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Algumas datas importantes
Dia
10 de Novembro: Dia Internacional da Ciência, da Paz e
do Desenvolvimento.
Dia
11 de Novembro: Dia de S. Martinho
Dia
16 de Novembro: Dia Internacional para a Tolerância
Dia
17 de Novembro: Dia do Não Fumador; Dia Internacional do
Estudante
Dia
21 de Novembro: Dia da Televisão
Dia
22 de Novembro: Santa Cecília Padroeira da Música
Dia
25 de Novembro: Dia para a eliminação da violência
contra as mulheres
Dia
29 de Novembro: Dia Internacional da Solidariedade com o
Povo Palestino
Salesianos…
Dia 15
de Novembro:
Memória de Madre Madalena Morano, Filha de Maria Auxiliadora
Dia 25
de Novembro:
Mãe Margarida: Venerável Mãe Margarida
Propomos…Recordar
as biografias dos jovens salesianos que viveram a
Espiritualidade Salesiana:
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Paola Adamo
(1963-1978). Filha de Cláudio e Lúcia, arquitectos. O pai
foi o projectista da igreja de S. João Bosco de
Tarento, onde vive a família Adamo, e é nesta obra salesiana
que se desenrola a vida de Paula. O pai e a mãe são
cooperadores salesianos e catequistas, e são eles que
preparam a sua maravilhosa menina para o encontro com Jesus.
Desde a mais tenra idade Paula demonstrou uma grande
sensibilidade e inteligência. Aos 9 anos deu início a um
diário íntimo em que escreveu uma frase que nos permite
entrever o seu panorama interior: Se crês em Deus,
tens o mundo na mão. Há quem ponha em dúvida que alguém
possa ser santo nessa idade. Nós, pelo contrário, pensamos
que as grandes decisões começam a tomar-se a sério no
alvorecer da vida. Era também assim que pensava Dom Bosco e
é precisamente aqui que se manifesta a eficácia do sistema
preventivo. Os que conheceram Paula sentiam-se seduzidos
pela sua espontaneidade, o seu amor à vida e às coisas
belas. Estamos diante de uma jovem extraordinariamente
normal com as suas alegrias e tristezas, com os seus sonhos
e desilusões. É um modelo que fascina pela santidade
vivida no quotidiano: casa, igreja, escola, amigos. Os
ambientes em que passava o dia eram iluminados pela sua
presença, tornando-se para ela lugares de crescimento humano
e espiritual, onde se sentia amada e aprendeu a amar; onde
fez opções corajosas, colocando Jesus no centro da sua
existência, onde compreendeu que a vida é graça e deve ser
vivida como graça. Era uma fonte de ternura para seus pais,
adorava tocar viola e cantar para eles. Queria bem às suas
amigas, mesmo àquelas que a tomavam de ponta. Morreu aos 15
anos, ceifada por uma hepatite viral. Não necessitou de
muito tempo para compreender o que diz o salmista:
Ensina-nos a contar os nossos dias e chegaremos à
sabedoria do coração. No seu quarto havia uma biografia
de Dom Bosco, de que lia algumas páginas à noite.
Mas quem é Paula, afinal? Uma jovem do nosso
tempo, com a santidade do nosso tempo, feita de deveres para
com Deus e o próximo, de doação serena mas consciente, de
amor aos pais. Não fez milagres nem acções heróicas, mas
cumpriu com o seu dever de forma exemplar.
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Fernando
Calò (1939-1956). Fernando nasceu em plena Guerra
Mundial em 1941. Não chegou a conhecer o pai, nem o calor de
um lar, nem o afecto de uma família. A mãe, uma jovem,
trabalhava como doméstica numa casa particular e pouco tempo
podia dedicar ao filho que passou por vários orfanatos. Aos
oito anos Fernando entrou na escola salesiana do Estoril em
Portugal. Ao cair da tarde voltava para casa, paupérrima,
onde a mãe o esperava e com ela rezava antes de se deitar. A
sua maior proeza nessa altura foi levar a mãe à missa
dominical, pois havia muitos anos que ela não punha os pés
na igreja. Terminada a instrução primária, passou a
frequentar a escola profissional dos salesianos em Lisboa
(Oficinas de S. José).
