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A
reconstrução do Chile e do
Haiti
Muitos já esqueceram o Haiti
e o Chile. A comunicação
social não tem tido mais
nada para dizer. Será que
está tudo resolvido? É claro
que não. Por isso vamos
unir-nos e dar o nosso
contributo, grande ou
pequeno na reconstrução
educativa destes dois povos.
A nossa Madre, Ir. Yvonne
Reungoat, no dia 30 de
Abril, reuniu representantes
de várias ONG’s solicitando
o empenho de todas as
Instituições e casas, na
reconstrução do Chile e do
Haiti. Referiu que as casas
desmoronaram, mas o
monumento vivo, as pessoas
estão vivas! É para elas que
irão os nossos gestos
solidários. Até as zonas
pobres se estão a unir na
reconstrução. A Madre deu o
exemplo do Madagáscar que
cedeu, para o Chile e o
Haiti, quanto recolheu na
festa da gratidão.
Quer no Chile, quer no Haiti
há muita gente capaz de
enfrentar esta catástrofe
com o empenho no trabalho e
no estudo, mas precisam do
nosso apoio na reconstrução.
Vamos apoiar a educação
daquelas crianças e jovens,
reconstruindo e apetrechando
escolas e centros de
acolhimento. De facto, a
UNICEF salienta o estado
caótico da educação no Haiti
e afirma que, dos dois
milhões de haitianos que
foram desalojados de
Port-au-Prince, metade são
crianças. A ONU informou
também que a prioridade é a
recuperação e construção de
escolas pois cerca de 80%
das escolas estavam na zona
mais atingida pelo sismo.
Algumas das nossas escolas
já funcionam há mais de três
meses, mas muitas em tendas
e contentores.
A Ir Valéria disse que há
muitos jovens cheios de
esperança, à procura de
ajuda para crescer
dignamente. Afirma ainda que
todas as ofertas, feitas
pelas escolas salesianas,
chegaram e têm sido uma
grande ajuda pois são as
próprias Irmãs que
administram o dinheiro e o
fazem chegar às necessidades
mais urgentes. Refere ainda
a importância de uma rápida
reconstrução, pois aquela
zona é também assolada por
tempestades tropicais e
tufões.
“É nosso desejo como
FMA, irmãs salesianas de
Dom Bosco, empenhar-nos
na colaboração, hoje,
para reconstruir as
escolas, para que amanhã
eles reconstruam,
Haitianos e Chilenos, o
país inteiro. Com a
educação, o trabalho, a
promoção da saúde das
crianças, dos jovens,
das mulheres, poderemos
contribuir para
potenciar uma
participação
democrática, capaz de
incidir a nível político
e promover vida e
cultura para todos”.
[FONTE]
«Crianças brincam sob
as janelas e gritam
despreocupadas. Alguns
homens, operários
improvisados, trabalham
sobre os destroços e
recuperam tijolos ainda
intactos, ferragens e
madeira: tudo o que pode
servir para arrumar uma
casinha ou para
revender. Outros, a
golpes de martelo, vão
demolindo devagar casas
particulares cujos
proprietários poderiam
talvez pensar em
reconstruir
proximamente. Carrinhos
de entulhos são
empurrados para lugares
acessíveis, onde raros
caminhões carregam parte
dos detritos, ou
simplesmente os deixam
nas calçadas. Ao longo
das ruas as barracas dos
comerciantes vendem de
tudo: fruta tropical,
verdura, carne,
macarrão, feijão, arroz,
grão-de-bico e também
roupas novas e usadas,
material reciclado,
aparelhos de
informática: tendo
desaparecido as
verdadeiras lojas, a
calçada tomou o seu
lugar. Os montes de
sujeira invadiram
novamente a cidade,
apesar dos recipientes
depositados para a
colecta do lixo: os
caminhões existem, mas
falta o combustível. A
cidade é ainda uma
imensidão de tendas:
poucos cidadãos
conseguiram reencontrar
suas casas. Duches e wc
biológicos foram
instalados ao longo das
ruas e isto melhora a
situação sanitária,
mesmo que os leitos dos
canais e dos regatos que
atravessam
Port-au-Prince se tenham
tornado escoamento de
águas negras e descargas
públicas. Tendo sido
removidos certos
escombros adjacentes às
ruas, o olhar pode
penetrar mais
profundamente no
interior dos bairros e
assim medir a grandeza
do desastre, que, depois
de oito meses me parece
ainda mais grave».
