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Nossa Senhora Auxiliadora

Bons Dias

[Arquivo]

 

Orientações gerais para os “Bons dias”

Fevereiro 09

Continuamos a descobrir no mundo a beleza de várias expressões do carisma salesiano – a alegria, o optimismo, a fé, a coragem, o espírito de família, o risco de ir sempre mais além …

 

Recordamos…

2 DE FEVEREIRO – DIA DO CONSAGRADO

11 DE FEVEREIRO – DIA MUNDIAL DO DOENTE (DIA DE Nª. SRA. DE LOURDES)

20 DE FEVEREIRO – PASTORINHOS DE FÁTIMA

25 de Fevereiro – Quarta-feira de Cinzas

Bons Dias Fevereiro 09


 

2 DE FEVEREIRO – DIA DO CONSAGRADO

Todos fomos chamados, por Deus, à vida. De todos Ele espera uma resposta. Por ti Ele apostou o seu Reino de paz, de justiça, de amor. E tu? O que és capaz de apostar por Ele? De que maneira O dás a conhecer à tua volta? De que forma O tornas visível na tua vida e nos teus caminhos?

Este dia do consagrado celebra a vocação de todas as pessoas consagrada. Falamos concretamente de tantas irmãs e padres que conheces ou que vês no ambiente em que vives. É uma oportunidade excepcional para deteres o teu olhar sobre essas pessoas que entregam toda a sua vida radicalmente a Deus, e colocares a pergunta a ti mesma(o): porque é que estas pessoas escolheram um dia, na força da sua juventude, dar um passo destes? A troco de quê?

Porque é que não te atreves mesmo a perguntar a uma delas: Porque é que decidiu ser irmã, ou padre ou monja? Quando é que começou a perceber que esse “estranho” caminho de vida era o seu modo de ser feliz?

 

E, já agora, porque não rezar por quem talvez reze por ti todos os dias e a todo o momento, através do silêncio ou do serviço discreto e simples?

Entregamos nas mãos de Maria, a serva de Deus, todas as pessoas consagradas que conhecemos e também aquelas de quem nunca ouvimos falar por viverem uma vida muito mais “escondida”. Que possam ser pessoas cheias de luz interior, cheias de Deus, capazes de ajudar com a oração, com o serviço e com a entrega da sua vida por amor tantas pessoas que estejam a necessitar da força de Deus no seu coração. Se quiserem digam baixinho o nome de alguma pessoa consagrada que conheçam. Avé Maria…     

 


 

11 DE FEVEREIRO – DIA MUNDIAL DO DOENTE (DIA DE Nª. SRA. DE LOURDES)

No dia 11 de Fevereiro comemora-se o Dia Mundial do Doente. É importante lembrar que as pessoas doentes têm direitos que devem ser respeitados. O direito à protecção da saúde está consagrado na Constituição da República Portuguesa e baseia-se na dignidade humana, a equidade, a ética e a solidariedade.

Porquê nesta data? Um dia, João Paulo II, apercebendo-se que era cada vez maior o número de doentes que se dirigiam a Lourdes, em França (já em 1958, o número de peregrinos foi da ordem dos milhões e ia aumentando em cada ano e de cada vez maior diversidade de doenças) em peregrinações espontâneas, a partir de 11 de Fevereiro, dia em que Nossa Senhora apareceu a uma pastorinha de catorze anos de idade, de nome Bernardette de Soubirous, decidiu estabelecer aquele como o Dia Mundial do Doente, dedicando-o a todos os doentes do mundo inteiro, “de todas as raças, povos e línguas”.

É necessário dignificar os doentes, no pleno respeito pela sua particular condição e humanização dos cuidados de saúde. O Papa desejou que este dia fosse sinal de apelo à necessidade de assegurar a melhor assistência possível aos doentes», principalmente através do carinho, da compreensão e do apoio a quantos se debatem com problemas de saúde.

Num tempo em que os ginásios de manutenção da forma física nascem como cogumelos e simultaneamente há uma grande preocupação por existirem tantas pessoas doentes que não têm quem cuide delas (mesmo tendo família), como é possível deixar uma marca de diferença?

Temos pessoas da nossa família ou vizinhas que vivem situações de dificuldade por motivos de saúde? Vamos visitá-las? Tratamos as pessoas com carinho?

Vamos confiar hoje, dia 11 de Fevereiro, ao coração de Nossa Senhora de Lourdes todas as pessoas que estão doentes no corpo ou no espírito. Que a ajuda de Maria seja visível em gestos de amor que se multipliquem ao seu redor. Avé Maria….

 


 

20 DE FEVEREIRO – PASTORINHOS DE FÁTIMA20 DE FEVEREIRO – PASTORINHOS DE FÁTIMA

Francisco nasceu em 11 de Junho de 1908, em Aljustrel. Foi sempre um rapaz muito sensível e contemplativo. A história conta-nos que o pequeno Francisco passava longas horas a “pensar em Deus”.

Segundo o que a Irmã Lúcia deixou escrito no seu manuscrito, Francisco “escondia-se atrás das árvores para rezar sozinho, outras vezes subia aos lugares mais altos e solitários e aí se entregava à oração tão intensamente que não ouvia as vozes dos que o chamavam”.

Morreu no 4 de Abril de 1919, na casa de seus pais. Os seus restos mortais ficaram sepultados no cemitério paroquial até o dia 13 de Março de 1952, data em que foram trasladados para a Basílica da Cova da Iria.

 

Jacinta era irmã de Francisco e nasceu em Aljustrel, em 11 de Março de 1910. Em 1917, Jacinta tinha apenas sete anos quando Nossa Senhora apareceu na Cova da Iria e ela era a mais nova dos três pastorinhos de Fátima. Sofreu uma longa e dolorosa doença tendo oferecido todos os seus sofrimentos pela conversão dos pecadores, pela paz do mundo e pelo Santo Padre.

A pequena Jacinta morre no 20 de Fevereiro de 1920, no hospital de Dona Estefânia, em Lisboa, portanto, com apenas dez anos.

Desde tenra idade mostraram gosto pela oração, preocupação pelas verdades da fé, prudência e um sereno espírito de obediência. Vivaz, expansiva e alegre, Jacinta gostava de brincar e dançar; cativava os outros com a sua simpatia e converteu-se em modelo de docilidade.

A cura milagrosa usada na beatificação dos Pastorinhos ocorreu em Março de 1987, quando Maria Emília Santos rezava uma novena dedicada a Jacinta e começou a sentir as suas pernas, depois de viver paralítica durante 22 anos.

Jacinta foi beatificada por João Paulo II no dia 13 de Maio de 2000, em Fátima, no mesmo dia que Francisco.

 

Lúcia, a protagonista das Aparições, nasceu a 22 de Março de 1907, em Aljustrel, paróquia de Fátima, e faleceu no dia 13 de Fevereiro de 2005.

Depois dos acontecimentos de 1917, Lúcia sentiu de modo muito forte o chamamento a ser freira. Fez a profissão religiosa de votos temporários como irmã Doroteia a 3 de Outubro de 1928 e, em 3 de Outubro de 1934, a de votos perpétuos. Mas a sua vida não ficaria por aí. Tornou-se monja de clausura, carmelita, no dia 25 de Março de 1948, em Coimbra, no Carmelo de Santa Teresa. Nessa altura tomou o nome de Irmã Maria Lúcia de Jesus e do Coração Imaculado. A Irmã Lúcia faleceu no Convento de Santa Teresa, em Coimbra, a 13 de Fevereiro de 2005. A 19 de Fevereiro de 2006 o seu corpo foi trasladado para a Basílica do Santuário de Fátima, onde foi sepultado ao lado da sua prima, a Beata Jacinta Marto.

