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A Quaresma
é o tempo favorável para deixar que Jesus se encontre
connosco e ilumine o nosso olhar. Foi esta a experiência dos
discípulos de Emaús, num encontro fulgurante que inverteu a
rota do medo e da tristeza em anúncio de Vida autêntica. É
essa também a experiência de quem percorre um caminho rumo à
PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO! Seguimos juntos nesta Quaresma ao
encontro de Jesus Cristo.
8 DE
MARÇO - Dia internacional da mulher
Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as
Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia
Internacional da Mulher.
Se, nos
nossos dias, perante a lei da maioria dos países, não existe
qualquer diferença entre um homem e uma mulher, a prática
demonstra que ainda persistem muitos preconceitos em relação
ao papel da mulher na sociedade. Podemos eternizar este dia,
esquecendo mentalidades preconcebidas, e recordando-nos com
gratidão de tantas mulheres que transformaram a história da
humanidade, com gestos simples, corajosos, inovadores e
proféticos: Maria de Nazaré, Joana D’Arc, Cleópatra, Rainha
Isabel de Portugal, Marie Curie, Madre Teresa de Calcutá,
Eva Peron, Margaret Tatcher, etc...
19 DE Março – S. José (DIA DO
PAI)
O Dia do
Pai é comemorado em Portugal no dia 19 de Março. Conta uma
lenda que o Dia do Pai surgiu há mais de 4 mil anos na
antiga Babilónia, quando um jovem chamado Elmesu esculpiu em
argila o primeiro cartão que desejava saúde, sorte e longa
vida ao seu pai.
Mas este é
tradicionalmente o DIA DE S. JOSÉ, aquele que foi o pai que
Jesus teve na sua vida terrena. S. José foi um homem justo e
humilde, trabalhador e fiel a Deus e a Maria, a mulher que
amava. Foi generoso ao ponto de deixar de lado os seus
planos e educar Jesus, Filho de Deus. Foi com ele que Jesus
cresceu, aprendeu a ler, estudou a Escritura, aprendeu uma
profissão. Quem melhor do que S. José para abençoar todos os
lares, todos os pais do mundo? Pedimos a S. José que abençoe
todos os que são pais, biológicos ou espirituais, que
passaram e passam pela nossa Vida...
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POEMA AO PAI < FLORBELA ESPANCA
Ter um Pai ! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos ;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos !
Ter um Pai ! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra !
Ter um Pai ! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão;
Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo ; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!
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Ter um Pai ! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher !
Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal !
Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto !
Ter um Pai ! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!
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1. A CIDADE DOS RESMUNGÕES
Era uma
vez um lugar chamado Cidade dos Resmungões, onde todos
resmungavam, resmungavam, resmungavam. No verão, resmungavam
que estava muito quente. No inverno, que estava muito frio.
Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam
sair. Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que
fazer. Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais
queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs. Todos tinham
um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer
alguma coisa.
Um dia
chegou à cidade um vendedor ambulante que carregava um
enorme cesto às costas. Ao perceber toda aquela inquietação
e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:
- Ó
cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de
trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são
cobertas de florestas espessas e os vales banhados por rios
profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tamanha
abundância. Porquê tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu
lhes mostrarei o caminho para a felicidade.
Ora, a
camisa daquele homem estava rasgada e puída. Havia remendos
nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riam ao pensar
que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz. Mas
enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e
esticou-a entre dois postes na praça da cidade. Então,
segurando o cesto diante de si, gritou:
- Povo
desta cidade! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam
os seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste
cesto. Trocarei os seus problemas por felicidade!
A multidão
aglomerou-se ao seu redor. Ninguém hesitou diante da
oportunidade de se livrar dos problemas. Todo o homem,
mulher e criança da vila rabiscou a sua queixa num pedaço de
papel e deitou-o no cesto.
Eles
observaram o vendedor pegar cada problema e pendurá-lo na
corda. Quando ele terminou, havia problemas a balouçar em
cada polegada da corda, de um extremo ao outro. Então, ele
disse:
- Agora
cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor
problema que puder encontrar.
Todos
correram para examinar os problemas. Procuraram, manusearam
os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando
escolher o menor problema. Depois de algum tempo a corda
estava vazia.
E eis que
cada um segurava o mesmíssimo problema que tinha colocado no
cesto. Para espanto, concluíram que cada pessoa tinha
escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor
da corda. Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de
resmungar o tempo todo. E sempre que alguém sentia o desejo
de resmungar ou reclamar, pensava no vendedor ambulante e na
sua corda mágica.
Reflexão /Oração:
Belíssima
lição! Cada um de nós tem uma cruz para levar, pequena ou
grande, provavelmente é aquela que nos ajudará também a
crescer… quando pensarmos em queixar-nos da nossa cruz,
talvez seja bom e deparar-nos os problemas e situações que
tantas outras pessoas vivem. Talvez aí nos dê a vontade de
os ajudar a carregar tão pesada cruz: Mas nesse momento
acontece o grande milagre do amor, pois a solidariedade e o
amor ao próximo são o grande mandamento do amor de Jesus.
