22 – DIA MUNDIAL DA TERRA
O que é
que podes fazer para mudar o Mundo?
Começa por
mudar a ti mesmo. Ninguém muda o mundo se não consegue
mudar-se a si mesmo...
Cuida da
saúde do Planeta. Não desperdices água, não deites lixo nos
lugares errados, não maltrates os animais nem estragues as
árvores.
Aprende a
ser responsável nas tuas escolhas. Mais cedo ou mais tarde
serás TU o responsável pelas tuas decisões; começa desde já
a aprender a decidir e a assumir as tuas opções: não culpes
os outros pelos teus problemas, não sejas oportunista, nem
vingativo. Quem tem um pouquinho de bom senso percebe que
podemos viver em harmonia, respeitando os direitos e deveres
de todos...
Acredita
num mundo melhor, no qual as palavras Coragem, Honestidade,
Sinceridade, Fé, Esperança são virtudes gratuitas que
dependem do teu esforço e compromisso. Não esperes
recompensas por essas virtudes, é sinal de grandeza saber
“fazer o bem porque é bem e não por interesse”.
Procura
ser Humilde, fazer o Bem, e a valorizar o trabalho. Não
tenhas medo de errar, pois é com humildade que se aprende,
vai valorizando o esforço que fazes para alcançar os teus
objectivos ...
Procura
sempre a Verdade e uma visão realista e positiva diante dos
obstáculos; enfrenta-os como desafios.
Defende a
liberdade para todos, integra-te na luta pacífica pela
Justiça, pela Paz e Amor. Não feches os olhos a quem precisa
da tua presença amiga. Faz-te próximo e descobrirás que o
amor não é emoção mas gestos, palavras e aceitação dos
outros. Se viveres este dia assim, e amanhã, e depois de
amanhã, vais aprendendo a ser FELIZ.
23 – DIA INTERNACIONAL DO
ESCUTEIRO

No dia 22
de Fevereiro de 1857 nascia em Londres, o menino Robert
Stephenson Smith Baden Powell, sexto filho de um professor
em Oxford. Mais tarde seria conhecido no mundo inteiro como
o Fundador do Escutismo.
O seu pai
veio a falecer quando Robert tinha apenas 3 anos de idade,
deixando a sua mãe e os seus sete filhos. Robert fez os seus
estudos na escola pública de Charterhouse, em Londres, onde
era muito popular e querido por todos, colegas e
professores. Nas férias ele aproveitava sempre para acampar
com os seus irmãos mais velhos. Desde a sua infância era
grande o seu amor pela aventura e pela natureza.
Em 1876,
quando terminou os estudos secundários, Baden Powell
ingressou no exército. Como oficial de carreira viajou
muito, conhecendo grande parte do mundo. Durante as viagens,
conheceu tribos de guerreiros da África, os cowboys
Americanos e conviveu com os índios da América e do Canadá.
Pelas suas grandes habilidades lhe chamavam de "Impisa" que
significava "lobo que nunca dorme".
Durante a
Guerra do Transval, em 1899, Baden Powell treinou todos os
homens válidos da cidade para serem combatentes e para os
serviços auxiliares; primeiros socorros, comunicação,
cozinha, etc. Organizou um corpo de cadetes com adolescentes
na cidade. A maneira como os jovens desempenharam as suas
tarefas, o seu exemplo de educação, lealdade, coragem e
responsabilidade, causaram grande impressão em B.P. e anos
mais tarde aquele acontecimento teria grande influência na
criação do Escutismo.
Em
1907 foi com um grupo de 20 rapazes para a Ilha de Brownsea,
para realizar o primeiro acampamento escuteiro. No ano
seguinte escreveu em seis fascículos quinzenais o seu
manual: o "Escutismo para Rapazes". Assim, em 1910 B.P.
compreendeu que o Escutismo seria a obra a que dedicaria a
sua vida, afastando-se do exército e dedicando-se apenas ao
Movimento Escuteiro.
