HISTÓRIAS PARA
REFLEXÃO E ORAÇÃO
A CHÁVENA
DE BARRO
Era uma vez uma pessoa que fazia colecção de
peças de barro antigas. Tendo ido a Londres, andava pelas
lojas de artesanato à procura de alguma peça original. Ao
entrar numa loja, olhou para uma chávena e, voltando-se para
a dona, disse:
- Dá-me licença que pegue nesta pequena
chávena? Pareceu-me muito linda.
A senhora respondeu:
- Faça favor.
A pessoa pegou cuidadosamente na chávena e,
maravilhado, viu que a chávena, além de ser bonita, também
falava. Disse ela:
- Amigo, eu nem sempre fui esta chávena que
tens entre mãos. Inicialmente, era um pedaço de barro sem
forma alguma. O oleiro pegou em mim nas suas mãos de
artista, bateu-me e moldou-me carinhosamente. Houve um
momento em que desesperei e gritei: «Por favor! Deixe-me em
paz!». Mas o meu dono sorriu e disse-me: «Aguenta um pouco
mais, pois ainda tens muito que sofrer».
Em seguida, pôs-me num forno. Nunca na minha
vida tinha sentido tanto calor! Perguntei ao meu dono porque
me queria queimar e ele disse-me que fosse aguentando que
era bom para mim. E fechou a porta do forno.
Finalmente, abriu a porta e colocou-me em
água fria para arrefecer. Senti-me melhor mas por pouco
tempo, pois o meu dono e criador sentou-se, pegou-me nas
suas mãos de artista e começou a pintar-me. O cheiro da
tinta era terrível! Ainda protestei mas em vão. Disse de
novo «Aguenta um pouco mais, pois ainda tens muito que
sofrer». Depois de me pintar, meteu-me de novo num outro
forno, que era mais quente que o primeiro. Implorei que me
tirasse dali. Ele só passado algum tempo abriu a porta e me
tirou, colocando-me de novo em água para refrescar.
Finalmente, deu-me um espelho e disse-me:
«Contempla-te! Esta és tu!» Eu nem podia acreditar ao ver-me
tão bela. Foi então que o meu dono disse: «Sei que sofreste
por teres de ir aos fornos para seres cozida e por teres
suportar as tintas. Mas tudo isso era necessário para agora
seres uma bela chávena, encanto dos que gostam de coisas
lindas.
Tu, caro amigo, ficas a saber a minha
história. Espero que me conserves na tua valiosa colecção
por muitos anos, juntamente com as outras chávenas.
Reflexão
A chávena contou a sua história ao
coleccionador. Era inicialmente um pedaço de barro sem
qualquer forma, mas o artista criou um objecto lindo. Sofreu
muito: o dono a moldar, o calor dos fornos, o cheiro das
tintas, mas no final valeu a pena aguentar mais um pouco.
Na vida, nada do que é belo se consegue sem
esforço, sem algum sacrifício e renúncia. Deixarmo-nos
moldar é já um passo importante para chegarmos a ser pessoas
“belas”, quase perfeitas. É sempre tempo de confiar nas
pessoas que nos querem bem e que estão ao nosso lado, e nos
ajudam a limar o nosso próprio “eu”. Não nos esqueçamos de
que o verdadeiro artista que molda a nossa vida e nos torna
“belos” é Deus, que sempre nos quer ver felizes.
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora
A VISITA
DIÁRIA
Uma vez, um sacerdote entrou na Igreja ao
meio-dia. Viu entrar um homem com a barba por fazer e roupa
pobre. Ajoelhou-se, inclinou a cabeça, levantou-se
imediatamente e foi-se embora.
Nos dias seguintes, o mesmo homem passava
pela Igreja ao meio-dia e fazia essa rápida visita.
O sacerdote , pela maneira de vestir, começou
a pensar que se tratava de algum ladrão. Por isso, um dia
colocou-se à saída e perguntou-lhe:
- Que faz aqui?
O homem explicou que trabalhava numa fábrica
ali perto, tinha meia hora para comer e aproveitava desse
tempo uns instantes para rezar. E disse:
- como tenho pouco tempo, ajoelho-me e digo a
Jesus apenas isto «Venho aqui apenas para te ver. Sei que és
muito meu amigo!»
O sacerdote, muito admirado, disse a esse
homem que fazia muito bem e que podia entrar na Igreja
sempre que quisesse.
Esse homem chamado João, continuou a passar
pela Igreja todos os dias de trabalho, ao meio-dia.
Certo dia, porém, o sacerdote verificou que
esse pobre homem deixou de ir à Igreja. Os dias passavam e
ele cada vez se admirava mais da sua ausência. Foi então à
fábrica perguntar por ele. Disseram-lhe que estava no
hospital. O sacerdote foi visitá-lo. As enfermeiras
disseram-lhe que, apesar de ninguém o vir visitar, esse
doente estava sempre contente e contagiava os outros doentes
com a sua alegria. O doente, ao escutar a enfermeira a dizer
que ninguém o visitava, respondeu:
- Não é verdade. todos os dias tenho uma
visita muito importante. Entra e diz «Venho aqui apenas para
te ver. Sei que és muito meu amigo!» E sai.