 

Estes três pastorinhos pelo amor que demonstraram ter a Deus jamais serão esquecidos. Fátima é um local onde a oração e a renovação da vida interior são elementos muito visíveis. Há como que um perfume de Deus que nos toca o coração. Todos nós precisamos de uma luz interior que nos ajude a ser melhores. Pedimos hoje aos Pastorinhos que olhem de um modo especial para a nossa juventude, para a malta nova que tantas vezes não consegue fazer as melhores opções na sua vida. Que com a sua ajuda todos nós nos empenhemos em deixar que Deus toque o nosso coração e nos faça crescer no amor e na alegria.

Avé Maria, …

 


 

25 DE FEVEREIRO - QUARTA-FEIRA DE CINZAS

A quarta-feira de cinzas é o primeiro dia da Quaresma no calendário cristão ocidental. A Quaresma Ela ocorre quarenta dias antes da Páscoa sem contar os Domingos (que não são incluídos na Quaresma pois o Domingo é sempre o Dia do Senhor Ressuscitado). As cinzas que os cristãos católicos recebem neste dia são um símbolo, para reflectir sobre o dever da conversão e da mudança de vida, mas recordam também que a nossa vida é passageira, frágil, sujeita à morte.

Como símbolo pretender marcar uma diferença que faça sentido para todos. Começar a Quaresma não significa vivermos apagados. Antes pelo contrário, exige mais de cada um de nós, do nosso desejo de viver a partir do que é essencial e com atenção ao amor que somos chamados a dar a quem está à nossa volta.

 

Que este tempo seja profundamente vivido por todos…caminho de autêntica radicalidade, acolhendo o Bem e o Amor que brotam de Jesus Cristo.

Pai Nosso…

 


 

Algumas HISTÓRIAS

 

PERDE 2 MINUTOS A LER... VALE A PENA!

Paulo, com o rosto triste e cansado, encontrou-se com a sua amiga Carla num bar, para tomar um café. Deprimido, desabafou com ela todas as suas preocupações... o trabalho... o dinheiro... a relação com a sua namorada... e a sua vocação. Parecia que tudo corria mal na sua vida.

Carla meteu a mão na carteira e tirou uma nota de 50 EUROS e disse-lhe:"Queres esta nota?"

Paulo, ao início um pouco atrapalhado, respondeu-lhe: "Com certeza, Carla... são 50 EUROS, quem não os quer?"

Então Carla pegou na nota numa das mãos, amarrotou-a, e fez dela uma pequena bolinha. Depois, mostrando-a ao Paulo, toda amachucada, perguntou-lhe de novo: "E agora, ainda a queres?"

"Carla, não percebo aonde queres chegar com esta brincadeira. Porém, a nota continua a ser de 50 EUROS. Com certeza que a não vou deitar fora, se tu ma deres."

Carla alisou a nota, deitou-a ao chão, espezinhou-a e, por fim, pegou nela suja e amarrotada. "E agora, continuas a querê-la?" Perguntou.

"Escuta, Carla, ainda não consegui perceber onde queres chegar, mas, embora ela esteja assim reduzida, continua a ser de 50 EUROS e, até que não a rasgues, conserva o seu valor..."

"Paulo, deves saber que, se por vezes alguma coisa não sai como tu queres, ou a vida te prega uma partida, continuas a ser tão importante, como antes... O que deves perguntar-te é quanto vales, realmente ".

Paulo ficou como que paralisado, a olhar para ela, sem dizer palavra, enquanto a mensagem entrava profundamente na sua mente. Carla pousou a nota sobre a mesa, perto dele e, com um sorriso cúmplice, disse: "Pega nela e guarda-a, para que te lembres sempre deste momento, quando te sentires mal... Porém, deves dar-me uma nota nova de 50 EUROS para eu a poder usar com o próximo amigo que precisar".

 

Reflexão/ oração

Quantas vezes duvidamos do nosso valor, do que realmente merecemos e que somos capazes de alcançar se nos comprometermos. É claro que não basta prometer... Requer-se acção e, para isso, existem muitos caminhos a seguir.

 


 

BOMBA D'ÁGUA NO DESERTO

Um homem estava perdido no deserto... consciente do grande risco de morrer de sede. Chegou a uma cabana velha, a desmoronar, sem janelas e sem tecto. Andou por ali e encontrou uma pequena sombra onde se acomodou, fugindo do calor do sol desértico.

Olhando ao redor, viu uma velha bomba de água, bem enferrujada. Foi até lá, agarrou na manivela e começou a bombear, a bombear, a bombear sem parar. Nada aconteceu. Desapontado, caiu prostrado para trás.

De repente notou que, ao lado da bomba, havia uma velha garrafa. Olhou-a, limpou-a, removendo a sujeira e o pó, e leu um recado que dizia:

"Amigo, você precisa primeiro de preparar a bomba com toda a água desta garrafa. Depois faça o favor de encher a garrafa outra vez antes de partir - A próxima pessoa que passar por aqui precisará dela."

Tirou a rolha da garrafa e, de facto, a água estava lá. De repente, viu-se num dilema. Se bebesse aquela água, poderia sobreviver. Mas se despejasse toda aquela água na velha bomba enferrujada, talvez obtivesse água fresca, bem fria, lá do fundo do poço, toda a água que quisesse… ou talvez não.

Que deveria fazer? Encher a velha bomba e esperar vir a ter água fresca, ou beber a água velha da garrafa e desprezar a mensagem? Deveria arriscar perder toda aquela água, na esperança daquelas instruções pouco fiáveis, escritas não se sabe quando?

Com relutância, o homem despejou toda a água na bomba. De seguida, agarrou na manivela e começou a bombear... a bomba pôs-se a ranger e a chiar sem fim. Nada aconteceu. Mas ele não desistiu e a bomba foi rangendo e chiando.

Então, surgiu um fiozinho de água; depois, um pequeno fluxo e, finalmente, a água jorrou com abundância. Para alívio do homem a velha bomba fez jorrar água fresca, cristalina.

Encheu a garrafa e bebeu ansiosamente. Encheu-a outra vez e tornou a beber o seu conteúdo refrescante.
Por fim, voltou a encher a garrafa para o próximo viajante. Encheu-a até o gargalo, arrolhou-a e acrescentou uma pequena nota: "Creia-me, funciona!!!"

 

Reflexão / oração

Quantas vezes temos medo de iniciar um novo projecto por este exigir tempo, recursos, preparação e conhecimento? Quantos ficam parados e satisfazem-se com resultados medíocres, quando poderiam conquistar significativas vitórias??? 

Vamos pedir hoje a Jesus que nos incomode interiormente! Sim! Que não nos deixe adormecidos no que é mais cómodo. Ousemos sonhar e ir mais além! Pai Nosso…

 


 

EU POSSO FAZER MAIS DO QUE ISSO...

Rita era uma jovem mãe, com apenas 26 anos. Passava mais uma noite junta da cama do seu filhinho de 6 anos, a morrer de leucemia. Embora o seu coração estivesse cheio de tristeza e angústia, ela também tinha um forte sentimento de determinação. Como qualquer outra mãe, a Rita gostaria que o seu filho crescesse e realizasse os seus sonhos. Agora, isso não seria possível dado a doença em que se encontrava. Mas, mesmo assim, ela ainda queria que o sonho do seu filho se tornasse realidade. Segurou a mão dele e perguntou:

- "Filipe, já alguma vez pensaste o que gostaria de ser quando crescesses? Qual é o sonho da tua vida?"
- "Mãe, eu sempre quis ser um bombeiro quando crescesse."

A mãe sorriu e disse: -"Vamos ver se podemos transformar esse sonho em realidade."