Uma das
suas frases célebres foi:
"Se queremos que os nossos jovens sejam
felizes na vida, devemos fazer com que eles assimilem o
costume de praticar o bem ao próximo, além de ensinar-lhes a
apreciar as coisas da natureza."
25 – DIA DA LIBERDADE
Naturalmente que já ouviste falar no 25 de Abril de 1974,
mas provavelmente não conheces as coisas como os teus pais
ou os teus avós que viveram nesta época. Sabias que o golpe
de estado do 25 de Abril de 1974 ficou conhecido para sempre
como a "Revolução dos Cravos"? Antes de mais, diz-se que foi
uma revolução porque a política do nosso País se alterou
completamente. Mas como não houve a violência habitual das
revoluções (manchada de sangue inocente), o povo ofereceu
flores (cravos) aos militares que os puseram nos canos das
armas. Em vez de balas, havia flores por todo o lado,
significando o renascer da vida e a mudança!
O povo
português fez este golpe de estado porque não estava
contente com o governo de Marcelo Caetano, que seguiu a
política de Salazar (o Estado Novo), que era uma ditadura.
Esta forma de governo sem liberdade durou cerca de 48 anos!
Enquanto os outros países da Europa avançavam e progrediam
em democracia, o regime português mantinha o nosso país
atrasado e fechado a novas ideias. Durante aquele regime a
escola só era obrigatória até à 4ª classe. Ao contrário da
mentalidade actual, era muito complicado que os jovens
continuassem a estudar depois disso. Os que conseguiram
prosseguir os estudos queriam que todos pudessem aceder
igualmente ao ensino, liberdade de expressão e o fim da
Guerra Colonial, que consideravam inútil. Todos os homens
eram obrigados a ir à tropa e a censura, conhecida como
"lápis azul", é que escolhia o que as pessoas liam, viam e
ouviam nos jornais, na rádio e na televisão. Mesmo os que se
mostravam descontentes, mas não podiam dizê-lo abertamente e
as manifestações dos estudantes deram muitas preocupações ao
governo. Depois de um golpe falhado a 16 de Março de 1974, o
Movimento das Forças Armadas decidiu avançar. Lideradas pelo
capitão Salgueiro Maia, as tropas cercaram e tomaram o
quartel do Carmo, onde se refugiara Marcelo Caetano.
Rapidamente, o golpe de estado militar foi bem recebido pela
população portuguesa, que veio para as ruas sem medo.
Sabias que
para os militares saberem quando avançar foram lançadas duas
"senhas" na rádio? A primeira foi a música "E Depois do
Adeus", de Paulo de Carvalho, a segunda foi "Grândola, Vila
Morena", de Zeca Afonso, que ficou ligada para sempre ao 25
de Abril. Depois de afastados todos os responsáveis pela
ditadura em Portugal, o MFA libertou os presos políticos e
acabou com a censura sobre a Imprensa. E assim começou um
novo período da nossa História, onde temos liberdade, as
crianças todas podem ir à escola e o País juntou-se ao resto
da Europa. Mas ainda há muito, muito caminho a percorrer...
29 – DIA MUNDIAL DA DANÇA

A
comemoração do dia mundial da dança foi introduzida em 1982
pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO. A data
comemora o nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810),
o criador do ballet moderno.
Entre os
objectivos do Dia da Dança estão a valorização da dança
entre o público geral, assim como o incentivar os governos
de todo o mundo para darem um estatuto próprio para a dança
em todos sistemas de educação, desde o ensino infantil ao
superior.
Enquanto a
dança tem sido uma parte integral da cultura humana através
da história, não é prioridade oficial no mundo. Em
particular, o professor Alkis Raftis, então presidente do
Conselho Internacional de Dança, disse num discurso em 2003
que "em mais da metade dos países no mundo, a dança não
aparece em textos da legislação, o que significa que não há
fundos no orçamento do Estado para o apoio a este tipo de
arte.
