Dia 6
de Maio - Celebramos Domingos Sávio
Um rapaz com ideias claras -
Domingos Sávio nasceu a 2 de Abril de 1842 na
Italia, relativamente perto do lugar onde nasceu D. Bosco.
Os seus pais chamavam-se Carlos e Brígida. Baptizaram-no no
mesmo dia às cinco da tarde, na Igreja da Assunção. Quanto à
sua maneira de ser podemos caracterizá-lo como sendo alegre,
vivaz, aberto, sempre disposto a seguir os bons exemplos.
O encontro com D. Bosco
Alguma vez pensaste em ser comparado a um
pano? Pois no encontro com D. Bosco, Domingos Sávio utilizou
essa comparação. Vamos recordar:
“Domingos Sávio tinha manifestado ao seu
professor e pároco, D. José Cogliero, o desejo de continuar
os estudos e tornar-se sacerdote. Este comentou com o seu
amigo D. Bosco. E D. Bosco conta:
“Era a primeira segunda- feira de Outubro. Um
rapaz, acompanhado pelo pai, aproxima-se:
- Quem és? De onde vens?
– Sou Domingos Sávio.
Então comecei a falar com ele dos estudos e da vida
familiar; logo sintonizamos um com o outro: ele comigo e eu
com ele. Depois de uma boa conversa Domingos disse-me:
– Então, que pensa de mim? Leva-me consigo
para estudar em Turim?
– Parece-me que és um bom pano
– E para que pode servir este pano?
– Para fazer um bom fato e oferecer ao Senhor
– Pois, se eu sou o pano, o senhor é o
alfaiate. Leve-me consigo e terá um bom fato para o Senhor.
Continuamos a dialogar e depois de
manifestar-lhe que podia vir para Turim, disse:
– Espero comportar-me de tal modo que jamais
tenha queixas de mim.»
Amor a Nossa Senhora
Como sabemos, Domingos Sávio aprendeu com D.
Bosco a amar Nossa Senhora. Maria, ocupava um lugar
privilegiado no coração deste pequeno grande santo. No dia 8
de Dezembro de 1854, o Papa Pio IX proclamava o dogma da
Imaculada Conceição. Nesse dia, com licença dos salesianos,
depois das cerimónias, Domingos ficou na capela. Olhava a
imagem de Nossa Senhora, de joelhos e muito compenetrado,
renovou os seus propósitos da Primeira Comunhão. E
dirigiu-lhe as seguintes palavras:
“Maria, entrego-vos o meu coração. Jesus e
Maria, sede sempre os meus amigos. Fazei que eu seja sempre
vosso. Mas, por favor, fazei que eu morra antes de ter a
desgraça de cometer um pecado.”
Os últimos dias
Os últimos dias de vida, Domingos passou-os
em sua casa. Recebeu a visita do pároco e falou com ele
durante um bom tempo. As suas últimas palavras foram:
Não choreis, eu vejo já o Senhor e a
Virgem que me esperam de braços abertos.
E com estas palavras expirou tranquilamente.
Eram as dez da noite, segunda-feira, dia 9 de Março de 1857.
Domingos tinha 14 anos e onze meses. No dia seguinte o pai
escreveu a D. Bosco comunicando-lhe a morte do filho e os
seus últimos momentos de vida. Quando chegou a notícia ao
Oratório todos a receberam com muita tristeza. D. Bosco ao
comunicar a sua morte recomendou aos seus rapazes que
tomassem Domingos como modelo.
A fama de santidade
Esta fama não era apenas reconhecida dentro
do Oratório e nos ambientes salesianos, mas Domingos era
reconhecido como santo, invocado e venerado por muitos
fiéis. À sua família chegavam petições de algum objecto
usado por Domingos. A sua irmã Teresa contava como tiveram de
repartir todos os seus objectos entre os rapazes do Oratório
que visitavam o túmulo de Domingos.
A fama de santidade de Domingos aumentava com
o tempo porque respondia às invocações que lhe faziam.
Peçamos a Domingos Sávio, que continua a ser
para nós modelo a imitar, que nos ajude a crescer no amor a
Maria, no amor a Jesus, e sobretudo nos ajude a orientar a
nossa vida pela pureza, pela verdade e pela dignidade da
pessoa humana que somos, a respeitar os outros e a
respeitarmo-nos a nós mesmos.
Oração:
Avé Maria…Nossa Senhora Auxiliadora… rogai
por nós.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Ámen!