Mais tarde, naquele mesmo dia, a Rita foi ao corpo de bombeiros local, na cidade de Phoenix, Arizona, onde encontrou um bombeiro de coração magnânimo. O seu nome era Luís. Ela explicou-lhe a situação do seu filho, o seu último desejo e perguntou ao bombeiro se seria possível a criança de seis anos dar uma volta no carro dos bombeiros, nem que fosse à volta do quarteirão. O bombeiro Luís, que escutara comovido a situação daquela mãe, disse:

- "Veja, NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Se você estiver com o seu filho pronto às oito horas da manhã, na próxima quarta-feira, nós o faremos um bombeiro honorário durante todo o dia. Ele poderá vir para o quartel, comer connosco, sair para atender as chamadas de incêndio! E se você nos der as medidas do pequeno Filipe, conseguiremos um uniforme verdadeiro para ele, com chapéu, com o emblema do nosso batalhão, um casaco igual ao que vestimos e botas também."

Três dias depois, o bombeiro foi ao hospital buscar o Filipe, vestiu-o no seu uniforme de bombeiro e escoltou-o do leito do hospital até ao camião dos bombeiros. O Filipe ficou sentado na parte de trás do camião e foi levado até ao quartel central. O garoto sentia-se no céu. Ocorreram três chamadas naquele dia na cidade e Filipe acompanhou o corpo de Bombeiros nos três pedidos de auxílio. Em cada chamada foi em veículos diferentes: no camião tanque, na carrinha dos paramédicos e até no carro especial do comandante do corpo de bombeiros. Além disso, Filipe foi filmado pelo programa de televisão local. Tendo realizado o seu sonho, todo o amor e atenção que lhe foram dispensados acabaram por tocá-lo tão profundamente que ele viveu três meses mais do que todos os médicos tinham previsto.

Uma noite, todas as suas funções vitais começaram a cair dramaticamente e a enfermeira-chefe, que acreditava no conceito de que ninguém deveria morrer sozinho, começou a chamar ao hospital toda a família. Ela lembrou-se do dia que tinha passado como um bombeiro e ligou ao comandante do quartel se seria possível enviar algum bombeiro ao hospital naquele momento de passagem, para ficar com o Filipe. O chefe dos bombeiros respondeu:

- "NÓS PODEMOS FAZER MAIS QUE ISSO! Estaremos aí em cinco minutos. E faça-me um favor: Quando ouvir as sirenes e vir as luzes dos nossos carros, avise o sistema de som que não se trata de um incêndio. É apenas o corpo de bombeiros que veio visitar, mais uma vez, um dos seus mais distintos membros. E, já agora, é possível abrir a janela do quarto dele? Obrigado!”

Dez minutos depois, uma carrinha e um camião com escada chegaram no hospital, estenderam a escada até ao andar onde estava o garoto e 16 bombeiros subiram pela escada até ao quarto do Filipe. Com a permissão da mãe e do pai, eles abraçaram o pequeno bombeiro e disseram-lhe o quanto gostavam dele. Com um suspiro final, Filipe olhou para o comandante e perguntou: "Chefe, eu sou mesmo um bombeiro?" "Filipe, tu és um dos melhores"- disse o comandante.

Com estas palavras, o Filipe sorriu e fechou os seus olhos pela última vez.

 

Reflexão

Esta história verídica, quase não nos deixa palavra para dizer. Apenas um silêncio que fala mais alto no nosso coração como que a perguntar: e eu, diante do pedido de um amigo, de um familiar, de alguém que precisa e conta com a minha ajuda, tenho respondido: "EU POSSO FAZER MAIS QUE ISSO!"?

Reflictamos hoje se a nossa vida tem sido um serviço a nós próprio(a)s e ao próximo também.

 


  

UMA PROVA DE AMOR...
Há muito tempo atrás, um casal de velhinhos, que não tinha filhos, morava numa casinha humilde de madeira. Levavam uma vida muito tranquila, alegre, e como se amavam muito, eram felizes há quase 50 anos.

Até que um dia aconteceu um acidente com a senhora. Ela estava a trabalhar em sua casa quando começou um fogo na cozinha e as chamas atingira todo o seu corpo. O marido acordou assustado com os gritos e foi à sua procura, quando a viu coberta pelas chamas. Imediatamente tenta ajuda-la e o fogo também atingiu os seus braços mas mesmo assim conseguiu apagar o fogo.

Quando os bombeiros chegaram já não havia fogo. Apenas fumaça e parte da casa toda destruída.
Levaram rapidamente o casal para o hospital mais próximo, onde foram internados em estado grave.
Após algum tempo aquele senhor menos atingido pelo fogo saiu da Unidade dos cuidados Intensivos e foi ao encontro da sua mulher. Ainda na unidade hospitalar, a senhora pensava que não ia viver mais, pois estava bastante deformada. Quando viu o marido balbuciou com muita dor:

- Como estás meu amor?

- Estou bem porque estou aqui contigo. Sinto pena apenas porque o fogo atingiu os meus olhos e eu não posso mais ver, mas fica tranquila, pois a tua beleza está gravada no meu coração para sempre.

Então triste pelo esposo, disse-lhe:

- Eu acho que Deus permitiu que isso acontecesse para que não presenciasse esta deformidade em que fiquei.
Ele nada respondeu.

Passando algumas semanas tiveram alta e voltaram para casa, onde ela fazia tudo para que nada faltasse ao seu marido e ele todos os dias confessava-lhe o quanto a amava.

E assim viveram quase dez anos até que a mulher faleceu. No dia de seu enterro, quando todos se despediam, veio aquele senhor sem os seus óculos escuros e com a sua bengala nas mãos, aproximou-se do caixão, beijou o rosto da sua mulher e uma vez mais disse num tom apaixonante:

- "És a mulher da minha vida. Amo-te muito".

Ouvindo e vendo aquela cena, um amigo que estava ao lado perguntou se o que tinha acontecido era um milagre. O velhinho apenas disse:

- "Nunca estive cego, apenas fingia, pois quando a vi toda queimada sabia que seria demasiado duro para ela. Estes foram os melhores dez anos da minha vida”.

 

Reflexão

Quando falamos da importância de dizer sempre a verdade não devemos deixar de nos perguntar se a nossa verdade irá dar vida a alguém ou tirá-la. O gesto de amor que aquele marido teve não foi uma mentira, mas o único meio que ele encontrou para que a sua mulher se sentisse viva e feliz por mais dez anos. Ele não se importou de “perder a vida dele” para que a mulher ganhasse uma vida melhor. Não é isto uma forma de concretizar a perene mensagem de Jesus: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos amigos”?

 

Oração

Por todas as pessoas que ao longo da sua vida não se importaram de sacrificar o seu tempo, as suas energias, os seus projectos, os seus interesses por amor a cada um de nós, rezamos: Pai Nosso…

 


 

A MACIEIRA ENCANTADA

Era uma vez um reino antigo e pobre, situado perto de uma grande montanha.

Havia uma lenda de que, no alto dessa montanha havia uma Macieira mágica, que produzia maçãs de ouro. Para colher as maçãs era preciso chegar até lá, enfrentando todas as situações que aparecessem no caminho. Nunca alguém tinha conseguido essa façanha, dizia uma lenda.

O Rei do lugar resolveu oferecer um grande prémio àquele que se dispusesse a fazer essa viagem e conseguisse trazer as maçãs, pois assim o reino estaria a salvo da pobreza e das dificuldades que o povo enfrentava. Aquele que ganhasse o prémio seria merecedor de casar com a princesa e poderia escolher um prémio. Apareceram três corajosos cavaleiros dispostos a essa aventura tão difícil.

Eles teriam de seguir separados, cada um por um certo caminho:

1º - rápido e fácil, onde não havia qualquer obstáculo ou dificuldade;

2º - rápido e não tão fácil quanto o primeiro, pois havia algumas situações a serem enfrentadas;

3º - longo e difícil, cheio de situações trabalhosas.

