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Nossa Senhora Auxiliadora

Bons Dias

[Arquivo]

 

Orientações gerais para os “Bons dias”

Março 09

BRILHAI NO MUNDO - A coragem do testemunho

A luz que um astro emana não pode ser “desligada”: a luz ilumina as trevas. O único modo para eliminar a luz é “desligar” o astro…

Não permitamos que ninguém apague a luz que está em nós, mas alimentemos em nós a fonte, mesmo a custo de abraçar a cruz para testemunhar a Luz, lá onde as se encontram as trevas, a morte, a indiferença… Assim fez Cristo. Deixar que a luz passe através de nós significa evangelizar: é um empenho confiado a toda a Família Salesiana para a salvação dos jovens. Empenho que cada um deve seguir, segundo a própria vocação.

 

Objectivos

  • Deixar que a luz passe através de nós para os nossos destinatários;

  • Viver a nossa identidade cristã: abraçar a cruz e testemunhar a Luz;

  • Reflectir no valor do sacrifício, no saber morrer para si mesmo, e crescer no que é agradável aos olhos de Deus;

  • Avaliar os sinais do nosso testemunho no mundo;

  • Alimentar a fonte da Luz através dos sacramentos e da vida de caridade.

Recordamos…

 

Dia 8 de Março: Dia Internacional da Mulher

Dia 15 de Março: Dia Mundial dos Direitos do Consumidor

Dia 19 de Março: Dia do Pai

Dia 21 de Março: Dia Mundial da Floresta e da Árvore; Dia da Primavera

Dia 21 de Março: Dia Internacional para a Eliminação da Discriminação Racial

Dia 22 de Março: Dia Mundial da Água

Dia 27 de Março: Dia Mundial do Teatro

 

Bons Dias Março 09

 

 


 

HISTÓRIAS PARA REFLEXÃO E ORAÇÃO

 

A CHÁVENA DE BARRO

Era uma vez uma pessoa que fazia colecção de peças de barro antigas. Tendo ido a Londres, andava pelas lojas de artesanato à procura de alguma peça original. Ao entrar numa loja, olhou para uma chávena e, voltando-se para a dona, disse:

- Dá-me licença que pegue nesta pequena chávena? Pareceu-me muito linda.

A senhora respondeu:

- Faça favor.

A pessoa pegou cuidadosamente na chávena e, maravilhado, viu que a chávena, além de ser bonita, também falava. Disse ela:

- Amigo, eu nem sempre fui esta chávena que tens entre mãos. Inicialmente, era um pedaço de barro sem forma alguma. O oleiro pegou em mim nas suas mãos de artista, bateu-me e moldou-me carinhosamente. Houve um momento em que desesperei e gritei: «Por favor! Deixe-me em paz!». Mas o meu dono sorriu e disse-me: «Aguenta um pouco mais, pois ainda tens muito que sofrer».

Em seguida, pôs-me num forno. Nunca na minha vida tinha sentido tanto calor! Perguntei ao meu dono porque me queria queimar e ele disse-me que fosse aguentando que era bom para mim. E fechou a porta do forno.

Finalmente, abriu a porta e colocou-me em água fria para arrefecer. Senti-me melhor mas por pouco tempo, pois o meu dono e criador sentou-se, pegou-me nas suas mãos de artista e começou a pintar-me. O cheiro da tinta era terrível! Ainda protestei mas em vão. Disse de novo «Aguenta um pouco mais, pois ainda tens muito que sofrer». Depois de me pintar, meteu-me de novo num outro forno, que era mais quente que o primeiro. Implorei que me tirasse dali. Ele só passado algum tempo abriu a porta e me tirou, colocando-me de novo em água para refrescar.

Finalmente, deu-me um espelho e disse-me: «Contempla-te! Esta és tu!» Eu nem podia acreditar ao ver-me tão bela. Foi então que o meu dono disse: «Sei que sofreste por teres de ir aos fornos para seres cozida e por teres suportar as tintas. Mas tudo isso era necessário para agora seres uma bela chávena, encanto dos que gostam de coisas lindas.

Tu, caro amigo, ficas a saber a minha história. Espero que me conserves na tua valiosa colecção por muitos anos, juntamente com as outras chávenas.

 

Reflexão

A chávena contou a sua história ao coleccionador. Era inicialmente um pedaço de barro sem qualquer forma, mas o artista criou um objecto lindo. Sofreu muito: o dono a moldar, o calor dos fornos, o cheiro das tintas, mas no final valeu a pena aguentar mais um pouco.