Pai Nosso…
2.
LENDA CHEROKEE
“Você
conhece a lenda do rito de passagem da juventude à idade
adulta dos índios Cherokees? ”
O pai leva
o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe
os olhos e deixa-o sozinho. O filho senta-se sozinho no topo
de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até
os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não pode
gritar por socorro a ninguém.
Se ele
passar a noite toda lá, será considerado um homem. Ele não
pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um
deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo
do desconhecido.
O menino
está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie
de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar
ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os
insectos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com
frio, fome e sede. O vento sopra a grama e a terra sacode os
tocos, mas ele senta-se com grande auto-domínio, nunca
removendo a venda. Segundo os Cherokees, este é o único modo
dele se tornar um homem.
Finalmente... Após a noite horrível, o sol aparece e a venda
é removida. Então, ele descobre o seu pai sentado na
montanha perto dele. Ele tinha estado a noite inteira a
proteger o seu filho do perigo.
Nós também
nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos, Deus
está a olhar por nós, 'sentado ao nosso lado'.
Reflexão/Oração
Quando os
problemas chegam, e fazemos o que está ao nosso alcance para
resolvê-los, tudo o de mais temos a fazer é confiar que Deus
está connosco e nos protege. Reconhecendo esta presença de
Deus, só há que confiar e agradecer. Pai Nosso…
3. A CAVERNA MÁGICA
Era uma
vez uma mulher que morava numa casinha modesta ao pé de uma
montanha onde havia uma grande floresta. Tinha um filho a
quem amava muito mas nunca estava satisfeita com a
simplicidade da sua vida.
No
solstício de verão, a mulher levou o filho para colher os
morangos maravilhosos que havia na floresta. Subiram a
montanha e chegaram a um lugar coberto dos morangos maiores,
mais vermelhos e mais saborosos que já tinham visto.
Colheram quantos puderam. Mas logo que a mulher encheu a
cesta, viu abrir a porta de uma grande caverna diante dela.
Enormes pilhas de ouro brilhavam no chão, e três mulheres
vestidas de branco guardavam o tesouro.
- Entre,
boa mulher - disseram as mulheres de branco - Leve quanto
ouro puder de uma só vez.
A mulher
entrou na caverna e, segurando o filho pela mão, pegou num
punhado de moedas de ouro e pôs no avental. Mas o toque do
ouro despertou uma enorme cobiça e, esquecendo o filho,
agarrou em mais dois punhados de moedas e saiu a correr da
caverna. No mesmo instante ouviu um estrondo atrás dela e
uma voz trovejou:
- Mulher
infeliz! Perdeu o seu filho até o próximo solstício de
verão!
A porta da
caverna fechou-se e a criança ficou presa lá dentro.
A pobre
mulher torceu as mãos desesperada, chorou e implorou, mas
não adiantou. Foi para casa sem o filho. Voltou todos os
dias ao lugar, mas a porta nunca mais se abriu e ela não
conseguiu mais encontrar a caverna.
No ano
seguinte, no solstício de verão, ela acordou bem cedo e foi
a correr ao lugar. Ao chegar encontrou a porta aberta. As
pilhas de ouro brilhavam no chão e três mulheres guardavam o
tesouro. Ao lado delas estava o menino com uma maçã vermelha
na mão.
- Entre,
boa mulher – convidaram as três mulheres - Leve quanto ouro
puder pegar de uma só vez.
A mulher
entrou na caverna e, sem sequer olhar para o ouro, agarrou
no filho e tomou-o nos braços.
- Boa
mulher - disseram as três virgens, - leve o menino para
casa. Já o podemos devolver, pois agora o seu amor é maior
que a cobiça. A mulher voltou para casa com o menino e o
amou mais que o ouro pelo resto da vida.
Reflexão
Esta
mulher aprendeu a dar valor ao que realmente tinha valor na
sua vida: o amor do seu filho! E por pouco arriscou-se a
perdê-lo. Pois que não tenhamos de chegar a perder algo de
essencial para nós, apenas por fazermos alguns disparates
que logo nos arrependemos. E quando tal possa acontecer, que
tenhamos a coragem de “correr atrás, de pedir perdão, de
tentar reatar um laço quebrado. Porque sem paz dificilmente
seremos felizes, e muito menos faremos outras pessoas
verdadeiramente felizes.
Oração
Pedimos
hoje a Jesus que nos ensine a viver a sua paz. Pai Nosso…
4. O COLECTOR DE RISOS: UMA
HISTÓRIA PARA PAIS
Há muitos
e muitos anos, viveu na Terra um homem que fazia rir. Entre
tantos ofícios considerados úteis e produtivos, como o de
ferreiro ou alfaiate, surgiu este homem que escolheu a
estranha profissão.
