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Dia 1
de Junho: Dia Mundial da Criança
Na celebração do Dia mundial da criança pergunto:
Sabem quem é Gustavo Dudamel?
É um jovem maestro venezuelano, director musical da
Orquestra Sinfónica Juvenil Símon Bolívar. Poderia
passar despercebido não fosse esta orquestra o
expoente de uma rede de mais de cem orquestras
venezuelanas de educação e reinserção de crianças e
jovens através da música, uma iniciativa conhecida
como "El sistema". Este Sistema é formado por
centenas de orquestras locais, municipais, regionais
e nacionais e congrega os melhores dos melhores de
todas a nível nacional. Saliente-se que a Venezuela
é o país do mundo com o maior número de orquestras
sinfónicas e coros juvenis.
Mas este sonho nasceu com o Sr. José Antonio Abreu,
venezuelano, economista e músico, um homem de fé e
coragem, que tem dado a sua vida pelos jovens mais
pobres e excluídos daquela enorme nação. Fundou o
Sistema Nacional das Orquestras Juvenis e Infantis
da Venezuela. Agora com 77 anos, José Abreu vê, com
muita gratidão a Deus, que este fenómeno musical se
torna “um milagre” visível em vários países do
mundo. José António Abreu e “El Sistema” são um
exemplo do que cada pessoa pode e deve realizar no
mundo através do sonho, da dedicação e do trabalho
constante. |
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Gustavo Dudamel, o jovem maestro que começou a estudar
música com "El sistema" esteve em Portugal a dirigir a
Orquestra Sinfónica Juvenil Símon Bolívar, e deslumbrou a
todos com a sua energia, alegria e determinação.
O desafio não é tocar mas conviver e sonhar. A orquestra
para além de permitir uma variedade extraordinária de
conhecimentos musicais, é um exercício contínuo de cidadania
e respeito recíproco, de incentivo a cooperação entre os
jovens originários dos bairros, que promove a concorrência
positiva e o reforço da relação comunitária dos jovens.
Convidamos-te a visitar o dia a dia destes músicos em:
http://www.youtube.com/watch?v=276oR_tEmbs
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Dia
4 de
Junho: Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de
Agressão
Hoje é o Dia Internacional das Crianças Inocentes
Vítimas de Agressão. Não é uma data para celebrar
mas para provocar a reflexão. A 19 de Agosto de
1982, "consternada perante o grande número de
crianças palestinas e libanesas que foram vítimas
inocentes dos actos de agressão de Israel", a
Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu
relembrar, a 4 de Junho, todos os anos, todas as
crianças vítimas de todos os tipos de maus-tratos.
Apesar desta resolução da ONU, a Unicef continua a
denunciar que a cada hora que passa morre uma
criança queimada, torturada ou espancada pelos pais
ou parentes mais próximos. A mesma organização
acrescenta ainda que 80 por cento das agressões
físicas contra crianças e adolescentes são cometidas
por parentes próximos.
Proteger as crianças não é só uma obrigação dos
pais. É de todos. Porque elas são sinónimo de
continuidade, esperança e futuro.
Para que se possa fazer uma ideia, só em Portugal,
entre Janeiro e Outubro de 2001, a linha SOS Criança
- serviço que faz parte do Instituto de Apoio à
Criança (IAC) - recebeu cerca de 2.500 chamadas, das
quais 347 tiveram direito a algum tipo de
tratamento, nomeadamente psicológico e
sócio-jurídicos.
A lista de maus tratos físicos mais frequentes é
interminável: o simples abanar do bebé (que pode ter
consequências graves), queimaduras, feridas,
fracturas, traumatismos cranianos, abandonos na via
pública, violações, não cumprimento dos programas de
vacinação, falta de tratamento de doenças congénitas
e de higiene. |
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Segundo estudiosos na matéria, a origem destes abusos está
relacionada com alguns factores, tais como a transmissão
entre gerações de actos de violência, o tipo de estrutura
familiar, o isolamento social, o fraco envolvimento na
comunidade, etc. Outro aspecto importante: ao contrário do
que se costuma pensar, as agressões não acontecem apenas nas
classes mais baixas da sociedade.
Portanto, e depois de saber tudo isto, fica um apelo à tua
consciência. Não se pode ficar indiferente.
Dia 10
de Junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portuguesas
As origens do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
remontam a 1924. O Dia de Camões começou a ser festejado a
nível nacional com o Estado Novo (um regime instituído em
Portugal por António de Oliveira Salazar, em 1933).
Porquê Dia de Portugal e de Camões?