A maneira de ser de Fernando não tinha nada
que se parecesse com um santinho: o seu temperamento vivo e
rebelde fremia de raiva perante a menor repreensão;
dificilmente se continha e as suas companhias eram
geralmente pouco recomendáveis.
Felizmente o seu confessor muito chamou-lhe a
atenção para os perigos que corria e pô-lo de sobreaviso.
Quando havia desordens era sempre dos
primeiros a serem acusados. Mas conseguia dominar a revolta
que o sacudia por dentro. O director manifestava-lhe
compreensão e incutia-lhe confiança, até ao ponto de lhe
fazer uma proposta inesperada: ser apóstolo entre os
companheiros mais arredios e difíceis. Fernando aceitou o
desafio, formando um pequeno grupo de quatro amigos meio
destravados.
“Não são dos melhores”, confidenciou ao
director, “se calhar até são capazes de se envolver em
brigas; mas aqueles em quem o senhor talvez esteja a pensar
são bons de mais para este tipo de actividade”.
Tinha duas grandes paixões: o futebol e o
trompete. Em fins de 1954 começou a escrever um diário,
testemunha do seu empenhamento em modificar a vida, tal como
os companheiros que foram notando a sua lenta e decidida
transformação.
Passados dois anos, durante os exercícios
espirituais, traçou o seu programa de vida: Quero contrariar
a curiosidade e mortificar a vista; quero ser apóstolo da
Virgem Imaculada; quero ser sacerdote.
A 20 de
Abril de 1956 durante uma animada partida de futebol, no
pátio do colégio, bateu violentamente com a cabeça numa
coluna do pórtico. Ficou alguns dias na enfermaria,
regressando depois à vida normal e juntando-se aos
companheiros, mas durante um recreio magoou novamente a
cabeça. Dores fortíssimas daí resultantes aconselharam o seu
internamento no hospital. Então, um companheiro lembrou-se
de lhe perguntar:
“Ó Fernando, e se morresses agora?” “Estou
preparado... É verdade que se joga futebol no céu”.
A 26 de Julho Fernando deu entrada no
paraíso.
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Sean
Devereux (1964-1993). Antigo aluno e cooperador
salesiano inglês, voluntário na Libéria. De alma sensível,
falava sempre das pessoas que sofriam da insensibilidade de
que a rodeava ou a governava. “Enquanto o meu coração
palpitar, devo fazer o que penso que posso fazer, quer
dizer, ajudar todos quantos têm menos sorte do que eu”. Foi
morto quando era voluntário em Kismayo, na Somália.
Foi aluno no Colégio Salesian em
Farnborough entre 1975 e 1982, enquanto viveu numa região
perto de Camberley. Licenciou-se em Birmingham com distinção
de honra em Geografia e Ciências do Desporto, em 1985.
Começou a carreira de professor numa escola
salesiana em Chertsey, Surrey, em 1986. Muito entusiasta
como cooperador salesiano e membro activo da
Associação dos Antigos Alunos. Participou num grande
número de acções com e para os jovens, quer em Inglaterra
quer a nível Europeu. Num desses eventos conheceu o Papa
João Paulo II em Roma.
Sean poderia ter um futuro promissor e um
estilo de vida cómodo em Inglaterra. No entanto, em
Fevereiro de 1989- partiu para
a Libéria como voluntário, trabalhando na comunidade
salesiana de São Francisco
em Tappita.
Quando a escola teve de encerrar devido à
Guerra civil, Sean
tomou a decisão de ficar na Libéria e colaborar com as
Nações Unidas nas operações de salvamento dos refugiados.
Deixou
a Libéria em 1992, altura em que começou a trabalhar
com a UNICEF na Somália.
Em Janeiro de 1993, depois de cinco
anos de entrega de vida aos jovens mais pobres de África,
Sean foi assassinado na Somália.