Ninguém sabia o seu segredo. Seria a terna expressão do seu
olhar, os gestos amplos como grandes abraços, as piruetas ou
a roupa colorida? Suspeitava-se até que ele derramasse algum
pó na água dos habitantes, ou que fosse mesmo uma espécie de
mago. Mas quando ele aparecia numa casa ou praça, risos eram
ouvidos.
As
crianças aproximavam-se sempre. Os velhos amavam-no. Ninguém
ficava indiferente. Era voz corrente que as pessoas que
aprendiam a rir zangavam-se menos, queixavam-se menos,
tinham mais amigos e as suas tarefas rendiam muito mais.
Quando
este homem teve um filho, todos se perguntaram: "de que é
que eles vão viver? Se, pelo menos, trabalhasse a sério..."
O certo é
que ninguém levava mais a sério o seu trabalho do que ele.
Com a sua esposa e filho, prosseguia sua jornada e nada lhes
faltava. O seu filho foi crescendo e observava o seu pai.
Foi aprendendo que o trigo vinha da terra, a água vinha da
fonte. Mas, de onde vinham os risos? Os olhos do menino
seguiam-no atentamente, querendo descobrir... Ao seguir os
passos do pai, o menino encontrou a sua vocação: ia ser um
colector de risos. Colheria risos nobres e populares,
alemães, italianos e espanhóis. Afinal, viu que o riso é bom
para quem ri e para quem faz rir, assim como o trigo ou a
água. Semeado com bondade, brota espontaneamente e nutre a
emoção. Um dia o rapaz confessou o seu sonho ao pai, que lhe
disse:
- Como o
camponês que conhece a sua terra, é preciso conhecer o
coração das pessoas. Vou levar-te comigo e tu mesmo verás.
Tomando o
filho pelas mãos, andaram por muitos lugares. Quanto mais
conhecia os corações das pessoas, mais via quanto tinham
sofrido e chorado e quanto precisavam urgentemente de uma
boa palhaçada. Quanto mais conhecia os corações das pessoas,
mais amava vê-las alegres. A alegria era o curativo das
feridas da alma e o elixir renovador da esperança.
Reflexão / Oração
E assim
aquele rapaz deu ao seu pai a maior das alegrias quando, já
bem idoso, se sentava para ver o seu filho a colher risos e
gargalhadas de ricos e pobres, nos teatros e descampados. O
filho que segue os bons passos dos pais pode ir sempre mais
longe, porque começou mais cedo e aprendeu, desde logo, o
que os pais levaram anos a saber. Que saibamos olhar com
grande ternura e reconhecimento toda a sabedoria dos nossos
pais, da nossa família. E confiar estas pessoas a Deus,
nosso Pai. Pai nosso…
5. A IMPORTÂNCIA DE SERES TU
MESMO!
Certo dia,
um Samurai, guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre
Budista. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, a sua
beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se
repentinamente inferior.
Ele então
perguntou ao Mestre:
- "Porque
estou a sentir-me inferior? Apenas há um momento atrás, tudo
estava bem. Quando aqui entrei, subitamente senti-me
inferior e nunca me sentira assim antes. Encarei a morte
muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Porque
estou a sentir-me assustado agora?"
O Mestre
respondeu:
- "Espera.
Quando todos tiverem partido, responderei."
Durante
todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai
estava a ficar cada vez mais cansado de esperar. Ao
anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou
novamente:
- "Agora
podes responder-me por que me sinto inferior?"
O Mestre
levou-o para fora. Estava uma noite de lua cheia e a lua
estava justamente a surgir no horizonte. Ele disse:
- "Olha
para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao
seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado da minha janela
durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor
nunca disse à maior: "Porque que me sinto inferior diante de
ti? " Esta árvore é pequena e aquela é grande e nunca ouvi
sussurro algum sobre isso."
O samurai
então argumentou:
- "Isto é
assim porque elas não se podem comparar."
E o Mestre
replicou: Então não precisas de me perguntar. Tu sabes a
resposta. Quando não te comparas, toda a inferioridade e
superioridade desaparecem. Tu és o que és, e ninguém é como
tu. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não
importa, tu és quem és.
Uma
folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das
estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto
qualquer Mestre, pois o mundo será menos rico se este canto
desaparecer. Na Natureza, o tamanho não é diferença. Tudo é
expressão igual de vida! Pense nisto e agradeça o quanto de
bom você é.
Reflexão
O que
faltava àquele guerreiro? A humildade em aceita-se, porque
estava a comparar-se com o Mestre mas com olhos de inveja.
Pode acontecer connosco, quando andamos só a olhar para as
qualidades dos outros sem nada fazer para construir as
nossas qualidades e a nossa vida! Aí está a diferença,
porque quando nos empenhamos no nosso crescimento damos
muito valor aos desafios ultrapassados e às conquistas que
obtivemos por nosso mérito. Que saibamos ter a coragem de
sermos quem somos a darmos o melhor de nós.