Camões representava o génio da pátria, representava Portugal
na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial. É um dos
símbolos da Nação. O feriado em honra de Camões passou a ser
a 10 de Junho uma vez que esta data foi apontada como sendo
a da morte do poeta que escreveu "Os Lusíadas".
Porquê Dia das Comunidades?
Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como
o Dia de Camões, de Portugal e da Raça. Oliveira Salazar, na
inauguração do Estádio Nacional em 1944, tinha denominado
também o dia 10 de Junho como o Dia da Raça em memória das
vítimas da guerra colonial. A partir de 1963, o feriado do
10 de Junho assumiu-se como uma homenagem às Forças Armadas
e numa exaltação da guerra e do poder colonial. A segunda
república não se revê neste feriado, pelo que, em 1978, o
converte em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades
Portuguesas.
E quem foi Luís de Camões?
A vida de Camões não teve a suavidade de alguns dos poemas:
sendo um aventureiro, não dispensava uma boa discussão e
muito menos um namoro apaixonado. Por essas e por outras, em
1548, sofre o desterro no Ribatejo, isto é, fica de castigo
durante uns tempos, sem poder voltar a casa; alista-se
depois como soldado, vai para África e, em 1549, embarca
para Ceuta, onde perde um olho direito numa escaramuça
contra os Mouros.
Regressa a Lisboa, mas, pouco depois de chegar, no Rossio de
Lisboa, mete-se em novo sarilho: dois mascarados lutam com
Gaspar Borges, um funcionário da Cavalariça Real. Camões
envolve-se na confusão. Acaba por ser preso e levado para a
cadeia. A sua mãe, Dona Ana, vive a pedir perdão para os
sarilhos que Luís arranja. O poeta é libertado, sob duas
condições: pagar uma grande multa e embarcar para a Índia,
para servir, durante três anos, na tropa do Oriente. Parte
para Goa, na nau São Bento, comandada pelo capitão Fernão
Álvares Cabral. Chega à capital da Índia portuguesa seis
meses depois. É soldado raso. Como escreve sobre o que vê e
sente, os seus poemas são de uma beleza e de um realismo
incomparáveis.
Para ganhar dinheiro e alguma comida, escreve versos e autos
por encomenda, em especial para um poderoso senhor, que os
apresenta como seus a uma dama por quem está apaixonado. São
muitos os soldados analfabetos e Camões escreve cartas para
os seus familiares no Reino.
Como soldado, as aventuras de Camões, continuam. Parte de
Goa em perseguição a navios mercantes dos mouros. Vai para a
Ásia: primeiro Macau; e, pouco depois, naufraga nas Costas
do Camboja. Diz-se que salvou a nado o mais belo dos seus
poemas: Os Lusíadas.
É preso por dívidas e libertado pelo vice-rei Conde de
Redondo, que o protege. Segue para Moçambique e só em 1570
regressa a Lisboa. Dois anos depois, sai a primeira edição
de Os Lusíadas, que dedica ao Rei D. Sebastião. Em troca, o
rei promete-lhe uma pensão, que nunca será paga. Morre na
miséria - e, provavelmente de peste (em 1579 ou 1580), em
Lisboa, apesar de para o Mundo se ter da lei da morte
libertado!
Texto de Alexandre Herculano, in
http://www.coolkids.guarda.pt/content/luis-de-camoes
HISTÓRIAS PARA
REFLEXÃO E ORAÇÃO
AS
PALAVRAS COR-DE-ROSA E AS PALAVRAS CINZENTAS
Naquela época, existiam na Terra lojas de
palavras cor-de-rosa e lojas de palavras cinzentas. Ao
princípio, comprava-se muito mais palavras cor-de-rosa do
que palavras cinzentas. Os vendedores de palavras
cor-de-rosa faziam bons negócios, e um perfume doce envolvia
a Terra. Os vendedores de palavras cinzentas passavam os
dias à espera, porque só tinham clientes uma ou duas vezes
por ano, por alturas de grandes zangas.
Um dia, sem se saber muito bem porquê, as
palavras cor-de-rosa desapareceram do planeta. Os homens
preferiam as palavras ásperas, amargas e salgadas. Havia uma
crise de emprego, uma greve de corações.
Os patrões compravam muitos Cabeça de alho
chocho, Não me chateies, Vá pregar a outra freguesia,
Obrigado pelos seus serviços mas está despedido. Havia
guerras entre famílias, divórcios, casais que já não se
entendiam, invejas entre irmãos, zangas… Comprava-se vários
Já não gosto de ti, Acabou tudo.
