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Nossa Senhora Auxiliadora

Bons Dias

[Arquivo]

 

Orientações gerais para os “Bons dias”

Junho 09

Neste mês de Junho estamos prestes a alcançar metas e sonhos a que nos propusemos no início do ano. Há tanto para agradecer. Agradecer a Deus a sua presença, a sua protecção, a força com que nos anima e nos faz sentir unidos, nos momentos de alegria e nos momentos de maior dificuldade.

 

Continuamos a seguir por esta via láctea da esperança onde os sinais de luz são infinitos. Continuamos a descobrir Maria Auxiliadora como nossa Mãe e como nossa guia que nos conduz ao bem maior: o próprio Jesus.

 

Acção: Foi Maria quem confiou a João Bosco e a Maria Mazzarello os jovens daquele tempo. Como educadores salesianos, somos hoje as novas cores do sonho de D. Bosco, convidados a descobrir e a comunicar a Sua presença na nossa vida e na nossa missão educativa e juvenil…

 

Recordamos…

* 1 de Junho: Dia Mundial da Criança

* 4 de Junho: Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão

* 10 de Junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

 

Bons Dias Junho 09

 

 

 

 


Dia 1 de Junho: Dia Mundial da Criança

Na celebração do Dia mundial da criança pergunto:

Sabem quem é Gustavo Dudamel?

 

É um jovem maestro venezuelano, director musical da Orquestra Sinfónica Juvenil Símon Bolívar. Poderia passar despercebido não fosse esta orquestra o expoente de uma rede de mais de cem orquestras venezuelanas de educação e reinserção de crianças e jovens através da música, uma iniciativa conhecida como "El sistema". Este Sistema é formado por centenas de orquestras locais, municipais, regionais e nacionais e congrega os melhores dos melhores de todas a nível nacional. Saliente-se que a Venezuela é o país do mundo com o maior número de orquestras sinfónicas e coros juvenis.

 

Mas este sonho nasceu com o Sr. José Antonio Abreu, venezuelano, economista e músico, um homem de fé e coragem, que tem dado a sua vida pelos jovens mais pobres e excluídos daquela enorme nação. Fundou o Sistema Nacional das Orquestras Juvenis e Infantis da Venezuela. Agora com 77 anos, José Abreu vê, com muita gratidão a Deus, que este fenómeno musical se torna “um milagre” visível em vários países do mundo. José António Abreu e “El Sistema” são um exemplo do que cada pessoa pode e deve realizar no mundo através do sonho, da dedicação e do trabalho constante.

Dia 1 de Junho: Dia Mundial da Criança - Gustavo Dudamel
Dia 1 de Junho: Dia Mundial da Criança - Orquestra Sinfónica Juvenil Símon Bolívar

 

Gustavo Dudamel, o jovem maestro que começou a estudar música com "El sistema" esteve em Portugal a dirigir a Orquestra Sinfónica Juvenil Símon Bolívar, e deslumbrou a todos com a sua energia, alegria e determinação.

 

O desafio não é tocar mas conviver e sonhar. A orquestra para além de permitir uma variedade extraordinária de conhecimentos musicais, é um exercício contínuo de cidadania e respeito recíproco, de incentivo a cooperação entre os jovens originários dos bairros, que promove a concorrência positiva e o reforço da relação comunitária dos jovens.

Convidamos-te a visitar o dia a dia destes músicos em:

http://www.youtube.com/watch?v=276oR_tEmbs

 


Dia 4 de Junho: Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão

Hoje é o Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão. Não é uma data para celebrar mas para provocar a reflexão. A 19 de Agosto de 1982, "consternada perante o grande número de crianças palestinas e libanesas que foram vítimas inocentes dos actos de agressão de Israel", a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu relembrar, a 4 de Junho, todos os anos, todas as crianças vítimas de todos os tipos de maus-tratos.

Apesar desta resolução da ONU, a Unicef continua a denunciar que a cada hora que passa morre uma criança queimada, torturada ou espancada pelos pais ou parentes mais próximos. A mesma organização acrescenta ainda que 80 por cento das agressões físicas contra crianças e adolescentes são cometidas por parentes próximos.

Proteger as crianças não é só uma obrigação dos pais. É de todos. Porque elas são sinónimo de continuidade, esperança e futuro. 

 

Para que se possa fazer uma ideia, só em Portugal, entre Janeiro e Outubro de 2001, a linha SOS Criança - serviço que faz parte do Instituto de Apoio à Criança (IAC) - recebeu cerca de 2.500 chamadas, das quais 347 tiveram direito a algum tipo de tratamento, nomeadamente psicológico e sócio-jurídicos.