Dia 9
de Maio - Retalhos da vida de um “Astro”
Maria Domingas Mazzarello, fundadora
das
Filhas de Maria Auxiliadora.
Nasceu a 9 de Maio de 1837, em Mornese. Provém de uma
família de camponeses, com pouco dinheiro e muito trabalho.
Maín, como lhe
chamavam, era a mais velha, a primeira de 10 filhos, e
começou bem cedo a trabalhar com pai, aprendendo dele a
pensar em Deus, enquanto trabalhava, ligeira, com as mãos
entre os ramos das videiras.
O tempo livre,
vivia-o no grupo das Filhas de Maria, ensinando o catecismo
aos mais pequenos, às mães e às raparigas da aldeia.
Aos 23 anos, para ajudar a família dos tios que estavam
gravemente doentes com o tifo,
foi contagiada pela mesma: na fragilidade daquele momento o
Senhor chamou-a para uma nova missão, pois as forças já não
eram as mesmas para ir ajudar nos campos. Foi a
“reviravolta” da sua vida. Uma nova etapa inicia na sua vida
Com amiga Petronilla abre uma casa de costura com o objectivo de
educar as meninas da aldeia.
Aprendeu a ser costureira, uma vez que as
forças para trabalhar no campo não existiam. Começou a
acolher duas meninas órfãs em dois quartos que tinha
alugado.
Um dia, enquanto meditava no seu coração o sonho de
dedicar-se a fazer o bem e cuidar das meninas, teve a
impressão de que Nossa Senhora lhe estivesse a mostrar as
meninas da aldeia e lhe dissesse:
«A ti as confio!»
A 7 de Outubro de
1864, encontrou D.Bosco durante um dos seus passeios com os
seus rapazes e ficou maravilhada:
"D. Bosco è um Santo e eu sinto-o".
A 5 Agosto de 1872 D. Bosco escolhe Maria Domingas
Mazzarello
e 11 das suas companheiras para fundar o Instituto das
Filhas de Maria Auxiliadora.
Como Superiora
demonstrou ser uma boa formadora e mestra de vida
espiritual; tinha o carisma
da alegria serena, capaz de irradiar e envolver as outras
jovens no empenho da educação da mulher.
O Instituto expandiu-se rapidamente.
Morreu em Nizza
Monferrato no dia 14 de Maio de 1881, com 44 anos.
Quando morreu, o Instituto já tinha raízes na Itália, França
e Uruguai. As suas cartas são um verdadeiro tesouro: revelam
uma santidade genuína, simples, que nos encoraja a 'estar
alegre' e a fazer da alegria o “sinal de um coração que ama
muito o Senhor”.
Foi canonizada no ano
1951. A sua festa celebra-se a 13 de Maio. Em Portugal
celebra-se a 9 de Maio.
Em
Mornese, sua terra natal, foi construído um
santuário em sua honra.
Ver Tríduo
Madre Mazzarello
HISTÓRIAS PARA
REFLEXÃO E ORAÇÃO
A
TENTAÇÃO DO REPOUSO...
Num campo agrícola, existia uma grande
quantidade de vermes que desejava destruir um velho arado de
madeira, muito trabalhador, que lhes perturbava os planos
pois tinha um comportamento exemplar e deixava-se conduzir
pelas mãos do agricultor. Roídos de inveja, os vermes
reuniram-se ao redor dele e começaram a dizer:
- Por que não cuidas de ti? Estás doente e
cansado...
- Afinal, todos nós precisamos de algum
repouso...
- Liberta-te do trabalho terrível do
lavrador!
- Pobre máquina! A quantos martírios te
submetes!...
O arado escutou, escutou e acabou por se
deixar influenciar por aqueles vermes. Ele, que era tão
corajoso, e nem sentia o mais leve incómodo nas duras
obrigações, começou a queixar-se do frio da chuva, do calor
do Sol, da aspereza das pedras e da humidade do chão. Tanto
reclamou a implorar descanso, que o antigo companheiro
concedeu-lhe alguns dias de folga, a um canto do milheiral.
Quando os vermes o viram parado aproximaram-se em massa e
atacaram-no sem compaixão. Em poucos dias, apodreceram-no,
crivando-o de manchas, de feridas e de buracos.
O arado suspirava pelo socorro do agricultor,
sonhando com o regresso às tarefas alegres e iluminadas do
campo, mas era tarde. Quando o velho amigo voltou para o
utilizar era simplesmente um traste inútil.
