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No passado
fim-de-semana, 21 a 23 de Outubro, as duas juniores desta
Província Portuguesa, foram até terras espanholas participar
no encontro de Juniores CIEP que se realizou na cidade de
Barcelona. Aí encontramos mais cinco juniores, das
províncias de Sevilha e Barcelona, que nos acolheram de
forma muito familiar e simpática. Fomos também recebidas e
acompanhadas pela irmã Teresa Rodrigues, responsável da
formação daquela Província, e guiadas a nível de tema pela
Ir. Maria Carmen Canales, conselheira geral para a pastoral
juvenil.
«Compreendes, verdadeiramente, o que estás a ler?» Respondeu
ele: «E como poderei compreender, sem que alguém que me
oriente?» (Atos 8. 30-31). Foi com estas palavras bíblicas
que iniciámos a nossa reflexão sobre o tema do
Acompanhamento. Esta Palavra de Deus introduziu-nos na
importância do acompanhamento nos nossos dias, na nossa vida
de religiosas e educadoras.
Começámos
por constatar a nossa responsabilidade de sermos verdadeiras
guias, pontos firmes que orientam os jovens na procura do
sentido da própria vida. Somos a geração da qual os jovens
esperam uma orientação, um exemplo. Chegamos assim à
conclusão que o nosso acompanhamento, o nosso
aproximarmo-nos dos jovens, deve ser caracterizado por uma
“marca” - a de Cristo. A nossa opção por Jesus deve ser
visível e perceptivel para os jovens. Dentro de uma grande
variedade de expressões humanas, de manifestações culturais,
os jovens de todo o mundo diferenciam-se pelas oportunidades
que lhes são dadas. As suas questões são o caminho para o
seu coração, para a sua vida, para aquilo que
verdadeiramente interessa. Para isso, o nosso acompanhamento
deve centrar-se na escuta. Uma escuta do que se diz, mas
também daquilo que não é verbalizado, daquilo que fica no
coração de cada um e que a muito custo sai, com uma lágrima,
um olhar ou um sorriso. Para olhar os jovens, em
profundidade, devemos treinar o nosso olhar contemplativo. A
nossa forma de olhar para a realidade deve ser permeada do
olhar divino, da certeza que Deus está presente em tudo e
age com a força do Seu Espírito. Mas o verdadeiro
acompanhamento nasce na comunidade. Nela, onde cada irmã
deve poder ser ela mesma, escreve-se o evangelho da vida, do
amor vivido e procurado no quotidiano das relações. O
acompanhamento recícproco que nos concedemos umas às outras
é o primeiro sinal evangelizador da nossa missão, faz-nos
mais família e mais filhas de um Deus que não faz outra
coisa que amar e acompanhar.
Terminámos
o encontro, realizando uma experiência concreta de
acompanhamento recíproco, não previsto, mas pura graça do
Espírito Santo. Este “estágio” imediato foi talvez para nós
a parte mais bonita e rica deste encontro. Ao terminar deste
modo, demo-nos conta como a palavra daquela que é minha
irmã, pode tocar e ajudar a orientar a nossa vida para o
essencial – Jesus.
Agradecemos à Província a oportunidade de participar neste
encontro, onde pudemos confrontar-nos, partilhar as nossas
experiências e olhar para a experiência do acompanhamento
como uma realidade quotidiana e simples, onde Deus se faz
presença constante.
Ir. Linda e Ir. Mafalda
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