O sacerdote perguntou:
- E quem é essa visita importante?
- É Jesus, a quem eu visitava todos os dias
na sua Igreja.
Reflexão:
O trabalhador aproveitava os poucos minutos
livres para ir cumprimentar Jesus, o seu grande amigo.
Fazia-o com palavras vindas do coração. Era assim a sua
oração, uma oração simples «Venho aqui apenas para te ver.
Sei que és muito meu amigo!» Uma oração que fala de
confiança e de amor. Uma oração que lhe permitia sentir que
Deus nunca abandona e retribui sempre com amor. E nós?
Quantas visitas já fizemos a Jesus? Como é a nossa oração?
Continuamos à espera dos grandes momentos para estar com
Ele? Os encontros diários e simples tocam mais o coração do
Senhor. Vá, despacha-te, Ele está à tua espera… e quando
precisares d’Ele, estará bem ao teu lado!
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora
ESTE É O
TEMPO
Vasco, o relojoeiro, estava a trabalhar na
sua loja. Entre pêndulos, relógios de cuco e outros
materiais, tinha todos os instrumentos para medir o tempo. O
movimento da terra em relação ao sol era bem calculado por
todas aquelas instrumentalizações.
Vasco usava uma lente potente e trabalhava
entre muitas engrenagens. Gostava muito do seu trabalho e
chamava todos os seus relógios pelo nome. Era o último dia
de Fevereiro, do ano bissexto. Na parede tinha um
calendário, olhou para ele e começou a questionar-se sobre o
tempo:
- Mas o que será tudo isto? O tempo que se
calcula com tanta atenção?
Naquele momento tocaram as doze horas, era
meio-dia. O cuco sai da sua casinha, o pêndulo vai de um
lado para o outro; os cronómetros dava sinais de vida, e os
despertadores “estremeciam”. Parecia um Apocalipse, com
todos aqueles relógios a anunciar o meio-dia. Como todos as
outras vezes, Vasco pára de trabalhar para fazer o sinal da
cruz, agradecendo ao céu a serenidade que lhe era dada.
Ainda arranjou alguns relógios, acertou outros tantos e
depois concluiu:
- Agora estão todos bem!
E voltou ao trabalho. No relógio em que
estava a trabalhar encontrava-se uma figura de um cão. Vasco
pareceu vê-lo mexer-se.
- Devo estar muito cansado! – e decide ir
descansar um pouco.
Quando voltou da breve pausa, o cão ainda se
movia. Era um belo cão branco e negro.
- Bom dia, Vasco! – disse o cão - És um
óptimo relojoeiro e eu estimo-te muito!
Vasco ficou de boca aberta com o relógio
falante. O tempo parecia andar num contínuo jogo de passado
e futuro. E perguntou:
- Mas o que é o tempo?
O cão começou a responder:
- O tempo serve ao homem para estabelecer a
contemporaneidade ou a ordem de uma série de acontecimentos.
É útil para sincronizar com o próximo.
Vasco pôs-se a pensar:
- Claro, medir o tempo é útil para darmos
conta dos planetas, das estações, da chuva e do sol; mas,
parece-me que as pessoas de hoje, usam mal o tempo!
- Pois é! – disse o cão - Muitas vezes as
pessoas são condicionadas pelo tempo. O relógio entulha-se
de dias, vive-se sobre ritmos absurdos , sem se considerar
que depois se é incapaz de utilizar os momentos livres.
- O mundo deixa-se condicionar pelo dito
progresso e pelas ciências e tecnologia. – respondeu logo
Vasco - É tempo de nos darmos ao próximo. É tempo de
reflectir no próprio coração, é tempo de se converter a uma
vida doada ao outro. É tempo de renovar o amor na Terra! É
tempo de caminhar no bem. É tempo de transformar a vida e de
reencontrar a alegria na amizade e na solidariedade.
Este deve ser o tempo do Amor.
Reflexão
Recordo mais uma vez as últimas palavras do
Vasco, o relojoeiro: É tempo de nos darmos ao próximo.
É tempo de reflectir no próprio coração, é tempo de se
converter a uma vida doada ao outro. É tempo de renovar o
amor na Terra! É tempo de caminhar no bem. É tempo de
transformar a vida e de reencontrar a alegria na amizade e
na solidariedade. Este deve ser o tempo do Amor. Já
agora vale a pena pensar nisto!!!
Oração
Pai Nosso…
Nossa Senhora Auxiliadora
A TENDA DA
VERDADE…
«Não podia
acreditar no que os meus olhos viam: estava de facto em
frente à Tenda da Verdade.
Ali,
naquela tenda, vendiam Verdade. Mas… isto seria possível?
Entrei por curiosidade e a menina que estava a atender,
cumprimentou e perguntou se estava interessado no produto
que vendiam. Respondi que estava curioso. Então, ela
perguntou.
- Qual a
classe de verdade que deseja comprar: Verdade Parcial ou
Verdade Total.