Reflexão
A história do arado é um aviso para nós
todos. A tentação da preguiça talvez seja das mais
perigosas, porque, depois da ignorância, a preguiça é como a
oportunidade da nossa mente divagar e não se auto-motivar
para o bem. E, já agora, atenção a possíveis vermes que
parecem não nos incomodar muito.
Oração
Peçamos a Deus que nos dê força para vencer
as tentações e a coragem para dizer não a propostas que
provavelmente não nos levam a bom porto.
Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora, rogai
por nós!
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Ámen!
DOIS BLOCOS DE GELO
«Era uma vez dois blocos
de gelo. A relação entre ambos era mesmo muito fria, o que
não era para admirar! Cada um pensava para consigo: «Porque
é que o meu vizinho não se aproxima de mim?» Mas nenhum dos
dois era capaz de se deslocar em direcção ao outro.
Um dia, um deles pensou:
«Se o meu colega se derretesse, eu também me derreteria».
Mas o bloco de gelo não podia dissolver-se sozinho. Então
continuaram os dois rígidos e frios, sem se poderem
aproximar um do outro.
O tempo foi correndo. Os
dois blocos foram acumulando gelo sobre gelo cada um em si
mesmo. Depois de muitos meses, acho que até foram anos, num
belo dia de Primavera, um dos blocos descobriu que se podia
dissolver pela acção do sol. E até reparou, com grande
maravilha sua que, embora se estivesse a tornar líquido,
permanecia ele próprio. Que coisa espantosa! O outro bloco
fez a mesma descoberta e ficou deslumbrado. Assim, os dois
foram deslizando pelos sulcos da montanha e encontraram-se
num pequeno lago. Para dizer a verdade, cada um sentiu o seu
frio e o do outro. Mas também ambos deram conta da própria
fraqueza, aperceberam-se da boa vontade de cada um, a mútua
necessidade um do outro e deram conta que fechados em si
mesmos nada conseguem fazer.
Então veio uma criança,
e depois outra e mais outra. Brincaram no lago com os seus
barquinhos de papel. Nasceram peixinhos e nenúfares. À volta
do lago cresceram as mais variadas flores. Nas suas límpidas
águas reflectia-se o céu azul cruzado por bandos de
passarinhos.»
Reflexão
Há momentos em somos blocos de gelo? Se
calhar sim, e temos dificuldade em dar o primeiro passo para
ir ao encontro do outro. É importante que sejamos capazes de
nos deixarmos ajudar para que nasça e cresça dentro de nós a
docilidade. Por vezes custa ter a iniciativa de partir, ser
o primeiro a quebrar o gelo em situações de conflito e
discórdia, mas os frutos serão muito bons. E quando somos
capazes de dar o primeiro passo a alegria brota
espontaneamente do coração e ficamos em paz.
Oração
Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Ámen!
SE EU
MUDASSE…
Se eu mudasse a minha maneira de pensar dos
outros… compreendia-os.
Se eu encontrasse o positivo em todos…
comunicaria alegria.
Se eu mudasse a minha maneira de actuar com
os outros… fazia-os felizes.
Se eu aceitasse todos como são… sofreria
menos.
Se eu desejasse sempre o bem-estar dos
outros… seria feliz.
Se eu criticasse menos e amasse mais…
ganharia muitos amigos.
Se eu compreendesse os meus erros e defeitos
e tentasse mudar… melhoraria a minha pessoa e ambiente que
me rodeia.
Se eu mudasse a ideia do “ter mais” por “ser
mais”… seria uma pessoa melhor.
Se eu mudasse o “EU” para ser “Nós”…
começaria a civilização do Amor.
Se eu mudasse os ídolos: dinheiro, poder,
ambição, prazer, egoísmo e vaidade por liberdade, bondade,
verdade, justiça, compaixão e amor… começaria a viver a
verdadeira liberdade.
Se eu mudasse o querer dominar pelo
autodomínio… aprenderia a amar com liberdade.
Se eu deixasse de olhar para o que os outros
fazem… teria tempo para fazer mais coisas.
Se eu tirasse da ideia que só eu é que sei
tudo… teria a possibilidade de aprender mais.
Se eu deixasse de me identificar com as
minhas posses: títulos, dinheiro, posição social e familiar…
teria consciência que o mais importante é o que eu sou, um
ser de amor.
Se eu mudasse todos os meus medos por Amor…
seria definitivamente livre.
Se eu mudasse o competir com os outros para
competir comigo mesmo… seria cada vez melhor.
Se eu deixasse de cobiçar o que é do outro…
usaria todas as minhas energias para cuidar do que é meu.
