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Nossa Senhora Auxiliadora

Bons Dias

[Arquivo]

 

Orientações gerais para os “Bons dias”

Março 2010

 

Queremos ficar contigo, Jesus!

 

JESUS FALA-NOS PELO CAMINHO!

Somos companheiros de um caminho que nos faz crescer na experiência de comunidade reunida no amor de Jesus, de relações interpessoais construídas a partir do primado do amor.

Nas encruzilhadas de caminhos, apenas podemos tomar uma de duas direcções: ou optamos de tal modo que a nossa liberdade seja libertadora das possibilidades de vida e de liberdade dos outros, ou optamos de maneira arbitrária, no privilégio do “eu” e em claro contraste com os outros e o seu viver. A opção é radical e sabemos qual foi a de Jesus: uma vida entregue por amor.

Bons Dias de Março - 'Queremos ficar contigo, Jesus!'

 

 

A Quaresma é o tempo favorável para deixar que Jesus se encontre connosco e ilumine o nosso olhar. Foi esta a experiência dos discípulos de Emaús, num encontro fulgurante que inverteu a rota do medo e da tristeza em anúncio de Vida autêntica. É essa também a experiência de quem percorre um caminho rumo à PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO! Seguimos juntos nesta Quaresma ao encontro de Jesus Cristo.

 

8 DE MARÇO - Dia internacional da mulher
Desde 1975, em sinal de apreço pela luta então encetada, as Nações Unidas decidiram consagrar o 8 de Março como Dia Internacional da Mulher.

Se, nos nossos dias, perante a lei da maioria dos países, não existe qualquer diferença entre um homem e uma mulher, a prática demonstra que ainda persistem muitos preconceitos em relação ao papel da mulher na sociedade. Podemos eternizar este dia, esquecendo mentalidades preconcebidas, e recordando-nos com gratidão de tantas mulheres que transformaram a história da humanidade, com gestos simples, corajosos, inovadores e proféticos: Maria de Nazaré, Joana D’Arc, Cleópatra, Rainha Isabel de Portugal, Marie Curie, Madre Teresa de Calcutá, Eva Peron, Margaret Tatcher, etc...

 

19 DE Março – S. José (DIA DO PAI)

O Dia do Pai é comemorado em Portugal no dia 19 de Março. Conta uma lenda que o Dia do Pai surgiu há mais de 4 mil anos na antiga Babilónia, quando um jovem chamado Elmesu esculpiu em argila o primeiro cartão que desejava saúde, sorte e longa vida ao seu pai.

Mas este é tradicionalmente o DIA DE S. JOSÉ, aquele que foi o pai que Jesus teve na sua vida terrena. S. José foi um homem justo e humilde, trabalhador e fiel a Deus e a Maria, a mulher que amava. Foi generoso ao ponto de deixar de lado os seus planos e educar Jesus, Filho de Deus. Foi com ele que Jesus cresceu, aprendeu a ler, estudou a Escritura, aprendeu uma profissão. Quem melhor do que S. José para abençoar todos os lares, todos os pais do mundo? Pedimos a S. José que abençoe todos os que são pais, biológicos ou espirituais, que passaram e passam pela nossa Vida...

POEMA AO PAI < FLORBELA ESPANCA

 

Ter um Pai ! É ter na vida
Uma luz por entre escolhos ;
É ter dois olhos no mundo
Que vêem pelos nossos olhos !

Ter um Pai ! Um coração
Que apenas amor encerra,
É ver Deus, no mundo vil,
É ter os céus cá na terra !

Ter um Pai ! Nunca se perde
Aquela santa afeição,
Sempre a mesma, quer o filho
Seja um santo ou um ladrão;

Talvez maior, sendo infame
O filho que é desprezado
Pelo mundo ; pois um Pai
Perdoa ao mais desgraçado!

 

 

 

Ter um Pai ! Um santo orgulho
Pró coração que lhe quer
Um orgulho que não cabe
Num coração de mulher !

Embora ele seja imenso
Vogando pelo ideal,
O coração que me deste
Ó Pai bondoso é leal !

Ter um Pai ! Doce poema
Dum sonho bendito e santo
Nestas letras pequeninas,
Astros dum céu todo encanto !

Ter um Pai ! Os órfãozinhos
Não conhecem este amor!
Por mo fazer conhecer,
Bendito seja o Senhor!

 


1. A CIDADE DOS RESMUNGÕES

Era uma vez um lugar chamado Cidade dos Resmungões, onde todos resmungavam, resmungavam, resmungavam. No verão, resmungavam que estava muito quente. No inverno, que estava muito frio. Quando chovia, as crianças choramingavam porque não podiam sair. Quando fazia sol, reclamavam que não tinham o que fazer. Os vizinhos queixavam-se uns dos outros, os pais queixavam-se dos filhos, os irmãos das irmãs. Todos tinham um problema, e todos reclamavam que alguém deveria fazer alguma coisa.

Um dia chegou à cidade um vendedor ambulante que carregava um enorme cesto às costas. Ao perceber toda aquela inquietação e choradeira, pôs o cesto no chão e gritou:

- Ó cidadãos deste belo lugar! Os campos estão abarrotados de trigo, os pomares carregados de frutas. As cordilheiras são cobertas de florestas espessas e os vales banhados por rios profundos. Jamais vi um lugar abençoado por tamanha abundância. Porquê tanta insatisfação? Aproximem-se, e eu lhes mostrarei o caminho para a felicidade.