A Somália foi um teste duro para o Sean e
para o mundo inteiro. Aí, a UNICEF confiou-lhe a missão de
organizar uma operação de salvamento das pessoas que morriam
de fome, em especial as crianças. O seu ponto de intervenção
foi Kismayu, onde morava o desespero e a destruição.
Na noite de 2 de
Janeiro, quando caminhava perto do campo da UNICEF em
Kismayu, foi baleado na cabeça por um homem.
Segundo testemunhos do pai, Dermot Devereux, é provável que
a morte de Sean esteja ligada ao facto de ter denunciado
numa entrevista os massacres existentes na Somália.
Na
missa do funeral em Inglaterra o Pe. Bryan referiu-se a uma
das ideias de Dom Bosco que Sean sempre repetia:
não é possível ficar indiferente a quem
precisa da nossa ajuda, e de um modo especial os jovens mais
pobres e indefesos.
Ele foi de verdade um soldado da paz.
Profundamente tocado pelo espírito de Dom Bosco, Sean
viveu o seu ideal de amor até ao fim da vida, com apenas 28
anos. Deixou uma marca de esperança e coragem a todos os
rapazes e raparigas da Libéria e da Somália.
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Salvo D'Acquisto
(1920-1943). Napolitano, antigo aluno salesiano. Ingressou
na Guarda e destacou-se pelas suas qualidade humanas e
espirituais. Preciosas são as suas cartas à noiva. Os seus
dotes de bondade e o sentido cristão da vida brilharam
sobretudo quando, para salvar 22 vítimas inocentes da
represália nazista, se ofereceu heroicamente para ser
fuzilado no seu lugar. Medalha de ouro de valor militar.
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Ninni di Leo
(1957-1974). Frequentava o Oratório da vila Ranchibile, de
Palermo, morreu de leucemia. Gostava de música, de dança, de
canto e de basquetebol. Era um adepto do Inter. Altruísta
por natureza, nunca pensava em si próprio, e ajudava todos
os que tinham necessidade dele. Ao médico que, vendo os seus
sofrimentos e não podendo fazer nada e lhe perguntou: “Mas
tu que fizeste a Deus?”, respondeu-lhe: “ Porque é que se
tem de meter Deus aqui? Por acaso não sofreu o Senhor tanto
por nós?”
Xavier Ribas
(Barcelona 1958-1975). Animador do Oratório de MArtí-Codolar,
de Barcelona. Morto num acidente de montanha, enquanto
descia do cume do monte acabado de conquistar em companhia
dos amigos. Costumava dizer que com a ajuda de Cristo não há
impossível. Era um jovem alegre, sensível, cheio de sonhos.
Tinha um grande desejo de chegar a ser professor primário,
para poder fazer o bem. Preciosas são as suas “Reflexões de
um jovem cristão”.
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Michele Magone (1845-1859) e
Francisco Besuco. O primeiro de uma incrível
vivacidade, era um autêntico pequeno chefe de grupo, que só
a perícia pedagógica de Dom Bosco conseguiu dominar,
orientando-o para a santidade. Foi um outro Domingos Sávio.
Desde criança foi um pequeno apóstolo entre os colegas,
sempre disposto a manter a paz. Ajudava o pároco como
catequista dos mais pequenos. Desde que entrou no Oratório,
segui à letra todas as sugestões de Dom Bosco. Caiu doente
em Valdocco e aí morreu. Tinha só 14 anos. |
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Roderick Flores
(1969-1984). Roderick - (Erick para os amigos) tinha
15 anos mas, como Domingos Sávio, era uma pessoa
espiritualmente adulta. Incarnava em pleno a ideia
de Dom Bosco: "Dai-me um jovem que frequente
regularmente a confissão e a comunhão e eu vos
garanto um homem em quem se pode confiar. " Os
escuteiros do Don Bosco Technical College de
Mandaluyong (Filipinas) tinham organizado um
acampamento de três dias. Nas primeiras horas da
tarde de 18 de Agosto de 1984 os pioneiros, Roderick
e Benedito dão-se conta de que os exploradores se
encontram em perigo. Atiram-se à água imediatamente
e alcançam-nos, mas uma onda violenta arrasta o
grupo para longe da praia. Neste momento Erick
consegue salvar dois companheiros mas é, engolido
por uma onda violenta, desapareceu para sempre. O
corpo é encontrado a 25 de Agosto, uma semana
depois do dia fatal. A sua morte, para além da dor
que provocou, pôs em foco os aspectos mais
relevantes da comunidade educativo-pastoral: todos
compreenderam que o Don Bosco Technical College
tinha produzido um herói!