Nas lojas de palavras cor-de-rosa, muitos
Obrigado, Por favor, Gosto de ti, Penso em ti, Muito
Obrigado, Se faz favor, Se não se importa, És tão importante
para mim ficavam por vender e os vendedores, desolados,
já não sabiam onde as armazenar. As lojas cor-de-rosa
fechavam umas atrás das outras. Mesmo a preços de saldo,
elas não atraíam ninguém.
As lojas de palavras cinzentas, essas sim,
prosperavam. Abriram-se mesmo lojas especializadas em
palavras feias, risos grosseiros, insultos horríveis. Ao
menor atrito, ao mais pequeno gracejo, à mais insignificante
discussão, ia-se à reserva: Cala o bico, Vai ver se
chove, És um atraso de vida, e assim por adiante!
Antes das aulas, as crianças corriam para as
lojas cinzentas e enchiam os bolsos de palavras feias para a
hora do recreio. Antes das férias, os adultos também lá iam,
para encherem as malas de palavras cinzentas, de piadas
estúpidas, que atiravam pela janela na auto-estrada, entre
as sandes e o café, durante os engarrafamentos:
Ó aselha, vai mas é plantar batatas!
À face da Terra, a atmosfera era glacial. O
Sol, que tem medo das grosserias e dos arraiais de pancada,
recusava-se agora a brilhar. E só se lembrava de outros
tempos, em que era acolhido de braços abertos.
No entanto, algures no mundo, um rapazinho
não queria habituar-se às palavras cinzentas. “Eu”, dizia o
Pedro, “não quero um mundo onde mais ninguém canta; onde não
se diz bom dia, nem obrigado, onde há sempre tanto frio. Vou
ver se encontro o Sol.” O rapazinho caminhou durante muito
tempo, e ao cabo de meses e meses de árdua caminhada, chegou
exausto à casa das nuvens.
— Toc, toc — bateu. — Venho à procura do Sol.
— Oh, oh! — exclamou a nuvem-chefe, que se
tinha apoderado do céu cinzento. — Olhem só para isto… Um
fedelho ridículo que vem à procura do senhor Sol! O Sol não
aparece a ninguém! Desde que as palavras cinzentas tomaram o
poder, somos nós, as nuvens pardacentas, que somos os
chefes.
Dito isto, virou as costas e fechou-lhe a
porta na cara. O rapazinho sentou-se, confuso. Como
responder? Não trazia no bolso uma única palavra cinzenta.
Então, começou a chorar. A nuvem olhou para ele
surpreendida: já há muito tempo que não via ninguém chorar!
Naquele universo glacial, todos os olhos estavam gelados,
todos os corações estavam frios.
— Pára com isso imediatamente! — gemeu a
nuvem. — Se não, vou fazer cair um aguaceiro. — Finalmente
comovida, tomou, lá no íntimo, a decisão de o ajudar.
— Olha — disse-lhe. — Aquela bolinha amarela
ali em baixo é o Sol.
O Pedro abriu os olhos e viu de facto uma
bola de bilhar perdida na imensidão do azul: era o Sol, que
estava a desaparecer por causa dos maus-tratos.
Já no limite das forças, o rapazinho caminhou
em direcção da pequena bola amarela.
— Bom dia — cumprimentou. — Vim buscar-te.
Tudo se tornou cinzento na Terra. Temos frio, sentimo-nos
mal. Nunca nos rimos, nunca dizemos palavras delicadas. Tens
de voltar.
— Vou, a título de experiência — resmungou o
Sol. — Mas atira primeiro para a Terra estas palavras
cor-de-rosa. Assim, o meu regresso será mais agradável.
O Sol deu ao menino um conjunto de palavras
cor-de-rosa: Por favor, É simpático da tua parte, Muito
obrigado, Gosto muito de ti, Amor da minha vida, Se não se
importa, etc. O rapazinho meteu-as nos bolsos, regressou à
Terra e distribuiu-as por todo o lado. De repente, nos
engarrafamentos, as pessoas começaram a desdobrar os
papelinhos cor-de-rosa: Faz favor de passar, Que tempo
tão bonito, não acha?, Pode ir à minha frente, não tenho
pressa, queira ocupar este lugar…
Nos recreios, começaram a ouvir-se novamente
risos simpáticos e palavras como És o meu melhor amigo,
Claro que podes entrar no jogo…
Em casa, as crianças voltaram a usar palavras
cor-de-rosa: Obrigada, mãe, Por favor, Desculpa, não fiz
de propósito…
O Sol voltou a brilhar e a deitar-se todas as
noites na sua nuvem cor-de-rosa. E os vendedores de palavras
cor-de-rosa abriram outras lojas especializadas em sorrisos,
em suspiros de satisfação, em delicadeza, em cortesia, em
civismo… e deram emprego a tantas pessoas que tinham o céu
como casa.
