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As nossas meninas internas
andavam numa roda viva há uns dias largos. Ensaios que se
prolongavam a fim de que tudo saísse certinho, cânticos a
entoar e flautas a afinar.
O dia 19 foi o dia marcado e a
Eucaristia abriu esta flor da gratidão que todas se
empenhavam em aspirar. Veio o Sr. P. Zé Maria de Palmela, já
acostumado a estes encontros, sempre feliz por ajudar o povo
de Deus, nomeadamente esta parcela necessitada de cuidados
especiais. Convidaram-se as famílias e os amigos, mas nem
sempre os convidados acham que estão “vestidos” a preceito
para estes acontecimentos. De forma que, tanto na capela
como no salão, havia ainda muitos lugares à espera dos
ocupantes.
Foi linda a Eucaristia,
cheirava a Natal e as meninas envolvidas nesse clima único,
mostravam um rosto aberto e transparente. No palco, então,
nem apetecia desprender o olhar daquelas vestes
resplandecentes e contrastantes, onde o S. José e Maria eram
eles mesmos naquela simplicidade de movimentos e de dizeres.
Seguiu-se o convívio para
todos, ruidoso até, mas muito contido e só quando as prendas
foram abertas se deu largas aos uhuu…e aos óhoos… As nossas
meninas internas tiveram gestos que ajudam a construir a
personalidade do futuro, oferecendo a cada Irmã e Educadora
uma pequena prenda comprada com a ajuda das suas economias.
Algumas saíram em seguida com
a família, a maioria fica, umas à espera do Natal para irem
com a família natural ou com a de acolhimento, mas todas
mantêm aquele ambiente de festa familiar. É assim que Jesus
nasce e vai ocupando o seu lugar onde o deixam entrar.
A Comunidade da Casa de
Santa Ana
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