 

A lista de maus tratos físicos mais frequentes é interminável: o simples abanar do bebé (que pode ter consequências graves), queimaduras, feridas, fracturas, traumatismos cranianos, abandonos na via pública, violações, não cumprimento dos programas de vacinação, falta de tratamento de doenças congénitas e de higiene.

Bons Dias de Junho 09 - Dia 4 de Junho: Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão

 

Bons Dias de Junho 09 - Dia 4 de Junho: Dia Internacional das Crianças Inocentes Vítimas de Agressão


Segundo estudiosos na matéria, a origem destes abusos está relacionada com alguns factores, tais como a transmissão entre gerações de actos de violência, o tipo de estrutura familiar, o isolamento social, o fraco envolvimento na comunidade, etc. Outro aspecto importante: ao contrário do que se costuma pensar, as agressões não acontecem apenas nas classes mais baixas da sociedade.


Portanto, e depois de saber tudo isto, fica um apelo à tua consciência. Não se pode ficar indiferente.

 


Dia 10 de Junho: Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas

As origens do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades remontam a 1924. O Dia de Camões começou a ser festejado a nível nacional com o Estado Novo (um regime instituído em Portugal por António de Oliveira Salazar, em 1933).

 

Porquê Dia de Portugal e de Camões?

Camões representava o génio da pátria, representava Portugal na sua dimensão mais esplendorosa e mais genial. É um dos símbolos da Nação. O feriado em honra de Camões passou a ser a 10 de Junho uma vez que esta data foi apontada como sendo a da morte do poeta que escreveu "Os Lusíadas".

 

Porquê Dia das Comunidades?

Até ao 25 de Abril de 1974, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça. Oliveira Salazar, na inauguração do Estádio Nacional em 1944, tinha denominado também o dia 10 de Junho como o Dia da Raça em memória das vítimas da guerra colonial. A partir de 1963, o feriado do 10 de Junho assumiu-se como uma homenagem às Forças Armadas e numa exaltação da guerra e do poder colonial. A segunda república não se revê neste feriado, pelo que, em 1978, o converte em Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

 

E quem foi Luís de Camões?

A vida de Camões não teve a suavidade de alguns dos poemas: sendo um aventureiro, não dispensava uma boa discussão e muito menos um namoro apaixonado. Por essas e por outras, em 1548, sofre o desterro no Ribatejo, isto é, fica de castigo durante uns tempos, sem poder voltar a casa; alista-se depois como soldado, vai para África e, em 1549, embarca para Ceuta, onde perde um olho direito numa escaramuça contra os Mouros.

Regressa a Lisboa, mas, pouco depois de chegar, no Rossio de Lisboa, mete-se em novo sarilho: dois mascarados lutam com Gaspar Borges, um funcionário da Cavalariça Real. Camões envolve-se na confusão. Acaba por ser preso e levado para a cadeia. A sua mãe, Dona Ana, vive a pedir perdão para os sarilhos que Luís arranja. O poeta é libertado, sob duas condições: pagar uma grande multa e embarcar para a Índia, para servir, durante três anos, na tropa do Oriente. Parte para Goa, na nau São Bento, comandada pelo capitão Fernão Álvares Cabral. Chega à capital da Índia portuguesa seis meses depois. É soldado raso. Como escreve sobre o que vê e sente, os seus poemas são de uma beleza e de um realismo incomparáveis.

 

Para ganhar dinheiro e alguma comida, escreve versos e autos por encomenda, em especial para um poderoso senhor, que os apresenta como seus a uma dama por quem está apaixonado. São muitos os soldados analfabetos e Camões escreve cartas para os seus familiares no Reino.

Como soldado, as aventuras de Camões, continuam. Parte de Goa em perseguição a navios mercantes dos mouros. Vai para a Ásia: primeiro Macau; e, pouco depois, naufraga nas Costas do Camboja. Diz-se que salvou a nado o mais belo dos seus poemas: Os Lusíadas.

 

É preso por dívidas e libertado pelo vice-rei Conde de Redondo, que o protege. Segue para Moçambique e só em 1570 regressa a Lisboa. Dois anos depois, sai a primeira edição de Os Lusíadas, que dedica ao Rei D. Sebastião. Em troca, o rei promete-lhe uma pensão, que nunca será paga. Morre na miséria - e, provavelmente de peste (em 1579 ou 1580), em Lisboa, apesar de para o Mundo se ter da lei da morte libertado!