Como foi possível que um rapaz
"normal" se comportasse deste modo. Arriscar a
própria vida para salvar a vida de outrem! Diz mons.
Pánfílo, director, confessor e amigo de Erick: «Ele
não é herói por ter generosamente arriscado a vida
lançando-se ao mar para salvar quem estava em
perigo. Este gesto foi o ponto culminante de uma
sucessão de muitos outros gestos de altruísmo
realizados durante toda a sua vida. É um herói
porque se impôs a disciplina de servir, amar, ser
generoso. Atrever-me-ia a dizer que o seu destino
era morrer como herói. Desde 1977 até à morte, Erick
vinha à missa aqui à nossa capela às 5:30 ou 6:30 da
tarde. Confessava-se todos os domingos. Via neste
sacramento não apenas um meio de purificação, mas
também de crescimento espiritual, de amor a Deus e
ao próximo».
Adorava o desporto, a dança e
passeios com os colegas. No colégio recebia muitos
prémios de bom comportamento. Um dos seus hábitos
era fazer uma visita ao Santíssimo na nossa capela
antes das aulas. Todos o recordam como um jovem
inteligente e exemplar. Fazia parte da secção
electrónica e de um grupo que se autodefinia "430
SLC', marca do automóvel Mercedes supero como para
dizer: "Somos um grupo de rapazes que buscam a
qualidade e a excelência".
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Ceferino
Namuncurá
(1886-1905). Filho do Cacique Manuel das tribos
auraucanas. Estudou com os salesianos em Buenos
Aires, em Itália no Colégio de Vila Sora, em
Frascati. A tuberculose acabou com ele aos 19 anos
de idade. Habituado às planícies da sua terra,
adaptou-se à vida do Colégio sendo um modelo para
todos os seus companheiros. Na Primeira Comunhão,
aos 12 anos, fez um pacto de absoluta fidelidade com
o seu amigo Jesus. Popularíssimo na Argentina, é
invocado e venerado por todos.
Domenico
Zamberletti (1936-1950). Um
menino-prodígio, pertencente aos acólitos do Sacro
Monte, de Varese, Itália. Aluno dos salesianos.
Estava fascinado pela oração: “quando rezo não me
dou conta do tempo que passa”. Filho do dono de um
albergue, tinha dado ordem na cozinha de que
preparassem sempre um prato a mais para o “Cristo
faminto”. Morreu de leucemia entre dores e atrozes,
dizendo: “Mamã, estou bem. Vou para o Paraíso”.
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Tiago Maffei
(1914-1935). Aluno durante três anos do colégio
Salesiano de Valsalice, de Turim, estudante de
medicina, de comportamento irrepreensível. Morreu de
septicemia. Escrevia aos seus pais: “Apostolado,
sobretudo apostolado... O Senhor dispôs bem as
coisas; encontro-me em condição de podê-lo fazer
amplamente e com fruto”. O seu segredo foi a pureza
do seu coração.
Bartolomé Blanco
(1914-1936). Antigo aluno e cooperador salesiano,
foi assassinado durante a guerra civil espanhola, no
grupo dos mártires de Andaluzia. Era um jovem bom,
recto e valente, comprometido no estudo da questão
social e da doutrina social da Igreja. Activíssimo
na Acção Católica. Por pertencer à Acção Católica
foi preso e encarcerado e condenado à morte. Antes
de receber o golpe mortal, exclamou: “Viva Cristo
Rei!”