Que
grandes nomes da dança em Portugal conheces? São muitos os
artistas portugueses que, pelas mais diversas razões, têm
dignificado a dança em Portugal e no estrangeiro. Entre eles
contam-se Águeda Sena e Bernardete Pessanha - bailarinas
pertencentes a uma geração pioneira da dança portuguesa -
Graça Bessa e António Rodrigues, fundadores da Academia da
Dança de Setúbal e da Companhia de Dança Contemporânea,
Isabel Queiroz (bailarina principal do Ballet Gulbenkian, a
título póstumo), Lídia Martinez, bailarina que fez toda a
sua carreira em França, Olga Roriz, bailarina-coreógrafa
directora da sua própria companhia, Benvindo Fonseca,
ex-bailarino principal do Ballet Gulbenkian e coreógrafo,
Sílvia Nevjisnky, antiga bailarina das companhias de Paul
Taylor e Lar Lubovitch, Paulo Manso de Sousa, bailarino e
coreógrafo que fez carreira em diversas companhias
norte-americanas e Cristina Maciel, antiga bailarina
principal da Companhia Nacional de Bailado, entre outros.
O seu
trabalho, nem sempre é devidamente reconhecido ou
suficientemente valorizado. Quantas vezes em condições
adversas, todos carregaram a tocha do "fogo sagrado"
ultrapassando dificuldades, designadamente físicas e
económicas, mostrando perseverança e um forte amor pela sua
arte.
Todos eles
trilharam caminhos com obstáculos demonstrando coragem
perante as adversidades e, acima de tudo, uma especial
integridade no seu trabalho. Aquela de que se fazem os
verdadeiros artistas.
HISTÓRIAS PARA
REFLEXÃO E ORAÇÃO
A FLOR
O local
estava deserto quando me sentei para ler, sob os longos
ramos de um velho carvalho. Desiludido da vida, e com boas
razões para chorar, tinha a impressão que o mundo estava a
afundar-me. E se não fosse razão suficiente para me arruinar
o dia, aproximou-se um garoto a espalhar o intenso odor de
suor, cansado de brincar. Parou à minha frente, cabeça
pendente, e disse cheio de alegria:
- Veja o
que encontrei!
Na sua mão
estava uma flor. E que visão lamentável! Estava murcha com
muitas pétalas caídas...
Querendo
ver-me livre do garoto com a sua flor, fingi um pálido
sorriso e virei-me. Mas em vez de recuar, ele sentou-se ao
meu lado, levou a flor ao nariz e declarou com estranha
surpresa:
- O cheiro
é óptimo, e é bonita também... Por isso é que peguei nela.
Tome, é sua!
A flor
estava morta ou morrendo. Nada de cores vibrantes como o
laranja, amarelo ou vermelho, mas eu sabia que tinha que a
agarrar, ou ele jamais sairia dali. Então estendi a mão para
receber a flor e respondi:
- Era
mesmo o que eu precisava...
O rapaz,
contudo, em vez de colocá-la na minha mão, segurou-a no ar
sem qualquer razão. Nesse momento percebi, pela primeira
vez, que o garoto era cego, e que não podia ver o que tinha
nas mãos. O meu coração estremeceu e dei por mim a sentir-me
o mais inútil dos homens. A minha voz enfraquecia e as
lágrimas despontaram ao sol, enquanto lhe agradecia por
escolher a melhor flor daquele jardim.
- De
nada... Respondeu sorrindo.
E então
voltou a brincar sem perceber o impacto que teve no meu dia.
Sentei-me
e comecei a pensar como é que ele conseguiu ver um homem a
lastimar-se de modo pessimista, sob um velho carvalho. Como
é que ele se tinha apercebido do meu sofrimento
auto-indulgente? Talvez no seu coração ele tenha sido
abençoado com a verdadeira visão. Através dos olhos de uma
criança cega, finalmente entendi que o problema não era o
mundo, mas EU! E por todos os momentos em que eu mesmo fui
cego, agradeci por ver a beleza da vida e apreciar cada
segundo que é só meu. Então levei aquela feia flor ao meu
nariz e senti a sua fragrância. Sorri enquanto via aquele
garoto com outra flor nas suas mãos prestes a mudar a vida
de um insuspeito senhor de idade...