Quanto às palavras cinzentas, decidiram,
diante de tanta felicidade, desarvorar com quantas patas
cinzentas e peludas tinham. E, quando alguma se lembrava de
vir meter o nariz, garanto-vos que não ficava por muito
tempo.
Reflexão:
Esta história ajuda-nos a pensar nas
consequências das palavras que dizemos. Que mundo queremos
deixar para os outros?
Oração:
Vamos pedir a Maria, nossa Mãe, que nos ajude
a dizer palavras certas e delicadas, que não sejam
destruidoras mas edificantes. Dizer o que temos a dizer, mas
com uma intenção de construir a paz e a harmonia.
Avé Maria, …. Maria, Auxiliadora, rogai por
nós.
UM ABRAÇO DE DEUS
Uma avó
conta que, certo dia, a sua filha lhe telefonou das
urgências. A sua neta, a Rita, de apenas seis anos, tinha
caído de um brinquedo no pátio da escola e tinha-se ferido
gravemente na boca.
A avó foi
buscar as irmãs da Rita à escola e passou uma tarde agitada
e muito tensa, a cuidar das crianças, enquanto aguardava que
a filha regressasse com a mais crescida. Quando finalmente
chegaram, as irmãs mais pequeninas correram para os braços
da mãe.
A Rita
entrou silenciosa em casa e foi-se sentar na grande poltrona
da sala de estar. O médico tinha dado oito pontos na sua
boca. O seu rosto estava inchado, a fisionomia estava
modificada e os fios dos cabelos compridos estavam
empastados por causa do sangue. A miudinha parecia frágil e
desamparada.
A avó
aproximou-se dela com o máximo cuidado. Conhecia a neta,
sempre tímida e reservada.
"Precisas
de alguma coisa, querida?", perguntou.
Os olhos
da menina fitaram a avó firmemente e ela respondeu: "quero
um abraço."
Reflexão:
À
semelhança da Rita, muitas vezes desejamos que alguém nos
tome nos braços e nos ajude a sentirmo-nos seguros.
No caso da
Rita, foi por causa de um pequeno acidente, mas quando o
coração está dilacerado pela injustiça, quando a alma está
cheia de curativos para disfarçar as lesões afectivas,
gostaríamos que alguém nos confortasse. É claro que os pais
e os amigos são a nossa maior fonte de ternura.
Contudo,
às vezes parece que não temos a quem pedir tal recurso
salutar. Então, quando estivermos ansiosos por um abraço
consolador nos nossos momentos de cansaço, de angústia e de
confusão, pensemos em quem é o responsável maior por nós.
Oração:
Deus é
nosso Pai. Escuto esta verdade em silêncio no meu coração.
Quando não
tivermos um amigo a quem telefonar para conversar,
conversemos com Deus que é nosso pai. No silêncio do nosso
quarto, num momento em que passamos pela Capela e lá não
está mais ninguém a não ser Jesus, digamos-lhe tudo o que
ele, provavelmente já sabe, mas que nós desejamos contar
para aliviar a tensão interior. Não importa como o chamemos:
pai, Deus, amigo, salvador. O importante é que abramos a
nossa intimidade e permitamos que Deus nos abrace, como Seus
filhos, sem impor condições.
A ARTE DE SER FELIZ
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para
um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça
azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos
dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de
louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava
essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.
HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um
canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de
flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em
que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua
breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas
iam sorrir de alegria ao recebe-las? Eu não era mais
criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.
HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um
terreiro, onde uma vasta mangueira alargava a sua copa
redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase
todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E
contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela;
e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi
muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal
expressão no rosto, ah, às vezes faziam com as mãos gestos
tão compreensíveis, que eu participava do auditório,
imaginava os assuntos e suas peripécias e sentia-me
completamente feliz.
HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre
uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia
um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs
vinha um pobre homem com um balde, e em silêncio, ia
atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não
era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o
jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o
homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficava completamente feliz.
MAS,
quando falo dessas pequenas felicidades, certas, que estão
diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não
existem, outros que só existem diante das minhas janelas e
outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para
poder vê-las assim.