Na vida, nada do que é belo se consegue sem esforço, sem algum sacrifício e renúncia. Deixarmo-nos moldar é já um passo importante para chegarmos a ser pessoas “belas”, quase perfeitas. É sempre tempo de confiar nas pessoas que nos querem bem e que estão ao nosso lado, e nos ajudam a limar o nosso próprio “eu”. Não nos esqueçamos de que o verdadeiro artista que molda a nossa vida e nos torna “belos” é Deus, que sempre nos quer ver felizes.

 

Oração

Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora

 


 

A VISITA DIÁRIA

Uma vez, um sacerdote entrou na Igreja ao meio-dia. Viu entrar um homem com a barba por fazer e roupa pobre. Ajoelhou-se, inclinou a cabeça, levantou-se imediatamente e foi-se embora.

Nos dias seguintes, o mesmo homem passava pela Igreja ao meio-dia e fazia essa rápida visita.

O sacerdote , pela maneira de vestir, começou a pensar que se tratava de algum ladrão. Por isso, um dia colocou-se à saída e perguntou-lhe:

- Que faz aqui?

O homem explicou que trabalhava numa fábrica ali perto, tinha meia hora para comer e aproveitava desse tempo uns instantes para rezar. E disse:

- como tenho pouco tempo, ajoelho-me e digo a Jesus apenas isto «Venho aqui apenas para te ver. Sei que és muito meu amigo!»

O sacerdote, muito admirado, disse a esse homem que fazia muito bem e que podia entrar na Igreja sempre que quisesse.

Esse homem chamado João, continuou a passar pela Igreja todos os dias de trabalho, ao meio-dia.

Certo dia, porém, o sacerdote verificou que esse pobre homem deixou de ir à Igreja. Os dias passavam e ele cada vez se admirava mais da sua ausência. Foi então à fábrica perguntar por ele. Disseram-lhe que estava no hospital. O sacerdote foi visitá-lo. As enfermeiras disseram-lhe que, apesar de ninguém o vir visitar, esse doente estava sempre contente e contagiava os outros doentes com a sua alegria. O doente, ao escutar a enfermeira a dizer que ninguém o visitava, respondeu:

- Não é verdade. todos os dias tenho uma visita muito importante. Entra e diz «Venho aqui apenas para te ver. Sei que és muito meu amigo!» E sai.

O sacerdote perguntou:

- E quem é essa visita importante?

- É Jesus, a quem eu visitava todos os dias na sua Igreja.

 

Reflexão:

O trabalhador aproveitava os poucos minutos livres para ir cumprimentar Jesus, o seu grande amigo. Fazia-o com palavras vindas do coração. Era assim a sua oração, uma oração simples «Venho aqui apenas para te ver. Sei que és muito meu amigo!» Uma oração que fala de confiança e de amor. Uma oração que lhe permitia sentir que Deus nunca abandona e retribui sempre com amor. E nós? Quantas visitas já fizemos a Jesus? Como é a nossa oração? Continuamos à espera dos grandes momentos para estar com Ele? Os encontros diários e simples tocam mais o coração do Senhor. Vá, despacha-te, Ele está à tua espera… e quando precisares d’Ele, estará bem ao teu lado!

 

Oração

Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora

 


 

ESTE É O TEMPO

Vasco, o relojoeiro, estava a trabalhar na sua loja. Entre pêndulos, relógios de cuco e outros materiais, tinha todos os instrumentos para medir o tempo. O movimento da terra em relação ao sol era bem calculado por todas aquelas instrumentalizações.

Vasco usava uma lente potente e trabalhava entre muitas engrenagens. Gostava muito do seu trabalho e chamava todos os seus relógios pelo nome. Era o último dia de Fevereiro, do ano bissexto. Na parede tinha um calendário, olhou para ele e começou a questionar-se sobre o tempo:

- Mas o que será tudo isto? O tempo que se calcula com tanta atenção?

Naquele momento tocaram as doze horas, era meio-dia.  O cuco sai da sua casinha, o pêndulo vai de um lado para o outro; os cronómetros dava sinais de vida, e os despertadores “estremeciam”. Parecia um Apocalipse, com todos aqueles relógios a anunciar o meio-dia. Como todos as outras vezes, Vasco pára de trabalhar para fazer o sinal da cruz, agradecendo ao céu a serenidade que lhe era dada. Ainda arranjou alguns relógios, acertou outros tantos e depois concluiu:

- Agora estão todos bem!

E voltou ao trabalho. No relógio em que estava a trabalhar encontrava-se uma figura de um cão. Vasco pareceu vê-lo mexer-se.

- Devo estar muito cansado! – e decide ir descansar um pouco.

Quando voltou da breve pausa, o cão ainda se movia. Era um belo cão branco e negro.

- Bom dia, Vasco! – disse o cão - És um óptimo relojoeiro e eu estimo-te muito!

Vasco ficou de boca aberta com o relógio falante. O tempo parecia andar num contínuo jogo de passado e futuro. E perguntou:

- Mas o que é o tempo?