Oração
Jesus, meu
amigo, acompanha-me neste dia e ajuda-me a tomar as melhores
opções, para que eu cresça em estatura, em inteligência e em
bondade e faça feliz quem comigo se encontrar. Amén.
6. AS DUAS BOLSAS
Um dia,
Júpiter convocou os animais para comparecerem diante dele, a
fim de que, comparando-se uns com os outros, cada animal
reconhecesse o próprio defeito ou a própria limitação.
Assim, Júpiter poderia corrigir as imperfeições. E os
animais, um a um, elogiavam-se a si próprios, gabavam-se de
suas qualidades e só relatavam os defeitos dos outros. O
macaco, ao ser questionado se estava feliz com o seu
aspecto, respondeu:
- Mas
claro que sim! Cabeça, tronco e membros, tenho-os perfeitos.
Em mim, praticamente, não há defeitos. É pena que nem todo
mundo seja assim... como os ursos, por exemplo, que
deselegantes!
O urso
veio em seguida, mas não se queixou do seu aspecto físico,
até se gabou do seu porte. Fez críticas aos elefantes:
orelhas demasiadamente grandes; caudas insignificantes.
Animais grandalhões, sem graça e sem beleza.
Já o
elefante pensava o oposto e acha-se encantador; porém, a
natureza exagerou, para o seu gosto, quanto à gordura da
baleia.
A formiga,
ao falar da larva, franziu o rosto e exclamou dom desdém:
- Que
pequenez mais triste e ridícula!
Reflexão
Assim são
os homens. É como se lhes tivessem colocado duas bolsas: no
peito, a bolsa com os males alheios, e nas costas, a bolsa
com os próprios males. De tal modo que são cegos quanto aos
próprios defeitos, mas vêem com nitidez os defeitos dos
outros. (La Fontaine)
Oração
Jesus,
ajuda-nos a humildade de coração que nos ilumine a
consciência e nos ajude a entender que é mais fácil mudar um
defeito nosso e isso ser exemplo para os demais, do que
estar sempre a criticar negativamente os outros e ter uma
mentalidade “quadrada” e sem horizontes. E ajuda-nos a
compreender e aceitar os outros tal como nós queremos ser
compreendidos e amados. Pai Nosso…
7. A REBELIÃO CONTRA O
ESTÔMAGO
Uma vez um
homem que sonhou que as suas mãos, pés, boca e cérebro
começaram todos a rebelar-se contra o estômago.
- Sua
lesma imprestável! - disseram as mãos - Nós trabalhamos o
dia inteiro, a serrar, martelar, levantar e carregar. De
noite estamos cobertas de bolhas e arranhões e ficamos
cheias de sujeira. Enquanto isso, você só fica aí sentado, a
encher-se de comida!
- Nós
concordamos! - gritaram os pés - Pense só como nos
desgastamos, andando para lá e para cá o dia inteiro. E você
fica cada vez mais pesado para a gente o carregar.
- Isso
mesmo! - choramingou a boca - De onde você pensa que vem
toda a comida que você tanto ama? Eu é que tenho que
mastigar tudo; e logo que termino, você suga tudo aí para
baixo, só para si. Acha que isso é justo?
- E eu? -
gritou o cérebro - Você acha que é fácil ficar aqui em cima,
tendo que pensar de onde vai chegar a sua próxima refeição?
E ainda por cima, não ganho nada pelas minhas dores todas.
Uma por
uma, as partes do corpo aderiram às reclamações contra o
estômago, que não disse coisa alguma.
- Tenho
uma ideia - o cérebro finalmente anunciou. - Vamos todos
rebelar-nos contra essa barriga preguiçosa e parar de
trabalhar para ela.
- Soberba
ideia! - todos os outros membros e órgãos concordam - Vamos
ensinar-lhe como nós somos importantes. Assim, talvez também
acabe por fazer algum trabalho.
E todos
pararam de trabalhar. As mãos se recusaram a levantar ou
carregar coisas. Os pés se recusaram a andar. A boca
prometeu não mastigar nem engolir nem um bocadinho. E o
cérebro jurou que não teria mais nenhuma ideia brilhante. No
começo, o estômago roncou um pouco, como sempre fazia quando
estava com fome. Mas depois ficou quieto.
Nesse
ponto, para surpresa do homem que sonhava, ele descobriu que
não conseguia andar. Não conseguia segurar nada nas mãos.
Não conseguia nem abrir a boca. E de repente, começou a
sentir-se bastante doente.
O sonho
pareceu durar vários dias. A cada dia que passava, o homem
sentia-se cada vez pior.
- É melhor
que essa rebelião não dure muito - pensou ele - senão vou
morrer.