Ora, a camisa daquele homem estava rasgada e puída. Havia remendos nas calças e buracos nos sapatos. As pessoas riam ao pensar que alguém como ele pudesse mostrar-lhes como ser feliz. Mas enquanto riam, ele puxou uma corda comprida do cesto e esticou-a entre dois postes na praça da cidade. Então, segurando o cesto diante de si, gritou:

- Povo desta cidade! Aqueles que estiverem insatisfeitos escrevam os seus problemas num pedaço de papel e ponham dentro deste cesto. Trocarei os seus problemas por felicidade!

A multidão aglomerou-se ao seu redor. Ninguém hesitou diante da oportunidade de se livrar dos problemas. Todo o homem, mulher e criança da vila rabiscou a sua queixa num pedaço de papel e deitou-o no cesto.

Eles observaram o vendedor pegar cada problema e pendurá-lo na corda. Quando ele terminou, havia problemas a balouçar em cada polegada da corda, de um extremo ao outro. Então, ele disse:

- Agora cada um de vocês deve retirar desta linha mágica o menor problema que puder encontrar.

Todos correram para examinar os problemas. Procuraram, manusearam os pedaços de papel e ponderaram, cada qual tentando escolher o menor problema. Depois de algum tempo a corda estava vazia.

E eis que cada um segurava o mesmíssimo problema que tinha colocado no cesto. Para espanto, concluíram que cada pessoa tinha escolhido o seu próprio problema, julgando ser ele o menor da corda. Daí por diante, o povo daquela cidade deixou de resmungar o tempo todo. E sempre que alguém sentia o desejo de resmungar ou reclamar, pensava no vendedor ambulante e na sua corda mágica.

 

Reflexão /Oração:

Belíssima lição! Cada um de nós tem uma cruz para levar, pequena ou grande, provavelmente é aquela que nos ajudará também a crescer… quando pensarmos em queixar-nos da nossa cruz, talvez seja bom e deparar-nos os problemas e situações que tantas outras pessoas vivem. Talvez aí nos dê a vontade de os ajudar a carregar tão pesada cruz: Mas nesse momento acontece o grande milagre do amor, pois a solidariedade e o amor ao próximo são o grande mandamento do amor de Jesus. Pai Nosso…

 


2. LENDA CHEROKEE

“Você conhece a lenda do rito de passagem da juventude à idade adulta dos índios Cherokees? ”

 

O pai leva o filho para a floresta durante o final da tarde, venda-lhe os olhos e deixa-o sozinho. O filho senta-se sozinho no topo de uma montanha toda a noite e não pode remover a venda até os raios do sol brilharem no dia seguinte. Ele não pode gritar por socorro a ninguém.

Se ele passar a noite toda lá, será considerado um homem. Ele não pode contar a experiência aos outros meninos porque cada um deve tornar-se homem do seu próprio modo, enfrentando o medo do desconhecido.

O menino está naturalmente amedrontado. Ele pode ouvir toda espécie de barulho. Os animais selvagens podem, naturalmente, estar ao redor dele. Talvez alguns humanos possam feri-lo. Os insectos e cobras podem vir picá-lo. Ele pode estar com frio, fome e sede. O vento sopra a grama e a terra sacode os tocos, mas ele senta-se com grande auto-domínio, nunca removendo a venda. Segundo os Cherokees, este é o único modo dele se tornar um homem.

Finalmente... Após a noite horrível, o sol aparece e a venda é removida. Então, ele descobre o seu pai sentado na montanha perto dele. Ele tinha estado a noite inteira a proteger o seu filho do perigo.

Nós também nunca estamos sozinhos! Mesmo quando não percebemos, Deus está a olhar por nós, 'sentado ao nosso lado'.

 

Reflexão/Oração

Quando os problemas chegam, e fazemos o que está ao nosso alcance para resolvê-los, tudo o de mais temos a fazer é confiar que Deus está connosco e nos protege. Reconhecendo esta presença de Deus, só há que confiar e agradecer. Pai Nosso…

 


3. A CAVERNA MÁGICA

Era uma vez uma mulher que morava numa casinha modesta ao pé de uma montanha onde havia uma grande floresta. Tinha um filho a quem amava muito mas nunca estava satisfeita com a simplicidade da sua vida.

No solstício de verão, a mulher levou o filho para colher os morangos maravilhosos que havia na floresta. Subiram a montanha e chegaram a um lugar coberto dos morangos maiores, mais vermelhos e mais saborosos que já tinham visto. Colheram quantos puderam. Mas logo que a mulher encheu a cesta, viu abrir a porta de uma grande caverna diante dela. Enormes pilhas de ouro brilhavam no chão, e três mulheres vestidas de branco guardavam o tesouro.

- Entre, boa mulher - disseram as mulheres de branco - Leve quanto ouro puder de uma só vez.

A mulher entrou na caverna e, segurando o filho pela mão, pegou num punhado de moedas de ouro e pôs no avental. Mas o toque do ouro despertou uma enorme cobiça e, esquecendo o filho, agarrou em mais dois punhados de moedas e saiu a correr da caverna. No mesmo instante ouviu um estrondo atrás dela e uma voz trovejou:

- Mulher infeliz! Perdeu o seu filho até o próximo solstício de verão!