 

Texto de Alexandre Herculano, in http://www.coolkids.guarda.pt/content/luis-de-camoes

 


HISTÓRIAS PARA REFLEXÃO E ORAÇÃO

 

AS PALAVRAS COR-DE-ROSA E AS PALAVRAS CINZENTAS

Naquela época, existiam na Terra lojas de palavras cor-de-rosa e lojas de palavras cinzentas. Ao princípio, comprava-se muito mais palavras cor-de-rosa do que palavras cinzentas. Os vendedores de palavras cor-de-rosa faziam bons negócios, e um perfume doce envolvia a Terra. Os vendedores de palavras cinzentas passavam os dias à espera, porque só tinham clientes uma ou duas vezes por ano, por alturas de grandes zangas.

Um dia, sem se saber muito bem porquê, as palavras cor-de-rosa desapareceram do planeta. Os homens preferiam as palavras ásperas, amargas e salgadas. Havia uma crise de emprego, uma greve de corações.

Os patrões compravam muitos Cabeça de alho chocho, Não me chateies, Vá pregar a outra freguesia, Obrigado pelos seus serviços mas está despedido. Havia guerras entre famílias, divórcios, casais que já não se entendiam, invejas entre irmãos, zangas… Comprava-se vários Já não gosto de ti, Acabou tudo.

Nas lojas de palavras cor-de-rosa, muitos Obrigado, Por favor, Gosto de ti, Penso em ti, Muito Obrigado, Se faz favor, Se não se importa, És tão importante para mim ficavam por vender e os vendedores, desolados, já não sabiam onde as armazenar. As lojas cor-de-rosa fechavam umas atrás das outras. Mesmo a preços de saldo, elas não atraíam ninguém.

As lojas de palavras cinzentas, essas sim, prosperavam. Abriram-se mesmo lojas especializadas em palavras feias, risos grosseiros, insultos horríveis. Ao menor atrito, ao mais pequeno gracejo, à mais insignificante discussão, ia-se à reserva: Cala o bico, Vai ver se chove, És um atraso de vida, e assim por adiante!

Antes das aulas, as crianças corriam para as lojas cinzentas e enchiam os bolsos de palavras feias para a hora do recreio. Antes das férias, os adultos também lá iam, para encherem as malas de palavras cinzentas, de piadas estúpidas, que atiravam pela janela na auto-estrada, entre as sandes e o café, durante os engarrafamentos: Ó aselha, vai mas é plantar batatas!

À face da Terra, a atmosfera era glacial. O Sol, que tem medo das grosserias e dos arraiais de pancada, recusava-se agora a brilhar. E só se lembrava de outros tempos, em que era acolhido de braços abertos.

No entanto, algures no mundo, um rapazinho não queria habituar-se às palavras cinzentas. “Eu”, dizia o Pedro, “não quero um mundo onde mais ninguém canta; onde não se diz bom dia, nem obrigado, onde há sempre tanto frio. Vou ver se encontro o Sol.” O rapazinho caminhou durante muito tempo, e ao cabo de meses e meses de árdua caminhada, chegou exausto à casa das nuvens.

— Toc, toc — bateu. — Venho à procura do Sol.

— Oh, oh! — exclamou a nuvem-chefe, que se tinha apoderado do céu cinzento. — Olhem só para isto… Um fedelho ridículo que vem à procura do senhor Sol! O Sol não aparece a ninguém! Desde que as palavras cinzentas tomaram o poder, somos nós, as nuvens pardacentas, que somos os chefes.

Dito isto, virou as costas e fechou-lhe a porta na cara. O rapazinho sentou-se, confuso. Como responder? Não trazia no bolso uma única palavra cinzenta. Então, começou a chorar. A nuvem olhou para ele surpreendida: já há muito tempo que não via ninguém chorar! Naquele universo glacial, todos os olhos estavam gelados, todos os corações estavam frios.

— Pára com isso imediatamente! — gemeu a nuvem. — Se não, vou fazer cair um aguaceiro. — Finalmente comovida, tomou, lá no íntimo, a decisão de o ajudar.

— Olha — disse-lhe. — Aquela bolinha amarela ali em baixo é o Sol.

O Pedro abriu os olhos e viu de facto uma bola de bilhar perdida na imensidão do azul: era o Sol, que estava a desaparecer por causa dos maus-tratos.

Já no limite das forças, o rapazinho caminhou em direcção da pequena bola amarela.

— Bom dia — cumprimentou. — Vim buscar-te. Tudo se tornou cinzento na Terra. Temos frio, sentimo-nos mal. Nunca nos rimos, nunca dizemos palavras delicadas. Tens de voltar.