Enquanto
isso, mãos, pés, boca e cérebro ficavam cada vez mais
fracos. No início, agitavam-se só um pouquinho, para rir do
estômago de vez em quando; mas, pouco depois, não tinham
sequer energia para isso.
Por fim, o
homem ouviu uma vozinha fraca vinda da direcção dos pés.
- Pode ser
que estivéssemos enganados - eles diziam. - Talvez o
estômago estivesse a trabalhar o tempo todo, ao jeito dele.
- Estava
pensando a mesma coisa - murmurou o cérebro. - É verdade que
ele fica a mastigar a comida toda. Mas parece que ele manda
a maior parte da energia de novo para nós.
- Devemos
admitir nosso erro - disse a boca. - O estômago tem tanto
trabalho a fazer quanto as mãos, os pés, o cérebro e os
dentes.
- Então,
vamos todos voltar ao trabalho - gritaram juntos. E, nisso,
o homem acordou.
Para seu
alívio, descobriu que os pés estavam novamente a andar. As
mãos seguravam, a boca mastigava e o cérebro agora conseguia
pensar com clareza. Começou a sentir-se muito melhor.
- Bem, eis
aí uma lição para mim - pensou ele, enquanto enchia o
estômago de café e pão com manteiga, de manhã. - Ou
funcionamos todos juntos, ou nada funciona mesmo.
Reflexão/Oração
Pois é!
Basta pensar mesmo no mecanismo do nosso corpo para perceber
o quanto podemos perder quando praticamos alguma
discriminação. De facto ficamos mais frágeis, deixamos de
ter uma “cor” importante no arco-íris do nosso grupo de
amigos, de turma, de escola, de família, etc. Não podemos
nem temos de ser todos iguais a este ou àquele. A
diversidade é uma riqueza e um desafio. Temos o exemplo de
Jesus que no seu tempo era reconhecido pelos mestres
judaicos mas também ousou, para escândalo de muitos,
conviver com pessoas colocadas à margem da sociedade, mal
vistas ou até rotuladas de impuras por alguma doença que
tinham. Eis uma opção radical e um sinal de um coração nobre
e generoso: saber estar e conviver com toda a gente. Pode
parecer difícil, mas nesse caso é importante pedir a Jesus
que derrube os obstáculos de preconceitos que trazemos no
nosso interior. Deus é de facto Pai de todos e não só de
alguns. Pai Nosso…
8- HISTÓRIA DE UMA PONTE
Quando
chegou aquele homem pequeno, de olhos brilhantes e um rosto
que tinha algo de palhaço, eu tinha apenas 17 anos e vivia
do outro lado do rio. Na primavera e no início do verão, a
água descia das montanhas e corria, formando remoinhos e
arrastando troncos. Aquele homem construiu a sua cabana
perto do riacho.
Durante a
primeira semana ninguém o via. Depois fiquei a saber que
trabalhava na serralharia dos irmãos Gomes. Durante um mês
passou os seus fins-de-semana a olhar as águas, o bosque e o
povoado. Olhava os outros com um olhar profundo e calmo.
No segundo
mês começou a cortar árvores grandes. Foi num fim-de-semana
que apareceu em nossa cabana e pediu que lhe emprestássemos
uma junta de bois. - Quero arrastar os troncos, disse. O meu
tio, por curiosidade, foi olhar e viu que arrastava os
troncos para perto do riacho.
- Vi-o
cavar um buraco e enterrar um enorme tronco. Em seguida
arrastou pedras para firmá-lo. Meu tio observou-o durante
todo o dia e depois disse: - Está louco! Quer fazer uma
ponte... Naquela noite sonhei com uma linda ponte de madeira
que fazia um barulho como um tambor quando se andava sobre
ela.
No Domingo
de manhã, saltei da cama e corri encosta abaixo. Sem dizer
uma palavra, comecei a arrastar pedras. Ao entardecer o
homem disse: - Vai ser lindo quando pudermos passar sobre o
rio! No outro fim-de-semana juntaram-se a nós dois homens e
uma mulher que viviam na ribanceira da frente. Durante a
jornada houve conversa e se contaram histórias. Então dei-me
conta que "os da frente" não eram tão maus como diziam os
vizinhos.
No final
da jornada o homem disse:
- No
Sábado que vem trabalharemos na outra margem do rio.
Desta vez
fomos 15 pessoas, em ambos os lados do rio. No terceiro mês
éramos quarenta. Houve, então, um problema sério do nosso
lado. Uns goles de pinga a mais provocaram uma discussão
entre Manuel, o carpinteiro, e João, o ferreiro. Ambos
queriam ser o "chefe da construção". Naquela mesma noite o
volume de águas cresceu e arrastou consigo os nossos troncos
e empurrou enormes pedras como se fossem cascalhos.