- Já que
coloca nesse pé, claro está, a Verdade Total. Não quero
fraudes, nem racionalizações, nem apologias. Quero a verdade
nua e crua, clara e absoluta.
A menina,
com muita simpatia, conduziu-me a uma outra secção da tenda
onde se vendia a Verdade Total. O vendedor que trabalhava
naquela secção olhou para mim muito admirado e assinalando o
preço na tabuleta, disse:
- O preço
é muito elevado, senhor.
- Qual é?
- perguntei decidido a adquirir a Verdade Total a qualquer
preço.
- Se o
senhor a levar, o preço consiste em não ter descanso para o
resto da sua vida.
Lembro-me
de sair da tenda muito triste. Pensei que poderia adquirir a
Verdade Total a baixo preço. Mas ainda não estou pronto para
ela: por vezes preciso de paz e de descanso bem longe de
tudo e de todos; por vezes tenho a tentação de me enganar a
mim mesmo com as minhas justificações e racionalizações e
sigo o caminho procurando o refúgio em várias crenças.»
Reflexão
Não é fácil ser-se portador da verdade. Como
este senhor, ainda damos muito espaço às nossas
justificações e racionalizações, procuramos ter o nosso
descanso e a nossa paz não nos incomodando muito com os
outros, procurando muitos caminhos para as simples respostas
da nossa existência que por vezes queremos enganar, e somos
nós quem perdemos… aos poucos, eduquemo-nos para esta
verdade total… é um risco que se corre, mas seremos mais
nós.
Oração
Pai Nosso…
Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!
Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
O COPO DE
ÁGUA SUJA…
Uma aluna
de um colégio, faltou durante uma semana às aulas, e outra
colega começou a dizer que ela não vinha porque estava
grávida e tinha feito um aborto. Uma professora que passava
pelo corredor do colégio ouviu aquele comentário e chamou a
aluna pedindo-lhe que a acompanhasse.
Passaram
pelo bar e a professora pediu um copo de água. Pediu à aluna
que o trouxesse e dirigiu-se com ela ao jardim.
Chegadas
ao jardim a professora disse:
- Deita a
água na terra ou no caminho.
A aluna
ficou admirada e não estava a entender, mas obedeceu.
- Agora,
recolhe a água que atiraste e coloca-a no copo.
- Mas… é
impossível - barafustou a aluna.
- Mas
fá-lo na mesma.
E a aluna
com os lenços que tinha, recolheu o que pode e apenas
conseguiu encher um quarto do copo com água suja.
Olhando
para a aluna com o copo na mão, a professora disse:
- Assim
foi o que fizeste com a fama e a honra da tua colega. Quando
quiseres reparar o mal que fizeste, nunca o poderás fazer
totalmente. A tua colega faltou, porque a mãe faleceu.
Reflexão
É um risco
que se corre… falar, comentar sobre alguém que está ausente,
difamar, inventar sem ter conhecimento de causa, deixa
marcas na vida de alguém. Tenhamos cuidado… saibamos viver e
dialogar sobre coisas, situações que sabemos nunca caíamos
na tentação de fazer projecções e construir castelos no ar.
Há feridas na vida das pessoas (colegas, família) que por
vezes, custam a cicatrizar. O que leva a fazer isto? A
maldade, a inveja, o orgulho, a vaidade, o sentimento de
superioridade…
Oração
Pai Nosso…
Nossa Senhora Auxiliadora
Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
O RELÓGIO…
O colégio
onde eu estudava quando era menina, costumava encerrar o ano
lectivo com um espectáculo teatral. Eu adorava aquilo, porém
nunca fora convidada para participar, o que me trazia uma
secreta mágoa. Quando fiz onze anos avisaram-me que,
finalmente iria ter um papel para representar. Fiquei
felicíssima, mas esse estado de espírito durou pouco.
Escolheram uma colega minha para o desempenho principal. A
mim coube uma ponta de pouca importância. A minha decepção
foi imensa. Voltei para casa em prantos. A minha mãe quis
saber o que se passava e ouviu toda a minha história entre
lágrimas e soluços. Sem nada dizer ela foi buscar o bonito
relógio de bolso do meu pai e colocou-o nas minhas mãos,
dizendo:
- O que é isto que tu vês?
- Um relógio de ouro com
mostrador e ponteiros.
Em seguida a mãe abriu a parte
de trás do relógio e repetiu a pergunta:
- O que é isto que tu vês?
- Ora mãe, aí dentro parece
haver centenas de rodinhas e parafusos.
A minha mãe surpreendia-me,
pois aquilo nada tinha a ver com o motivo do meu
aborrecimento. Entretanto, calmamente ela prosseguiu:
- Este relógio tão necessário
ao teu pai e tão bonito seria absolutamente inútil se nele
faltasse qualquer parte, mesmo a mais insignificante das
rodinhas ou o menor dos parafusos.