 

Foi feito um sorteio para ver quem escolheria em primeiro lugar um dos caminhos. O primeiro sorteado escolheu, naturalmente, o Primeiro caminho. O segundo sorteado escolheu o Segundo caminho. O terceiro sorteado, sem outra opção, aceitou o Terceiro caminho. Partiram juntos, no mesmo horário, levando consigo apenas uma mochila com alimentos, agasalhos e algumas ferramentas.

O Primeiro, com muita facilidade chegou rapidamente à montanha e começou a subir, feliz por acreditar que seria o vencedor. Quando se deparou com a Macieira Encantada sorriu de felicidade. O que ele não esperava, porém, é que ela fosse tão inatingível. Como chegar às maçãs? Elas estavam em galhos muito altos. Não havia como subir. O tronco era muito alto também. Ele não possuía qualquer meio para chegar lá acima. Ficou à espera do Segundo cavaleiro para resolverem juntos a questão.

O Segundo enfrentou corajosamente a primeira dificuldade com que se deparou. Porém, logo de seguida, apareceu outra, e depois mais uma e mais outra, sendo algumas delas bastante difíceis de superar. Acabou por ficar cansado e com um esforço maior caiu prostrado e voltou para a aldeia, onde foi internado para cuidados médicos.
O Terceiro teve o seu primeiro teste quando ficou sem água. Chegou a um poço, mas quando puxou o balde, a corda rebentou. Rapidamente, com as suas ferramentas e alguns galhos, improvisou uma escada para descer ao poço e retirar a água para saciar a sua sede. Resolveu levar a escada consigo e a corda remendada. Percebeu que estava a começar a gostar dessa aventura. Seguiu viagem e precisou de atravessar um rio com uma corrente fortíssima. Construiu, então, uma pequena jangada e com uma vara de bambu como apoio, conseguiu chegar ao outro lado do rio, protegendo assim a sua mochila, os seus agasalhos e todo o material que levava consigo para o momento que precisasse deles. Levou também a jangada.

Entretanto, o Primeiro cavaleiro já se tinha cansado de esperar e pensou que os outros dois tinham desistido pelo caminho. Regressou ao povoado convencido de que fora o único a alcançar a árvore.

A viagem do Terceiro homem foi longa, cheia de situações diferentes, mas logo chegou o momento esperado, quando ele se deparou com a Macieira Encantada. Estava encantado com ela. Os raios de sol incidiam nos frutos dourados e irradiavam uma luz imensa que o deixava deslumbrado. Depois daquele primeiro impacto, pôs-se a trabalhar e preparou cuidadosamente o seu material, fazendo uso de todos os seus recursos. Transformou a jangada numa grande cesta, para guardar as maçãs dentro, subiu à árvore pela escada e usou um bambu, que tinha cortado pelo caminho, para empurrar as maçãs mais distantes. Tudo facilitava aquele trabalho que se tinha transformado em prazer.

Depois de encher a cesta com as maçãs, ele agradeceu a Deus por ter ali chegado e por ter conseguido concluir a meta. Agradeceu principalmente pela coragem, persistência, inteligência e criatividade na utilização de todos os seus talentos e recursos.

O resto da história, no regresso ao povoado, facilmente se pode imaginar. Mas ainda há algo de importante a salientar.

Enquanto este Terceiro cavaleiro fez o caminho de regresso reconheceu que descobriu, entre outras coisas, que:

  • tudo o que apareceu no seu caminho foi útil e importante para o seu objectivo;

  • cada uma das situações que ele resolveu ganhou competências, não só para aquele momento, mas para outras

  • situações da sua vida futura;

  • quando se faz do trabalho um prazer, as oportunidades de sucesso são muito maiores;

  • quando o objectivo a alcançar vale a pena, não há nada que o faça desistir no caminho;

  • a vitória alcançada poderia beneficiar a vida de muita gente e também servir de exemplo a outras pessoas.

Reflexão

E nós? Somos capazes de parar de vez em quando e darmo-nos conta não só dos desafios que temos pela frente como também do valor de tantas situações pelas quais passamos? Como encaramos o trabalho (estudo) que realizamos cada dia? Pomos em prática os talentos que temos ou esbanjámo-los?

Oração

Hoje vamos agradecer a Deus alguns talentos que possuímos e que talvez não esteja a ser valorizamos ao máximo. Há tantos aspectos em que podemos melhorar para darmos sempre o nosso melhor. E ousamos pedir a Deus a coragem, a fé, a esperança para continuar a seguir pelo caminho que hoje e aqui somos chamados a percorrer juntos. Pai Nosso…

 


 

A BORBOLETA AZUL

Havia um viúvo que morava com as suas duas filhas, jovens muito curiosas e inteligentes.

As suas filhas faziam-lhe sempre muitas perguntas. A algumas ele sabia responder, mas outras não.

Um dia, pediu que as suas filhas fossem passar um fim-de-semana com um velho sábio que morava no alto de uma colina. Era um mestre capaz de responder a todas as perguntas sem hesitar. As jovens perceberam imediatamente que o tal velho era realmente sábio, pelo seu olhar penetrante e límpido. Resolveram, então, inventar uma pergunta a que o sábio não saberia responder.

Uma das meninas apareceu com uma linda borboleta azul e exclamou à sua irmã:

- Desta vez o sábio não vai saber a resposta!

- O que vais fazer? - Perguntou a outra rapariga.

- Tenho uma borboleta azul nas minhas mãos. Vou perguntar ao sábio se a borboleta está viva ou morta.

- Se ele disser que ela está morta, abro as minhas mãos e deixo-a voar para o céu. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la rapidamente, esmagá-la e assim matá-la. Qualquer resposta que o velho nos der vai estar errada.

As duas jovens foram ter com o sábio, que se encontrava em profunda meditação sob um eucalipto na montanha.

A menina aproximou-se e disse:

- Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, está ela viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:

- Depende de ti... ela está nas tuas mãos.

 

Reflexão

Perante a astúcia das raparigas, o sábio respondeu com a sabedoria de quem percebe o que lhe estão a fazer. Esta foi uma grande lição para elas. Mas provavelmente elas também aprenderam que tal como tinham a borboleta na mão, podiam ter outras coisas ou até a própria vida. É interessante perceber isto: a vida está, em muitos aspectos, nas nossas mãos. O que nós podemos fazer por nós e pelos outros ninguém o fará. Talvez seja este o momento de mudar alguma atitude que não condiz com o aproveitar as oportunidades que temos para sermos mais felizes e fazermos os outros mais felizes.

Ave-maria

 


 

MAIS ALÉM

Havia no alto de uma montanha, uma pequena cidade chamada Engano. Os habitantes tinham medo de descer de lá, pois os seus antepassados diziam que aquele que se atrevesse simplesmente a olhar para baixo, nas extremidades do monte, desapareceria. O medo era geral.

Porém, sucediam factos estranhos e interessantes. Um deles é que não havia grades nas celas da prisão, mas apenas um grande cartaz, em frente de cada uma, onde estava escrito: “Você está preso”. Os encarcerados mantinham-se presos, não por serem obedientes e educados, mas porque pensavam que realmente estavam presos.

O líder daquela povoação era o Sr. Não Pense Muito. O seu lema era: “Não pense que eu penso por si”. Todos o tratavam como um deus, pois ele tinha regressado vivo do abismo da montanha. As pessoas falavam com ele e só faziam o que ele ordenava. Era óbvio que ele as manipulava.

Os habitantes da cidade Engano não sabiam fazer nada por si mesmos: eram tristes, mas estavam convencidos que eram felizes. Eram verdadeiros autómatos. O Sr. Não Pense Muito dizia-lhes tudo o que fazer. Todos com os seus medos, não entendiam que na verdade não tinham deixado de pensar, mas pensavam que o que lhes era dito era a única verdade.

Certo dia, um homem já velho, triste com a sua vida, resolveu, por si mesmo, ir até a extremidade da montanha. Queria saber o que havia ali. Nada tinha a perder. Aproximou-se e, com medo, fechou os olhos, mas lentamente os abriu e, num instante contemplou um lindo cenário, jamais visto: viu florestas, rios, casas e pessoas. Afinal, o que era aquilo?