O cão começou a responder:

- O tempo serve ao homem para estabelecer a contemporaneidade ou a ordem de uma série de acontecimentos. É útil para sincronizar com o próximo.

Vasco pôs-se a pensar:

- Claro, medir o tempo é útil para darmos conta dos planetas, das estações, da chuva e do sol; mas, parece-me que as pessoas de hoje, usam mal o tempo!

- Pois é! – disse o cão - Muitas vezes as pessoas são condicionadas pelo tempo. O relógio entulha-se de dias, vive-se sobre ritmos absurdos , sem se considerar que depois se é incapaz de utilizar os momentos livres.

- O mundo deixa-se condicionar pelo dito progresso e pelas ciências e tecnologia. – respondeu logo Vasco - É tempo de nos darmos ao próximo. É tempo de reflectir no próprio coração, é tempo de se converter a uma vida doada ao outro. É tempo de renovar o amor na Terra! É tempo de caminhar no bem. É tempo de transformar a vida e de reencontrar a alegria na amizade e na solidariedade.

Este deve ser o tempo do Amor.

 

Reflexão

Recordo mais uma vez as últimas palavras do Vasco, o relojoeiro: É tempo de nos darmos ao próximo. É tempo de reflectir no próprio coração, é tempo de se converter a uma vida doada ao outro. É tempo de renovar o amor na Terra! É tempo de caminhar no bem. É tempo de transformar a vida e de reencontrar a alegria na amizade e na solidariedade. Este deve ser o tempo do Amor. Já agora vale a pena pensar nisto!!!

 

Oração

Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora

 


 

A TENDA DA VERDADE…

«Não podia acreditar no que os meus olhos viam: estava de facto em frente à Tenda da Verdade.

Ali, naquela tenda, vendiam Verdade. Mas… isto seria possível? Entrei por curiosidade e a menina que estava a atender, cumprimentou e perguntou se estava interessado no produto que vendiam. Respondi que estava curioso. Então, ela perguntou.

- Qual a classe de verdade que deseja comprar: Verdade Parcial ou Verdade Total.

- Já que coloca nesse pé, claro está, a Verdade Total. Não quero fraudes, nem racionalizações, nem apologias. Quero a verdade nua e crua, clara e absoluta.

A menina, com muita simpatia, conduziu-me a uma outra secção da tenda onde se vendia a Verdade Total. O vendedor que trabalhava naquela secção olhou para mim muito admirado e assinalando o preço na tabuleta, disse:

- O preço é muito elevado, senhor.

- Qual é? - perguntei decidido a adquirir a Verdade Total a qualquer preço.

- Se o senhor a levar, o preço consiste em não ter descanso para o resto da sua vida.

Lembro-me de sair da tenda muito triste. Pensei que poderia adquirir a Verdade Total a baixo preço. Mas ainda não estou pronto para ela: por vezes preciso de paz e de descanso bem longe de tudo e de todos; por vezes tenho a tentação de me enganar a mim mesmo com as minhas justificações e racionalizações e sigo o caminho procurando o refúgio em várias crenças.»

 

Reflexão

Não é fácil ser-se portador da verdade. Como este senhor, ainda damos muito espaço às nossas justificações e racionalizações, procuramos ter o nosso descanso e a nossa paz não nos incomodando muito com os outros, procurando muitos caminhos para as simples respostas da nossa existência que por vezes queremos enganar, e somos nós quem perdemos… aos poucos, eduquemo-nos para esta verdade total… é um risco que se corre, mas seremos mais nós.

 

Oração

Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!

 


 

O COPO DE ÁGUA SUJA…

Uma aluna de um colégio, faltou durante uma semana às aulas, e outra colega começou a dizer que ela não vinha porque estava grávida e tinha feito um aborto. Uma professora que passava pelo corredor do colégio ouviu aquele comentário e chamou a aluna pedindo-lhe que a acompanhasse.

Passaram pelo bar e a professora pediu um copo de água. Pediu à aluna que o trouxesse e dirigiu-se com ela ao jardim.

Chegadas ao jardim a professora disse:

- Deita a água na terra ou no caminho.

A aluna ficou admirada e não estava a entender, mas obedeceu.

- Agora, recolhe a água que atiraste e coloca-a no copo.

- Mas… é impossível - barafustou a aluna.

- Mas fá-lo na mesma.

E a aluna com os lenços que tinha, recolheu o que pode e apenas conseguiu encher um quarto do copo com água suja.

Olhando para a aluna com o copo na mão, a professora disse:

- Assim foi o que fizeste com a fama e a honra da tua colega. Quando quiseres reparar o mal que fizeste, nunca o poderás fazer totalmente. A tua colega faltou, porque a mãe faleceu.