Naquele momento o meu olhar
entrelaçou-se com o dela: era calmo e amoroso, e eu
compreendi sem que ela precisasse dizer mais nada. Esta
pequena lição tem me ajudado muito a ser mais feliz na vida:
aprendi com a máquina daquele relógio quão essenciais são
mesmo os deveres mais ingratos e difíceis, que nos cabem a
todos. Não importa que sejamos o mais ínfimo parafuso ou a
mais ignorada rodinha, desde que o trabalho, em conjunto,
seja para o bem de todos. E percebi também que se o esforço
tiver êxito o que menos importa são os aplausos exteriores.
O que vale mesmo é a paz de espírito do dever cumprido.
Reflexão
Deixo para
a nossa reflexão a última parte deste relato:
«… aprendi
com a máquina daquele relógio quão essenciais são mesmo os
deveres mais ingratos e difíceis, que nos cabem a todos. Não
importa que sejamos o mais ínfimo parafuso ou a mais
ignorada rodinha, desde que o trabalho, em conjunto, seja
para o bem de todos. E percebi também que
se o esforço tiver êxito o que menos importa
são os
aplausos
exteriores.
O que vale mesmo é a paz de
espírito
do dever cumprido.»
O sentido
do dever cumprido: ficarmos felizes com o pouco ou o muito
que fazemos no todo em que vivemos e estamos.
Oração
Avé Maria…
Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!
Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
CENOURA,
OVO OU CAFÉ
Uma filha queixou-se ao pai
sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para
ela. Já não sabia mais o que fazer e queria desistir. Estava
cansada de lutar e combater. Parecia que um problema quando
estava resolvido um outro surgia.
O pai, um "chef", levou-a até
a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada
uma delas em fogo alto. Logo as panelas começaram a ferver.
Numa panela colocou cenouras, noutra colocou ovos e, na
última pó de café. Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma
palavra.
A filha deu um suspiro e
esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria a
fazer. Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de
gás. “Pescou” as cenouras e colocou-as numa tigela. Retirou
os ovos e colocou-os numa tigela. Tirou o café com uma
concha e colocou-o numa tigela. Virando-se para ela,
perguntou:
- Filha, o que estás a ver?"
- Cenouras, ovos e café. -
respondeu.
O pai aproximou-a mais das
cenouras e pediu-lhe que as provasse.
Ela obedeceu e notou que as
cenouras estavam macias.
Em seguida, pediu-lhe que
pegasse num ovo e o quebrasse.
Ela obedeceu e depois de
retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a
fervura.
Finalmente, pediu-lhe que
tomasse um gole de café.
Ela sorriu ao provar seu aroma
delicioso.
Depois destas provas, a filha
perguntou:
- O que isto significa tudo
isto, pai?
Ele explicou que cada um deles
(cenoura, ovo e café) enfrentara a mesma adversidade, água a
ferver, mas que cada um reagira de maneira diferente: A
cenoura entrara forte, firme e inflexível. Mas depois de ter
sido submetida à água que fervia, amolecera e tornara-se
frágil; os ovos eram frágeis. A casca fina havia protegido o
líquido interior. Mas depois de terem sido colocados na água
a ferver, o seu interior tornou-se mais rígido; o pó de
café, contudo, era incomparável. Depois que fora colocado na
água a ferver, ele tinha mudado a água.
- Qual deles és tu? - ele
perguntou à filha. Quando a adversidade, a dificuldade bate
à tua porta, como é que reages? Tu és uma cenoura, um ovo ou
pó de café?
Reflexão
E tu? És uma cenoura que
pareces forte, mas com a dor/ sofrimento e as dificuldades
murchas, tornas-te frágil perdendo a força?
Ou serás como o ovo que começa
com o coração maleável e perante algo que te faz sofrer e te
dificulta a vida, o teu coração fica duro? A casa parece a
mesma, mas estarás mais amargo e inflexível?
Ou será que és como o pó de
café? Ele muda a água fervente, a coisa que está a causar-te
a dor, para conseguir o máximo de seu sabor, a 100 graus
centígrados. Quanto mais quente estiver a água, mais gostoso
se torna o café. Se tu és como o pó de café, quando as
coisas se tornam piores, tu tornas-te melhor e faz com que
as coisas à tua volta também se tornem melhores. Então: és
cenoura, ovo ou pó de café?
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora.
Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
O
ESPANTALHO
Uma vez um
pintassilgo foi ferido numa asa por um caçador. Durante
algum tempo conseguiu sobreviver com aquilo que encontrava.
Depois, terrível e gélido, chegou o Inverno.
Uma fria
manhã, procurando alguma coisa para meter no bico, o
pintassilgo pousou num espantalho. Era um espantalho muito
amigo de todas as aves do céu. Tinha um corpo de palha
metido num velho fato de cerimónia; a cabeça era uma grande
abóbada laranja e duas nozes como olhos. O espantalho,
gentil como sempre, perguntou-lhe:
- Que te
aconteceu, pintassilgo?
- O frio
está a matar-me e não tenho onde refugiara-me. Para não
falar da alimentação. Penso que não chegarei à Primavera.
- Não
tenhas medo. Refugia-te aqui debaixo do meu casaco. A minha
palha está seca e quente.
E assim, o
pintassilgo encontrou uma casa no coração de palha do
espantalho. Ficava o problema do alimento. Era cada vez mais
difícil para o pintassilgo encontrar sementes.