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Willi De
Koster
(1974-1984). Mexicano, morreu de leucemia depois de
uma doença que durou seis anos, durante os quais
mostrou toda a sua maturidade e serenidade. Tinha
sido aluno dos salesianos em Chapalita. A sua vida
foi alegre e, ao mesmo tempo, dolorosa, e soube
levá-la a bom porto como um pequeno santo.
Marcela Cruz
Atempa Morales (1967-1983). Antiga aluna
das FMA, mexicana, fascinada por Laura Vicunha.
Morreu de leucemia mieloblástica. Escolheu, ela
própria, os cantos para o seu funeral. Em 1981,
depois do atentado contra o Papa, Marcela
escreveu-lhe uma carta comovedora na qual, entre
outras coisas, dizia: “Se o Senhor me chama a
segui-lo, estou disposta, como a ovelha que segue o
seu pastor”. Durante a doença no hospital, tocava
com gosto, flauta para alegrar os outros pacientes.
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Renato
Scalandri (1919-1944). Antigo Aluno do
Colégio clássico de Valsalice de Turim. Chamado para
a guerra como sub-oficial dos alpinos e feito
prisioneiro, morreu no campo de concentração de
Hammerstein, ferido à traição por uma espada e sem
motivo por um sentinela. Rezava o terço todos os
dias, mas a sua oração fundamental era a sua vida, a
sua lealdade, a sua delicadeza humana, radicada na
visão do Evangelho. Foi dirigente da Acção Católica
até assumir cargos nacionais.
Sigmund
Ocasion (1976-2000). Antigo Aluno de
Mandaluyong (Filipinas), escola à qual ficará
unidíssimo, inclusivamente depois da sua
transferência para Toronto. Modelo entre os
companheiros, morreu de um tumor. Dispunha de uma
inteligência vivíssima e de uma bondade única.
Quando se manifestou a sua doença no hospital,
chamaram-no o “rapaz especial”. Escreveu acerca dele
o padre Occhio: “Vi neste jovem o rosto sereno de
Cristo do Santo Sudário”.
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A santidade é para todos…
Pier Giorgio Frassati
Nasceu em Turim a 6 Abril de 1901, Sábado Santo.
Filho de uma rica família burguesa, o
pai Alfredo era proprietário do Diário “La Stampa”e
mais tarde senador do reino e Embaixador da Itália
em Berlim.
A mãe, Adelaide, era uma mulher forte
que educou Pier Giorgio e a irmã segundo os
critérios educativos do tempo. Dela aprende os
primeiros conceitos religiosos.
O
pai declara-se não crente.
Pier Giorgio risponde como queria
Jesus: na Igreja com a Igreja. Vive a sua
espiritualidade fazendo parte de associações
católicas mesmo sendo muito jovem. Lê muitos livros
e entre todos os primeiros são os Evangelhos e a
vida dos Santos. As Cartas de S. Paulo são a palavra
quotidiana que leva aos seus doentes, aos pobres e
aos bêbados de Turim. Tudo isto depois da missa da
manhã, onde tinha encontro marcado com a Eucaristia.
O resto do dia era um corre corre por Turim, a pé,
porque o dinheiro para os transportes, dava-o como
esmola; corria às farmácias para buscar os
medicamentos dos doentes, e dava tudo para ajudar os
outros.
Há
um fio que une a toda a existência de Pier Giorgio:
a dedicação aos pobres.
A quem lhe pergunta como faz para
suportar os maus cheiros, a sujidade, responde:
“nunca esquecer que mesmo que a casa esteja uma
lixeira tu aproximas-te de Cristo!” Pier Giorgio não
ama
os
pobres mas cada pobre.
Dinâmico,
cheio
de vida, amava fazer escaladas. Também bom
esquiador, nadador, praticava muitos desportos:
vela, canoagem, ciclismo, equitação. Uma lufada de
vida. Sempre pronto a fazer algumas traquinices com
os colegas.
