minha comunidade (1º lugar
de missão).
As
dificuldades existirão sempre, porque não somos perfeitas.
Mas tornar-se-ão maiores se a humildade não crescer, se nos
deixarmos de escutar, de partilhar a vida, as tarefas, se
não soubermos envolver todas as que estão (sejam elas quais
forem) e projectar em conjunto, se não tentarmos, como
IRMÃS, gerir e resolver os conflitos na sinceridade que nos
deve habitar.
Don
Tonelli dizia que: “o sonho alimenta a Esperança”. Pois bem,
eu vim de lá com o coração cheio de esperança, pois é a
nossa única solução.
Rezei na
Basílica de Maria Auxiliadora, por cada irmã desta
Província, pedindo que seja Ela a iluminar-nos na vontade do
Pai para nós. Bom ano de vida fraterna!
Ir. Mafalda Monteiro
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