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O dia 24 de Outubro de 2010,
no santuário de Maria Auxiliadora, em Mogofores, foi curto
de mais para conter tantos acontecimentos. A tradicional
peregrinação mariana da Família Salesiana teve, neste ano,
um tom muito particular e uma afluência para além do
habitual.
Aos pés da Mãe Auxiliadora, na
presença de uma multidão que rondou um milhar, com um número
significativo de jovens, a Ir. Alzira Sousa, FMA, realizou o
acto definitivo da sua entrega à causa dos jovens no
Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora.
Feliz data e mais feliz ainda
a moldura humana que embelezou este quadro de uma vida
juvenil, que se coloca nas mãos do Senhor e a Ele entregou
forças, projectos e sonhos, para que seja Ele, através da
sua fragilidade humana, a realizar os prodígios do seu amor,
a favor dos jovens, sobretudo dos mais pobres.
Foi uma celebração densa de
significado, na simplicidade dos gestos, na profundidade da
entrega, na fé e na coragem. A celebração dos votos
perpétuos nada mais é do que o culminar de um percurso que
tem por meta a oficialização, perante a comunidade cristã,
salesiana e eclesial, de uma entrega que já existe e se
vive, desde o momento em que o sonho foi concebido e começou
a germinar no coração de quem o acalentou e viveu.
A preparar este momento da
história de uma vocação salesiana, o I Fórum dos jovens
animadores, na véspera do dia 24 e o encontro de jovens com
o tema “Vocação, luz da vida” no próprio dia da festa. A
consciência de que uma vocação é algo de divino, que
ultrapassa a capacidade humana que está muito para além de
qualquer horizonte humano e profissional foi ensejo para
testemunhar a escolha que o Senhor operou na Ir. Alzira e
ajudar a reflectir os jovens no seu próprio projecto e opção
de vida.
Também no dia 24, a Ir.
Anabela Silva, numa dissertação clara, simples e acessível,
apresentou o significado do gesto que a comunidade ali
presente, iria viver. Falou da grandeza e beleza da vida; a
vida que se recebe para ser partilhada e vivida com os
demais; a vida que não nos pertence e que por isso só tem a
sua expressão máxima na construção da felicidade dos outros;
da vida que, em qualquer momento da sua existência, o seu
autor e criador, pode escolher e chamar para O servir de um
modo original e total; da vida que adquire a sua plenitude,
ao ser devolvida ao ponto de partida.
A celebração da Eucaristia
presidida pelo Pe Provincial, Pe João de Brito, reforçou o
significado e valor de uma entrega total à causa do Reino. O
tesouro escondido depois de encontrado deve ser colocado em
lugar visível, para que todos o possam ver e usufruir da sua
beleza. A vocação é um serviço e, neste caso, um serviço de
total disponibilidade aos jovens, para que todos possam ser
felizes e serem “bons cristãos e honestos cidadãos”.
Ir. Anita |