— Vou, a título de experiência — resmungou o Sol. — Mas atira primeiro para a Terra estas palavras cor-de-rosa. Assim, o meu regresso será mais agradável.

O Sol deu ao menino um conjunto de palavras cor-de-rosa: Por favor, É simpático da tua parte, Muito obrigado, Gosto muito de ti, Amor da minha vida, Se não se importa, etc. O rapazinho meteu-as nos bolsos, regressou à Terra e distribuiu-as por todo o lado. De repente, nos engarrafamentos, as pessoas começaram a desdobrar os papelinhos cor-de-rosa: Faz favor de passar, Que tempo tão bonito, não acha?, Pode ir à minha frente, não tenho pressa, queira ocupar este lugar

Nos recreios, começaram a ouvir-se novamente risos simpáticos e palavras como És o meu melhor amigo, Claro que podes entrar no jogo…

Em casa, as crianças voltaram a usar palavras cor-de-rosa: Obrigada, mãe, Por favor, Desculpa, não fiz de propósito

O Sol voltou a brilhar e a deitar-se todas as noites na sua nuvem cor-de-rosa. E os vendedores de palavras cor-de-rosa abriram outras lojas especializadas em sorrisos, em suspiros de satisfação, em delicadeza, em cortesia, em civismo… e deram emprego a tantas pessoas que tinham o céu como casa.

Quanto às palavras cinzentas, decidiram, diante de tanta felicidade, desarvorar com quantas patas cinzentas e peludas tinham. E, quando alguma se lembrava de vir meter o nariz, garanto-vos que não ficava por muito tempo.

 

Reflexão:

Esta história ajuda-nos a pensar nas consequências das palavras que dizemos. Que mundo queremos deixar para os outros?

 

Oração:

Vamos pedir a Maria, nossa Mãe, que nos ajude a dizer palavras certas e delicadas, que não sejam destruidoras mas edificantes. Dizer o que temos a dizer, mas com uma intenção de construir a paz e a harmonia.

Avé Maria, …. Maria, Auxiliadora, rogai por nós.

 


UM ABRAÇO DE DEUS

Uma avó conta que, certo dia, a sua filha lhe telefonou das urgências. A sua neta, a Rita, de apenas seis anos, tinha caído de um brinquedo no pátio da escola e tinha-se ferido gravemente na boca.

A avó foi buscar as irmãs da Rita à escola e passou uma tarde agitada e muito tensa, a cuidar das crianças, enquanto aguardava que a filha regressasse com a mais crescida. Quando finalmente chegaram, as irmãs mais pequeninas correram para os braços da mãe.

A Rita entrou silenciosa em casa e foi-se sentar na grande poltrona da sala de estar. O médico tinha dado oito pontos na sua boca. O seu rosto estava inchado, a fisionomia estava modificada e os fios dos cabelos compridos estavam empastados por causa do sangue. A miudinha parecia frágil e desamparada.

A avó aproximou-se dela com o máximo cuidado. Conhecia a neta, sempre tímida e reservada.

"Precisas de alguma coisa, querida?", perguntou.

Os olhos da menina fitaram a avó firmemente e ela respondeu: "quero um abraço."

 

Reflexão:

À semelhança da Rita, muitas vezes desejamos que alguém nos tome nos braços e nos ajude a sentirmo-nos seguros.

No caso da Rita, foi por causa de um pequeno acidente, mas quando o coração está dilacerado pela injustiça, quando a alma está cheia de curativos para disfarçar as lesões afectivas, gostaríamos que alguém nos confortasse. É claro que os pais e os amigos são a nossa maior fonte de ternura.

Contudo, às vezes parece que não temos a quem pedir tal recurso salutar. Então, quando estivermos ansiosos por um abraço consolador nos nossos momentos de cansaço, de angústia e de confusão, pensemos em quem é o responsável maior por nós.

 

Oração:

Deus é nosso Pai. Escuto esta verdade em silêncio no meu coração.

Quando não tivermos um amigo a quem telefonar para conversar, conversemos com Deus que é nosso pai. No silêncio do nosso quarto, num momento em que passamos pela Capela e lá não está mais ninguém a não ser Jesus, digamos-lhe tudo o que ele, provavelmente já sabe, mas que nós desejamos contar para aliviar a tensão interior. Não importa como o chamemos: pai, Deus, amigo, salvador. O importante é que abramos a nossa intimidade e permitamos que Deus nos abrace, como Seus filhos, sem impor condições.