Reflexão
Quantas
vezes nos lamentamos por coisas tão pequenas? Somos tão
frágeis! E que lição de vida conseguimos ter da parte de
pessoas que parecem até ter motivos bem concretos para se
revoltarem! As melhores coisas da vida são vistas com o
coração! Que saibamos pedir a Deus a sabedoria para
descobrir os sinais de luz à nossa volta. E porque não
também aprender a ser luz para os outros, tal como este
rapazito?
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora
A INVEJA NÃO BRILHA
Era uma
vez uma cobra que começou a perseguir um pirilampo que só
vivia para brilhar. Ele procurava fugir-lhe rapidamente, com
medo da feroz predadora e a cobra nem pensava em desistir.
Parecia ter conseguido fugir um dia, mas ela não desistia...
No final terceiro dia, já sem forças, o pirilampo parou e
disse à cobra:
- Posso fazer três perguntas?
- Não costumo abrir esse precedente mas já que te vou mesmo
comer, podes perguntar...
- Pertenço à tua cadeia alimentar?
- Não.
- Fiz-te alguma coisa de mal?
- Não.
- Então porque é que me queres comer?
- PORQUE NÃO SUPORTO VER-TE BRILHAR…
Reflexão
A cobra
foi muito sincera acerca da sua maldade. Assumiu ter inveja
de um simples pirilampo, que não tinha a sua agilidade ou
astúcia e que a única coisa que fazia era brilhar. De facto,
a inveja não brilha, mas magoa e pode matar. Será que temos
de nos resignar ou podemos mesmo aceitar viver bem e a dar
brilho à nossa volta mesmo correndo o risco que alguém nos
lance algum veneno?
Não nos
esqueçamos de Jesus, o homem inocente, o justo que morreu
por ser justo. A sua morte e ressurreição é o sinal mais na
nossa vida e é o sinal de amor que nos diz: faz o bem, ama
de verdade, mesmo que vejas que o bem e o amor incomodam
aqueles que não sabem brilhar!
Oração
Senhor,
dá-nos um coração cheio da tua luz e ajuda-nos a ser luz por
onde passamos. Ajuda-nos a amar quando tudo nos parece
atirar ao chão. Tu que és o Emmanuel, o Deus-connosco!
AS TRÊS PENEIRAS
O Rúben
foi transferido de projecto. Logo no primeiro dia, para
fazer conversa com o chefe, saiu-se com esta:
- Chefe, o
senhor nem imagina o que me contaram a respeito do Tiago.
Disseram que ele...
Nem chegou
a terminar a frase, pois o chefe disse:
- Espera
um pouco Rúben. O que tu me vais contar já passou pelo crivo
das três peneiras?
-
Peneiras? Que peneiras chefe?
- A
primeira é a da VERDADE. Tens a certeza de que esse facto é
absolutamente verdadeiro?
- Não, não
tenho. Como posso saber? O que sei é o que me contaram. Mas
eu acho que...
- Então a
tua história já devia ter ficado pela primeira peneira. Mas
vamos para a segunda peneira, que é da BONDADE. Do que me
ias contar, gostarias que os outros dissessem a teu
respeito?
- Claro
que não! Deus me livre, Chefe! – Diz o Rúben assustado.
- Então, a
tua história, mesmo que tivesse passado na primeira, teria
ficado na segunda peneira. E, já agora, explico-te a
terceira peneira, que é a da NECESSIDADE. Tu achas mesmo
necessário contar-me esse facto ou mesmo passá-lo para
outras pessoas?
- Não
chefe. Pensando dessa forma acho que não sobrou nada do que
eu ia contar - respondeu o Rúben, surpreendido e meio
envergonhado.