[FONTE]
Esta é a narrativa de Ir.
Vilma Tallone, ecónoma
geral, que esteve mais uma
vez em Haiti para constatar
pessoalmente a que ponto
estão os trabalhos de
reconstrução.
O Governo, agora ocupado na
preparação das eleições de
Novembro (17 candidatos
estão inscritos para a
campanha presidencial), não
tem planos estruturais de
reconstrução e sobretudo não
possui a confiança da
população. «Ou,
provavelmente, – continua a
Ir. Vilma – não pode agir,
oprimido pelas Forças
Estrangeiras que dominam a
ilha e monopolizam o futuro.
Os soldados da ONU são o
símbolo disto, são muitos,
são demais, são inúteis num
País que não está em guerra,
a não ser contra a própria
miséria. Muitos também são
os empresários que esperam
por uma fatia de mercado, ou
as ONGs que encontraram no
Haiti um novo espaço de
acção e de... investimento».
No entanto, o povo vive e
luta para viver. É uma
população abatida,
extremamente provada, mas
não desesperada. «Talvez
seja a força da juventude
que a sustenta, que lhe dá
coragem: quantas crianças e
jovens vivem no Haiti! É uma
população de mãos vazias,
que o mundo, os Países
vizinhos e distantes não
podem esquecer».
Por estas crianças, pelos
milhares de jovens que
povoam o Haiti, as nossas
Irmãs vivem e gastam-se:
mulheres extremamente
corajosas, que nunca
baixaram os braços.
Pelo contrário, têm o
coração e a mente cheios de
projectos para esses jovens
necessitados, mais que
nunca. Graças à ajuda de
USAID conseguiram vários
barracões, tanto em Maria
Auxiliadora como em Petion
Ville e isto permitiu às
crianças e jovens terminar o
ano escolar e prever o
próximo. Não são instalações
ideais, mas temporariamente
estão ajudando a ir em
frente. Foram feitas
reparações nas várias casas
e escolas, vários sectores
delimitados foram
reconstruídos. Em Thorland,
nesses dias, mais de 800
alunos empenharam-se nos
exames de estado para obter
o bacharelado. A cozinha de
campanha deixada pelos
militares mexicanos e hoje
financiada pela cooperação
espanhola, mas confiada às
nossas Irmãs, oferece
refeições diárias aos alunos
de 12 escolas. Também em
Maria Auxiliadora e em
Petion Ville, as comunidades
em tendas, trabalharam para
preparar a refeição dos
alunos.
«E depois há todo um
futuro a planear –
conclui a Ir. Vilma –
seja para a reconstrução
das casas destruídas,
seja para a ampliação
das outras, seja para a
abertura a novas
necessidades, a novas
presenças. Por isto um
novo Escritório de
Desenvolvimento coordena
os projectos, faz
contactos com ONGs,
procura financiamentos,
tenta responder a uma
visão de conjunto que a
Província, ainda que com
esforço, procura
elaborar. Haiti, com a
ajuda de Deus e de tanta
boa vontade, tem ainda
uma história para
escrever».
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Contributo para a construção
de uma SALA DE AULA do
Colégio “Maria Domingas
Mazzarello” de PETION-VILLE
– (Haiti)
[o colégio]
[o projecto]
[objectivos]
[o grupo]
[resultados esperados]
[contactos]
As Filhas de Maria
Auxiliadora (Irmãs
Salesianas), chamadas pelo
presidente Sténio Vincent,
chegaram ao Haiti em 1935.
Actualmente têm 14
comunidades que acolhem
18149 meninos e jovens
haitianos, 546 professores e
192 membros do pessoal
auxiliar.