Seria um delírio da sua velhice? Deu um passo para trás com um frágil sorriso e, sentado, começou a pensar em tudo o lhe tinha sido dito. Naquele momento percebeu algo que nunca tinha sentido e estava confuso. Pela primeira vez em toda a sua vida pensou por si próprio.

Permaneceu naquele lugar por mais dois dias e nesse tempo imaginou como seria bom se todos os demais soubessem a verdade. Decorrido o tempo ali, pensava no modo de transmitir aos demais a sua descoberta. Chega de viverem oprimidos pelo poder de alguns.

Voltou à cidade e juntou várias crianças consigo. Levou-as sorrateiramente até ao local e mostrou-lhes o que vira. As crianças encheram-se de alegria. Quando voltaram à cidade, o velho homem foi até a praça e gritou com toda a força que tinha: “Existem outros lugares além da cidade Engano. Para além da extremidade da montanha existe algo melhor, é só vir e comprovar. Não precisam de acreditar em mim, apenas venham e vejam”.

Infelizmente, ninguém acreditou nele. O Sr. Não Pense Muito mandou prendê-lo, mas ele não permaneceu na cadeia sem grades porque estas não podem prender ninguém, pelo menos alguém que pense não ficaria lá. O ancião resolveu descer a montanha e viver naquele lugar a que chamara Entendimento. Nunca mais foi visto pelos habitantes da cidade Engano. Mas antes de partir algo tinha acontecido que iria mudar tudo: as crianças que tinham visto a verdade e cresceram com aquela descoberta, no olhar e no coração, revolucionaram aos poucos aquela cidade. Alguns anos mais tarde a cidade passou a chamar-se Sabedoria. Tinham um novo líder, um daqueles que vira o Entendimento. O seu nome era Mestre e o seu lema era: “Aprenda comigo, pense por si, e chegue a uma conclusão para o bem de todos”.

 

Reflexão

Querer não apenas o próprio bem mas o bem de todos é algo de muito difícil. Quando experimentarmos a necessidade de todos, mas mesmo todos, serem felizes, então estaremos a aprender a amar.

 


 

NEM TÃO IDIOTA ASSIM

Numa pequena cidade do interior, as pessoas tinham-se acostumado a olhar para o Manel como um pobre coitado. Desde que perdera a mulher muito jovem, quase tinha enlouquecido. Em virtude disso, foi perdendo o gosto pela vida e não arranjava emprego em lado algum. Mantinha-se com as esmolas que recebia na rua por estender um velho chapéu.

Quem o conheceu antes da morte da mulher ajudava-o como podiam, mas a malta nova que por ele passava, na onda de comportamentos de pouco dignos, faziam troça dele. Um grupo de jovens divertia-se a fazer-lhe caretas, a lançar tampinhas de garrafa cada vez que por ele passavam, por julgá-lo um pobre coitado de pouca inteligência.

Todos os dias, entre a ida e o regresso da Escola, aquele grupo troçava com o Manel e faziam-lhe sempre a mesma partida: Mostravam-lhe duas moedas e davam-lhe a escolher: uma grande de prata e a outra menor, de ouro. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos e zombaria  por parte de todos.

Certo dia, aproximou-se do Manuel um rapaz daquela mesma escola que sempre observara tudo mas nunca  participava, pois não achava correcto o que o grupo fazia. Aliás, achava que era demasiada humilhação para um ser humano. Meteu conversa com ele e perguntou-lhe com muita simplicidade se ainda não tinha percebido que a moeda maior valia menos. O Manel olhou para o jovem e com uma voz delicada e segura respondeu:

- Eu sei que aquela vale muito menos.

O jovem, olhando para aquele homem destroçado perguntou-lhe

- Mas, então porque é que escolhe a outra? Não percebe que aqueles idiotas vão continuar a fazer troça de si?

- És um rapaz com um coração muito bom e isso vê-se. Eles fazem esta brincadeira todas as semanas e pensam que são superiores porque eu escolho a moeda de prata. Mas deixa-me dizer-te uma coisa: no dia que eu escolher a outra moeda, a de ouro, a brincadeira acaba e não vou deixar de ganhar a minha moeda de prata!

 

Reflexão

Afinal, quem era inteligente?

Quantos preconceitos invadem a nossa mentalidade e não nos deixam olhar para as pessoas com olhos novos. Como é que nós gostaríamos de ser tratados na pele de um “pobre”? Ou julgamo-nos assim tão ricos porque temos tantas coisas e somos reconhecidos a nível social? Que tipo de pessoa nos estamos a deixar formar? Que adultos seremos amanhã?

 

Oração

L1 - Acompanhai-nos, Senhor,
em cada dia.
Firmai nossos passos
no caminho do bem.

 

L2 - Derramai a paz e o amor
nos nossos corações
para que possamos construir
um mundo novo,
onde reine a paz,
a justiça e a fraternidade,
onde se luta
para acabar com a miséria,
para aliviar os sofrimentos alheios
 

L3 - Assim, a vossa presença
marcará cada vez mais o nosso mundo.
Fortalecei-nos, Senhor,
na luta e guiai-nos hoje e sempre. Ámen.

 


 

A TENTAÇÃO DO REPOUSO

Num campo agrícola, existia uma grande quantidade de vermes que desejava destruir um velho arado de madeira, muito trabalhador, que lhes perturbava os planos pois tinha um comportamento exemplar e deixava-se conduzir pelas mãos do agricultor. Roídos de inveja, os vermes reuniram-se ao redor dele e começaram a dizer:

- Por que não cuidas de ti? Estás doente e cansado...

- Afinal, todos nós precisamos de algum repouso...

- Liberta-te do trabalho terrível do lavrador!

- Pobre máquina! A quantos martírios te submetes!...

O arado escutou, escutou e acabou por se deixar influenciar por aqueles vermes. Ele, que era tão corajoso, e nem sentia o mais leve incómodo nas duras obrigações, começou a queixar-se do frio da chuva, do calor do Sol, da aspereza das pedras e da humidade do chão. Tanto reclamou a implorar descanso, que o antigo companheiro concedeu-lhe alguns dias de folga, a um canto do milheiral. Quando os vermes o viram parado aproximaram-se em massa e atacaram-no sem compaixão. Em poucos dias, apodreceram-no, crivando-o de manchas, de feridas e de buracos.

O arado suspirava pelo socorro do agricultor, sonhando com o regresso às tarefas alegres e iluminadas do campo, mas era tarde. Quando o velho amigo voltou para o utilizar era simplesmente um traste inútil.


Reflexão

A história do arado é um aviso para nós todos. A tentação da preguiça talvez seja das mais perigosas, porque, depois da ignorância, a preguiça é como a oportunidade da nossa mente divagar e não se auto-motivar para o bem. E, já agora, atenção a possíveis vermes que parecem não nos incomodar muito.

 

Oração

Peçamos a Jesus que nos dê força para vencer as tentações e a coragem para dizer não a propostas que provavelmente não nos levam a bom porto. Pai Nosso…

 


 

O ZELADOR DA FONTE

Conta uma lenda austríaca que num determinado povoado havia um pacato habitante da floresta contratado pelo conselho municipal para cuidar das fontes que guarneciam a água da comunidade.

O cavalheiro, com silenciosa regularidade, inspeccionava as colinas, retirava folhas e galhos secos e limpava o limo que poderia contaminar o fluxo da corrente de água fresca. Ninguém parecia observar as longas horas de caminhada ao redor das colinas, nem o esforço para a retirada de entulhos.

Aos poucos, o povoado começou a atrair turistas. Cisnes graciosos passaram a nadar na água cristalina. Rodas d´água de várias empresas da região começaram a girar dia e noite. As plantações eram naturalmente irrigadas, a paisagem vista dos restaurantes era de uma beleza extraordinária.