- Pois é
Rúben! Já pensaste como as pessoas seriam mais felizes se
todos usassem essas peneiras? – Disse o chefe, sorrindo. E
continuou:
- Da
próxima vez que surgir um boato por aí, submete-o ao crivo
das três peneiras – VERDADE, BONDADE e NECESSIDADE - antes
de obedeceres ao impulso de passá-lo adiante. Lembra-te que
as pessoas as inteligentes falam sobre ideias, as pessoas
comuns falam sobre coisas e as pessoas mesquinhas falam
sobre pessoas.
Reflexão
Cuidar o modo como falamos dos outros! É um
belo desafio! Ajuda-nos a construir melhor as nossas
conversas com os colegas e amigos. É que falar dos outros
deixa-nos com a sensação de que temos alguma coisa para
dizer, mas, na verdade, só estamos a ter conversas
superficiais que não constroem o bem seja de quem for. Não
esqueçamos as três peneiras:
VERDADE,
BONDADE e NECESSIDADE.
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora
O REI E A PEDRA
Em tempos bem antigos, um rei colocou uma
pedra enorme no meio de uma estrada. Depois, escondeu-se e
ficou a observar para ver se alguém tiraria a imensa rocha
do caminho. Alguns mercadores e homens muito ricos do reino
passaram por ali e simplesmente deram a volta pela pedra.
Alguns até proferiram palavras pouco simpáticas contra o
rei, dizendo que ele não mantinha as estradas limpas, mas
nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali. De repente,
passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao
aproximar-se da enorme rocha, pôs de lado a sua carga e
tentou removê-la dali.
Depois de muita força e suor, ele finalmente
conseguiu mover a pedra para o lado da estrada. Então,
voltou a pegar a sua carga de vegetais mas notou que havia
uma bolsa no local onde estava a pedra. A bolsa continha
muitas moedas de ouro e uma carta escrita pelo rei que dizia
que o ouro era para a pessoa que tivesse removido a pedra do
caminho.
Reflexão
O camponês aprendeu o que para muitos de nós
é difícil de entender e aceitar: "Todo o obstáculo contêm
uma oportunidade para melhorarmos a nossa condição".
Muitas vezes desviamo-nos do nosso caminho
para não encarar a realidade pela sua dificuldade e com isso
não só passamos o problema para outros, por não termos
assumido a nossa parte da responsabilidade, como também
podemos estar a evitar muitas coisas boas, no mínimo a
satisfação de ter realizado um grande feito. E todos devemos
aprender que muitas vezes somos nós mesmos que arranjamos e
colocamos os obstáculos.
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora, rogai
por nós.
A FRONTEIRA ENTRE O AMOR E O
ÓDIO
Quando o
amor traduz afinidade, carinho e respeito mútuo, nós
chamamo-lo de AMIZADE.
Quando o
amor resvala pelos caminhos áridos do ciúme e da posse, ele
aprisiona-se, e é quando encontramos o APEGO.
Quando o
amor ainda está misturado com os impulsos do instinto e do
desejo, nós encontramo-lo sob o nome de PAIXÃO.
Quando o
amor ainda está fechado em si mesmo, como uma semente escura
e enclausurada, nós chamamo-lo de EGOÍSMO.
Quando o
amor se expande como um raio de Sol, em benefício daqueles
que encontro em cada dia, torna-se divino, e chamamo-lo de
CARIDADE.
O ÓDIO é
apenas a ausência de amor, assim como a sombra é a ausência
de luz, ou então...
....é o
amor traído e, por isso mesmo, tempestuoso.
O amor é a
força que une os mundos...
....até
mundos tão diferentes como eu e tu...
.... está
presente nos pequenos seres...
.... e até
nos recantos mais escondidos do coração.
Quando nos
afastamos desse AMOR, sentimos o frio e a infelicidade. Se
nos aproximamos dele, sentimos a paz e a alegria. Porém,
esse amor terá matizes diversas, segundo a nossa capacidade
de percebê-lo em nós. Se o amor é a LEI da vida...