 


A ARTE DE SER FELIZ

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebe-las? Eu não era mais criança, porém a minha alma ficava completamente feliz.

HOUVE um tempo em que minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava a sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo o dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, ah, às vezes faziam com as mãos gestos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e sentia-me completamente feliz.

HOUVE um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim seco. Era uma época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e em silêncio, ia atirando com a mão umas gotas de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros e meu coração ficava completamente feliz.

MAS, quando falo dessas pequenas felicidades, certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas e outros, finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

(Cecília Meireles)

 

Reflexão:

É interessante como algumas pessoas não conseguem mesmo ver o lado mais belo e gratuito da vida e só se prendem em coisas superficiais e ilusórias. Como será difícil encontrarem a verdadeira felicidade.

 

Oração:

Vamos pedir a Jesus que nos ajude a descobrir a sua presença na nossa vida de cada dia: um gesto amigo, uma palavra de gratidão, um olá que não esperávamos, alguém que precisa da nossa ajuda, uma pessoa que já não víamos há muito tempo ou até alguma coisa que não compreendemos muito bem mas que nos fala de Deus.

Pai Nosso…

 


APENAS UM RAPAZ

Era uma vez um rapaz bravio que gostava de pregar partidas e fazer maluquices, só por birra. Era muito antipático este rapaz. Mas emendou-se. Eu conto como foi.

Um dia, por maldade, deu-lhe na veneta atormentar uma pobre velhota, que vivia numa casinha pobre, à beira do povoado. Foi para uma pedreira que havia perto e pôs-se a atirar pedras e a rebolar pedregulhos, que iam cair no quintal da velhota. Para o que lhe havia de dar!?

No fim do seu feito, já cansado, aproximou-se da casa da velhinha, para ver de perto os resultados da sua proeza. Andava a velhinha a recolher as pedras, espalhadas pelo quintal.

— Foi uma bênção que me caiu do céu — dizia a velhinha. — Precisava, há que tempos, de consertar o muro do quintal, mas não tinha forças para trazer tantas pedras. Se não fosse esta avalanche…

O rapaz ficou de boca aberta. E mais sem fala ficou quando a velhinha lhe propôs:

— Bom rapazinho, importas-te de me ajudar a consertar o muro?

Ele, que tinha de fazer de conta que era um bom rapazinho, não teve outro remédio. Passou o resto do dia a acartar pedras, as pedras que ele lançara do alto do monte.

No fim da tarefa, a velhota agradeceu-lhe o trabalho e deu-lhe um grande boião de mel. O rapaz lá se foi, cansado e a lamber os beiços, um tanto confundido. À noite, quando se deitou, estava cá com uma dor nas costas, que não lhes digo nada! Mas regalado com o mel que a velhinha lhe dera.

Ora pois! Serviu-lhe de emenda. Mudou de intenções. Não posso garantir se, dessa vez em diante, nunca mais pregou partidas. Um diabinho não se transforma de repente num santinho. É exigir demais. Mas, na verdade, deixou-se de brincadeiras tolas.

Sem que possa ser considerado um virtuoso rapazinho, também já não é um venenoso rapazote. Nem rapazinho, nem rapazote. Apenas um rapaz. Nem muito mau, nem muito bom. Como quase toda a gente, aliás.  

(Adaptado de António Torrado)

 

Reflexão:

É interessante como a vida nos vai mostrando verdades importantes. Tantos erros que fazemos podem ser a oportunidade para reconhecer que não estamos a seguir pelo caminho mais correcto e para decidir mudar de rumo. É preciso coragem!

 

Oração:

Peço hoje que Nossa Senhora me ajude a reconhecer um aspecto do meu feito que não contribui nada para o meu crescimento. Mas, para além disso, que eu arrisque em mudar para melhor.

Avé Maria,…

 


A JARRA DA AVÓ

Um dia estava eu deitado na cama, com uma montanha de folhas de exercícios de estudo para os exames, quando a minha mãe entrou. Trazia um jarro de servir leite, em porcelana, com aspecto já antigo e bastante feio. Perguntou-me: Queres ficar com este jarro?

Fui pronto na resposta: - Não, não quero.

Mas mal ela se voltou para sair, algo me dizia que ela ficou triste com aquela resposta dada de maneira tão indiferente. Não pude deixar de lhe perguntar: Espere mãe, onde é que arranjou isso?

- Oh! Fiquei com este jarro quando preenchi uma nota de encomenda.

- Quando preencheu o quê? - Perguntei sem entender o que queria dizer aquilo.