(Cecília Meireles)
Reflexão:
É
interessante como algumas pessoas não conseguem mesmo ver o
lado mais belo e gratuito da vida e só se prendem em coisas
superficiais e ilusórias. Como será difícil encontrarem a
verdadeira felicidade.
Oração:
Vamos
pedir a Jesus que nos ajude a descobrir a sua presença na
nossa vida de cada dia: um gesto amigo, uma palavra de
gratidão, um olá que não esperávamos, alguém que precisa da
nossa ajuda, uma pessoa que já não víamos há muito tempo ou
até alguma coisa que não compreendemos muito bem mas que nos
fala de Deus.
Pai Nosso…
APENAS
UM RAPAZ
Era uma vez um rapaz bravio que gostava de
pregar partidas e fazer maluquices, só por birra. Era muito
antipático este rapaz. Mas emendou-se. Eu conto como foi.
Um dia, por maldade, deu-lhe na veneta
atormentar uma pobre velhota, que vivia numa casinha pobre,
à beira do povoado. Foi para uma pedreira que havia perto e
pôs-se a atirar pedras e a rebolar pedregulhos, que iam cair
no quintal da velhota. Para o que lhe havia de dar!?
No fim do seu feito, já cansado, aproximou-se
da casa da velhinha, para ver de perto os resultados da sua
proeza. Andava a velhinha a recolher as pedras, espalhadas
pelo quintal.
— Foi uma bênção que me caiu do céu — dizia a
velhinha. — Precisava, há que tempos, de consertar o muro do
quintal, mas não tinha forças para trazer tantas pedras. Se
não fosse esta avalanche…
O rapaz ficou de boca aberta. E mais sem fala
ficou quando a velhinha lhe propôs:
— Bom rapazinho, importas-te de me ajudar a
consertar o muro?
Ele, que tinha de fazer de conta que era um
bom rapazinho, não teve outro remédio. Passou o resto do dia
a acartar pedras, as pedras que ele lançara do alto do
monte.
No fim da tarefa, a velhota agradeceu-lhe o
trabalho e deu-lhe um grande boião de mel. O rapaz lá se
foi, cansado e a lamber os beiços, um tanto confundido. À
noite, quando se deitou, estava cá com uma dor nas costas,
que não lhes digo nada! Mas regalado com o mel que a
velhinha lhe dera.
Ora pois! Serviu-lhe de emenda. Mudou de
intenções. Não posso garantir se, dessa vez em diante, nunca
mais pregou partidas. Um diabinho não se transforma de
repente num santinho. É exigir demais. Mas, na verdade,
deixou-se de brincadeiras tolas.
Sem que possa ser considerado um virtuoso
rapazinho, também já não é um venenoso rapazote. Nem
rapazinho, nem rapazote. Apenas um rapaz. Nem muito mau, nem
muito bom. Como quase toda a gente, aliás.
(Adaptado de António Torrado)
Reflexão:
É interessante como a vida nos vai mostrando
verdades importantes. Tantos erros que fazemos podem ser a
oportunidade para reconhecer que não estamos a seguir pelo
caminho mais correcto e para decidir mudar de rumo. É
preciso coragem!
Oração:
Peço hoje que Nossa Senhora me ajude a
reconhecer um aspecto do meu feito que não contribui nada
para o meu crescimento. Mas, para além disso, que eu
arrisque em mudar para melhor.
Avé Maria,…
A JARRA DA AVÓ
Um dia
estava eu deitado na cama, com uma montanha de folhas de
exercícios de estudo para os exames, quando a minha mãe
entrou. Trazia um jarro de servir leite, em porcelana, com
aspecto já antigo e bastante feio. Perguntou-me: Queres
ficar com este jarro?
Fui pronto
na resposta: - Não, não quero.
Mas mal
ela se voltou para sair, algo me dizia que ela ficou triste
com aquela resposta dada de maneira tão indiferente. Não
pude deixar de lhe perguntar: Espere mãe, onde é que
arranjou isso?
- Oh!
Fiquei com este jarro quando preenchi uma nota de encomenda.
- Quando
preencheu o quê? - Perguntei sem entender o que queria dizer
aquilo.
- Quando
eu era mais nova do que tu trabalhava durante as férias
grandes na entrega de encomendas de uma empresa. Essa
empresa enviava catálogos de venda por correspondência e eu
percorria a vizinhança para arranjar uma grande encomenda.
Para além do serviço pago, tinha direito a um prémio.
Deram-me um serviço familiar de pequeno-almoço em porcelana.
Claro que cheguei a casa toda contente e entreguei aquela
prenda à tua avó.