Reflexão
A palavra
amor é talvez a mais usada nos tempos que correm. Diz-se por
tudo e diz-se por nada. Percebemos, no entanto, que diante
das diferentes pessoas que conhecemos, colegas, amigos,
professores, família, conhecidos, podemos agir com amor ou
com falta de amor. Está no nosso coração poder decidir. Amo
ou Não Amo, o que é o mesmo que dizer: Vivo ou vejo os
outros viver.
Oração
Nosso…
Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!
QUEM SABE SOMAR SABE DIVIDIR
Somar é a
primeira operação matemática que se aprende, a que temos
mais facilidade e que gostamos mais. Podemos começar por
somar várias vezes palitos, depois brinquedos e roupas da
moda, depois somar dinheiro, depois somar carros e casas, e
sempre somar alegria e felicidade. Isto já é multiplicação,
que também é fácil de aprender, é só somar várias vezes a
mesma coisa.
A segunda
operação que aprendemos é a subtracção. Nessa altura, as
coisas começam a ficar estranhas. Principalmente quando
temos que pedir emprestado ao vizinho, ou melhor, à casa
decimal ao lado. Quem prefere diminuir a somar?
E quando
chega à divisão parece um desespero para muita gente, ainda
mais quando sobra um resto. Aliás, para quem vai ficar o
resto? O certo é que, no dia-a-dia poucos gostam de dividir.
A dificuldade em aprender a dividir, ou seja, a partilhar,
não parece à toa, o homem rejeita essa prática. Quando o
homem aprender a dividir correctamente e saber onde deve
ficar o resto, entenderá que é o mesmo que somar para
alguns, mantendo a quantidade de outros, sem necessariamente
subtrair de alguém, ou seja, é o mesmo que somar igual para
todos; mas chegar a entender isto permite perceber que
somando os restos teremos mais um inteiro divisível, fazendo
outros felizes. O resultado final também é uma soma, a soma
da felicidade geral. Poderíamos até chamar esta operação de
soma distribuída.
Com esta
visão, com certeza que a matemática daria mais resultados e
os homens continuariam felizes a somar palitos, brinquedos,
dinheiros, carros, casas e felicidade, só que …. Não somente
para si. Quem sabe?
Reflexão
O que mais
me custa dividir? E com quem?
Sou capaz
de somar qualidades? E o que faço desse produto?
Bem, se
tenho tendência a subtrair algumas coisas ou ideias de
alguém, já deu para perceber que estou a diminui-lo! Não nos
esqueçamos que ninguém é feliz sozinho!
Oração
Avé Maria…
Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!
Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
O TAMANHO DAS PESSOAS
Os
tamanhos variam conforme o grau de envolvimento.
Uma pessoa
é enorme para ti, quando te fala do que leu e viveu,
quando te
trata com carinho e respeito,
quando te
olha nos olhos e sorri sem receio.
Mas é
pequena quando só pensa em si mesma,
quando se
comporta de uma maneira pouco gentil,
quando
fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o
que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade, o
carinho, o respeito, o zelo e, até mesmo, o amor.
Uma pessoa
é gigante para ti quando se interessa pela tua vida,
quando
procura alternativas para o teu crescimento,
quando
sonha com o teu bem.
Mas é
pequena quando se desvia de um assunto que para ti é
importante.
Uma pessoa
é grande quando perdoa, quando compreende,
quando se
coloca no lugar do outro,
quando age
não de acordo com o que esperam dela,
mas de
acordo com o que ele é de verdade.
Uma pessoa é pequena quando é prisioneira da imagem que os
outros têm dela, incapaz de agir correctamente com receio
das opiniões dos demais.
Uma mesma
pessoa pode aparentar grandeza ou pequenez dentro de um
relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de
poucas semanas.
Uma
decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser
grande.
Uma
ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser
ínfimo.
É difícil
conviver com esta elasticidade: o nosso julgamento é feito
não através de centímetros e metros, mas de acções e
reacções, de expectativas e frustrações.
Uma pessoa
é única ao estender a mão; mas ao recolhê-la
inesperadamente, torna-se vulgar como tantas.