Os anos foram passando. Certo dia, o conselho da cidade reuniu-se, como fazia semestralmente. Um dos membros do conselho resolveu inspeccionar o orçamento e estacou os olhos diante do salário pago ao zelador da fonte. Achava que era um desperdício pagar, fosse o que fosse, a alguém para tratar de uma água que, de si mesma, já é pura. De imediato, alertou aos demais e fez um longo discurso a respeito de como aquele homem estava a ser retribuído, há anos, pela cidade. “O que é que ele fazia, afinal? Era um estranho guarda da reserva florestal, sem utilidade alguma.”

 
O seu discurso convenceu a todos e o conselho municipal dispensou o trabalho do zelador. Nas semanas seguintes, nada de novo. Mas no Outono, as árvores começaram a perder as folhas. Pequenos galhos caíam nas piscinas formadas pelas nascentes. Certa tarde, alguém notou uma cor amarelada na fonte. Dois dias depois, a água estava escura. Mais uma semana e uma película de lodo cobria toda a superfície ao longo das margens. O mau cheiro começou a ser exalado. Os cisnes emigraram para outras bandas. As rodas d´água começaram a girar lentamente, até que pararam. Os turistas abandonaram o local. E algumas pessoas começaram a ter sintomas de infecções.

 
O conselho municipal voltou a reunir-se em sessão extraordinária e reconheceu o erro cometido. Trataram novamente de contratar o zelador da fonte e, algumas semanas depois, as águas do autêntico rio da vida começaram a clarear. Voltaram os cisnes e a vida foi retomando seu curso.

 

Reflexão
Assim como o conselho municipal da pequena cidade, também muitos de nós não consideram úteis ou valiosos determinados serviços. Mas talvez ainda não nos tenhamos apercebido que todos os dias quando nos levantamos já centenas de pessoas estão a trabalhar para que o pão chegue à nossa mesa; os corredores do hospital ou da escola se mantenham limpos; Seja agradável andar pela rua e não haja lixo pelo chão.

Quantos servidores anónimos dão cor ao planeta em que vivemos! Quase sempre passamos por eles sem vê-los.
Mas, sem o seu trabalho, o nosso não poderia ser realizado ou a vida seria inviável. O mundo é como uma empresa gigantesca, onde cada um tem uma tarefa específica mas indispensável. Dependemos uns dos outros. Para viver, para trabalhar, para sermos felizes!

 

Oração

A nossa oração de hoje será reconhecer o trabalho escondido por onde passarmos. E, porque não, dizer um olá simpático e reconhecido, próprio de quem sabe que cada pessoa tem um valor inestimável.

 


 

O EXECUTIVO E O PESCADOR
Um executivo, de férias na praia, observava um pescador que estava sobre uma rocha a pescar com equipamentos bastante rudimentares: linha de mão, anzol simples, chumbo e iscas naturais. Aproximou-se do pescador e disse:

- Bom dia, meu amigo, posso sentar-me e observar?

O pescador franziu o sobro-lho enquanto mediu o homem com o olhar dos pés à cabeça:

- Tudo bem, doutor.

O executivo:

- Será que posso dar-lhe uma sugestão sobre a pesca?

- Como assim?  

- Se você me permite, eu não sou pescador, mas sou um executivo de uma multinacional e o meu trabalho é melhorar a eficiência da fábrica, optimizando os recursos, reduzindo os preços, enfim, melhorando a qualidade dos nossos produtos. Sou um expert nessa área e fiz vários cursos no exterior sobre isto - disse o executivo, entusiasmado com a sua profissão.

- Pois não, doutor, e o que o senhor quer sugerir? - Perguntou calmamente o pescador.

- Olha, estive a observar o que você faz. Você poderia ganhar dinheiro com isso. Vamos pensar juntos. Se você pudesse comprar uma cana de pescar com molinete, poderia lançar a sua isca para mais longe e, assim, pescaria peixes maiores, certo? Depois disso, você poderia treinar o seu filho para fazer este trabalho. Quando ele se sentisse preparado, você poderia comprar um barco motorizado com uma boa rede para pescar uma quantidade maior e vender para as docas.

Depois, você poderia ir para um grande centro para distribuir melhor o seu produto para os grandes supermercados e peixarias. Já pensou no dinheiro que poderia ganhar? Aí você poderia vir para cá como eu vim, descansar e gozar esta paz, este silêncio da praia, esta brisa saborosa...

O pescador olhou para ele e respondeu com toda a clareza:

- Mas isso, doutor, eu já tenho hoje!

 

Reflexão

Por vezes temos a ideia que temos de preparar demasiado o nosso futuro sem dar valor ou viver com alegria o momento presente. Para o pescador era óbvio que ele poderia apreciar a beleza do mar enquanto trabalhava, porque vivia o trabalho com valor e alegria e não simplesmente para ganhar dinheiro. Se é pena vermos adultos que estão num emprego apenas com o objectivo do salário, também é pena ver alguns jovens a não saber aproveitar as oportunidades de conhecimento e competências que todos os dias lhe vêm parar às mãos.

 

Oração

A vida passa depressa, Senhor, o tempo corre veloz.

Os dias sucedem-se ininterruptamente.

A vida é cada vez mais agitada.

Não há tempo para mais nada.

É preciso correr para acompanhar.

 

Mas hoje queremos parar um instante para falar contigo, Senhor, para que nos abençoes neste dia que começa.


Hoje os nossos pensamentos são de gratidão: seria difícil enumerar os benefícios recebidos até o dia de hoje. Ajuda-nos a viver o presente com amor, alegria e responsabilidade.

 


 

SEMEANDO
A Fernanda era professora do primeiro ciclo. Residia em uma pequena cidade e dava aulas numa vila próxima.
Não era considerada uma pessoa equilibrada em razão do seu comportamento, que parecia um tanto estranho. Eles viam que a professora, nas suas viagens de ida e volta da casa à escola, fazia gestos e movimentos com as mãos, que não conseguiam entender e, por esse motivo, pensavam que ela era meio fora do juízo. Pela janela do comboio, a Fernanda acenava como se estivesse a dizer adeus a alguém invisível aos olhos de todos. As crianças faziam caretas, criticavam-na, mas ela não se apercebia, pois os comentários eram feitos às escondidas. Os anos foram passando e a situação continuava a mesma, apesar da Fernanda ser uma excelente professora. Várias gerações receberam, da bondosa e dedicada professora, ensinamentos valiosos e Fernanda foi envelhecendo no exercício do dever de preparar as crianças para um futuro melhor.

Certo dia viajava para a sua querida escola com diversas crianças na mesma carruagem de comboio e movimentava,
como sempre, as mãos para fora da janela. Os alunos sentados na parte de traz, sorriam maliciosamente
quando Alberto, um aluno de dez anos, se sentou ao seu lado e, com ternura, lhe perguntou:

- Professora, porque é que você insiste em continuar com essas atitudes estranhas?

- O que queres dizer com isso? Interrogou, com surpresa, a bondosa senhora.

- Ora, professora - continuou ele, - a senhora está a acenar para quem?

A mestra amiga compreendeu e sorriu. Sinceramente emocionada, chamou a atenção do aluno, dizendo:
- Vê a minha bolsa - e apontou para a intimidade do objecto de couro forrado. - Vês o que há aí dentro?

- Sim - respondeu o Alberto. - Eu vejo que há algo aí, mas o que é?

A professora respondeu calmamente:

- É pólen de flores. São pequenas sementes...

- Há quase vinte anos eu passo por este caminho, na ida e regresso da escola. A estrada, antes, era feia, árida e desagradável. Então, tive a ideia de a embelezar, semeando flores. Deste modo, de vez em quando, reúno sementes de belas e delicadas flores do campo e atiro-as pela janela... Sei que cairão em terra amiga e, acarinhadas pela primavera, vão transformar-se em plantas e flores, dando cor e alegria à paisagem.