 

Reflexão

É um risco que se corre… falar, comentar sobre alguém que está ausente, difamar, inventar sem ter conhecimento de causa, deixa marcas na vida de alguém. Tenhamos cuidado… saibamos viver e dialogar sobre coisas, situações que sabemos nunca caíamos na tentação de fazer projecções e construir castelos no ar. Há feridas na vida das pessoas (colegas, família) que por vezes, custam a cicatrizar. O que leva a fazer isto? A maldade, a inveja, o orgulho, a vaidade, o sentimento de superioridade…

 

Oração

Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!

 


 

O RELÓGIO…

O colégio onde eu estudava quando era menina, costumava encerrar o ano lectivo com um espectáculo teatral. Eu adorava aquilo, porém nunca fora convidada para participar, o que me trazia uma secreta mágoa. Quando fiz onze anos avisaram-me que, finalmente iria ter um papel para representar. Fiquei felicíssima, mas esse estado de espírito durou pouco. Escolheram uma colega minha para o desempenho principal. A mim coube uma ponta de pouca importância. A minha decepção foi imensa. Voltei para casa em prantos. A minha mãe quis saber o que se passava e ouviu toda a minha história entre lágrimas e soluços. Sem nada dizer ela foi buscar o bonito relógio de bolso do meu pai e colocou-o nas minhas mãos, dizendo:

- O que é isto que tu vês?

- Um relógio de ouro com mostrador e ponteiros.

Em seguida a mãe abriu a parte de trás do relógio e repetiu a pergunta:

- O que é isto que tu vês?

- Ora mãe, aí dentro parece haver centenas de rodinhas e parafusos.

A minha mãe surpreendia-me, pois aquilo nada tinha a ver com o motivo do meu aborrecimento. Entretanto, calmamente ela prosseguiu:

- Este relógio tão necessário ao teu pai e tão bonito seria absolutamente inútil se nele faltasse qualquer parte, mesmo a mais insignificante das rodinhas ou o menor dos parafusos.

 

Naquele momento o meu olhar entrelaçou-se com o dela: era calmo e amoroso, e eu compreendi sem que ela precisasse dizer mais nada. Esta pequena lição tem me ajudado muito a ser mais feliz na vida: aprendi com a máquina daquele relógio quão essenciais são mesmo os deveres mais ingratos e difíceis, que nos cabem a todos. Não importa que sejamos o mais ínfimo parafuso ou a mais ignorada rodinha, desde que o trabalho, em conjunto, seja para o bem de todos. E percebi também que se o esforço tiver êxito o que menos importa são os aplausos exteriores. O que vale mesmo é a paz de espírito do dever cumprido.

 

Reflexão

Deixo para a nossa reflexão a última parte deste relato:

«… aprendi com a máquina daquele relógio quão essenciais são mesmo os deveres mais ingratos e difíceis, que nos cabem a todos. Não importa que sejamos o mais ínfimo parafuso ou a mais ignorada rodinha, desde que o trabalho, em conjunto, seja para o bem de todos. E percebi também que se o esforço tiver êxito o que menos importa são os aplausos exteriores. O que vale mesmo é a paz de espírito do dever cumprido.» O sentido do dever cumprido: ficarmos felizes com o pouco ou o muito que fazemos no todo em que vivemos e estamos.

 

Oração

Avé Maria… Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!

 


 

CENOURA, OVO OU CAFÉ

Uma filha queixou-se ao pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava cansada de lutar e combater. Parecia que um problema quando estava resolvido um outro surgia.

O pai, um "chef", levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver. Numa panela colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.

A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria a fazer. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. “Pescou” as cenouras e colocou-as numa tigela. Retirou os ovos e colocou-os numa tigela. Tirou o café com uma concha e colocou-o numa tigela. Virando-se para ela, perguntou:

- Filha, o que estás a ver?"

- Cenouras, ovos e café. - respondeu.

O pai aproximou-a mais das cenouras e pediu-lhe que as provasse.

Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.

Em seguida, pediu-lhe que pegasse num ovo e o quebrasse.

Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.

Finalmente, pediu-lhe que tomasse um gole de café.

Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.

Depois destas provas, a filha perguntou:

- O que isto significa tudo isto, pai?

Ele explicou que cada um deles (cenoura, ovo e café) enfrentara a mesma adversidade, água a ferver, mas que cada um reagira de maneira diferente: A cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter sido submetida à água que fervia, amolecera e tornara-se frágil; os ovos eram frágeis. A casca fina havia protegido o líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água a ferver, o seu interior tornou-se mais rígido; o pó de café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na água a ferver, ele tinha mudado a água.

- Qual deles és tu? -  ele perguntou à filha. Quando a adversidade, a dificuldade bate à tua porta, como é que reages? Tu és uma cenoura, um ovo ou pó de café?