O egoísmo
unifica os insignificantes.
Não é a
altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa
grande...é a sua sensibilidade sem tamanho...
E ainda
dizem que "interferência" é atrapalhar o caminhar do
próximo. Na maioria das vezes é despertar a "coragem e a
capacidade" nos cobardes e incompetentes.
A
esperança está na certeza que estes se rendem diante da
própria imagem diante do espelho que se olham a cada dia
mais infelizes.
William
Shakespeare
Reflexão
Que
pessoas são para ti gigantes? O que é que realmente dá valor
a uma pessoa? E tu? Já fizeste os outros sentirem-se
grandes? O que esperas?
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora.
Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
O CADERNO VERMELHO
O telefone
não costumava tocar àquela hora. O José Roberto atendeu a
chamada da mãe. Palavras breves e incisas:
- O teu
pai faleceu. O enterro é amanhã.
José
Roberto continuou parado, a olhar para o vazio. Nenhuma
lágrima lhe veio aos olhos, nem nenhum aperto no coração.
Nada! Era como se houvesse morrido um estranho.
Com um
turbilhão de pensamentos avisou a esposa, apanhou o primeiro
autocarro e partiu, vencendo os silenciosos quilómetros de
estrada enquanto a cabeça girava a mil.
Há anos
que não se encontrava com os pais. Entre ele e o pai as
coisas não andavam bem.
José
Roberto tinha saído da casa paterna prometendo nunca mais lá
regressar. Um emprego razoável, casamento, telefonemas à mãe
pelo Natal, Ano Novo ou Páscoa...
Tinha-se
desligado da família e quando a memória do pai chegava
afastava-se dela com todas as forças. A última coisa na vida
que desejava na vida era ser parecido com ele.
No funeral
estavam poucas pessoas. A mãe está lá, pálida, gelada,
chorosa. Quando viu o filho, as lágrimas correram
silenciosas, foi um abraço de desesperado silêncio. Depois,
ele viu o corpo sereno envolto por um lençol de rosas
vermelho, como as que o pai gostava de cultivar.
José
Roberto não conseguiu verter uma lágrima sequer.
Ficou em
casa com a mãe até à noite, beijou-a e prometeu que voltaria
para que ela conhecesse os netos e a esposa. Na hora da
despedida a mãe colocou-lhe algo pequeno e rectangular na
mão - Há mais tempo deverias ter recebido isto - disse. -
Mas, infelizmente só depois que ele se foi é que eu
encontrei isto entre as coisas dele.
Era um
pequeno caderno, de cor vermelha. Abriu-a curioso. Na
primeira página reconheceu a caligrafia firme do pai:
"Nasceu hoje o José Roberto. Quase quatro quilos! O meu
primeiro filho! Estou orgulhoso de ser o pai daquele que
será a minha continuação na Terra!".
Roberto
parou para respirar com mais calma. À medida que folheava,
sentia uma angústia interior, numa mistura de dor e
perplexidade.
"Hoje o
meu filho foi para escola. Está um homenzinho! Quando o vi
de uniforme, fiquei emocionado e desejei-lhe um futuro cheio
de sabedoria. A vida dele será diferente da minha, pois não
pude estudar por ter de ajudar o meu pai. Mas para o meu
filho desejo o melhor.“
Avançou
para outra página mais adiante:"É duro para um pai castigar
um filho e bem sei que ele poderá odiar-me por isso; mas
devo educá-lo para o seu próprio bem." José Roberto fechou
os olhos e viu toda a cena. Por causa de uma bebedeira, numa
noite em que saíra com os amigos, tinha ido parar à
cadeia...Lembrava-se apenas do automóvel retorcido e
manchado de sangue que tinha batido contra uma árvore...
As páginas
sucediam-se com anotações, cheias das respostas que revelam
o quanto, em silêncio e amargura, o pai o amava. Escreveu
aquele livrinho de madrugada, nos momentos da solidão, num
grito de silêncio, porque era desse jeito que ele era,
ninguém o tinha ensinado a chorar e a dividir as suas dores.