Se eu mudasse o meu querer “colar-me” aos
outros para desenvolver a minha criatividade… faria coisas
maravilhosas.
Se eu amasse o mundo… transformá-lo-ia.
Se eu mudasse… mudava o mundo!
Reflexão
Oxalá todos juntos, tentássemos mudar algo,
por pouco que fosse. Mas nada é impossível: basta começar,
mesmo com pequenas coisas. A partir das pequenas coisas
surgem as grandes.
Oração
Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Ámen!
MARIA DE NAZARÉ
Uma noite, tive um sonho. Vi um caminho longo
que saía da terra e se perdia nas nuvens em direcção ao Céu.
era um caminho cheio de obstáculos, com pregos ferrugentos,
pedras cortantes, pedaços de vidro. As pessoas caminhavam
descalças. Os seus pés ficavam ensanguentados, mas elas não
desistiam. O que queriam com toda a força era chegar ao Céu.
O caminhar, porém, era lento e doloroso. Alguns olhavam para
trás, outros paravam por instantes. Mas, movidos como que
por uma força especial, continuavam a peregrinar. Depois, no
sonho, vi que à frente seguia Jesus. Também Ele eia
descalço. Caminhava lentamente, mas com passos firmes e
olhar no futuro. Jesus subia, subia. Finalmente chegou ao
Céu e de lá contemplava os que subiam atrás d’Ele.
Encorajava-os com o olhar.
Depois d’Ele, a primeira a chegar à meta foi
sua Mãe, Maria. Era a sua Mãe muito querida e Jesus queria
que ela estivesse onde Ele se encontrava. E porque é
que Maria chegou tão depressa? Porque metia os seus pés nas
pegadas deixadas por Jesus. E Maria, lá do Céu, começou a
encorajar a s pessoas a fazerem o mesmo, seguindo nas
pegadas de Jesus. Todos os que o fizeram, chegaram ao Céu.
Reflexão
Em cada instante da vidam Jesus convida-nos a
sermos seus seguidores, a seguirmos os seus passos. Quem
quiser salvar-se, carregue a sua cruz e siga-O. Neste
caminho, encoraja-nos Maria, a primeira discípula a seguir
as pegadas de Jesus. Voltemos, também, o nosso olhar para
Maria, tenhamo-la como modelo de vida, forte na fé, firme na
esperança e activa na caridade. Ela brilha na nossa noite.
Confiemo-nos aos seus cuidados e ouçamos os seus apelos e
conselhos.
Oração
Façamos um breve momento de silêncio …. Na
certeza da presença de Maria na nossa vida e nas nossas
casas, rezemos: Avé Maria …. Nossa Senhora Auxiliadora…
rogai por nós.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Ámen!
A PARTE
MAIS IMPORTANTE
«Quando eu era muito jovem, a minha mãe
perguntou-me qual era a parte mais importante do corpo. Eu
achava que o som era muito importante para nós, seres
humanos, então disse:
- As minhas orelhas, mãe.
- Não, disse ela – porque muitas pessoas
são surdas... Mas continua a pensar sobre este
assunto. Numa outra oportunidade eu volto a perguntar.
Algum tempo se passou até que a minha mãe
perguntou-me outra vez. Eu tinha pensado bastante e pensava
ter encontrado a resposta
correcta.
Assim, desta vez disse-lhe:
- Mãe, a visã é muito importante para todos,
então devem ser os nossos olhos.
Ela olhou-me e
disse:
- Tu estás a aprender rápido, mas a resposta
ainda não está certa, porque há muitas pessoas que são
cegas...
Continuei a minha busca pelo conhecimento ao
longo do tempo. A minha mãe voltou ao assunto várias
vezes, mas a cada resposta minha, ela dizia:
- Não...Mas estás a ficar mais esperta cada
ano.
Então, um dia, o meu avô morreu. Todos
estavam tristes. Todos choravam. Até mesmo o meu pai, que eu
nunca tinha visto chorar. A minha mãe olhou para mim quando
fui dar o meu adeus ao avô, e perguntou-me:
- Já sabes
qual é a parte do corpo mais importante?
Fiquei um tanto chocada por ela me fazer a
pergunta justamente naquele momento. Sempre achei que era
apenas um jogo entre nós duas.
- Hoje é o dia em que tu precisas de aprender
esta importante lição, disse ela.
Ela olhou- me de um jeito que só uma mãe pode
fazer e
falou:
- Minha querida, a parte do corpo mais
importante são os teus ombros.