Agora
imagina, Bernardo, a tua avó que tem 86 anos, com a vida que
ela já teve: foi capaz de criar e manter unidos os seis
filhos, até hoje, depois do marido a ter abandonado tão
nova. Para ela não havia despesas desnecessárias. Quando lhe
entreguei o serviço de porcelana foi um presente do outro
mundo. E cada um de nós tem uma peça desse serviço. É um
sinal de coragem e de união familiar.
De
repente, dei por mim a dizer:
- Mãe, eu
quero esse jarro.
A minha
mãe sorriu. Aquele jarro está no lugar central do armário da
sala de jantar. Chama demasiado a atenção por destoar do
resto das peças. Para mim e para a minha mãe tem um enorme
significado: é fundamental estar atento ao que cada pessoa
tem para te dizer.
Reflexão:
Não deixes
que alguém se afaste de ti com o vazio de não ter o teres
escutado de verdade. Pode estar em jogo um tesouro de vida.
Se Maria fosse uma rapariga pouco atenta nem tinha escutado
o convite que o Anjo Gabriel lhe dirigiu, não tinha
percebido que faltava vinho aos convidados nas bodas de Caná,
não tinha seguido com fé o caminho do Filho até à Cruz.
Oração:
Aprendamos
a cultivar os gestos de atenção que fazem com que os outros
se sintam próximos e amados por nós. Avé Maria,…
AS DUAS RÃZINHAS

Duas
rãzinhas estavam a passear à volta de um barril de leite,
quando se desequilibraram e caíram no líquido. Desesperada,
uma disse à outra:
- Nada...
Não pares! Se não, vamo-nos afundar, e morreremos!...
Mas a
companheira estava sem forças e não resistiu. Parou de nadar
e afundou-se.
Determinada, a sobrevivente não parou de bater as patas e de
tentar nadar. Foi de tal forma persistente e bateu tanto,
que quase como milagre, o leite foi-se transformando em
manteiga e, desta maneira, ela conseguiu caminhar sobre a
substância gorda do leite, e saiu.
Reflexão:
Qual foi a
diferença de atitudes entre estas duas rãs? Será que a rã
mais lutadora sabia que tinha tantas forças assim? Às vezes
precisamos mesmo de ir passando por desafios para descobrir
as capacidades que temos. A lição é: não deixar de lutar,
até o fim.
E isto ajuda-nos a percebermos como Deus nos
vai ajudando a crescer. Tudo pode ser encarado como uma
aprendizagem. Desta forma, vamo-nos sentindo mais seguros e
a ter mais confiança nos outros.
Oração:
Quando não
sentimos ter a força que gostaríamos de ter, pela fé que
Deus nos dá vamos descobrindo que não estamos sós. Vamos
pedir hoje por todas as pessoas que estão a passar por
situações difíceis na sua vida: doença, solidão, desemprego,
problemas familiares, falta de paz,… Que Nossa Senhor leve a
esperança e a coragem a estes lares. Avé Maria,…
OS AMIGOS NÃO TÊM DEFEITOS
O dono de
uma loja de animais estava a colocar um anúncio na porta.
"Vende-se cães. Para todos os preços".
Esse tipo
de anúncio sempre atrai as crianças, e logo apareceu na loja
um menino a perguntar:
- Qual é o
preço dos cãezinhos?
O dono
respondeu:
- Depende,
entre 20 e 300 €.
O
menininho colocou a mão no seu bolso e tirou umas moedas:
- Só tenho
6 €. Posso vê-los?
O homem
sorriu e assobiou. De trás da loja saiu uma cadelinha a
correr, seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos
estava a ficar consideravelmente para trás.
O
menininho imediatamente apontou para o cão que estava a
mancar.
- O que é
que aconteceu com este cãozinho???
O homem
explicou-lhe que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário
disse-lhe que tinha uma perna defeituosa e que iria ficar
assim para o resto da sua vida.
O menino
emocionou-se e exclamou:
- Este é o
cão que eu quero comprar!.
E o homem
respondeu:
- Não, tu
não vais comprar esse cão. Se o quiseres eu dou-to de
presente.
O rapaz
franziu a testa. Não gostou nada daquela proposta do dono e,
fitando-o nos olhos disse:
-Eu não
quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os
outros cachorrinhos e eu quero pagar esse preço. Vou dar-lhe
os meus 6€ e em cada mês venho dar-lhe 5€ até que o tenha
pago por completo.
O homem
respondeu:
- Você não
quer de verdade comprar esse cãozinho, filho. Ele nunca será
capaz de correr, saltar e brincar como os outros.