No
seguinte fim-de-semana éramos apenas sete, a limpar a costa
para começar tudo de novo. Cinco meses depois, finalmente,
colocávamos as protecções dos lados.
-
Coloquemos umas boas protecções para que as crianças possam
correr pela ponte, sem perigo – disse-nos o homem.
Éramos
oitenta a trabalhar na construção das protecções. Pela
tarde, oitenta e um; foi quando chegou o meu tio, o último a
incorporar-se. Naquela noite, mortos de cansaço, fomos todos
ver a nossa ponte e sentamo-nos ao redor de uma grande
fogueira. Então demo-nos conta que amávamos a ponte, o rio e
que gostávamos de estar juntos. Esta união, não nos
abandonaria nas iniciativas que haveríamos de tomar depois.
Olhávamo-nos com estima e percebíamos que em cada um de nós
existia um secreto desejo de recuperar o tempo perdido,
quando nem sequer nos olhávamos. E isto tudo, devíamo-lo
àquele homem pequeno, de olhos brilhantes e semblante de
palhaço.
Reflexão/Oração
A tarefa
de começar ou recomeçar uma “construção” (um projecto, um
ano lectivo, uma turma, um empenho na sociedade) é uma
experiência que nos torna pessoalmente mais fortes, mas
também mais unidos em vista de um objectivo. Podem surgir
dificuldades, desafios acrescidos, incompreensões e falhas,
mas tudo isso pode ajudar-nos a tornarmo-nos mais unidos no
essencial e a não dar tanta importância a aspectos
marginais. Que Jesus nos ajude a cuidar esta grandeza de
coração como Ele a viveu em primeira pessoa. Ele era o Filho
de Deus e nem a sua vida poupou por amor à humanidade.
Pai Nosso…
9 - AS TRÊS RESPOSTAS
Um dia um
imperador decidiu que se ele soubesse as respostas de três
questões, ele sempre saberia o que fazer, não importasse o
quê. Então, mandou anunciar em todo o seu reino que se
alguém pudesse responder às suas três questões, ele daria
uma grande recompensa.
Estas são
as três questões:
-
Quando
é o melhor tempo para se fazer alguma coisa?
-
Quem é
a pessoa mais importante?
-
Qual é
o objectivo mais importante?
O
imperador recebeu muitas respostas, mas nenhuma o satisfez.
Finalmente decidiu viajar para uma montanha, para visitar um
eremita que lá vivia no topo. Talvez ele soubesse as
respostas.
Quando lá
chegou, fez-lhe as três perguntas. O eremita, que estava a
jardinar, ouviu atentamente mas retornou ao seu trabalho sem
dizer uma palavra. Como o eremita continuava a jardinar, o
imperador percebeu o quanto ele estava cansado.
-“Assim -
disse ele – dê-me a enxada. Eu vou jardinar e você pode
descansar um pouco.
Depois
algumas horas, o imperador estava cansado. Pôs a enxada de
lado e disse: "se você não pode responder às minhas
questões, tudo bem. Basta dizer-me que eu vou embora."
De repente
o eremita pergunta: "Você ouviu alguém a correr?", apontando
para as árvores. E, então, aparece um homem a cambalear
entre as árvores. Quando o eremita e o imperador se
aproximaram dele, desmaiou. Abrindo a sua camisa viram que
ele tinha um corte profundo. O imperador limpou a ferida,
usando sua própria camisa para "estancar" o sangue. Quando
recuperou a consciência o homem pediu água. O imperador
correu até o riacho e trouxe-lhe água… O homem bebeu e
adormeceu.
O eremita
e o imperador carregaram-no para a cabana e deitaram-no na
cama do eremita. O imperador, que estava cansado, também
adormeceu.
Na manhã
seguinte, quando o imperador acordou, viu o homem ferido em
pé na sua frente murmurando:
-Perdoe-me!
-
Perdoá-lo? - Perguntou o imperador, sentando-se
imediatamente. O que você fez que necessita o meu perdão?
- Vossa
Majestade não me conhece, mas eu tenho-o considerado como o
meu pior inimigo. Durante a última guerra, V.M. matou o meu
irmão e roubou as minhas terras. Então, jurei vingança
dizendo que iria matá-lo. E, de facto, ontem eu estava a
armar-lhe uma cilada para matá-lo. Esperei muito tempo, mas,
por alguma razão, V.M. não regressou a casa. Quando eu
deixei o meu esconderijo para procurá-lo, os seus guardas
encontraram-me e reconheceram-me, atacaram-me violentamente.
Eu sangrei
muito, se V.M. não tivesse me ajudado eu certamente teria
morrido... V.M. salvou-me a vida. Eu estou envergonhado e
muito agradecido. Por favor me perdoe.
O
imperador estava atónito. Ele disse: eu fico grato pelo seu
ódio ter acabado. Desculpe-me também, pela dor que lhe tenho
causado. A guerra é terrível… procurarei devolver-lhe as
terras. Vamos ser amigos de agora em diante.