 

Reflexão

Parece incrível que durante 20 anos alguém estivesse a semear a bondade e todos vissem uma coisa totalmente diferente! Deixar um rasto de perfume, de cor e de vida. Conseguirás tu? O que fazes para melhorar o mundo em que vives?

Oração (de Madre Teresa de Calcutá)

A vida é uma oportunidade, aproveita-a.

A vida é beleza, admira-a.

A vida é beatificação, saboreia-a.

A vida é sonho, torna-o realidade.

A vida é um desafio, enfrenta-o.

A vida é um dever, cumpre-o.

A vida é um jogo, joga-o.

A vida é preciosa, cuida-a.

A vida é riqueza, conserva-a.

A vida é amor, goza-a.

A vida é um mistério, desvela-o.

A vida é promessa, cumpre-a.

A vida é tristeza, supera-a.

A vida é um hino, canta-o.

A vida é um combate, aceita-o.

A vida é tragédia, domina-a.

A vida é aventura, afronta-a.

A vida é felicidade, merece-a.

A vida é a VIDA, defende-a.

 


 

UM SOM POR UM PERFUME
Um pobre viajante parou ao meio-dia para descansar à sombra de uma gigantesca árvore. Viera de muito longe e tinha apenas um pedaço de pão para almoçar. Do outro lado da estrada, havia um quiosque com tentadores pastéis e bolos; o viajante deliciava a pensar no sabor daquele manjar enquanto comia o seu pedacinho de pão.

Ao levantar-se para seguir caminho, o padeiro saiu subitamente a correndo, atravessou a estrada e agarrou-o pelo colarinho.

- Espere aí! - gritou o padeiro. - Você tem que pagar pelos bolos!

- O quê? - protestou o viajante, espantado. - Eu nem toquei nos seus bolos!

- Seu ladrão! - berrava o padeiro. - É óbvio que você aproveitou melhor o seu próprio pão só com o perfume dos deliciosos bolos da minha padaria. Você não sai daqui enquanto não me pagar pelo que levou. Eu não trabalho à toa não, camarada!

Uma multidão juntou-se e, como não chegavam a um entendimento, levaram o caso ao juiz local. O juiz ouviu os argumentos, pensou bastante e depois ditou a sentença.

- Você está certo - disse ao padeiro. - Este viajante saboreou os frutos do seu trabalho. E julgo que o perfume dos seus bolos vale três moedas de ouro.

- Isso é um absurdo! Objectou o viajante. - Além disso, gastei o meu dinheiro todo na viagem. Não tenho nem um centavo.

- Ah... - disse o juiz. - Neste caso, vou ajudá-lo.

Tirou três moedas de ouro do próprio bolso, e o padeiro logo avançou para as receber.

- Ainda não - disse o juiz. - Você diz que esse viajante sentiu o cheiro dos seus bolos, não é?

- É isso mesmo - respondeu o padeiro.

- Mas ele não engoliu nem um pedacinho?

- Já lhe disse que não.

- Nem provou nem um pastel?

- Não!

- Nem encostou um dedo às suas tortas?

- Não!

- Então, já que ele consumiu apenas o perfume, você será pago apenas com um som. Abra os ouvidos para receber o que você merece.

O sábio juiz lançou as moedas de uma mão para outra, fazendo-as retinir bem perto das gananciosas orelhas do padeiro.

- Se ao menos você tivesse tido a bondade de ajudar este pobre homem em viagem - disse o juiz -, você até ganharia recompensas em ouro, no Céu.

 

Reflexão

Que dizer da figura do padeiro? No mínimo, será um pouco estranho, mas devemos sempre estar atentos aos movimentos do nosso coração, à intenção com que ajudamos os outros e a não mascarar gestos interesseiros como reflexos da nossa generosidade. Um dia pode acontecer-nos cairmos num ridículo destes.

 

Oração

Rezemos esta oração de São Francisco de Assis na confiança de que aos olhos de Deus cada um de nós é sinal de esperança para aqueles que nos rodeiam. Aos olhos de Deus merecemos essa confiança

Senhor, fazei de mim instrumento da vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor;

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;

Onde houver discórdia, que eu leve a união;

Onde houver dúvida, que eu leve a fé;

Onde houver erro, que eu leve a verdade;

Onde houver desespero, que eu leve a esperança;

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;

Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre,

Fazei que eu procure mais

Consolar, que ser consolado;

compreender, que ser compreendido;

amar, que ser amado.

Pois, é dando que se recebe,

é perdoando que se é perdoado,

e é morrendo que se vive para a vida eterna.


 

UM ABECEDÁRIO ORIGINAL PARA ATINGIR OS TEUS SONHOS

"A"bre os olhos para ver as coisas como realmente são
"B"asta apenas acreditar em ti mesmo e esperar em Deus
"C"onsidera as coisas por vários ângulos
"D"esistir e entregar-se, nunca
"E"ntende-te e aceita-te a ti mesmo para compreenderes melhor os teus semelhantes
"F"amília e amigos são tesouros escondidos, procura encontrá-los e desfrutar das suas riquezas
"G"anha mais quem faz e se dá, do que aquele que muito planeia para o seu umbigo
"H"oje aproveita a vida. O ontem já passou e o amanhã a Deus pertence
"I"gnora aqueles que desejam desencorajar-te
"J"á chegou a hora de agir.
"K"now-how (conhecimento prático) para continuar a tentar, sem te importares de não teres resultados imediatos.
"L"ê e estuda a Palavra de Deus, aprende sobre tudo o que te faz crescer como pessoa
"M"ais do que tudo, ama sem exigir o amor em troca
"N"ão mintas, nem sejas desonesto seja qual for a circunstância
"O"btém mais paz e harmonia evitando pessoas, lugares, coisas e hábitos negativos
"P"rioridade máxima: A paz e a vida que Deus quer para ti
"Q"uem desiste nunca vence e os vencedores nunca desistem
"R"edefine os teus objectivos e prossegue passo a passo na sua direcção
"S"onha, mas não te esqueças de construir a realidade
"T"oma a sério que Jesus caminha contigo
"U"ma boa atitude: Sorri!
"V"isualiza o que queres e as coisas pelas quais vale mesmo a pena lutar

"W"atts: Dá mais energia à tua vida. Acelera os teus esforços e faz acontecer
"X"is: o 'x' da questão é cada um de nós ser um ser único da criação, que nada nem ninguém pode substituir

"Y"es! És especial!
"Z"ela pela tua auto – estima. Sentirás mais alegria em ajudar os outros.

 

Terás mais alguma letra a acrescentar?

 


 

CARTA AOS CRISTÃOS DE HOJE
Se eu aprender inglês, francês e espanhol, alemão e chinês e dezenas de outros idiomas,

mas não souber comunicar como pessoa,

de nada me valem os idiomas…

Se eu viver distante dos problemas do mundo e não emprestar minha voz aos fracos injustiçados,

de nada valem todas as minhas palavras …
Se eu tiver a melhor casa da minha rua e o melhor carro

mas for indiferente a tanta gente que jamais terá um lar e vai sempre andar a pé,

eu nada sei …
Se eu estudar na melhor escola da cidade

e me esquecer dos jovens da minha idade que moram debaixo das pontes,

que não têm família ou condições mínimas de vida humana,

não sou gente...
Se eu possuir as roupas e os sapatos que estão no último grito da moda,

mas não me lembrar dos que andam descalços e apenas se cobrem com a sujeira e farrapos,

sou apenas uma sombra…
Se eu passo o fim-de-semana em festas, farras e a desperdiçar o tempo a ver programas de TV sem sentido,

sem reconhecer que, ao meu lado, a fome, o analfabetismo, a doença e o desemprego ainda afectam tantas pessoas, e nem me recordo de rezar por elas

não sirvo para nada…
 

O cristão é lúcido,

não foge, nem desespera,

insiste na procura da verdade,

não tolera a injustiça,

defende a autêntica liberdade

e sabe que a única coisa que realmente levamos connosco é o amor.
Por isso, o cristão é aquele que faz de tudo para aprender a amar.