- Quando eu era mais nova do que tu trabalhava durante as férias grandes na entrega de encomendas de uma empresa. Essa empresa enviava catálogos de venda por correspondência e eu percorria a vizinhança para arranjar uma grande encomenda. Para além do serviço pago, tinha direito a um prémio. Deram-me um serviço familiar de pequeno-almoço em porcelana. Claro que cheguei a casa toda contente e entreguei aquela prenda à tua avó.

Agora imagina, Bernardo, a tua avó que tem 86 anos, com a vida que ela já teve: foi capaz de criar e manter unidos os seis filhos, até hoje, depois do marido a ter abandonado tão nova. Para ela não havia despesas desnecessárias. Quando lhe entreguei o serviço de porcelana foi um presente do outro mundo. E cada um de nós tem uma peça desse serviço. É um sinal de coragem e de união familiar.

De repente, dei por mim a dizer:

- Mãe, eu quero esse jarro.

A minha mãe sorriu. Aquele jarro está no lugar central do armário da sala de jantar. Chama demasiado a atenção por destoar do resto das peças. Para mim e para a minha mãe tem um enorme significado: é fundamental estar atento ao que cada pessoa tem para te dizer.

 

Reflexão:

Não deixes que alguém se afaste de ti com o vazio de não ter o teres escutado de verdade. Pode estar em jogo um tesouro de vida. Se Maria fosse uma rapariga pouco atenta nem tinha escutado o convite que o Anjo Gabriel lhe dirigiu, não tinha percebido que faltava vinho aos convidados nas bodas de Caná, não tinha seguido com fé o caminho do Filho até à Cruz.

Oração:

Aprendamos a cultivar os gestos de atenção que fazem com que os outros se sintam próximos e amados por nós. Avé Maria,…

 


AS DUAS RÃZINHAS

Duas rãzinhas estavam a passear à volta de um barril de leite, quando se desequilibraram e caíram no líquido. Desesperada, uma disse à outra:

- Nada... Não pares! Se não, vamo-nos afundar, e morreremos!...

Mas a companheira estava sem forças e não resistiu. Parou de nadar e afundou-se.

Determinada, a sobrevivente não parou de bater as patas e de tentar nadar. Foi de tal forma persistente e bateu tanto, que quase como milagre, o leite foi-se transformando em manteiga e, desta maneira, ela conseguiu caminhar sobre a substância gorda do leite, e saiu.

Reflexão:

Qual foi a diferença de atitudes entre estas duas rãs? Será que a rã mais lutadora sabia que tinha tantas forças assim? Às vezes precisamos mesmo de ir passando por desafios para descobrir as capacidades que temos. A lição é: não deixar de lutar, até o fim. E isto ajuda-nos a percebermos como Deus nos vai ajudando a crescer. Tudo pode ser encarado como uma aprendizagem. Desta forma, vamo-nos sentindo mais seguros e a ter mais confiança nos outros.

 

Oração:

Quando não sentimos ter a força que gostaríamos de ter, pela fé que Deus nos dá vamos descobrindo que não estamos sós. Vamos pedir hoje por todas as pessoas que estão a passar por situações difíceis na sua vida: doença, solidão, desemprego, problemas familiares, falta de paz,… Que Nossa Senhor leve a esperança e a coragem a estes lares. Avé Maria,…

 


OS AMIGOS NÃO TÊM DEFEITOS

O dono de uma loja de animais estava a colocar um anúncio na porta. "Vende-se cães. Para todos os preços".

Esse tipo de anúncio sempre atrai as crianças, e logo apareceu na loja um menino a perguntar:

- Qual é o preço dos cãezinhos?

O dono respondeu:

- Depende, entre 20 e 300 €.

O menininho colocou a mão no seu bolso e tirou umas moedas:

- Só tenho 6 €. Posso vê-los?

O homem sorriu e assobiou. De trás da loja saiu uma cadelinha a correr, seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava a ficar consideravelmente para trás.

O menininho imediatamente apontou para o cão que estava a mancar.

- O que é que aconteceu com este cãozinho???

O homem explicou-lhe que quando o cachorrinho nasceu, o veterinário disse-lhe que tinha uma perna defeituosa e que iria ficar assim para o resto da sua vida.

O menino emocionou-se e exclamou:

- Este é o cão que eu quero comprar!.

E o homem respondeu:

- Não, tu não vais comprar esse cão. Se o quiseres eu dou-to de presente.

O rapaz franziu a testa. Não gostou nada daquela proposta do dono e, fitando-o nos olhos disse:

-Eu não quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu quero pagar esse preço. Vou dar-lhe os meus 6€ e em cada mês venho dar-lhe 5€ até que o tenha pago por completo.