Intrigada,
perguntei:
- Porque eles sustentam a minha cabeça?
- Não, respondeu ela, é porque podem apoiar a
cabeça de um amigo ou de alguém amado quando eles choram.
Todos precisam de um ombro para chorar em algum momento da
sua vida.
Naquela ocasião eu descobri qual a parte do
corpo mais importante. Descobri, também, a
importância de ser "simpático" à dor dos
outros. Porque, naquela hora, quem precisou de um ombro fui
eu.
- Espero que tenhas bastante amor e amigos, e
que os teus ombros estejam sempre à disposição quando alguém
precisar – disse a minha mãe.
Reflexão
A autora desta pequena história refere:
«Sempre
que recordo este facto, lembro-me da seguinte citação: “As
pessoas esquecerão do que tu disseste... esquecerão o que tu
fizeste.. mas as pessoas nunca esquecerão do que tu as
fizeste sentir.”
“Os bons amigos são como as estrelas... nem
sempre as vês, mas sabes que sempre estão lá.”»
Oração
Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Ámen.
A
MARGARIDA E O EGOÍSMO
"Sou uma margarida num
campo de margaridas", pensava a flor. "No meio das outras, é
impossível notar a minha beleza".
Um anjo escutou o que
ela pensava, e comentou:
- Mas és tão bonita!
- Mas eu quero ser
única!
Para não ouvir tais
reclamações, o anjo transportou-a até à praça de uma cidade.
Dias depois, o
presidente da câmara foi até lá com um jardineiro, para
reformar o local.
- Aqui não há nada que
interesse. Revirem a terra e plantem açucenas.
- Um minuto! - gritou a
margarida. - Assim vocês vão matar-me!
- Se existissem outras
como tu até poderíamos fazer uma bela decoração, respondeu o
autarca. Mas é impossível encontrar outras margaridas nas
redondezas, e tu sozinha, não fazes um jardim. E logo em
seguida arrancou a flor.
Reflexão
Se não fosse o egoísmo
da margarida, em querer ser única, possivelmente teria
sobrevivido. A verdadeira felicidade só é possível se
existir alguém com quem partilharmos a nossa vida. E não se
baseia na aparência. Que possamos ir dando valor aos outros
e às qualidades que possuímos, mais do que às aparências. As
aparências levam-nos à solidão, muitas vezes não desejada e
mata-nos, torna-nos pessoas insensíveis, frias e, por vezes,
agressivas. Valorizemos a comunidade e com ela sejamos
felizes.
Oração
Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora… rogai
por nós.
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito
Santo, Ámen.
SER FELIZ COM MENOS…
Um pai, numa boa
situação económica, querendo que o seu filho soubesse o que
é ser pobre, levou-o alguns dias para o campo, onde esteve
com uma família de camponeses. Passaram três dias e duas
noites da sua vivência no campo. Na carro, de regresso à
cidade, o pai perguntou:
- Então, como correu a
experiência?
- Bem. – respondeu o
filho com o olhar posto na distância.
- O que aprendeste? –
insistiu o pai
- Que nós temos um cão e
eles quatro, nós temos uma piscina com água parada e que
ocupa metade do jardim, e eles têm um rio sem fim, de água
cristalina, onde há peixes e outras coisas bonitas; que nós
importamos lâmpadas americanas para iluminar o nosso jardim
e eles à noite têm a luz das estrelas e da lua; que o nosso
pátio chega até à cerca e o deles até ao horizonte; nós
escutamos o Ipod e eles escutam a perpétua sinfonia das
aves, das rãs, dos sapos e outros animais… tudo isto, por
vezes dominado, pelo som do vento; que nós cozinhamos num
fogão de vitro-cerâmico e eles têm o glorioso sabor de
alimentos cozinhados num fogão a lenha; para nos protegermos
vivemos rodeados por um muro, com alarmes… eles vivem com as
portas abertas, protegidos pela amizade de alguns vizinhos;
nós vivemos conectados ao computador, ao telemóvel, à
televisão e eles, ao contrário de nós, estão “conectados” à
vida, ao céu, ao sol, à água, ao verde dos montes, aos
animais, à sua família.
O pai ficou admirado
pela profundidade das expressões do filho. Depois de algum
silêncio, o filho concluiu:
- Obrigado, pai, por
ter-me ensinado o quanto somos pobres e os ricos que podemos
ser!