Um dia em
que tudo estava coberto de geada, o espantalho disse-lhe
docemente:
-
Pintassilgo, come os meus dentes: são óptimos grãos de
milhos.
- Mas tu
ficarás sem boca!
-
Parecerei muito mais sábio.
O
espantalho ficou sem boca, mas estava contente porque o seu
amigo vivia. E sorria-lhe com os olhos de noz. Alguns dias
depois, foi a vez do nariz de cenoura. Disse-lhe:
- Come-o.
É rico em vitaminas.
Chegou
depois a vez das nozes que serviam de olhos. Disse o
espantalho ao amigo pintassilgo:
- Basta-me
escutar os teus contos.
Finalmente
ofereceu também a abóbora que servia de cabeça. Quando
chegou a Primavera, o espantalho já não existia. Mas o
pintassilgo estava vivo e voava no céu azul.
Reflexão
O
espantalho pode trazer-nos à memória o nome de pessoas que
se vão dando totalmente aos outros, gastando-se como uma
vela que se consome alumiando. O estilo de viver de Jesus
Cristo, e também de quem O seguiu, é este: dar a vida pelos
outros. E quem gastar a vida, servindo-a, ganha-a. E tu? Já
pensaste em dar um pouco da tua vida aos outros?
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora
Em nome do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, Ámen!
A CANA DE
BAMBU
[Download
de Powerpoint 'A História do Bambu']
Era uma
vez um lindo jardim no qual se encontrava um esbelto bambu,
que era a árvore mais estimada pelo dono.
Um dia, o
dono aproximou-se do seu amado bambu e disse-lhe:
- Caro
bambu, preciso de ti.
O bambu
respondeu:
- Estou
disponível. Faça de mim o que quiser.
O dono
continuou:
- Eu,
antes de mais, preciso de te podar. Só assim me poderás ser
útil.
O bambu
ficou triste e disse:
-
Podar-me? Não faça isso pois ficarei sem ramos e farei uma
má figura.
O dono
respondeu:
- Meu
caro bambu, não interessa se fazes boa ou má figura. É que,
se não te podar, não poderei servir-me de ti.
Felizmente, o belo bambu inclinou-se e murmurou:
- Se
não me podes usar sem me podar, então faz de mim o que
quiseres.
Depois de
o ter podado, cortando-lhe os ramos, disse-lhe:
-
Também tenho de cortar as tuas folhas.
O bambu
disse timidamente:
-
Corta-as.
O dono
continuou:
- Isto
não é o suficiente: tenho de te cortar por dentro e
arrancar-te o teu coração.
O bambu
começou a soluçar e nesse momento chorou. Mas ainda teve
força para dizer:
- Meu
senhor, poda, corta, parte, arranca o meu coração. Sou todo
teu.
O dono
levou depois o bambu para o campo mais próximo duma fonte
que brotava água. Colocou o bambu no chão, com uma
extremidade na fonte e com a outra na terra que precisava de
ser regada. A água fresca correu pela cana de bambu e foi
irrigar os campos. Assim foi possível regar as plantas, que
deram muito fruto. Os dias foram passando e os campos,
graças à cana de bambu que transportava a água, tornaram-se
cada vez mais férteis.
Aquela
cana de bambu podada, cortada, arrancada, foi transformada
num canal e tornou possível a vida a muitas pessoas.
Reflexão
A cana, inicialmente, vivia para si própria,
preocupada com a sua beleza. Mas, interpelada pelo seu dono,
tornou-se disponível para servir. Assim, deu vida abundante
a tantas pessoas que necessitam que os campos produzissem.
Em tempo de Quaresma elevemos esta imagem do bambu para
Jesus: muito amado por Deus Pai, dá a vida pela salvação de
muitos. Podado, cortado, arrancado da sua dignidade e
incompreendido, pronunciou «Pai,
sou todo
teu. Eu venho para fazer a Tua vontade». Eis o gesto mais
supremo do Amor. Jesus deu ávida porque muito amou e quis
salvar quem muito amou e ama.
Oração
Pai Nosso… Nossa Senhora Auxiliadora
O QUE
NOS DIZ O PAPA PARA A QUARESMA
Guia:
Hoje, vamos escutar algumas frases da Mensagem do Papa Bento
XVI para a vivência da Quaresma. Principalmente, abramos o
nosso coração para acolhermos o convite a vivermos bem este
tempo forte.
L1:
No início da Quaresma, que constitui um caminho de treino
espiritual mais intenso, a Liturgia propõe-nos três práticas
penitenciais muito queridas à tradição bíblica e cristã – a
oração, a esmola, o jejum – a fim de nos predispormos para
celebrar melhor a Páscoa…
L2:
Na habitual Mensagem quaresmal, o Papa reflecte, em
particular, sobre o valor e o sentido do jejum. A Quaresma
traz à mente os quarenta dias de jejum vividos por Jesus no
deserto antes de iniciar a sua missão pública. Lemos no
Evangelho: «O Espírito conduziu Jesus ao deserto a fim de
ser tentado pelo demónio. Jejuou durante quarenta dias e
quarenta noites e, por fim, teve fome» (Mt 4, 1-2).