 

Reflexão

E tu? És uma cenoura que pareces forte, mas com a dor/ sofrimento e as dificuldades murchas, tornas-te frágil perdendo a força?

Ou serás como o ovo que começa com o coração maleável e perante algo que te faz sofrer e te dificulta a vida, o teu coração fica duro? A casa parece a mesma, mas estarás mais amargo e inflexível?

Ou será que és como o pó de café? Ele muda a água fervente, a coisa que está a causar-te a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso se torna o café. Se tu és como o pó de café, quando as coisas se tornam piores, tu tornas-te melhor e faz com que as coisas à tua volta também se tornem melhores. Então: és cenoura, ovo ou pó de café?

 

Oração

Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora.

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!

 


 

O ESPANTALHO

Uma vez um pintassilgo foi ferido numa asa por um caçador. Durante algum tempo conseguiu sobreviver com aquilo que encontrava. Depois, terrível e gélido, chegou o Inverno.

Uma fria manhã, procurando alguma coisa para meter no bico, o pintassilgo pousou num espantalho. Era um espantalho muito amigo de todas as aves do céu. Tinha um corpo de palha metido num velho fato de cerimónia; a cabeça era uma grande abóbada laranja e duas nozes como olhos. O espantalho, gentil como sempre, perguntou-lhe:

- Que te aconteceu, pintassilgo?

- O frio está a matar-me e não tenho onde refugiara-me. Para não falar da alimentação. Penso que não chegarei à Primavera.

- Não tenhas medo. Refugia-te aqui debaixo do meu casaco. A minha palha está seca e quente.

E assim, o pintassilgo encontrou uma casa no coração de palha do espantalho. Ficava o problema do alimento. Era cada vez mais difícil para o pintassilgo encontrar sementes.

Um dia em que tudo estava coberto de geada, o espantalho disse-lhe docemente:

- Pintassilgo, come os meus dentes: são óptimos grãos de milhos.

- Mas tu ficarás sem boca!

- Parecerei muito mais sábio.

O espantalho ficou sem boca, mas estava contente porque o seu amigo vivia. E sorria-lhe com os olhos de noz. Alguns dias depois, foi a vez do nariz de cenoura. Disse-lhe:

- Come-o. É rico em vitaminas.

Chegou depois a vez das nozes que serviam de olhos. Disse o espantalho ao amigo pintassilgo:

- Basta-me escutar os teus contos.

Finalmente ofereceu também a abóbora que servia de cabeça. Quando chegou a Primavera, o espantalho já não existia. Mas o pintassilgo estava vivo e voava no céu azul.

 

Reflexão

O espantalho pode trazer-nos à memória o nome de pessoas que se vão dando totalmente aos outros, gastando-se como uma vela que se consome alumiando. O estilo de viver de Jesus Cristo, e também de quem O seguiu, é este: dar a vida pelos outros. E quem gastar a vida, servindo-a, ganha-a. E tu? Já pensaste em dar um pouco da tua vida aos outros?

 

Oração

Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!

 


 

A CANA DE BAMBU [Download de Powerpoint 'A História do Bambu']

Era uma vez um lindo jardim no qual se encontrava um esbelto bambu, que era a árvore mais estimada pelo dono.

Um dia, o dono aproximou-se do seu amado bambu e disse-lhe:

- Caro bambu, preciso de ti.

O bambu respondeu:

- Estou disponível. Faça de mim o que quiser.

O dono continuou:

- Eu, antes de mais, preciso de te podar. Só assim me poderás ser útil.

O bambu ficou triste e disse:

- Podar-me? Não faça isso pois ficarei sem ramos e farei uma má figura.

O dono respondeu:

- Meu caro bambu, não interessa se fazes boa ou má figura. É que, se não te podar, não poderei servir-me de ti.

Felizmente, o belo bambu inclinou-se e murmurou:

- Se não me podes usar sem me podar, então faz de mim o que quiseres.

Depois de o ter podado, cortando-lhe os ramos, disse-lhe:

- Também tenho de cortar as tuas folhas.

O bambu disse timidamente:

- Corta-as.

O dono continuou:

- Isto não é o suficiente: tenho de te cortar por dentro e arrancar-te o teu coração.

O bambu começou a soluçar e nesse momento chorou. Mas ainda teve força para dizer:

- Meu senhor, poda, corta, parte, arranca o meu coração. Sou todo teu.

O dono levou depois o bambu para o campo mais próximo duma fonte que brotava água. Colocou o bambu no chão, com uma extremidade na fonte e com a outra na terra que precisava de ser regada. A água fresca correu pela cana de bambu e foi irrigar os campos. Assim foi possível regar as plantas, que deram muito fruto. Os dias foram passando e os campos, graças à cana de bambu que transportava a água, tornaram-se cada vez mais férteis.