A porta da caverna fechou-se e a criança ficou presa lá dentro.

A pobre mulher torceu as mãos desesperada, chorou e implorou, mas não adiantou. Foi para casa sem o filho. Voltou todos os dias ao lugar, mas a porta nunca mais se abriu e ela não conseguiu mais encontrar a caverna.

No ano seguinte, no solstício de verão, ela acordou bem cedo e foi a correr ao lugar. Ao chegar encontrou a porta aberta. As pilhas de ouro brilhavam no chão e três mulheres guardavam o tesouro. Ao lado delas estava o menino com uma maçã vermelha na mão.

- Entre, boa mulher – convidaram as três mulheres - Leve quanto ouro puder pegar de uma só vez.

A mulher entrou na caverna e, sem sequer olhar para o ouro, agarrou no filho e tomou-o nos braços.

- Boa mulher - disseram as três virgens, - leve o menino para casa. Já o podemos devolver, pois agora o seu amor é maior que a cobiça.  A mulher voltou para casa com o menino e o amou mais que o ouro pelo resto da vida.

 

Reflexão

Esta mulher aprendeu a dar valor ao que realmente tinha valor na sua vida: o amor do seu filho! E por pouco arriscou-se a perdê-lo. Pois que não tenhamos de chegar a perder algo de essencial para nós, apenas por fazermos alguns disparates que logo nos arrependemos. E quando tal possa acontecer, que tenhamos a coragem de “correr atrás, de pedir perdão, de tentar reatar um laço quebrado. Porque sem paz dificilmente seremos felizes, e muito menos faremos outras pessoas verdadeiramente felizes.

 

Oração

Pedimos hoje a Jesus que nos ensine a viver a sua paz. Pai Nosso…

 


4. O COLECTOR DE RISOS: UMA HISTÓRIA PARA PAIS

Há muitos e muitos anos, viveu na Terra um homem que fazia rir. Entre tantos ofícios considerados úteis e produtivos, como o de ferreiro ou alfaiate, surgiu este homem que escolheu a estranha profissão.
Ninguém sabia o seu segredo. Seria a terna expressão do seu olhar, os gestos amplos como grandes abraços, as piruetas ou a roupa colorida? Suspeitava-se até que ele derramasse algum pó na água dos habitantes, ou que fosse mesmo uma espécie de mago. Mas quando ele aparecia numa casa ou praça, risos eram ouvidos.

As crianças aproximavam-se sempre. Os velhos amavam-no. Ninguém ficava indiferente. Era voz corrente que as pessoas que aprendiam a rir zangavam-se menos, queixavam-se menos, tinham mais amigos e as suas tarefas rendiam muito mais.

Quando este homem teve um filho, todos se perguntaram: "de que é que eles vão viver? Se, pelo menos, trabalhasse a sério..."

O certo é que ninguém levava mais a sério o seu trabalho do que ele. Com a sua esposa e filho, prosseguia sua jornada e nada lhes faltava. O seu filho foi crescendo e observava o seu pai. Foi aprendendo que o trigo vinha da terra, a água vinha da fonte. Mas, de onde vinham os risos? Os olhos do menino seguiam-no atentamente, querendo descobrir... Ao seguir os passos do pai, o menino encontrou a sua vocação: ia ser um colector de risos. Colheria risos nobres e populares, alemães, italianos e espanhóis. Afinal, viu que o riso é bom para quem ri e para quem faz rir, assim como o trigo ou a água. Semeado com bondade, brota espontaneamente e nutre a emoção. Um dia o rapaz confessou o seu sonho ao pai, que lhe disse:

- Como o camponês que conhece a sua terra, é preciso conhecer o coração das pessoas. Vou levar-te comigo e tu mesmo verás.

Tomando o filho pelas mãos, andaram por muitos lugares. Quanto mais conhecia os corações das pessoas, mais via quanto tinham sofrido e chorado e quanto precisavam urgentemente de uma boa palhaçada. Quanto mais conhecia os corações das pessoas, mais amava vê-las alegres. A alegria era o curativo das feridas da alma e o elixir renovador da esperança.

 

Reflexão / Oração

E assim aquele rapaz deu ao seu pai a maior das alegrias quando, já bem idoso, se sentava para ver o seu filho a colher risos e gargalhadas de ricos e pobres, nos teatros e descampados. O filho que segue os bons passos dos pais pode ir sempre mais longe, porque começou mais cedo e aprendeu, desde logo, o que os pais levaram anos a saber. Que saibamos olhar com grande ternura e reconhecimento toda a sabedoria dos nossos pais, da nossa família. E confiar estas pessoas a Deus, nosso Pai. Pai nosso…

 


5. A IMPORTÂNCIA DE SERES TU MESMO!

Certo dia, um Samurai, guerreiro muito orgulhoso, veio ver um Mestre Budista. Embora fosse muito famoso, ao olhar o Mestre, a sua beleza e o encanto daquele momento, o samurai sentiu-se repentinamente inferior.