O homem respondeu:

- Você não quer de verdade comprar esse cãozinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros.

O miúdo baixou-se e levantou a calça da sua perna esquerda. O homem olhou incrédulo para a perna cruelmente retorcida e aparentemente inutilizada do garoto, suportada por um grande aparato de metal. O rapaz olhou de novo para o homem e disse-lhe:

- Bem, eu também não posso correr muito e o cãozinho vai precisar de alguém que o entenda.

O homem estava agora envergonhado e seus olhos encheram-se de lágrimas. Quando conseguiu sorrir disse:

- Filho, só espero e rezo que cada um destes cãezinhos tenha um dono como tu.

 

Reflexão:

Na vida não importa como és, mas que alguém te aprecie pelo que és, te aceite e te ame incondicionalmente. Um verdadeiro amigo é aquele que continua contigo quando o resto do mundo já se foi. Ser um verdadeiro amigo é saber conviver com as qualidades e com as fragilidades de cada pessoa.

 

Oração:

Jesus foi um grande amigo de pessoas que viviam discriminadas e marginalizadas naquela sociedade. Soube passar por cima de preconceitos e de ver cada um no mais íntimo do seu coração. Vamos pedir a Jesus que nos ensine a ser amigos autênticos e pedimos-Lhe perdão pelas palavras, gestos e omissões com que ferimos alguém que esperava a nossa amizade.

 


MANUAL DE INSTRUÇÕES PARA O CAPITAL SOCIAL DA VIDA

Eis as regras que encontrei num panfleto que procurava ajudar as pessoas a superar os efeitos maiores da crise: a falta de confiança e a indiferença perante quem sofre.

1.      Arrisca aumentar a tua conta com depósitos de verdadeiro amor e grandes conhecimentos.

2.      Sempre que perderes, pelo menos não percas a lição a tirar.

3.      Segue os três R's: Respeito por ti, Respeito pelos outros e Responsabilidade por todos os teus actos.

4.      Lembra-te que não conseguires sempre tudo o que queres é um grande golpe de sorte: aprendes a crescer e viver mais humilde.

5.      Não deixes que a diferença de opiniões estrague uma boa amizade. Mas sê capaz de assumir as tuas convicções.

6.      Quando perceberes que erraste, dá imediatamente os passos para corrigir a situação.

7.      Procura passar cada dia algum tempo sozinho. Se estiveres bem contigo aprenderás a conviver bem com os outros.

8.      Partilha a tua sabedoria. É uma belíssima forma de seres sempre recordado com gratidão.

9.      Sê gentil com o planeta terra.

10.  Avalia o teu sucesso através daquilo que tiveste de deixar de lado para o conseguir ter. Saberás dar valor a tudo o que fores construindo com o teu esforço.

 

Reflexão:

Mais importante que o TER são as atitudes do SER:

Sê compreensivo para com os teus inimigos.

Sê leal para com os teus amigos.

Sê suficientemente forte para iniciar cada dia um novo desafio.

Sê suficientemente fraco para reconhecer que não consegues fazer tudo sozinho.

Sê suficientemente generoso para com quem puderes ajudar.

Sê moderado com as tuas próprias exigências.

Sê suficientemente inteligente para reconhecer que não sabes tudo.

Sê suficientemente louco para acreditar em milagres.

Sê o primeiro a dar os parabéns a um amigo ou colega que teve êxito.

Sê o último a criticar um colega que falha.

Sê amável para com os que te amam.

Sê amável para com os que não te amam. Eles podem mudar.

Acima de tudo, sê tu mesmo de verdade.

Oração:

Ajuda-nos Maria, a olhar os colegas, os professores, a nossa família, os nossos amigos, todas as pessoas que encontramos em cada manhã, com o olhar bondoso com que Deus olha para nós. E que possamos escolher o essencial: o SER e não o TER.

Obrigada Mãe.

 


COPO OU LAGO?

O velho sábio pediu a um jovem triste que colocasse uma mão cheia de sal num copo de água e bebesse. O rapaz meio hesitante lá se resolveu.

 

-'Qual é o gosto?'- perguntou o Mestre.

-'Sabe mal' - disse o aprendiz.

O sábio sorriu e pediu ao jovem que pegasse noutra mão cheia de sal e a levasse a um lago. Os dois caminharam em silêncio e o jovem lançou o sal para o lago.

Então o velho disse: -'Bebe um pouco dessa água'.