 

Reflexão

Este texto é uma bela adaptação de uma das cartas mais extraordinárias que a Bíblia nos oferece. É um excerto da 1ª Carta de S. Paulo aos dirigida aos habitantes de Corinto, chamado o “hino ao Amor”. Neste Hino, São Paulo recorda àqueles habitantes, muitos deles ricos, instruídos, inteligentes e cheios de qualidades, que se tiverem todas as riquezas do mundo mas não souberem amar não são nada. Vamos escutar com atenção este hino.

 

Oração (1 Cor 13)

Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,

se não tiver amor, sou como um bronze que soa

ou um címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom da profecia

e conheça todos os mistérios e toda a ciência,

ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,

se não tiver amor, nada sou.

Ainda que eu distribua todos os meus bens

e entregue o meu corpo para ser queimado,

se não tiver amor, de nada me aproveita.

 

O amor é paciente,

o amor é prestável,

não é invejoso,

não é arrogante nem orgulhoso,

nada faz de inconveniente,

não procura o seu próprio interesse,

não se irrita nem guarda ressentimento.

Não se alegra com a injustiça,

mas rejubila com a verdade.

Tudo desculpa, tudo crê,

tudo espera, tudo suporta.

 

O amor jamais passará.


 

UM DIA SONHEI QUE TINHA MARCADO UMA ENTREVISTA COM DEUS

- 'Entre!' - disse DEUS: 'Então, gostarias de Me entrevistar?'.

- 'Se Deus tiver um tempinho', disse eu.

DEUS sorriu e continuou:

- 'O meu tempo é eterno, suficiente para fazer todas as coisas. Que perguntas tens em mente?'

- 'Quais as coisas que mais O surpreendem na humanidade?', perguntei.

E DEUS respondeu:

-'Que se aborreçam de ser crianças e queiram logo crescer e que já adultos, desejem e se comportem como crianças.

Que desperdicem a saúde para ganhar rios de dinheiro e depois percam dinheiro para restaurar a saúde.

Que pensem ansiosamente sobre o futuro, esqueçam o presente e, dessa forma, não vivam nem o presente, nem o futuro. Que vivam como se nunca fossem morrer e que morram como se nunca tivessem vivido'.

De seguida, Deus pegou na minha mão e ficou em silêncio. Então eu perguntei:

-'Como PAI, que lições de vida gostaria que os SEUS filhos aprendessem?'

Com um sorriso, DEUS respondeu:

-'Que aprendam que não podem fazer com que alguém os ame, mas que podem deixar-se amar.

Que aprendam que o mais valioso não é o que têm na vida, mas quem têm na vida.

Que aprendam que não é bom compararem-se ou competir uns com os outros. Todos são importantes pelos dons que colocam ao serviço dos outros e do mundo.

Que aprendam que bastam poucos segundos para abrir feridas profundas nas pessoas que se ama e que, na maioria das vezes, são necessários muitos anos para curá-las.

Que aprendam a perdoar e que saibam acolher o perdão.

Que aprendam que há pessoas que os amam muito, mas que simplesmente não sabem como demonstrar os seus sentimentos.

Que aprendam que o dinheiro pode comprar tudo, excepto a felicidade.

Que aprendam que duas pessoas podem olhar para a mesma coisa e vê-la de um modo totalmente diferente.

Que aprendam que não é suficiente que eles sejam perdoados, mas que se perdoem a si mesmos'.


Por um tempo, permaneci sentado, a desfrutar aquele momento de eternidade. Como me sentia bem comigo mesmo e em paz com o mundo! Agradeci a Deus pelo Seu tempo e por todas as coisas que ELE tem feito por mim e pela minha família. ELE respondeu:

- “Não tem de quê. Estou sempre aqui, 24 horas por dia. Tudo o que tens a fazer é chamar por mim e EU irei. Bem podes esquecer o que eu disse ou o que eu fiz, mas jamais te esquecerás como eu te fiz sentir com estas palavras ou a atenção que te dei. Porque sabes que te amo, descobriste que é no diálogo comigo que aprendes a levar a paz e a felicidade aos outros...”

 

Quando acordei os primeiros raios de sol teimavam passar pelas portadas. Não hesitei em levantar-me. Percebi que tinha acontecido algo de extraordinário na minha vida. A doçura e a atenção que senti da parte de Deus naquele sonho vão estar presentes em mim no meu encontro com os outros.

 

Reflexão / Oração

Este homem, no seu modo simples de contar um sonho, diz-nos uma coisa fundamental: todo o bem e o amor que nós concretizamos momento a momento é porque Deus habita em nós. Percebemos que em situações muito concretas, quando por impulso até seríamos levados a desprezar, a odiar, a não perdoar, a afastar os outros, podemos agir de outra forma, podemos amar as pessoas que nos são agradáveis e as outras com que temos alguma dificuldade de relação. E porquê? Porque nos reconhecemos amados por Deus de um modo único e pessoal. Não deixemos escapar as oportunidades de perceber o quanto Deus nos ama pois esse é o segredo para sermos nós a amar os outros de forma gratuita. Pai Nosso…

 


 

ESTRELAS DE DEUS
Uma criança estava sentada a ver as estrelas e perguntou a Deus:

- Porque o céu tem estrelas?

Deus respondeu:

- Para iluminar a noite!

A criança, ainda não satisfeita com aquela resposta, exclamou:

- Mas se é apenas para iluminar a noite, porque não usa o sol?

Deus respondeu:

- Se usasse o sol para iluminar a noite não existiria noite.

Depois dessa resposta, a criança parou para observar apenas uma estrela. Percebeu que existiam biliões de estrelas, e que umas brilhavam mais do que as outras, mas nem por isso qualquer uma delas deixava de brilhar. A criança viu a lua, e ficou curiosa e voltou novamente a perguntar:

- E a lua… para que serve?

Deus respondeu:

- Para iluminar mais ainda a noite.

A criança começou a sorrir e disse:

- Por acaso Deus Pai tem medo do escuro?

Deus respondeu:

- Não, meu filho! Apenas ilumino a noite para que ela não seja totalmente escura. Mas, mesmo assim, existem pessoas que não percebem que a noite é iluminada. É um pouco como a tua vida; por mais que ela esteja te possa parecer difícil, ela nunca perderá o seu brilho e, se pararmos para a observar, ela nunca está sozinha. Estará sempre acompanhada, iluminada por outra ou, então, iluminando outras vidas.

  

Reflexão

A luz de Cristo ilumina o coração do homem e a sua existência, na sua caminhada procura da verdadeira felicidade. Mas a experiência dessa luz é discreta e humilde, é a luz que tenta dissipar as noites da nossa fragilidade pecadora. A luz de Cristo está presente, em nós, sobretudo na “luz da fé”.

Mas a fé não é uma simples escolha ou decisão da vontade humana. Se fosse assim era como decidir ser matemático ou adepto de um clube. A fé é, antes de mais, deixar que uma Pessoa, Jesus Cristo, com o testemunho da sua vida e da sua mensagem, nos cative e ajude a crescer na descoberta de Deus que é amor sem fim. Por isso, a fé está sempre à mão de quem tem um coração humilde e pobre… Eis algo que não depende só de nós mas para o qual contamos com a graça de Deus que entra em diálogo connosco.

 

A nossa oração de hoje é um tempo de silêncio e de escuta:

O que será que Jesus está a querer dizer-me hoje?

Como é que eu estou a dar-Lhe espaço na minha vida?

 

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