Ele então perguntou ao Mestre:

- "Porque estou a sentir-me inferior? Apenas há um momento atrás, tudo estava bem. Quando aqui entrei, subitamente senti-me inferior e nunca me sentira assim antes. Encarei a morte muitas vezes, mas nunca experimentei medo algum. Porque estou a sentir-me assustado agora?"

O Mestre respondeu:

- "Espera. Quando todos tiverem partido, responderei."

Durante todo o dia, pessoas chegavam para ver o Mestre, e o samurai estava a ficar cada vez mais cansado de esperar. Ao anoitecer, quando o quarto estava vazio, o samurai perguntou novamente:

- "Agora podes responder-me por que me sinto inferior?"

O Mestre levou-o para fora. Estava uma noite de lua cheia e a lua estava justamente a surgir no horizonte. Ele disse:

- "Olha para estas duas árvores: a árvore alta e a árvore pequena ao seu lado. Ambas estiveram juntas ao lado da minha janela durante anos e nunca houve problema algum. A árvore menor nunca disse à maior: "Porque que me sinto inferior diante de ti? " Esta árvore é pequena e aquela é grande e nunca ouvi sussurro algum sobre isso."

O samurai então argumentou:

- "Isto é assim porque elas não se podem comparar."

E o Mestre replicou: Então não precisas de me perguntar. Tu sabes a resposta. Quando não te comparas, toda a inferioridade e superioridade desaparecem. Tu és o que és, e ninguém é como tu. Um pequeno arbusto ou uma grande e alta árvore, não importa, tu és quem és.

Uma folhinha da relva é tão necessária quanto a maior das estrelas. O canto de um pássaro é tão necessário quanto qualquer Mestre, pois o mundo será menos rico se este canto desaparecer. Na Natureza, o tamanho não é diferença. Tudo é expressão igual de vida! Pense nisto e agradeça o quanto de bom você é.

 

Reflexão

O que faltava àquele guerreiro? A humildade em aceita-se, porque estava a comparar-se com o Mestre mas com olhos de inveja. Pode acontecer connosco, quando andamos só a olhar para as qualidades dos outros sem nada fazer para construir as nossas qualidades e a nossa vida! Aí está a diferença, porque quando nos empenhamos no nosso crescimento damos muito valor aos desafios ultrapassados e às conquistas que obtivemos por nosso mérito. Que saibamos ter a coragem de sermos quem somos a darmos o melhor de nós.

 

Oração

Jesus, meu amigo, acompanha-me neste dia e ajuda-me a tomar as melhores opções, para que eu cresça em estatura, em inteligência e em bondade e faça feliz quem comigo se encontrar. Amén.

 


6. AS DUAS BOLSAS

Um dia, Júpiter convocou os animais para comparecerem diante dele, a fim de que, comparando-se uns com os outros, cada animal reconhecesse o próprio defeito ou a própria limitação. Assim, Júpiter poderia corrigir as imperfeições. E os animais, um a um, elogiavam-se a si próprios, gabavam-se de suas qualidades e só relatavam os defeitos dos outros. O macaco, ao ser questionado se estava feliz com o seu aspecto, respondeu:

- Mas claro que sim! Cabeça, tronco e membros, tenho-os perfeitos. Em mim, praticamente, não há defeitos. É pena que nem todo mundo seja assim... como os ursos, por exemplo, que deselegantes!

 

O urso veio em seguida, mas não se queixou do seu aspecto físico, até se gabou do seu porte. Fez críticas aos elefantes: orelhas demasiadamente grandes; caudas insignificantes. Animais grandalhões, sem graça e sem beleza.

Já o elefante pensava o oposto e acha-se encantador; porém, a natureza exagerou, para o seu gosto, quanto à gordura da baleia.

A formiga, ao falar da larva, franziu o rosto e exclamou dom desdém:

- Que pequenez mais triste e ridícula!

 

Reflexão

Assim são os homens. É como se lhes tivessem colocado duas bolsas: no peito, a bolsa com os males alheios, e nas costas, a bolsa com os próprios males. De tal modo que são cegos quanto aos próprios defeitos, mas vêem com nitidez os defeitos dos outros. (La Fontaine)

 

Oração

Jesus, ajuda-nos a humildade de coração que nos ilumine a consciência e nos ajude a entender que é mais fácil mudar um defeito nosso e isso ser exemplo para os demais, do que estar sempre a criticar negativamente os outros e ter uma mentalidade “quadrada” e sem horizontes. E ajuda-nos a compreender e aceitar os outros tal como nós queremos ser compreendidos e amados. Pai Nosso…

 


7. A REBELIÃO CONTRA O ESTÔMAGO

Uma vez um homem que sonhou que as suas mãos, pés, boca e cérebro começaram todos a rebelar-se contra o estômago.

- Sua lesma imprestável! - disseram as mãos - Nós trabalhamos o dia inteiro, a serrar, martelar, levantar e carregar. De noite estamos cobertas de bolhas e arranhões e ficamos cheias de sujeira. Enquanto isso, você só fica aí sentado, a encher-se de comida!

- Nós concordamos! - gritaram os pés - Pense só como nos desgastamos, andando para lá e para cá o dia inteiro. E você fica cada vez mais pesado para a gente o carregar.