A - O
Colégio Maria Domingas
Mazzarello
As FMA estão desde 1957 em
Pétion-Ville, a Este de
Port- au-Prince, cidade com
aproximadamente 1 milhão de
habitantes.
O Colégio Maria Domingas
Mazzarello (CMDM) é a nossa
segunda fundação no Haiti.
A escola acolhia um total de
1520 alunos dos quais 800
crianças e adolescentes, dos
6 aos 15 anos, e 720 jovens
dos 16 aos 19 anos.
Os nossos destinatários, na
maioria, são provenientes da
zona de Jacquet, de famílias
modestas e de condição
precária. 7 Irmãs, 68
professores e toda a
comunidade educativa,
asseguram a formação destas
crianças e jovens.
A estrutura constava de:
trinta e cinco salas de
aula, a zona administrativa
com sete salas, uma sala de
informática e uma
biblioteca, o refeitório e
um laboratório de ciências.
A escola estava aberta às
outras escolas da zona
oferecendo um valioso
contributo para a formação
integral das crianças e
jovens permitindo a partilha
entre os diferentes estratos
sociais.
Os trágicos acontecimentos
de 12 de Janeiro de 2010,
danificaram muitas das
nossas obras, entre elas o
Colégio M Domingas
Mazzarello e Delmas onde é
preciso reconstruir tudo
porque parte do edifício
desabou e o restante teve de
ser demolido.
A reconstrução da escola
será efectuada em várias
fases. A primeira fase, de
demolição das salas
fortemente danificadas, já
foi efectuada. A demolição
foi financiada pelo governo
haitiano através da
Companhia Nacional de
Equipamentos (CNE). Esta
demolição foi acompanhada
por várias avaliações feitas
por peritos portugueses,
italianos, haitianos e
mexicanos.
Esta escola é dirigida pela
Ir Aline Nicolas, FMA,
apoiada por toda a
comunidade educativa. Os
nossos alunos têm sempre
bons resultados nos exames
nacionais e entram com
facilidade nas universidades
e no mercado de trabalho.
Muitos deles, graças ao seu
esforço e capacidades,
beneficiaram de bolsas de
mérito para continuarem os
estudos no estrangeiro.
Para que se torne possivel
continuar este nosso
empenho, pedimos uma
colaboração generosa para a
reconstrução evitando assim,
que as crianças e jovens,
sejam desviadas para
caminhos pouco seguros.
Antes do sismo era possível,
com o pequeno contributo dos
alunos e o apoio de
benfeitores, realizar muitas
actividades em favor das
crianças e jovens. Com
grande sacrifício e uma boa
gestão, a comunidade pagava
um salário a professores e
funcionários. Não era muito
ajustado e apesar de os
trabalhadores entenderam a
situação das famílias,
aconteceu-nos perder bons
colaboradores por não
conseguirmos responder às
suas expectativas.
O sismo colheu-nos nesta
fragilidade e fez-nos tomar
consciência da nossa
vulnerabilidade e ao mesmo
tempo levou-nos a tomar
consciência de que os nossos
edifícios terão de ser mais
firmes. Temos ainda maior
convicção de que é preciso
animar os nossos jovens para
enfrentar os desafios do
futuro.
A construção de
pré-fabricados, obra do
USAID, Organismo do Governo
Americano, permitiu,
provisoriamente, desde os
finais de Abril, o recomeço
das actividades lectivas em
“salas provisorias” para
grande parte dos alunos da
escola primária e
secundária. Apesar desta
situação difícil, nos finais
de Julho, mais de 800 alunos
da escola completaram o
curso, concluindo com êxito
os exames.
B- O
projecto
O Colégio Maria Domingas
Mazzarello tem por missão
ajudar as crianças e jovens
mais fragilizados e de
condições económicas
precárias e oferecer-lhes
uma educação de qualidade, o
sustento indispensável para
garantir um futuro melhor
que lhes permita participar
nas decisões do país para a
transformação da sociedade.