L3:
Podemos perguntar que valor e que sentido tem para nós,
cristãos, privar-nos de algo que seria em si bom e útil para
o nosso sustento. A Palavra de Deus e toda a tradição cristã
ensinam que o jejum é de grande ajuda para evitar o pecado e
tudo o que a ele induz.
L1:
No Novo Testamento, Jesus valoriza a razão profunda do
jejum, condenando a atitude dos fariseus, os quais
observavam escrupulosamente as prescrições impostas pela
lei, mas o seu coração estava distante de Deus. O verdadeiro
jejum, é cumprir a vontade do Pai, o qual «vê no oculto,
recompensar-te-á» (Mt 6, 18).
Ele próprio dá o exemplo respondendo a
Satanás, no final dos 40 dias transcorridos no deserto, que
«nem só de pão vive o homem, mas de toda a palavra que sai
da boca de Deus» (Mt 4, 4).
L1, L2, L3:
O verdadeiro jejum é fazer a vontade do Pai (cf. Jo 4, 34).
L2:
Nos nossos dias, a prática do jejum parece ter perdido um
pouco o seu valor espiritual e de ter adquirido, numa
cultura marcada pela busca da satisfação material, o valor
de uma medida terapêutica para a cura do próprio corpo.
Jejuar sem dúvida é bom para o bem-estar, mas para os
crentes é em primeiro lugar uma «terapia» para curar tudo o
que os impede de se conformarem com a vontade de Deus.
L3:
Ao mesmo tempo, o jejum ajuda-nos a tomar consciência da
situação na qual vivem tantos irmãos nossos. Na sua Primeira
Carta São João diz: «Aquele que tiver bens deste mundo e vir
o seu irmão sofrer necessidade, mas lhe fechar o seu
coração, como estará nele o amor de Deus?» (3, 17).
Jejuar voluntariamente ajuda-nos a cultivar o
estilo do Bom Samaritano, que se inclina e socorre o irmão
que sofre (cf. Enc. Deus caritas est, 15). Escolhendo
livremente privar-nos de algo para ajudar os outros,
mostramos concretamente que o próximo em dificuldade não nos
é indiferente.
L1:
O jejum representa uma arma espiritual para lutar contra
qualquer apego desordenado a nós mesmos. Privar-se
voluntariamente do prazer dos alimentos e de outros bens
materiais, ajuda o discípulo de Cristo a controlar os
apetites da natureza fragilizada pela culpa da origem, cujos
efeitos negativos atingem toda a personalidade humana.
Usemos de modo mais sóbrio palavras, alimentos, bebidas,
sono e jogos, e permaneçamos mais atentamente vigilantes».
L2:
A Quaresma seja valorizada em cada família e em cada
comunidade cristã para afastar tudo o que distrai o espírito
e para intensificar o que alimenta a alma abrindo-a ao amor
de Deus e do próximo: maior compromisso na oração, na lectio
divina, no recurso ao Sacramento da Reconciliação e na
participação activa na Eucaristia, sobretudo na Santa Missa
dominical. Com esta disposição interior entremos no clima
penitencial da Quaresma.
DUAS
PEQUENAS CELEBRAÇÕES PARA O TEMPO DA QUARESMA COM OS
DESTINATÁRIOS
Celebração I
O
caminho com Jesus
Ambiente:
capela ou lugar espaçoso; uma cruz ao centro e algumas
velas. Para cada grupo que fala depois do Evangelho 1 segura
a cruz; junto da cruz pagelas com o desenho de uma cruz e
sementes ou outro.
Guia:
Hoje, somos convidados a não deixarmos endurecer o nosso
coração e a prestar atenção ao caminho que o próprio Deus
nos aponta, para sermos felizes.
L1:
Eis-nos aqui para percorrer o Caminho que o Senhor
percorreu. No silêncio, na escuta e na oração, por breves
instantes estejamos com Ele, percorramos com Ele algum troço
para entendermos o Seu Amor por nós.
Refrão:
Ninguém te
ama como Eu (bis)
Olha p’ra
cruz é a minha maior prova
Ninguém te
ama como Eu.
L2:
Do Evangelho de S. João
«Assim
como o Pai me amou, também Eu vos amei. Permanecei no meu
amor. Este é o meu mandamento: amai-vos uns aos outros como
Eu vos amei. Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a
vida pelos seus amigos. Vós sois meus amigos, se praticais o
que vos mando.»
Guia:
Porque nos amou, Jesus carregou
sobre os ombros a cruz
A1: Levar
a cruz não é fácil nem simples, e Tu, Senhor bem o sabes.
A2: O peso
da madeira, a sensação de não conseguir… e depois a solidão.
A3: e
quantas cruzes existem: quando ofendemos alguém com palavras
ou atitudes.
A4: Quando
é maior a nossa indiferença e desprezo
A5: Quando
a solidão ou o sofrimento batem à porta e só lamentamos
A6: Quando
humilhados reagimos com a violência.