Aquela cana de bambu podada, cortada, arrancada, foi transformada num canal e tornou possível a vida a muitas pessoas.

 

Reflexão

A cana, inicialmente, vivia para si própria, preocupada com a sua beleza. Mas, interpelada pelo seu dono, tornou-se disponível para servir. Assim, deu vida abundante a tantas pessoas que necessitam que os campos produzissem. Em tempo de Quaresma elevemos esta imagem do bambu para Jesus: muito amado por Deus Pai, dá a vida pela salvação de muitos. Podado, cortado, arrancado da sua dignidade e incompreendido, pronunciou «Pai, sou todo teu. Eu venho para fazer a Tua vontade». Eis o gesto mais supremo do Amor. Jesus deu ávida porque muito amou e quis salvar quem muito amou e ama.

 

Oração

Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora

 


 

O QUE NOS DIZ O PAPA PARA A QUARESMA

Guia: Hoje, vamos escutar algumas frases da Mensagem do Papa Bento XVI para a vivência da Quaresma. Principalmente, abramos o nosso coração para acolhermos o convite a vivermos bem este tempo forte.

 

L1: No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para celebrar melhor a Páscoa…

 

L2: Na habitual Mensagem quaresmal, o Papa reflecte, em particular, sobre o valor e o sentido do jejum. A Quaresma traz à mente os quarenta dias de jejum vividos por Jesus no deserto antes de iniciar a sua missão pública. Lemos no Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2).

 

L3: Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós, cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para o nosso sustento. A Palavra de Deus e toda a tradição cristã ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e tudo o que a ele induz.

 

L1: No Novo Testamento, Jesus valoriza a razão profunda do jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais observavam escrupulosamente as prescrições impostas pela lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro jejum, é cumprir a vontade do Pai, o qual «vê no oculto, recompensar-te-á» (Mt 6, 18).

Ele próprio dá o exemplo respondendo a Satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que «nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus» (Mt 4, 4).

 

L1, L2, L3: O verdadeiro jejum é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34).

 

L2: Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um pouco o seu valor espiritual e de ter adquirido, numa cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo. Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o que os impede de se conformarem com a vontade de Deus.

 

L3: Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira Carta São João diz: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17).

Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo livremente privar-nos de algo para ajudar os outros, mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos é indiferente.

 

L1: O jejum representa uma arma espiritual para lutar contra qualquer apego desordenado a nós mesmos. Privar-se voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos efeitos negativos atingem toda a personalidade humana. Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas, sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».

 

L2: A Quaresma seja valorizada em cada família e em cada comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor de Deus e do próximo: maior compromisso na oração, na lectio divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa dominical. Com esta disposição interior entremos no clima penitencial da Quaresma.

 

DUAS PEQUENAS CELEBRAÇÕES PARA O TEMPO DA QUARESMA COM OS DESTINATÁRIOS

 

Celebração I

O caminho com Jesus

Ambiente: capela ou lugar espaçoso; uma cruz ao centro e algumas velas. Para cada grupo que fala depois do Evangelho 1 segura a cruz; junto da cruz pagelas com o desenho de uma cruz e sementes ou outro.

 

Guia: Hoje, somos convidados a não deixarmos endurecer o nosso coração e a prestar atenção ao caminho que o próprio Deus nos aponta, para sermos felizes.

 

L1: Eis-nos aqui para percorrer o Caminho que o Senhor percorreu. No silêncio, na escuta e na oração, por breves instantes estejamos com Ele, percorramos com Ele algum troço para entendermos o Seu Amor por nós.

 

Refrão:

Ninguém te ama como Eu (bis)

Olha p’ra cruz é a minha maior prova

Ninguém te ama como Eu.

 

L2: Do Evangelho de S. João

«Assim como o Pai me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu amor. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se praticais o que vos mando.»

 

Guia: Porque nos amou, Jesus carregou sobre os ombros a cruz

A1: Levar a cruz não é fácil nem simples, e Tu, Senhor bem o sabes.

A2: O peso da madeira, a sensação de não conseguir… e depois a solidão.

A3: e quantas cruzes existem: quando ofendemos alguém com palavras ou atitudes.

A4: Quando é maior a nossa indiferença e desprezo

A5: Quando a solidão ou o sofrimento batem à porta e só lamentamos

A6: Quando humilhados reagimos com a violência.

Todos: Quando sentir tudo isto, Senhor, recorda-me que Tu estás sempre para dar-me força no caminho.

 

Refrão:

Ninguém te ama como Eu (bis)

Olha p’ra cruz é a minha maior prova

Ninguém te ama como Eu.