Enquanto a água escorria do queixo do jovem o sábio perguntou: -'Qual é o gosto?'

- 'Bom!' disse o rapaz.

-'Sentes o gosto do sal?' perguntou o sábio.

-'Não' disse o jovem.

 

O Mestre então sentou-se ao lado do jovem, pegou nas suas mãos e disse: - A dor na vida de uma pessoa não muda. Mas o modo como sentimos e saboreamos a dor depende de onde a colocamos. Quando te sentires triste, abandonado, desiludido ou só, a única coisa que deves fazer é aumentar o sentido de tudo o que está à tua volta. É dar mais valor ao positivo que te rodeia do que ao que tu perdeste. Noutras palavras: É deixares de ser copo para te tornares um lago.

 

Reflexão:

Em vez de olhar para o nosso umbigo quando nos acontece algo de difícil o desafio é ter confiança em nós e em algo ou alguém maravilhoso que está sempre ao nosso lado. Só assim conseguimos relativizar os fracassos e insucessos e recomeçar com um olhar de Esperança.

 

Oração:

Ajuda-nos Maria a saber acolher cada dia como uma experiência de nascer de novo… mesmo os momentos mais difíceis. E dá-nos a graça de saber apoiar com generosidade aqueles que mais estão a precisar de ajuda, mesmo que não a peçam.

 


NO CORAÇÃO DE DEUS

Encontraram-se um dia, uma lágrima, uma estrela, uma pérola e uma gota de orvalho.

A primeira a falar foi a estrela:

- Quem diria que eu tive o trabalho de descer das alturas luminosas, para vir conversar com vocês as três? Sabem que sou mais alta que as nuvens? E que a minha altivez é capaz de luzir entre mil chamas radiosas?

Mas a pérola não se ficou atrás e respondeu:

- Quem te dará valor, entre milhões de luzeiros no espaço? Não passas de um grão de esplendor, metido na poeira do infinito. Ninguém se lembra de te querer pôr nos braços ou agarrar-te com a mão! Enquanto eu, lá no fundo dos oceanos, sou constantemente procurada e vendida aos soberanos, para enfeitar, com o meu brilho, as coroas dos reis! Vivo no colo esplêndido dos nobres e sou um adorno de incalculável valor sobre os vestidos das rainhas... Não como tu, que sob o olhar dos pobres poetas vagabundos te encaminhas... E ainda mais valho que um orvalho e uma lágrima, pois ambos são gotas de água, sem o mínimo valor.

Disse o orvalho, com mágoa: "- Qual de vocês as três, tem esse encanto de se transformar em gozo, na boca imaculada de uma flor? Eu venho lá de cima, radiante, dos braços da alvorada, cobrir de beijos uma rosa, que se sente tão doce nesse instante, que vale a pena vê-la tão ditosa! E trago o riso ao coração da Terra. Eis como sou feliz! No campo ou no cimo da serra sou sempre uma esperança cristalina nos lábios sorridentes de uma flor!"

Calou-se o orvalho. E a lágrima? Coitada, esta nada dizia... "E que respondes tu?" Perguntaram os demais. Ela, na terra húmida e fria, nada ousava falar... Porém, sublime e calma, respondeu:

"- Eu sou o perdão no crime e a emoção no amor! Bailo no olhar risonho da alegria e moro no olhar tristíssimo da dor! Eu sou a alma da saudade e da harmonia! Sou o estrio na lira soluçante dos poetas, sou a relíquia de uma mãe que tem no coração os seus filhos, e sou lembrança do filho no coração de mãe! Não vivo nos vestidos perfumados ou nos colos orgulhosos, de quem se ri ou chora por aparência... Porém, vivo no mais profundo do coração de cada um, seja do rei, do sábio, do rico ou do pobre... do pecador, do santo, e até na face do Senhor Jesus um dia já rolei... Eu, lágrima pequena, penetrei no coração de Deus, e fiz estremecer, abrir-se extasiado o pórtico dos céus!

A lágrima calou-se humildemente... Em silêncio, tudo a contemplava serenamente, na vastidão vazia... A estrela ocultou-se atrás de uma nuvem e chorava... A pérola desceu à profundeza dos mares e chorava também... O orvalho tremulando sobre a relva também chorava... E a lágrima, só a lágrima sorria!...

 

Oração:

Senhor Jesus, como são grandes os mistérios que dás a conhecer aos mais pequeninos e humildes. Ajuda-me a ter um coração pobre, simples, que possa descobrir o que existe de mais belo em cada pessoa e no mundo em que vivo. Ajuda-me a viver no amor do Teu coração.

 

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