Depois de
orientar seus guardas para levar o homem para casa, o
imperador dirigiu-se ao eremita dizendo: Eu devo ir agora.
Vou viajar à procura das respostas para as minhas três
questões. Espero um dia encontrá-las. Adeus.
O eremita
riu-se e disse: Mas as suas questões já foram respondidas,
Majestade!
- O que é
que você está a dizer? - Exclamou surpreso o imperador.
- Se você
não tivesse me ajudado no meu jardim, atrasando o seu
retorno, você teria sido atacado no caminho para casa.
Entretanto, o tempo mais importante para si foi o tempo em
que você me ajudou. A pessoa mais importante fui eu, a
pessoa com quem você estava, e o objectivo mais importante
era simplesmente ajudar-me.
Quando o
homem ferido chegou, o tempo mais importante foi o tempo que
você lhe deu, cuidando da sua ferida; de outro modo ele
teria morrido e você teria perdido para sempre a
oportunidade de o perdoar e fazer um nova amizade. Naquele
momento ele era a pessoa mais importante e o objectivo mais
importante era tratar a sua ferida. O imperador curvou-se em
gratidão para o velho eremita e foi em paz.
Reflexão/Oração
O momento
presente é o único momento, disse o eremita. A pessoa mais
importante é sempre a pessoa com quem estás. O objectivo
mais importante é fazer feliz a pessoa que está ao teu lado.
O que podia ser mais simples ou mais importante? Procura ter
isto presente no dia de hoje, Jesus está na pessoa do teu
próximo!
Que Ele
nos ajude a construir a paz à nossa volta, dando e acolhendo
perdão e esperança. Pai Nosso…
10 - O HOMEM QUE QUEBRAVA
PEDRAS
Era uma
vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito
consigo mesmo e com sua posição na vida. Um dia passou em
frente a uma rica casa de um comerciante. Através do portão
aberto, viu muitos objectos valiosos e importantes figuras
que frequentavam a mansão.
"Como é
poderoso este comerciante!" pensou o quebrador de pedras.
Ele ficou cheio de inveja e desejou ser como o comerciante.
Para sua grande surpresa, repentinamente tornou-se o
comerciante, usufruindo mais luxos e poder do que ele jamais
tinha imaginado, embora fosse invejado e detestado por todas
as pessoas menos poderosas e ricas do que ele. Um dia, um
alto oficial do governo passou à sua frente na rua, vestido
com uma túnica de seda, acompanhado por servos e escoltado
por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos,
não importa se pobres ou ricos, tinham que se curvar à sua
passagem.
"Como é
poderoso este oficial!" ele pensou. "Gostaria de poder ser
um alto oficial!"
Então, de
novo, ele tornou-se no alto oficial, com uma sumptuosa
túnica de seda. Para qualquer lugar que fosse, era temido e
odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão
quente, e o oficial sentiu-se muito desconfortável sob o
ardente Sol. Este fulgia orgulhoso no céu, indiferente pela
sua reles presença abaixo.
"Quanto
poderoso é o Sol!" ele pensou. "Gostaria de ser o Sol!"
Então ele
tornou-se o Sol. Brilhando ferozmente, lançando os seus
raios para a terra sobre tudo e todos, amaldiçoado pelos
agricultores e trabalhadores. Mas um dia, uma gigantesca
nuvem negra ficou entre ele e a terra, e seu calor não mais
pôde alcançar o chão e tudo sobre ele.
"Como é
poderosa a nuvem de tempestade!" ele pensou "Gostaria de ser
uma nuvem!"
Então ele
tornou-se a nuvem, inundando com chuva campos e vilas,
causando temor a todos. Mas repentinamente ele percebeu que
estava a ser empurrado para longe com uma força descomunal,
e soube que era o vento que fazia isso.
" Como é
poderoso o Vento!" ele pensou. "Gostaria de ser o vento!"
Então,
tornou-se o vento de furacão, soprando sobre as telhas dos
telhados das casas, desenraizando árvores, temido e odiado
por todas as criaturas na terra. Mas em determinado momento
ele encontrou algo que ele não foi capaz de mover nem um
milímetro, não importasse o quanto ele soprasse à sua volta,
lançando-lhe rajadas de ar. Ele viu que o objecto era uma
grande e alta rocha.
"Como é
poderosa a rocha!" ele pensou. "Gostaria de ser uma rocha!"
Então ele
tornou-se a rocha. Mais poderoso do que qualquer outra coisa
na terra, eterno, inamovível. Mas enquanto ele estava lá,
orgulhoso pela sua força, ouviu o som de um martelo a bate
num cinzel sobre uma dura superfície, e sentiu-se a ser
despedaçado.
"O que
poderia ser mais poderoso do que uma rocha??" pensou
surpreendido.
Então,
olhou para baixo e viu a figura de um quebrador de pedras.