Tendo como finalidade a
formação do honesto e
credível cidadão, porque bom
cristão, que seja também
capaz de se posicionar no
mercado de trabalho, graças
à sua competência e
seriedade.
Com a queda dos edifícios os
valores vão decaindo também.
Há jovens que mostram pouco
cuidado consigo mesmos e uma
grande desmotivação pois
viram que em 35 segundos
perderam tudo, incluindo a
sua escola que era o seu
orgulho e o seu ponto de
referência. Para recuperar
os nossos jovens é preciso
dar-lhes confiança no futuro
e, estando próximas,
continuarmos a apontar para
valores e metas altas.
O ensino da pintura, música,
especialização em línguas
estrangeiras, a
contabilidade, a gestão, as
ciências informáticas, a
educação ambiental e o
desporto são outras
estratégias que podem ajudar
a encontrar um lugar no
mundo do trabalho motivando,
por isso, o processo de
aprendizagem. Os pais também
sempre deram provas de
coragem e mostram grande
capacidade de colaboração
quando se trata de levar a
bom termo o trabalho
começado.
De momento sentimos a
urgência na reconstrução de
35 salas de aula. Uma vez
que um grande número de
famílias perdeu tudo temos
de intervir rapidamente para
prevenir que as crianças e
jovens se afastem da escola
entrando no ócio, na
delinquência e na
prostituição. Há outros
centros educativos na zona,
mas dada a nossa opção pelos
mais débeis e pobres, a
nossa presença torna-se
muito significativa.
Os nossos alunos
distinguem-se pelo seu
sentido de responsabilidade,
de solidariedade, espírito
de equipa, pela
sensibilidade às questões
ambientais e pelo empenho no
trabalho. Tudo isso, nos faz
antever boas oportunidades
de recuperação. Apesar de
oferecermos, na escola, um
prato quente a cada aluno
pois estamos conscientes das
dificuldades destes jovens,
queremos libertá-los de todo
o espírito de dependência,
de mediocridade e
mendicidade.
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C - Objectivos
Pétion-Ville tem uma população de
cerca de 1 milhão de habitantes e
desses, 1520 alunos beneficiam do
serviço da nossa formação. O apoio
que pensamos obter de organismos,
associações e grupos, permitir-nos-à
reconstruir a nossa Instituição
escolar para recomeçar a
reintegração de crianças e jovens,
proporcionando-lhes uma
aprendizagem eficaz.
D – O grupo
Os destinatários e directamente
beneficiados serão os 1520 alunos do
Colégio Maria Domingas Mazzarello.
Eles vivem nos bairros mais antigos
aos quais se unem os 2000 alunos de
outras escolas que frequentavam
também o nosso laboratório de
ciências. A autarquia de Delmas,
nestes últimos anos, sofreu um
grande aumento populacional, fruto
do êxodo rural, o que fez aumentar o
número dos necessitados e das
famílias sem trabalho. Por agora,
não contamos aumentar o número de
alunos. Os critérios de selecção dos
alunos são a proximidade da escola e
a debilidade dos meios económicos
das famílias.
E – Resultados
esperados
A construção de 35 salas de aula por
um total de 586.985. €
Agradecemos pela atenção que este
projecto vos merece. Ele é
verdadeiramente significativo para
os alunos e para a população em
geral.
* SALA DE AULA
Construção de uma sala TOTAL -
Euro 16.771
F – Contactos
Estamos à disposição para as
informações que considere oportuno,
enquanto asseguramos que o Projecto
terá as seguintes referências:
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Na ITÁLIA:
-
Ir. VILMA TALLONE, FMA -
Economa Geral das FMA
-
Ir. ROSANGELA GIORGI, FMA
- Responsável dos Projectos
-
No HAITI:
-
Em PORTUGAL:
-
Instituto Filhas de Maria
Auxiliadora
Av. Sra. do Monte da Saúde,
174
Monte Estoril
2765 - 452 ESTORIL
Secretaria: 21 466 62 12
Fax: Secretaria: 21 468 87
48
Email:
fma.por@mail.telepac.pt
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