- Isso mesmo! - choramingou a boca - De onde você pensa que vem toda a comida que você tanto ama? Eu é que tenho que mastigar tudo; e logo que termino, você suga tudo aí para baixo, só para si. Acha que isso é justo?

- E eu? - gritou o cérebro - Você acha que é fácil ficar aqui em cima, tendo que pensar de onde vai chegar a sua próxima refeição? E ainda por cima, não ganho nada pelas minhas dores todas.

Uma por uma, as partes do corpo aderiram às reclamações contra o estômago, que não disse coisa alguma.

- Tenho uma ideia - o cérebro finalmente anunciou. - Vamos todos rebelar-nos contra essa barriga preguiçosa e parar de trabalhar para ela.

- Soberba ideia! - todos os outros membros e órgãos concordam - Vamos ensinar-lhe como nós somos importantes. Assim, talvez também acabe por fazer algum trabalho.

E todos pararam de trabalhar. As mãos se recusaram a levantar ou carregar coisas. Os pés se recusaram a andar. A boca prometeu não mastigar nem engolir nem um bocadinho. E o cérebro jurou que não teria mais nenhuma ideia brilhante. No começo, o estômago roncou um pouco, como sempre fazia quando estava com fome. Mas depois ficou quieto.

Nesse ponto, para surpresa do homem que sonhava, ele descobriu que não conseguia andar. Não conseguia segurar nada nas mãos. Não conseguia nem abrir a boca. E de repente, começou a sentir-se bastante doente.

O sonho pareceu durar vários dias. A cada dia que passava, o homem sentia-se cada vez pior.

- É melhor que essa rebelião não dure muito - pensou ele - senão vou morrer.

Enquanto isso, mãos, pés, boca e cérebro ficavam cada vez mais fracos. No início, agitavam-se só um pouquinho, para rir do estômago de vez em quando; mas, pouco depois, não tinham sequer energia para isso.

Por fim, o homem ouviu uma vozinha fraca vinda da direcção dos pés.

- Pode ser que estivéssemos enganados - eles diziam. - Talvez o estômago estivesse a trabalhar o tempo todo, ao jeito dele.

- Estava pensando a mesma coisa - murmurou o cérebro. - É verdade que ele fica a mastigar a comida toda. Mas parece que ele manda a maior parte da energia de novo para nós.

- Devemos admitir nosso erro - disse a boca. - O estômago tem tanto trabalho a fazer quanto as mãos, os pés, o cérebro e os dentes.

- Então, vamos todos voltar ao trabalho - gritaram juntos. E, nisso, o homem acordou.

Para seu alívio, descobriu que os pés estavam novamente a andar. As mãos seguravam, a boca mastigava e o cérebro agora conseguia pensar com clareza. Começou a sentir-se muito melhor.

- Bem, eis aí uma lição para mim - pensou ele, enquanto enchia o estômago de café e pão com manteiga, de manhã. - Ou funcionamos todos juntos, ou nada funciona mesmo.

 

Reflexão/Oração

Pois é! Basta pensar mesmo no mecanismo do nosso corpo para perceber o quanto podemos perder quando praticamos alguma discriminação. De facto ficamos mais frágeis, deixamos de ter uma “cor” importante no arco-íris do nosso grupo de amigos, de turma, de escola, de família, etc. Não podemos nem temos de ser todos iguais a este ou àquele. A diversidade é uma riqueza e um desafio. Temos o exemplo de Jesus que no seu tempo era reconhecido pelos mestres judaicos mas também ousou, para escândalo de muitos, conviver com pessoas colocadas à margem da sociedade, mal vistas ou até rotuladas de impuras por alguma doença que tinham. Eis uma opção radical e um sinal de um coração nobre e generoso: saber estar e conviver com toda a gente. Pode parecer difícil, mas nesse caso é importante pedir a Jesus que derrube os obstáculos de preconceitos que trazemos no nosso interior. Deus é de facto Pai de todos e não só de alguns. Pai Nosso…

 


8- HISTÓRIA DE UMA PONTE

Quando chegou aquele homem pequeno, de olhos brilhantes e um rosto que tinha algo de palhaço, eu tinha apenas 17 anos e vivia do outro lado do rio. Na primavera e no início do verão, a água descia das montanhas e corria, formando remoinhos e arrastando troncos. Aquele homem construiu a sua cabana perto do riacho.

Durante a primeira semana ninguém o via. Depois fiquei a saber que trabalhava na serralharia dos irmãos Gomes. Durante um mês passou os seus fins-de-semana a olhar as águas, o bosque e o povoado. Olhava os outros com um olhar profundo e calmo.

No segundo mês começou a cortar árvores grandes. Foi num fim-de-semana que apareceu em nossa cabana e pediu que lhe emprestássemos uma junta de bois. - Quero arrastar os troncos, disse. O meu tio, por curiosidade, foi olhar e viu que arrastava os troncos para perto do riacho.

- Vi-o cavar um buraco e enterrar um enorme tronco. Em seguida arrastou pedras para firmá-lo. Meu tio observou-o durante todo o dia e depois disse: - Está louco! Quer fazer uma ponte... Naquela noite sonhei com uma linda ponte de madeira que fazia um barulho como um tambor quando se andava sobre ela.