Reflexão/Oração
Qual era a
razão da infelicidade deste homem “quebrador de pedras”?
A de não
saber reconhecer o seu próprio valor e andar sempre à
procura do que vê nos outros. Acontece por vezes também
connosco: olhamos para algumas pessoas e achamos que seria
muito melhor ter o dinheiro que elas têm, o reconhecimento
social, a família que têm, os dons e talentos que possuem,
etc… nem nos damos conta que cada um de nós é único e tem
uma cor original a dar ao mundo. Que Jesus nos ajude a
sermos mais humildes e a procurar descobrir os talentos
maiores e mais autênticos que Ele nos concedeu. Só assim
descobriremos a nossa felicidade…
Neste Pai
Nosso meditemos que pedimos a Deus que nos ajude a escutá-lo
e a fazer a sua vontade, e a sua vontade certamente é a
nossa felicidade. Pai Nosso…
11 - A MALA DE VIAGEM
Conta-se
uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela
estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra.
Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito
trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma
abóbora pesada.
Pelo
caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:
- Cansado
viajante, por que carrega essa pedra tão grande?
-É
estranho - respondeu o viajante, - mas eu nunca tinha
realmente notado que a carregava. Então, ele deitou a pedra
fora e sentiu-se muito melhor.
De seguida
veio outro transeunte que lhe perguntou:
-Diga-me,
cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?
- Estou
contente que me tenha feito essa pergunta - disse o viajante
- porque eu não tinha percebido o que estava a fazer-me a
mim mesmo. Então, ele lançou a abóbora fora e continuou o
seu caminho com passos muito mais leves.
Um por um,
os transeuntes foram-no avisando a respeito das suas cargas
desnecessárias, e ele foi-as abandonando, uma a uma. Por
fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.
Reflexão
Qual era
na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora? Não. Era a
falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu
como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e
já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de
muitas pessoas. Elas levam cargas sem perceber e não é de se
estranhar que estejam tão cansadas! O que são algumas dessas
cargas que pesam na mente de um homem e que lhe roubam a sua
força interior?
a.
Pensamentos negativos.
b. Culpar e acusar outras pessoas.
c. Permitir que impressões negativas fiquem a pairar na
mente e no coração.
d. Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não
podiam ter sido evitadas.
e. Olhar para si mesmo como vítima de tudo e de todos.
f. Acreditar que não existe saída.
Oração
Este tipo
de cargas fecha-nos muito à porta da esperança, à luz da
alegria, ao calor da ajuda e da solidariedade. Vamos pedir a
Jesus que nos ajude a carregar, não os pesos que nos atiram
para baixo, mas o peso da sua Cruz, que Ele também levou
adiante e que carrega com a doçura do amor.
Vamos
meditar num breve momento esta oração: Jesus Cristo, Filho
de Deus vivo, tende piedade de nós!
12 - ABC DA VIDA
Para
atingir os teus sonhos, conta com a presença e o amor de
Deus e lembra-te: a tua vida é um caminho no qual percorres
acompanhado. Há um itinerário que pode ter sinais, ordenados
tal como num abecedário:
Abre
os olhos para ver as coisas como realmente são.
Basta apenas acreditar em ti mesmo.
Considera as coisas por vários ângulos.
Desistir é palavra que deve ser riscada do
vocabulário.
Entende-te a ti mesmo para entenderes melhor os
teus semelhantes.
Família e amigos são tesouros escondidos. Procura
encontrá-los e desfrutar das suas riquezas.
Ganha quem faz e dá, mais do que aquele que
planeou.
Hoje aproveita a vida. O ontem já passou e o
amanhã pode nunca chegar.
Ignora aqueles que tentam desencorajar-te.
Já chegou a hora de agir. Faz agora. Age!!!
Lê, estuda e aprende sobre tudo o que é
importante na tua vida.
Mais do que tudo, que queiras os teus sonhos.
Nunca mintas, trapaceies ou roubes enquanto
persegues uma boa meta.
Obtém mais paz e harmonia evitando fontes,
pessoas, lugares, coisas e hábitos negativos.
Prática leva à perfeição.
Quem desiste nunca vence e os vencedores nunca
desistem.
Revisita, avalia e define os teus objectivos e
vai em direcção a eles.
Sonhos são a matéria-prima de qualquer
realização. Apegue-se a eles.
Tome e assuma o controlo de seu próprio destino.
Uma boa atitude positiva deve ser preservada
sempre.
Visualiza o que tu queres.
Xis: o "x" da questão é: és uma criação única de
Deus, nada nem ninguém pode substituir-te.
Zela por tua auto-estima. Ama-te mais.
E antes de mais, a caminho de celebrar a
Páscoa de Jesus recorda o grande segredo que Ele nos deixou:
“Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida
pelos amigos. Amai-vos uns aos outros como EU vos amei”.
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