Todos:
Quando sentir tudo isto, Senhor, recorda-me que Tu estás
sempre para dar-me força no caminho.
Refrão:
Ninguém te
ama como Eu (bis)
Olha p’ra
cruz é a minha maior prova
Ninguém te
ama como Eu.
Guia:
Porque nos amou, Jesus deu-nos
Maria por Mãe
A7: Maria,
Mãe de Jesus, está junto à cruz com o discípulo muito amigo
de Jesus. Momento de encontro terno e materno.
A8: Nem
uma palavra, só o silêncio e a escuta para perceber o que se
estava a passar. Momento de sofrimento.
A9: Na Tua
entrega, vemos a entrega de Maria a Deus, tão radical como a
do primeiro Sim, na anunciação. Momento de radicalidade.
A10: O
discípulo acolhe Maria em sua casa. E nós como vivemos o
acolhimento?
A11: Por
vezes falhamos quando acolhemos com frieza, com falsidade.
A12:
Quando fechamos a porta ao perdão, ao diálogo, à escuta
atenta do outro.
A13:
Quando não aceitamos as diferenças. Quando não deixamos
entrar Maria e Deus.
Todos:
Quando sentir tudo isto, vem em meu auxílio, ò Mãe, para que
eu abra as portas da minha “casa” à tua presença e à do Teu
Filho.
Refrão:
Ninguém te
ama como Eu (bis)
Olha p’ra
cruz é a minha maior prova
Ninguém te
ama como Eu.
Guia:
Porque nos amou, Jesus entrega-se
nas mãos do Pai. Morre na cruz.
A14: No
alto da cruz Jesus pronunciou bem alto algumas frases.
A15: Pai,
perdoa-lhes porque não sabem o que fazem.
A16: Em
verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso.
A17: Meu
Deus, Meu Deus, por que me abandonaste?
A18: Tudo
está consumado
A19: Pai,
nas tuas mãos entrego o meu espírito.
Silêncio
Todos:
Se permanecemos em nós mesmos, não seguimos nem vivemos o
Mandamento do Amor. Tu, Senhor, amaste e perdoaste e agora
chamas cada um de nós a apostar nesta via. Dá-nos um coração
capaz de bater ao ritmo do teu, para ressuscitarmos Contigo.
Refrão:
Ninguém te
ama como Eu (bis)
Olha p’ra
cruz é a minha maior prova
Ninguém te
ama como Eu.
(Enquanto
cantam vão junto da cruz retirar uma estampa com uma cruz e
sementes de trigo com a escrita:
ressuscitados com Cristo.)
Celebração
II
Via-Sacra
Ambiente:
Uma cruz junto do altar. Conforme se lê as estações escolher
um aluno que vá à frente e pegue na cruz. Os leitores que se
escolherem sobem para junto do altar. Materiais necessários:
tiras de papel para escreverem, estampas com a cruz e frase,
flores brancas com os nomes, incenso, fósforos, leitor de
CD, música de fundo, canetas)
Guia:
Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo
R: Ámen.
Introdução
A
Via-Sacra é o Caminho sagrado, o caminho que Jesus percorreu
para ser crucificado. Tem como objectivo levar-nos a meditar
naquilo é fundamental para nós, cristãos: o mistério pascal
de Jesus Cristo, a sua morte e ressurreição.
As 14 ou
15 estações da Via-Sacra levam-nos a entrar em contacto com
alguns personagens e situações que constam dos Evangelhos.
Vamos percorrer esse caminho, mesmo que não sejam todas as
estações.
L1:
Nesta Via-Sacra, somos convidados a fazer uma revisão de
vida. Até que ponto seguimos Jesus, que tanto nos amou?
Participaremos nela com uma atitude de conversão, de mudança
de vida e de respeito.
G:
Primeira estação: Jesus é condenado à morte
L2:
Do Evangelho de S. João
Era a
véspera da Páscoa, perto do meio-dia. Pilatos disse aos
judeus: «Aqui tendes o vosso rei.» Eles gritaram: «Fora!
Fora! Crucifica-O»
Pilatos
disse-lhes: «Crucificar o vosso rei?» Os chefes dos
sacerdotes responderam: «Não temos outro rei a não ser
César».
Então,
finalmente, entregou-o para O crucificarem.
A1:
O julgamento de Jesus não foi o último julgamento injusto.
Muitos inocentes também hoje são acusados e condenados por
nós, no nosso mundo.
A2:
Nós, como cristãos não devemos condenar as pessoas mas os
actos, o mal.
A3:
Condenamos situações de violência, de injustiça, de
intolerância, de racismo… e eu? Quantas vezes dei lugar no
meu comportamento à violência, à acusação injusta, não fui
tolerante com os meus colegas, pais, professores irmãs e
auxiliares?
Cântico:
Senhor tem piedade de nós
Somos o teu povo pecador
Toma a nossa vida de pecado e dor
Enche o nosso espírito de amor
G:
Segunda estação: Jesus carrega com a cruz
L2:
Do Evangelho de S. Lucas
E Jesus
dirigindo-se a todos disse: «Quem quiser vir comigo,
carregue cada dia a sua cruz e siga-Me. Porque se alguém
quiser salvar a própria vida, perdê-la-á. Pelo contrário,
quem perder a sua vida por mim, salva-la-á.»