 

Guia: Porque nos amou, Jesus deu-nos Maria por Mãe

A7: Maria, Mãe de Jesus, está junto à cruz com o discípulo muito amigo de Jesus. Momento de encontro terno e materno.

A8: Nem uma palavra, só o silêncio e a escuta para perceber o que se estava a passar. Momento de sofrimento.

A9: Na Tua entrega, vemos a entrega de Maria a Deus, tão radical como a do primeiro Sim, na anunciação. Momento de radicalidade.

A10: O discípulo acolhe Maria em sua casa. E nós como vivemos o acolhimento?

A11: Por vezes falhamos quando acolhemos com frieza, com falsidade.

A12: Quando fechamos a porta ao perdão, ao diálogo, à escuta atenta do outro.

A13: Quando não aceitamos as diferenças. Quando não deixamos entrar Maria e Deus.

 

Todos: Quando sentir tudo isto, vem em meu auxílio, ò Mãe, para que eu abra as portas da minha “casa” à tua presença e à do Teu Filho.

 

Refrão:

Ninguém te ama como Eu (bis)

Olha p’ra cruz é a minha maior prova

Ninguém te ama como Eu.

 

Guia: Porque nos amou, Jesus entrega-se nas mãos do Pai. Morre na cruz.

A14: No alto da cruz Jesus pronunciou bem alto algumas frases.

A15: Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.

A16: Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.

A17: Meu Deus, Meu Deus, por que me abandonaste?

A18: Tudo está consumado

A19: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.

 

Silêncio

 

Todos: Se permanecemos em nós mesmos, não seguimos nem vivemos o Mandamento do Amor. Tu, Senhor, amaste e perdoaste e agora chamas cada um de nós a apostar nesta via. Dá-nos um coração capaz de bater ao ritmo do teu, para ressuscitarmos Contigo.

 

Refrão:

Ninguém te ama como Eu (bis)

Olha p’ra cruz é a minha maior prova

Ninguém te ama como Eu.

 

(Enquanto cantam vão junto da cruz retirar uma estampa com uma cruz e sementes de trigo com a escrita: ressuscitados com Cristo.)

 

Celebração II

Via-Sacra

Ambiente: Uma cruz junto do altar. Conforme se lê as estações escolher um aluno que vá à frente e pegue na cruz. Os leitores que se escolherem sobem para junto do altar. Materiais necessários: tiras de papel para escreverem, estampas com a cruz e frase, flores brancas com os nomes, incenso, fósforos, leitor de CD, música de fundo, canetas)

 

Guia: Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo

R: Ámen.

 

Introdução

A Via-Sacra é o Caminho sagrado, o caminho que Jesus percorreu para ser crucificado. Tem como objectivo levar-nos a meditar naquilo é fundamental para nós, cristãos: o mistério pascal de Jesus Cristo, a sua morte e ressurreição.

As 14 ou 15 estações da Via-Sacra levam-nos a entrar em contacto com alguns personagens e situações que constam dos Evangelhos. Vamos percorrer esse caminho, mesmo que não sejam todas as estações.

 

L1: Nesta Via-Sacra, somos convidados a fazer uma revisão de vida. Até que ponto seguimos Jesus, que tanto nos amou? Participaremos nela com uma atitude de conversão, de mudança de vida e de respeito.

 

G: Primeira estação: Jesus é condenado à morte

L2: Do Evangelho de S. João

Era a véspera da Páscoa, perto do meio-dia. Pilatos disse aos judeus: «Aqui tendes o vosso rei.» Eles gritaram: «Fora! Fora! Crucifica-O»

Pilatos disse-lhes: «Crucificar o vosso rei?» Os chefes dos sacerdotes responderam: «Não temos outro rei a não ser César».

Então, finalmente, entregou-o para O crucificarem.

 

A1: O julgamento de Jesus não foi o último julgamento injusto. Muitos inocentes também hoje são acusados e condenados por nós, no nosso mundo.

A2: Nós, como cristãos não devemos condenar as pessoas mas os actos, o mal.

A3: Condenamos situações de violência, de injustiça, de intolerância, de racismo… e eu? Quantas vezes dei lugar no meu comportamento à violência, à acusação injusta, não fui tolerante com os meus colegas, pais, professores irmãs e auxiliares?

 

Cântico:

Senhor tem piedade de nós

Somos o teu povo pecador

Toma a nossa vida de pecado e dor    

Enche o nosso espírito de amor

G: Segunda estação: Jesus carrega com a cruz

L2: Do Evangelho de S. Lucas

E Jesus dirigindo-se a todos disse: «Quem quiser vir comigo, carregue cada dia a sua cruz e siga-Me. Porque se alguém quiser salvar a própria vida, perdê-la-á. Pelo contrário, quem perder a sua vida por mim, salva-la-á.»