O miúdo
baixou-se e levantou a calça da sua perna esquerda. O homem
olhou incrédulo para a perna cruelmente retorcida e
aparentemente inutilizada do garoto, suportada por um grande
aparato de metal. O rapaz olhou de novo para o homem e
disse-lhe:
- Bem, eu
também não posso correr muito e o cãozinho vai precisar de
alguém que o entenda.
O homem
estava agora envergonhado e seus olhos encheram-se de
lágrimas. Quando conseguiu sorrir disse:
- Filho,
só espero e rezo que cada um destes cãezinhos tenha um dono
como tu.
Reflexão:
Na vida
não importa como és, mas que alguém te aprecie pelo que és,
te aceite e te ame incondicionalmente. Um verdadeiro amigo é
aquele que continua contigo quando o resto do mundo já se
foi. Ser um verdadeiro amigo é saber conviver com as
qualidades e com as fragilidades de cada pessoa.
Oração:
Jesus foi
um grande amigo de pessoas que viviam discriminadas e
marginalizadas naquela sociedade. Soube passar por cima de
preconceitos e de ver cada um no mais íntimo do seu coração.
Vamos pedir a Jesus que nos ensine a ser amigos autênticos e
pedimos-Lhe perdão pelas palavras, gestos e omissões com que
ferimos alguém que esperava a nossa amizade.
MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA O
CAPITAL SOCIAL DA VIDA
Eis as
regras que encontrei num panfleto que procurava ajudar as
pessoas a superar os efeitos maiores da crise: a falta de
confiança e a indiferença perante quem sofre.
1.
Arrisca
aumentar a tua conta com depósitos de verdadeiro amor e
grandes conhecimentos.
2.
Sempre que
perderes, pelo menos não percas a lição a tirar.
3.
Segue os três
R's: Respeito por ti, Respeito pelos outros e
Responsabilidade por todos os teus actos.
4.
Lembra-te que
não conseguires sempre tudo o que queres é um grande golpe
de sorte: aprendes a crescer e viver mais humilde.
5.
Não deixes que a
diferença de opiniões estrague uma boa amizade. Mas
sê capaz de assumir as tuas convicções.
6.
Quando
perceberes que erraste, dá imediatamente os passos para
corrigir a situação.
7.
Procura passar
cada dia algum tempo sozinho. Se estiveres bem contigo
aprenderás a conviver bem com os outros.
8.
Partilha
a tua
sabedoria. É uma belíssima forma de seres sempre recordado
com gratidão.
9.
Sê gentil com o planeta terra.
10.
Avalia o teu
sucesso através daquilo que tiveste de deixar de lado para o
conseguir ter. Saberás dar valor a tudo o que fores
construindo com o teu esforço.
Reflexão:
Mais importante que o TER são as atitudes do
SER:
Sê
compreensivo para com os teus inimigos.
Sê
leal para com os teus amigos.
Sê
suficientemente forte para iniciar cada dia um novo
desafio.
Sê
suficientemente fraco para reconhecer que não consegues
fazer tudo sozinho.
Sê
suficientemente generoso para com quem puderes ajudar.
Sê
moderado com as tuas próprias exigências.
Sê
suficientemente inteligente para reconhecer que não
sabes tudo.
Sê
suficientemente louco para acreditar em milagres.
Sê o
primeiro a dar os parabéns a um amigo ou colega que teve
êxito.
Sê o
último a criticar um colega que falha.
Sê
amável para com os que te amam.
Sê
amável para com os que não te amam. Eles podem mudar.
Acima
de tudo, sê tu mesmo de verdade.
Oração:
Ajuda-nos Maria, a olhar os colegas, os
professores, a nossa família, os nossos amigos, todas as
pessoas que encontramos em cada manhã, com o olhar bondoso
com que Deus olha para nós. E que possamos escolher o
essencial: o SER e não o TER.
Obrigada Mãe.
COPO OU LAGO?
O velho
sábio pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de
sal num copo de água e bebesse. O rapaz meio hesitante lá se
resolveu.
-'Qual é o
gosto?'- perguntou o Mestre.
-'Sabe
mal' - disse o aprendiz.
O sábio
sorriu e pediu ao jovem que pegasse noutra mão cheia de sal
e a levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o
jovem lançou o sal para o lago.
Então o
velho disse: -'Bebe um pouco dessa água'.
Enquanto a
água escorria do queixo do jovem o sábio perguntou: -'Qual é
o gosto?'
- 'Bom!'
disse o rapaz.