Reflexão
A velha questão: a
riqueza é tudo? Possivelmente não. O objectivo do pai desta
história teve consequências muito profundas. O filho foi
capaz de entrar no espírito da pobreza. Podemos ser ricos
materialmente e sermos pobres espiritualmente. À que saber
equilibrar as coisas. O ter não sacia nada nem ninguém, a
não ser o amor-próprio; o ser, alimenta a nossa felicidade.
Valorizemos a nossa vida pelo ser, pelo espírito que
fortalece a nossa vida.
Oração
Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora… Rogai por nós.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
O CHORO
DA ESTRELA
Estava Deus a caminhar sossegadamente pelo
universo. Contemplava a sua criação e, aproveitando o
passeio, verificava se tudo estava a correr bem. Em certo
ponto da sua caminhada, deparou-se com uma das suas
estrelas, num choro convulsivo... A pobre estrela, aos
prantos, declarou :
-Sabe, bom Pai...não consigo achar uma razão
para a minha existência... O sol fornece calor, luz e
energia às pessoas... As estrelas cadentes incentivam
paixões e sonhos... Os cometas, geram dúvidas e mistérios...
E eu, aqui... parada...
Quando Deus ia dar explicações à estrela, foi
interrompido por uma voz que vinha de longe. Era uma
criança, pequena, que caminhava com a mãe, em um dos
planetas da região.
A criança dizia à
mãe:
- Olha, mãe! O dia já vai nascer!
A mãe ficou meio confusa. Como podia ele
saber que o sol iria nascer, se ainda estava tão escuro?
- Como é que tu sabes disso, meu filho?
-Vê aquela estrela! O pai disse-me que ela
anuncia o novo dia. Ela sempre aparece pouco antes do sol, e
aponta o lugar de onde o sol vai sair...
Ouvindo aquilo, a estrela ficou emocionada. E
Deus então
falou:
-Sabes agora o motivo da tua existência? Tudo
o que criei, fiz por alguma razão. És a estrela que anuncia
o novo dia. E com o novo dia, renovam-se as esperanças, os
sonhos. Serves, também, para orientar os homens. Ao ver-te,
sabem que não estão perdidos, sabem qual o seu destino.
A estrela sentiu uma alegria celestial
invadindo a sua vida, e a partir de então, ela brilhou cada
vez mais. Porque sabia que era importante e indispensável ao
ciclo da vida.
Reflexão
Todos nós temos uma razão para estarmos aqui.
Mesmo se não soubermos qual é exactamente esta razão,
devemos viver a vida intensamente, semeando amor e
espalhando alegria. Só assim, a estrela que habita em nossos
corações brilhará mais forte, iluminando todos os que estão
à nossa volta. E estaremos a iluminar as nossas próprias
vidas.
Oração
Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora. Rogai
por nós….
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Ámen!
O
PASTOR BELO
No final de uma visita a um castelo inglês,
um famoso autor entretinha hóspedes recitando textos de
Shakespeare. As pessoas pediam-lhe para recitar outros
textos. Um sacerdote perguntou-lhe:
- Conhece o salmo 22?
- Sim, conheço e estou disposto a recitá-lo
com uma condição: que depois o senhor também o recite.
O sacerdote aceitou a proposta e o actor fez
uma bela interpretação do salmo: «O Senhor é meu pastor,
nada me faltará. Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.
Ele me guia por sendas direitas, por amor do seu nome. Ainda
que tenha de andar por vales tenebrosos, não temerei
qualquer mal, porque vós estais comigo».
Os hóspedes escutaram tão belas palavras e
aplaudiram-no vivamente.
Depois chegou a vez do sacerdote, que se
levantou e recitou as mesmas palavras. Mas desta vez não
houve aplausos, mas apenas um profundo silêncio e lágrimas
em alguns rostos. O actor manteve-se em silêncio por uns
instantes. Depois levantou-se e disse:
- Senhoras e senhores: espero que tenham dado
conta do que aconteceu esta noite. Eu conhecia o salmo, mas
este homem conhece o pastor.
Reflexão
O Bom Pastor… que conhece as suas ovelhas…
chama cada uma pelo seu nome e elas reconhecem a voz do
Pastor. Para nós cristãos, o Pastor é Cristo. Só quem faz
uma experiência pessoal de Cristo na sua vida poderá falar
d’Ele e manifestar aos outros o que é ser de Cristo, como é
viver sendo seu discípulo. Se pensas que isto é algo de
pieguices, reflecte bem: quem segues e onde te conduz? Quem
é o teu pastor? Que felicidade e paz trazes no teu coração?