No Domingo de manhã, saltei da cama e corri encosta abaixo. Sem dizer uma palavra, comecei a arrastar pedras. Ao entardecer o homem disse: - Vai ser lindo quando pudermos passar sobre o rio! No outro fim-de-semana juntaram-se a nós dois homens e uma mulher que viviam na ribanceira da frente. Durante a jornada houve conversa e se contaram histórias. Então dei-me conta que "os da frente" não eram tão maus como diziam os vizinhos.

No final da jornada o homem disse:

- No Sábado que vem trabalharemos na outra margem do rio.

Desta vez fomos 15 pessoas, em ambos os lados do rio. No terceiro mês éramos quarenta. Houve, então, um problema sério do nosso lado. Uns goles de pinga a mais provocaram uma discussão entre Manuel, o carpinteiro, e João, o ferreiro. Ambos queriam ser o "chefe da construção". Naquela mesma noite o volume de águas cresceu e arrastou consigo os nossos troncos e empurrou enormes pedras como se fossem cascalhos.

No seguinte fim-de-semana éramos apenas sete, a limpar a costa para começar tudo de novo. Cinco meses depois, finalmente, colocávamos as protecções dos lados.

- Coloquemos umas boas protecções para que as crianças possam correr pela ponte, sem perigo – disse-nos o homem.

Éramos oitenta a trabalhar na construção das protecções. Pela tarde, oitenta e um; foi quando chegou o meu tio, o último a incorporar-se. Naquela noite, mortos de cansaço, fomos todos ver a nossa ponte e sentamo-nos ao redor de uma grande fogueira. Então demo-nos conta que amávamos a ponte, o rio e que gostávamos de estar juntos. Esta união, não nos abandonaria nas iniciativas que haveríamos de tomar depois.

Olhávamo-nos com estima e percebíamos que em cada um de nós existia um secreto desejo de recuperar o tempo perdido, quando nem sequer nos olhávamos. E isto tudo, devíamo-lo àquele homem pequeno, de olhos brilhantes e semblante de palhaço.

 

Reflexão/Oração

A tarefa de começar ou recomeçar uma “construção” (um projecto, um ano lectivo, uma turma, um empenho na sociedade) é uma experiência que nos torna pessoalmente mais fortes, mas também mais unidos em vista de um objectivo. Podem surgir dificuldades, desafios acrescidos, incompreensões e falhas, mas tudo isso pode ajudar-nos a tornarmo-nos mais unidos no essencial e a não dar tanta importância a aspectos marginais. Que Jesus nos ajude a cuidar esta grandeza de coração como Ele a viveu em primeira pessoa. Ele era o Filho de Deus e nem a sua vida poupou por amor à humanidade.

Pai Nosso…

 


9 - AS TRÊS RESPOSTAS

Um dia um imperador decidiu que se ele soubesse as respostas de três questões, ele sempre saberia o que fazer, não importasse o quê. Então, mandou anunciar em todo o seu reino que se alguém pudesse responder às suas três questões, ele daria uma grande recompensa.

Estas são as três questões:

  • Quando é o melhor tempo para se fazer alguma coisa?

  • Quem é a pessoa mais importante?

  • Qual é o objectivo mais importante?

 

O imperador recebeu muitas respostas, mas nenhuma o satisfez. Finalmente decidiu viajar para uma montanha, para visitar um eremita que lá vivia no topo. Talvez ele soubesse as respostas.

Quando lá chegou, fez-lhe as três perguntas. O eremita, que estava a jardinar, ouviu atentamente mas retornou ao seu trabalho sem dizer uma palavra. Como o eremita continuava a jardinar, o imperador percebeu o quanto ele estava cansado.

-“Assim - disse ele – dê-me a enxada. Eu vou jardinar e você pode descansar um pouco.

Depois algumas horas, o imperador estava cansado. Pôs a enxada de lado e disse: "se você não pode responder às minhas questões, tudo bem. Basta dizer-me que eu vou embora."

De repente o eremita pergunta: "Você ouviu alguém a correr?", apontando para as árvores. E, então, aparece um homem a cambalear entre as árvores. Quando o eremita e o imperador se aproximaram dele, desmaiou. Abrindo a sua camisa viram que ele tinha um corte profundo. O imperador limpou a ferida, usando sua própria camisa para "estancar" o sangue. Quando recuperou a consciência o homem pediu água. O imperador correu até o riacho e trouxe-lhe água… O homem bebeu e adormeceu.

O eremita e o imperador carregaram-no para a cabana e deitaram-no na cama do eremita. O imperador, que estava cansado, também adormeceu.

Na manhã seguinte, quando o imperador acordou, viu o homem ferido em pé na sua frente murmurando:

-Perdoe-me!

- Perdoá-lo? - Perguntou o imperador, sentando-se imediatamente. O que você fez que necessita o meu perdão?

- Vossa Majestade não me conhece, mas eu tenho-o considerado como o meu pior inimigo. Durante a última guerra, V.M. matou o meu irmão e roubou as minhas terras. Então, jurei vingança dizendo que iria matá-lo. E, de facto, ontem eu estava a armar-lhe uma cilada para matá-lo. Esperei muito tempo, mas, por alguma razão, V.M. não regressou a casa. Quando eu deixei o meu esconderijo para procurá-lo, os seus guardas encontraram-me e reconheceram-me, atacaram-me violentamente.