-'Sentes o
gosto do sal?' perguntou o sábio.
-'Não'
disse o jovem.
O Mestre
então sentou-se ao lado do jovem, pegou nas suas mãos e
disse: - A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o modo
como sentimos e saboreamos a dor depende de onde a
colocamos. Quando te sentires triste, abandonado, desiludido
ou só, a única coisa que deves fazer é aumentar o sentido de
tudo o que está à tua volta. É dar mais valor ao positivo
que te rodeia do que ao que tu perdeste. Noutras palavras: É
deixares de ser copo para te tornares um lago.
Reflexão:
Em vez de olhar para o nosso umbigo quando
nos acontece algo de difícil o desafio é ter confiança em
nós e em algo ou alguém maravilhoso que está sempre ao nosso
lado. Só assim conseguimos relativizar os fracassos e
insucessos e recomeçar com um olhar de Esperança.
Oração:
Ajuda-nos Maria a saber acolher cada dia como
uma experiência de nascer de novo… mesmo os momentos mais
difíceis. E dá-nos a graça de saber apoiar com generosidade
aqueles que mais estão a precisar de ajuda, mesmo que não a
peçam.
NO
CORAÇÃO DE DEUS
Encontraram-se um dia, uma lágrima, uma
estrela, uma pérola e uma gota de orvalho.
A primeira a falar foi a estrela:
- Quem diria que eu tive o trabalho de descer
das alturas luminosas, para vir conversar com vocês as três?
Sabem que sou mais alta que as nuvens? E que a minha altivez
é capaz de luzir entre mil chamas radiosas?
Mas a pérola não se ficou atrás e respondeu:
- Quem te dará valor, entre milhões de
luzeiros no espaço? Não passas de um grão de esplendor,
metido na poeira do infinito. Ninguém se lembra de te querer
pôr nos braços ou agarrar-te com a mão! Enquanto eu, lá no
fundo dos oceanos, sou constantemente procurada e vendida
aos soberanos, para enfeitar, com o meu brilho, as coroas
dos reis! Vivo no colo esplêndido dos nobres e sou um adorno
de incalculável valor sobre os vestidos das rainhas... Não
como tu, que sob o olhar dos pobres poetas vagabundos te
encaminhas... E ainda mais valho que um orvalho e uma
lágrima, pois ambos são gotas de água, sem o mínimo valor.
Disse o orvalho, com mágoa: "- Qual de vocês
as três, tem esse encanto de se transformar em gozo, na boca
imaculada de uma flor? Eu venho lá de cima, radiante, dos
braços da alvorada, cobrir de beijos uma rosa, que se sente
tão doce nesse instante, que vale a pena vê-la tão ditosa! E
trago o riso ao coração da Terra. Eis como sou feliz! No
campo ou no cimo da serra sou sempre uma esperança
cristalina nos lábios sorridentes de uma flor!"
Calou-se o orvalho. E a lágrima? Coitada,
esta nada dizia... "E que respondes tu?" Perguntaram os
demais. Ela, na terra húmida e fria, nada ousava falar...
Porém, sublime e calma, respondeu:
"- Eu sou o perdão no crime e a emoção no
amor! Bailo no olhar risonho da alegria e moro no olhar
tristíssimo da dor! Eu sou a alma da saudade e da harmonia!
Sou o estrio na lira soluçante dos poetas, sou a relíquia de
uma mãe que tem no coração os seus filhos, e sou lembrança
do filho no coração de mãe! Não vivo nos vestidos perfumados
ou nos colos orgulhosos, de quem se ri ou chora por
aparência... Porém, vivo no mais profundo do coração de cada
um, seja do rei, do sábio, do rico ou do pobre... do
pecador, do santo, e até na face do Senhor Jesus um dia já
rolei... Eu, lágrima pequena, penetrei no coração de Deus, e
fiz estremecer, abrir-se extasiado o pórtico dos céus!
A lágrima calou-se humildemente... Em
silêncio, tudo a contemplava serenamente, na vastidão
vazia... A estrela ocultou-se atrás de uma nuvem e
chorava... A pérola desceu à profundeza dos mares e chorava
também... O orvalho tremulando sobre a relva também
chorava... E a lágrima, só a lágrima sorria!...
Oração:
Senhor
Jesus, como são grandes os mistérios que dás a conhecer aos
mais pequeninos e humildes. Ajuda-me a ter um coração pobre,
simples, que possa descobrir o que existe de mais belo em
cada pessoa e no mundo em que vivo. Ajuda-me a viver no amor
do Teu coração.
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