 

A1: Seguir Jesus exige carregar com a própria cruz e começar a caminhar. E o que são esses cruzes?

A2: O mau carácter e defeitos de cada um; a incompreensão minha e dos outros; a solidão, não ter amigos, uma doença…

G: Convido-vos a um momento de silêncio para pensar em duas perguntas: que devo mudar na minha vida para carregar a cruz? Que atitudes devo valorizar?

Música de fundo (suave)

Depois de um momento, entregar a cada um uma estampa de uma cruz com a seguinte escrita: ter os mesmos sentimentos de Jesus

 

G: Terceira estação: Jesus cai por terra

L2: Leitura do Profeta Isaías

O Senhor ensinou-me a escutar, e eu não resisti nem recuei. Apresentei as costas aos que me batiam e a face aos que me arrancavam a barba. Não escondi o rosto aos que me ultrajavam e cuspiam.

 

A1: Isaías fala-nos de um Servo Sofredor. Hoje, para nós, esse Servo é Jesus Cristo, que na sua paixão sofre e cai sob o peso da cruz.

A2: Nós, por vezes, também caímos. Essas quedas são os nossos pecados: atitudes de egoísmo, mentira, vida sem oração, maus pensamentos, intenções de fazer o mal… Mas somos fortes, quando rejeitamos tudo isso.

Entrega-se a cada um uma tira de papel e convida-se a que escrevam algumas das suas “quedas” (pecados, falhas) em silêncio.

 

G: Agora, sem fazerem muito barulho vão colocar junto da cruz essas tiras.

Coloca-se a música: Senhor a ti me entrego (do grupo Simplus) ou outra música…

 

G. Quarta estação: O caminho é lugar de encontro com Jesus

L2: Do Evangelho de S. Lucas

Enquanto conduziam Jesus, obrigaram um tal Simão de Cirene, que regressava do campo, a levar a cruz às costas e a caminhar atrás dele. Seguia-O muita gente do povo.

 

A1: Como o Cireneu e o povo também nós nos encontramos com Jesus no caminho. É uma experiência bonita. Cada um, ao seu modo, aproxima-se e encontra-se com Jesus. E Jesus podemo-Lo encontrar no irmão.

A2: no pai e na mãe que encontro em casa, nos amigos e colegas da escola, nos professores e irmãs, até no desconhecido do autocarro… Todos são para mim um encontro com Jesus.

 

G: E porque somos convidados a sermos todos irmãos, e a vivermos como irmãos damos as mãos e juntos rezamos ao Pai como o nosso Irmão mais Velho nos ensinou. Pai Nosso…

 

 

G: Quinta estação: Jesus morre na cruz

L2: Do Evangelho de S. Lucas

Era quase meio -dia quando o sol deixou de brilhar e toda a região ficou às escuras até às três horas da tarde. O véu do Templo rasgou-se ao meio. Jesus gritou com voz forte: «Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito.» E dito isto expirou.

 

A1: Jesus morre para vencer a morte. Morre para dar vida.

A2: Perante a Cruz de Jesus estamos convidados a “morrer” para o que não é viver ao jeito de Jesus: rezar como Ele rezou, amar como Ele amou, perdoar como Ele perdoou… para vivermos uma vida boa e cheia de esperança.

 

G: Neste momento um colega vosso acenderá um incenso junto da Cruz que significará que a nossa oração subirá para Deus.

 

Um jovem:

Senhor, queremos seguir-Te no amor.

Nos mais pequenos gestos do nosso dia-a-dia; nas palavras ditas a cada momento; nos pensamentos rápidos que nos passam na mente; nos olhares e abraços de cada instante; nos jogos de futebol e de voleibol; nas corridas de skate e de patins; na sala de aula e no ginásio… Senhor, queremos seguir-te no amor.

 

G: Sexta estação: A ressurreição de Jesus

L2: Do Evangelho de S. Marcos

Finalmente Jesus apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e repreendeu-os pela sua incredulidade e lentidão em não acreditar naqueles que O tinham visto ressuscitado. E acrescentou: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a toda a humanidade.

 

A1: O amor de Jesus ao longo da sua vida é a revelação do grande amor de Deus Pai para connosco. Somos filhos muito amados.

A2: Esta é a razão para termos esperança. Esta é a razão que nos leva à ressurreição.

 

G: Neste momento dois colegas vossos colocarão os vossos nomes junto da cruz. Uma cruz que florirá para que tenhamos a vida em Deus.

 

(Dois alunos colocam flores brancas com o nome de cada um junto da cruz, enquanto cantam)

Refrão

Deus está aqui

Tão certo como ar que respiro

Tão certo como a manhã que se levanta

Tão certo como este canto que podes ouvir.

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