A1:
Seguir Jesus exige carregar com a própria cruz e começar a
caminhar. E o que são esses cruzes?
A2:
O mau carácter e defeitos de cada um; a incompreensão minha
e dos outros; a solidão, não ter amigos, uma doença…
G:
Convido-vos a um momento de
silêncio para pensar em duas perguntas: que devo mudar na
minha vida para carregar a cruz? Que atitudes devo
valorizar?
Música de fundo (suave)
Depois de
um momento, entregar a cada um uma estampa de uma cruz com a
seguinte escrita: ter os mesmos sentimentos de Jesus…
G:
Terceira estação: Jesus cai por terra
L2:
Leitura do Profeta Isaías
O Senhor
ensinou-me a escutar, e eu não resisti nem recuei.
Apresentei as costas aos que me batiam e a face aos que me
arrancavam a barba. Não escondi o rosto aos que me
ultrajavam e cuspiam.
A1:
Isaías fala-nos de um Servo Sofredor. Hoje, para nós, esse
Servo é Jesus Cristo, que na sua paixão sofre e cai sob o
peso da cruz.
A2:
Nós, por vezes, também caímos. Essas quedas são os nossos
pecados: atitudes de egoísmo, mentira, vida sem oração, maus
pensamentos, intenções de fazer o mal… Mas somos fortes,
quando rejeitamos tudo isso.
Entrega-se
a cada um uma tira de papel e convida-se a que escrevam
algumas das suas “quedas” (pecados, falhas) em silêncio.
G:
Agora, sem fazerem muito barulho vão colocar junto da cruz
essas tiras.
Coloca-se a música: Senhor a ti me entrego (do grupo
Simplus) ou outra música…
G.
Quarta estação: O caminho é lugar de encontro com Jesus
L2:
Do Evangelho de S. Lucas
Enquanto
conduziam Jesus, obrigaram um tal Simão de Cirene, que
regressava do campo, a levar a cruz às costas e a caminhar
atrás dele. Seguia-O muita gente do povo.
A1:
Como o Cireneu e o povo também nós nos encontramos com Jesus
no caminho. É uma experiência bonita. Cada um, ao seu modo,
aproxima-se e encontra-se com Jesus. E Jesus podemo-Lo
encontrar no irmão.
A2:
no pai e na mãe que encontro em casa, nos amigos e colegas
da escola, nos professores e irmãs, até no desconhecido do
autocarro… Todos são para mim um encontro com Jesus.
G: E
porque somos convidados a sermos todos irmãos, e a vivermos
como irmãos damos as mãos e juntos rezamos ao Pai como o
nosso Irmão mais Velho nos ensinou. Pai Nosso…
G:
Quinta estação: Jesus morre na cruz
L2:
Do Evangelho de S. Lucas
Era quase
meio -dia quando o sol deixou de brilhar e toda a região
ficou às escuras até às três horas da tarde. O véu do Templo
rasgou-se ao meio. Jesus gritou com voz forte: «Pai, nas
tuas mãos entrego o meu espírito.» E dito isto expirou.
A1:
Jesus morre para vencer a morte. Morre para dar vida.
A2:
Perante a Cruz de Jesus estamos convidados a “morrer” para o
que não é viver ao jeito de Jesus: rezar como Ele rezou,
amar como Ele amou, perdoar como Ele perdoou… para vivermos
uma vida boa e cheia de esperança.
G:
Neste momento um colega vosso acenderá um incenso junto da
Cruz que significará que a nossa oração subirá para Deus.
Um
jovem:
Senhor,
queremos seguir-Te no amor.
Nos mais
pequenos gestos do nosso dia-a-dia; nas palavras ditas a
cada momento; nos pensamentos rápidos que nos passam na
mente; nos olhares e abraços de cada instante; nos jogos de
futebol e de voleibol; nas corridas de skate e de patins; na
sala de aula e no ginásio… Senhor, queremos seguir-te no
amor.
G:
Sexta estação: A ressurreição de Jesus
L2:
Do Evangelho de S. Marcos
Finalmente
Jesus apareceu aos onze, quando estavam à mesa, e
repreendeu-os pela sua incredulidade e lentidão em não
acreditar naqueles que O tinham visto ressuscitado. E
acrescentou: «Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa Nova a
toda a humanidade.
A1:
O amor de Jesus ao longo da sua vida é a revelação do grande
amor de Deus Pai para connosco. Somos filhos muito amados.
A2:
Esta é a razão para termos esperança. Esta é a razão que nos
leva à ressurreição.
G:
Neste momento dois colegas vossos colocarão os vossos nomes
junto da cruz. Uma cruz que florirá para que tenhamos a vida
em Deus.
(Dois
alunos colocam flores brancas com o nome de cada um junto da
cruz, enquanto cantam)
Refrão
Deus está
aqui
Tão certo
como ar que respiro
Tão certo
como a manhã que se levanta
Tão certo
como este canto que podes ouvir.
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