Eu sangrei muito, se V.M. não tivesse me ajudado eu certamente teria morrido... V.M. salvou-me a vida. Eu estou envergonhado e muito agradecido. Por favor me perdoe.

O imperador estava atónito. Ele disse: eu fico grato pelo seu ódio ter acabado. Desculpe-me também, pela dor que lhe tenho causado. A guerra é terrível… procurarei devolver-lhe as terras. Vamos ser amigos de agora em diante.

Depois de orientar seus guardas para levar o homem para casa, o imperador dirigiu-se ao eremita dizendo: Eu devo ir agora. Vou viajar à procura das respostas para as minhas três questões. Espero um dia encontrá-las. Adeus.

O eremita riu-se e disse: Mas as suas questões já foram respondidas, Majestade!

- O que é que você está a dizer? - Exclamou surpreso o imperador.

- Se você não tivesse me ajudado no meu jardim, atrasando o seu retorno, você teria sido atacado no caminho para casa. Entretanto, o tempo mais importante para si foi o tempo em que você me ajudou. A pessoa mais importante fui eu, a pessoa com quem você estava, e o objectivo mais importante era simplesmente ajudar-me.

Quando o homem ferido chegou, o tempo mais importante foi o tempo que você lhe deu, cuidando da sua ferida; de outro modo ele teria morrido e você teria perdido para sempre a oportunidade de o perdoar e fazer um nova amizade. Naquele momento ele era a pessoa mais importante e o objectivo mais importante era tratar a sua ferida. O imperador curvou-se em gratidão para o velho eremita e foi em paz.

 

Reflexão/Oração

O momento presente é o único momento, disse o eremita. A pessoa mais importante é sempre a pessoa com quem estás. O objectivo mais importante é fazer feliz a pessoa que está ao teu lado. O que podia ser mais simples ou mais importante? Procura ter isto presente no dia de hoje, Jesus está na pessoa do teu próximo!

Que Ele nos ajude a construir a paz à nossa volta, dando e acolhendo perdão e esperança. Pai Nosso…

 


10 - O HOMEM QUE QUEBRAVA PEDRAS

Era uma vez um simples quebrador de pedras que estava insatisfeito consigo mesmo e com sua posição na vida. Um dia passou em frente a uma rica casa de um comerciante. Através do portão aberto, viu muitos objectos valiosos e importantes figuras que frequentavam a mansão.

"Como é poderoso este comerciante!" pensou o quebrador de pedras. Ele ficou cheio de inveja e desejou ser como o comerciante. Para sua grande surpresa, repentinamente tornou-se o comerciante, usufruindo mais luxos e poder do que ele jamais tinha imaginado, embora fosse invejado e detestado por todas as pessoas menos poderosas e ricas do que ele. Um dia, um alto oficial do governo passou à sua frente na rua, vestido com uma túnica de seda, acompanhado por servos e escoltado por soldados, que batiam gongos para afastar a plebe. Todos, não importa se pobres ou ricos, tinham que se curvar à sua passagem.

"Como é poderoso este oficial!" ele pensou. "Gostaria de poder ser um alto oficial!"

Então, de novo, ele tornou-se no alto oficial, com uma sumptuosa túnica de seda. Para qualquer lugar que fosse, era temido e odiado pelas pessoas à sua volta. Era um dia de verão quente, e o oficial sentiu-se muito desconfortável sob o ardente Sol. Este fulgia orgulhoso no céu, indiferente pela sua reles presença abaixo.

"Quanto poderoso é o Sol!" ele pensou. "Gostaria de ser o Sol!"

Então ele tornou-se o Sol. Brilhando ferozmente, lançando os seus raios para a terra sobre tudo e todos, amaldiçoado pelos agricultores e trabalhadores. Mas um dia, uma gigantesca nuvem negra ficou entre ele e a terra, e seu calor não mais pôde alcançar o chão e tudo sobre ele.

"Como é poderosa a nuvem de tempestade!" ele pensou "Gostaria de ser uma nuvem!"

Então ele tornou-se a nuvem, inundando com chuva campos e vilas, causando temor a todos. Mas repentinamente ele percebeu que estava a ser empurrado para longe com uma força descomunal, e soube que era o vento que fazia isso.

" Como é poderoso o Vento!" ele pensou. "Gostaria de ser o vento!"

Então, tornou-se o vento de furacão, soprando sobre as telhas dos telhados das casas, desenraizando árvores, temido e odiado por todas as criaturas na terra. Mas em determinado momento ele encontrou algo que ele não foi capaz de mover nem um milímetro, não importasse o quanto ele soprasse à sua volta, lançando-lhe rajadas de ar. Ele viu que o objecto era uma grande e alta rocha.

"Como é poderosa a rocha!" ele pensou. "Gostaria de ser uma rocha!"

Então ele tornou-se a rocha. Mais poderoso do que qualquer outra coisa na terra, eterno, inamovível. Mas enquanto ele estava lá, orgulhoso pela sua força, ouviu o som de um martelo a bate num cinzel sobre uma dura superfície, e sentiu-se a ser despedaçado.

"O que poderia ser mais poderoso do que uma rocha??" pensou surpreendido.

Então, olhou para baixo e viu a figura de um quebrador de pedras.