Já agora vale a pena pensar nisso…
Oração
Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora. Rogai
por nós….
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Ámen!
ALELUIA! RESSUSCITOU!
«Aconteceu numa prisão na Rússia comunista,
no tempo em que não havia liberdade religiosa. Ao entardecer
de Sábado Santo, uma prisioneira disse baixinho a uma colega
da cela:
- Sabes que dia é amanhã? Amanhã é a Páscoa
da Ressurreição.
Era a véspera de um grande dia de festa para
todos os cristãos. E estas mulheres, presas por causa da sua
fé, não o podiam celebrar. Pouco tempo depois, a minha
colega gritou com toda a força:
- Cristo Ressuscitou!
E das celas vizinhas ouviu-se a resposta,
também com voz forte:
- Ressuscitou verdadeiramente. Aleluia!
Esta aclamação pascal ecoou por todo o
corredor. Depois eram outras que gritavam a mesma saudação.
Os guardas ficaram como que ficaram
petrificados perante tal ousadia. Depois levaram a minha
colega de cela, a causadora do distúrbio. Quatro dias
depois, regressou. Vinha com o rosto desfigurado. Esteve
durante todo aquele tempo em completo isolamento, às escuras
e sem comer. Ao ver-me, comentou:
- Atrevi-me a gritar a mensagem pascal… o
resto não tem importância.»
Reflexão
Alguém que se atreve, mesmo numa situação
extrema, sabe que nada tem a perde, É verdade, mas, de
facto, a mensagem do Ressuscitado, se vivida com fidelidade,
incomoda os poderosos que querem construir uma mundo sem
Deus. Possivelmente nos dias de hoje, ainda continuarão a
olhar para os cristãos com algum ar de “olha para estes”,
mas que importância tem? Não deixemos que outros nos digam
em que acreditar, quando o que nos apresentam é tão
superficial. Deixemo-nos envolver pela alegria de sermos
filhos de Deus, e que isso se respire nos ambientes que
frequentamos.
Oração
Para que se torne visível no nosso rosto a
imensa alegria que vem da ressurreição de Jesus, digamos com
confiança: Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora… rogai por
nós. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, Ámen.
NOVENA
A MARIA AUXILIADORA
MARIA, A ESTRELA POLAR
Maria
Auxiliadora, será sempre uma presença viva e activa no meio
de nós. Os nossos ambientes têm o toque da passagem de
Maria. Sendo Mãe e Mestra, Ela é o nosso refúgio nos
momentos difíceis. Nas várias situações da vida. Ela sempre
nos protege debaixo do seu manto. Continua a ser a Superiora
das nossas casas, dando a sua bênção. Caminhemos com Ela,
demos-lhe a mão, confiemos que com Ela não ficaremos
desiludidos. Fixemos o nosso olhar na Mãe, e Ela nos
ensinará que acolher Deus na nossa existência, muda a vida;
esta torna-se espaço para todos e o coração dilata-se e
abre-se ao mundo.
São apenas
6 dias de acordo com os dias de escola.
1º Dia:
15 de Maio -
Maria, mulher do sim…
Neste dia,
contemplamos o ícone da Anunciação: Maria não se assusta com
a saudação do Anjo porque sabe que a boa nova que transmite
vem de Deus. Sem grandes resistências, prontamente, apesar
das possíveis consequências de incompreensão, desconfiança,
admiração, pronuncia o seu “sim”.
L1: Maria,
o Senhor, está contigo, está em ti. Aquele que te ama com
amor infinito, torna-te capaz de gerar. Deixaste-te
acompanhar por Ele, o Espírito entrou na tua vida e
iniciaste a maternidade que daria ao mundo Jesus.
Empenho:
Deus, aproxima-se de cada um de nós, no nosso quotidiano.
Por Sua iniciativa cruza-se no nosso caminho para que
reconheçamos o mistério do seu amor que nos envolve. Como
Maria, esforçar-me-ei por fazer silêncio, para dizer
o meu sim ao projecto de Deus: construir com Ele a minha
felicidade e ser memória vivente de Jesus na escola, em
casa, no pátio, no grupo de amigos…
Estrela:
Silêncio
2º Dia:
18 de Maio -
Maria, mulher de caridade
Neste dia,
contemplamos o ícone de Ain Karim, Maria corre em direcção à
casa da sua prima Isabel. O encontro de Deus em nós é
inseparável do encontro com os outros. Os outros são aqueles
a quem o Senhor nos envia. Depois da intervenção de Deus na
vida de Maria, Maria intervém na vida das pessoas. Pois o
amor está ansioso por comunicar-se. Escutar Deus implica
escutar as necessidades do próximo, começando com aqueles
que partilham connosco os mesmos ambientes.