E agora José Roberto tinha a prova que, debaixo daquela
fachada de fortaleza havia um coração terno e cheio de amor.
A última página era a do dia em que ele tinha partido:
- "Meu
Deus, o que fiz de mal para o meu filho me odiar tanto? Por
que sou considerado culpado, se nada fiz, senão tentar
transformá-lo num homem de bem? Meu Deus, não permitas que
esta injustiça me atormente para sempre. Que um dia ele
possa compreender e perdoar-me por eu não ter sabido ser o
pai que ele merecia ter."
Depois não
havia mais anotações e as folhas em branco davam a ideia de
que o pai tinha morrido naquele momento. José Roberto fechou
depressa o caderno. O seu coração parecia ter crescido
tanto, que lutava para escapar pela boca.
Reflexão
Na sua
egocêntrica cegueira de adolescente, este jovem jamais tinha
parado para pensar nas verdades mais profundas. Para ele, os
pais eram descartáveis e sem valor, uma “fonte” de onde
deveria vir tudo o que ele queria ter. Ele era jovem e,
naqueles dias de pouca reflexão tudo era juventude, saúde,
beleza, musica, cor, alegria, despreocupação, vaidade. Se
ele tivesse sido mais humilde, o reencontro tão esperado
pelo pai não ficaria adiado para a eternidade!
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora
Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
PALCO DA VIDA, de
Fernando Pessoa (Adaptado)
Podes ter
defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas
não te esqueças que a tua vida é a maior empresa do mundo. E
só tu podes evitar que ela vá a falência.
Há muitas
pessoas que precisam, admiram e torcem por ti.
Gostaria
que te lembrasse sempre que ser feliz não é ter um céu sem
tempestade, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas ou
relacionamentos sem desilusões.
Ser feliz
é encontrar a força no perdão, a esperança nas batalhas, a
segurança no palco do medo, o amor nos desencontros.
Ser feliz
não é apenas valorizar o sorriso, mas reflectir sobre a
tristeza.
Não é
apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos
fracassos.
Não é
apenas ter o júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no
anonimato.
Ser feliz
é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os
desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz
é deixar de ser vítima dos problemas e tornar-se um autor da
própria história.
É
atravessar desertos fora de ti, mas seres capaz de encontrar
um oásis no recôndito da tua alma.
É
agradecer a Deus em cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz
é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber
falar de si mesmo.
É ter
coragem para ouvir um não.
É ter
segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Ser feliz
é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora
dentro de cada um de nós.
É ter
maturidade para dizer “eu errei”.
É ter
ousadia para pedir perdão.
É ter
sensibilidade para expressar “eu preciso de ti”.
É ter
capacidade de dizer eu amo-te.
É ter a
humildade da receptividade.
Desejo que
a vida se torne um canteiro de oportunidades para seres
feliz...
E, quando
errares no caminho, recomeça.
Pois só
assim descobrirás que ser feliz não é ter uma vida perfeita,
mas usar
as lágrimas para irrigar a tolerância.
Usar as
perdas para refinar a paciência.
Usar as
falhas para lapidar o prazer.
Usar os
obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais
desistas de ti mesmo.
Jamais
desistas das pessoas que amas.
Jamais
desistas de ser feliz, pois a vida é um obstáculo
imperdível, ainda que se apresentem dezenas de factores a
demonstrarem o contrário.
Quanto às
pedras no caminho?
Guardo-as
todas, pois um dia vou construir um castelo . . .
Reflexão
E para ti, o que significa ser feliz? Deste
poema qual foi a frase que mais te ajudou a descobrir uma
novidade?
Oração
Jesus, ajuda-nos a trilhar pelos caminhos da
felicidade autêntica, aquela que só em Ti podemos viver, e a
aceitar os desafios da vida que nos ajudam a crescer como
jovens capazes ser “Sal da Terra e Luz do Mundo”.
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora
|