 

Reflexão/Oração

Qual era a razão da infelicidade deste homem “quebrador de pedras”?

A de não saber reconhecer o seu próprio valor e andar sempre à procura do que vê nos outros. Acontece por vezes também connosco: olhamos para algumas pessoas e achamos que seria muito melhor ter o dinheiro que elas têm, o reconhecimento social, a família que têm, os dons e talentos que possuem, etc… nem nos damos conta que cada um de nós é único e tem uma cor original a dar ao mundo. Que Jesus nos ajude a sermos mais humildes e a procurar descobrir os talentos maiores e mais autênticos que Ele nos concedeu. Só assim descobriremos a nossa felicidade…

 

Neste Pai Nosso meditemos que pedimos a Deus que nos ajude a escutá-lo e a fazer a sua vontade, e a sua vontade certamente é a nossa felicidade. Pai Nosso…

 


11 - A MALA DE VIAGEM

Conta-se uma fábula sobre um homem que caminhava vacilante pela estrada, levando uma pedra numa mão e um tijolo na outra. Nas costas carregava um saco de terra; em volta do peito trazia vinhas penduradas. Sobre a cabeça equilibrava uma abóbora pesada.

Pelo caminho encontrou um transeunte que lhe perguntou:

- Cansado viajante, por que carrega essa pedra tão grande?

-É estranho - respondeu o viajante, - mas eu nunca tinha realmente notado que a carregava. Então, ele deitou a pedra fora e sentiu-se muito melhor.

De seguida veio outro transeunte que lhe perguntou:

-Diga-me, cansado viajante, por que carrega essa abóbora tão pesada?

- Estou contente que me tenha feito essa pergunta - disse o viajante - porque eu não tinha percebido o que estava a fazer-me a mim mesmo. Então, ele lançou a abóbora fora e continuou o seu caminho com passos muito mais leves.

Um por um, os transeuntes foram-no avisando a respeito das suas cargas desnecessárias, e ele foi-as abandonando, uma a uma. Por fim, tornou-se um homem livre e caminhou como tal.

 

Reflexão

Qual era na verdade o problema dele? A pedra e a abóbora? Não. Era a falta de consciência da existência delas. Uma vez que as viu como cargas desnecessárias, livrou-se delas bem depressa e já não se sentia mais tão cansado. Esse é o problema de muitas pessoas. Elas levam cargas sem perceber e não é de se estranhar que estejam tão cansadas! O que são algumas dessas cargas que pesam na mente de um homem e que lhe roubam a sua força interior?

a. Pensamentos negativos.
b. Culpar e acusar outras pessoas.
c. Permitir que impressões negativas fiquem a pairar na mente e no coração.
d. Carregar uma falsa carga de culpa por coisas que não podiam ter sido evitadas.
e. Olhar para si mesmo como vítima de tudo e de todos.
f. Acreditar que não existe saída.

 

Oração

Este tipo de cargas fecha-nos muito à porta da esperança, à luz da alegria, ao calor da ajuda e da solidariedade. Vamos pedir a Jesus que nos ajude a carregar, não os pesos que nos atiram para baixo, mas o peso da sua Cruz, que Ele também levou adiante e que carrega com a doçura do amor.

Vamos meditar num breve momento esta oração: Jesus Cristo, Filho de Deus vivo, tende piedade de nós!

 


12 - ABC DA VIDA

Para atingir os teus sonhos, conta com a presença e o amor de Deus e lembra-te: a tua vida é um caminho no qual percorres acompanhado. Há um itinerário que pode ter sinais, ordenados tal como num abecedário:

Abre os olhos para ver as coisas como realmente são.
Basta apenas acreditar em ti mesmo.
Considera as coisas por vários ângulos.
Desistir é palavra que deve ser riscada do vocabulário.
Entende-te a ti mesmo para entenderes melhor os teus semelhantes.
Família e amigos são tesouros escondidos. Procura encontrá-los e desfrutar das suas riquezas.
Ganha quem faz e dá, mais do que aquele que planeou.
Hoje aproveita a vida. O ontem já passou e o amanhã pode nunca chegar.
Ignora aqueles que tentam desencorajar-te.
Já chegou a hora de agir. Faz agora. Age!!!
Lê, estuda e aprende sobre tudo o que é importante na tua vida.
Mais do que tudo, que queiras os teus sonhos.
Nunca mintas, trapaceies ou roubes enquanto persegues uma boa meta. 
Obtém mais paz e harmonia evitando fontes, pessoas, lugares, coisas e hábitos negativos.
Prática leva à perfeição.
Quem desiste nunca vence e os vencedores nunca desistem.
Revisita, avalia e define os teus objectivos e vai em direcção a eles.
Sonhos são a matéria-prima de qualquer realização. Apegue-se a eles.
Tome e assuma o controlo de seu próprio destino.
Uma boa atitude positiva deve ser preservada sempre.
Visualiza o que tu queres.
Xis: o "x" da questão é: és uma criação única de Deus, nada nem ninguém pode substituir-te.
Zela por tua auto-estima. Ama-te mais.

E antes de mais, a caminho de celebrar a Páscoa de Jesus recorda o grande segredo que Ele nos deixou: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos amigos. Amai-vos uns aos outros como EU vos amei”.

 

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