Empenho:
Como Maria, quero escutar a vida das pessoas que vivem
comigo, que trabalham e estudam comigo. Quero ser espaço
onde as pessoas encontram a ternura dos gestos, a
doçura das palavras, a serenidade do olhar. Hoje,
estarei atento e tentarei exercitar-me nestas atitudes:
deixar de lado a agressividade, as palavras que magoam e a
reprovação ou tristeza dos olhares.
Estrela:
Escuta
3º Dia:
19 de Maio -
Maria, Mãe do Senhor
Neste dia,
contemplamos o ícone do Nascimento de Jesus. O que o Anjo
anunciou a Maria, aconteceu: dá à luz Jesus, o Salvador do
mundo. E tudo acontece na simplicidade e na pobreza de um
estábulo. E Jesus é acolhido no seio da família, Maria e
José. Jesus será acompanhado pelos dois, e receberá deles,
educação humana e religiosa. O acolhimento que tantas
pessoas precisam para se sentirem amadas e respeitadas.
Empenho:
Como Maria, quero acolher quem procura um pouco de
paz, de conforto, de uma palavra amiga, de um sorriso, de
uma mão que se abre e o/a ajude a encontrar sentido para a
vida. Acolher com o coração de modo a possibilitar o
crescimento humano; acolher para deixar-se transformar pelo
Amor.
Estrela:
Acolhimento
4º Dia:
20 de Maio -
Maria, medianeira da Graça
Neste dia,
contemplamos o ícone das Bodas de Caná. Maria está entre os
convidados do casamento, assim como Jesus e os discípulos. E
quando se apercebe da dificuldade dos esposos, pois não
tinham mais vinho, pede a intervenção de Jesus, dizendo aos
servos que façam tudo o que Ele lhes disser. Maria, tem um
olhar atento sobre as situações, e não atrapalha, não
assusta, não cria confusão, apenas confia na bondade e na
intervenção divina.
Empenho:
Como Maria, quero ter a capacidade de olhar ao meu redor e
prevenir situações de dificuldade, de mau estar, de possível
conflito. Olhar tento sobre as coisas e se possível prevenir
e na fé tentar arranjar uma solução, nunca alertar de um
modo exagerado activando o pânico ou a confusão. Confiar e
acreditar que também Deus passa por mim e pelo modo como
actuo.
Estrela:
Olhar atento
5º Dia:
21 de Maio -
Maria, mulher de fé e de esperança
Neste dia,
contemplamos o ícone de Maria junto à cruz. Maria não deixa
Jesus sozinho no momento de dor e sofrimento. Está junto à
cruz e escuta as suas últimas palavras: Jesus confia-lhe o
Apóstolo João e nele todos nós. Ela também é nossa Mãe.
Assim, D. Bosco, a dava a conhecer aos seus rapazes. Uma Mãe
no Céu que nos protege e abençoa.
Empenho:
Como Maria, quero estar junto da cruz de Jesus, esperando
com Ela a ressurreição de Jesus. E, hoje, de modo especial
quero agradecer por Ela ser também minha Mãe. No momento que
achar propício, rezo uma Avé Maria com esta intenção:
agradecimento por Maria ser, na minha vida, Mãe espiritual.
Estrela:
Gratidão.
6ºDia:
22 de Maio -
Maria, mulher aberta ao mundo
Neste dia,
contemplamos o ícone de Pentecostes. Maria reunida com os
Apóstolos no cenáculo, recebe a força do Espírito que
arrebata as portas, e deste modo se abrem ao mundo tanto
amado por Deus. É tempo de testemunhar, de compreender o
mundo e amar com o coração de Deus e de Maria. O mundo que
nos rodeia precisa dos nossos cuidados, precisa da
solicitude de Maria, do seu jeito de amar. O mundo precisa
de Jesus. O mundo precisa de amor.
Empenho:
Como Maria, quero ter a coragem de ser sinal do amor de Deus
no mundo, com entusiasmo, com vitalidade, com generosidade e
desejo de uma vida plena e abundante. «Graças a Maria,
podemos descobrir que ávida humana não é um peso, mas uma
asa que permite voar mais alto e de confiarmo-nos aos braços
de Deus» (cf Papa Bento XVI).
Estrela:
Ser sinal do amor de Deus
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