Verdadeiro
companheiro, funda entre os seus amigos “a
companhia dos tipos
perigosos na fé”
um grupo que gostava de passar os dias juntos,
divertindo-se, mas com o objectivo de se ajudarem a
viver como cristãos. Muitas vezes Pier Giorgio
escreve a dizer que o que os une é rezar uns pelos
outros.
Quantas saídas com os amigos até aos
Alpes e quantas eucaristías preparadas e vividas. Um
jovem, que compreendeu que a caridade significa
dar-se porque a vida é um dom concedido por Deus
e que de novo se entrega ao Senhor.
Pier Giorgio Frassati, um jovem como
nós, que soube separar-se do “deixa andar” e dos
condicionalismos da vida quotidiana rica de tantas
ofertas, mas ofereceu a sua própria vida procurando
as coisas essenciais da vida, aquelas que te fazem
sorrir pelo bem dos outros, aquelas que constroem a
nossa santidade.
Empenhos no
quotidiano...
-
Apostolado de Oração, Liga
Eucarística, Associação dos jovens adoradores
universitários, Congregação mariana, Terceira
Ordem dominicana...
Em 1919, grupo universitário
"Cesare Balbo" da Juventude Católica Italiana.
-
Beatificado em 1990 pelo Papa
João Paulo II, Pier Giorgio Frassati é o ícone
do"voluntariado da caridade“ “… são múltiplos os
caminhos da santidade e adaptados a cada
vocação.”João
Paulo II.
Frases de Pier Giorgio...
-
«O amor leva à santidade.»
-
«Amizade: um modo de viver a
Igreja... lugar acolhedor onde cada um se sente
amado e respeitado por aquilo que é.»
-
«Eu sou pobre como todos os
pobres. E quero trabalhar para eles.»
-
«A paz esteja contigo: um outro
dom que nos possua nesta vida, é vaidade.»
-
«A verdadeira felicidade, jovens,
não consiste nos prazeres do mundo e das coisas
terrenas, mas na paz da consciência, a qual se
tem, se somos puros de coração.Vamos em direcção
ao Alto.»
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DIA 11 DE NOVEMBRO: DIA DE S. MARTINHO
Hoje,
recordamos mais um santo, que sendo coerente com a escolha
feita, foi sinal de estrela para todos aqueles que o
encontraram pelos trilhos da vida.
Pois é… é
o nosso famoso S. Martinho de Tours. Em Portugal festeja-se
com castanhas e água-pé. E de facto quando falamos em S.
Martinho, vêm-nos logo à mente as castanhas, os magustos,
todo o convívio que nessas ocasiões se gera...
Sabemos
que ele nasceu na actual Hungria, no séc. IV; apenas se
tornou cristão na juventude e contra a vontade da família.
Viveu boa parte da sua vida em França, onde morreu. Foi um
valente militar, e como cristão, o seu testemunho foi de tal
ordem que viria a ser escolhido para bispo da cidade
francesa de Tours.
Conhecemos o seu famoso episódio:
«Num dia
de rigoroso Inverno, Martinho entrava na cidade. Um pobre,
mal vestido, estendeu-lhe a mão, pedindo esmola. Martinho
não tinha nada para lhe dar; tirou, então, a sua capa
militar, cortou-a ao meio com a espada, e entregou metade ao
mendigo.»
Quanto às
castanhas, parece que a única explicação é o facto de o dia
de S.Martinho coincidir na época delas. E como é um santo
muito popular, a tradição das castanhas e dos magustos ficou
associada à sua festa.
Mas neste
dia recordemos as suas atitudes: a partilha, a iniciativa de
ir ao encontro de quem necessita, a bondade, a escuta e o
respeito pela pessoa.
Para as
pessoas que S. Martinho encontrou e ajudou, ele foi um sinal
de esperança nas suas vidas, brilhou como um astro
resplandecente; um astro que se deixava iluminar por Deus e
pelo seu Amor.
Reflexão:
Estamos no
mês dedicado à santidade e no ano Paulino. E é bonito
recordar S. Paulo na Carta a Tito, que o convida a
aconselhar os jovens a serem ponderados em tudo. E que Tito
se deve apresentar diante deles como exemplo de boas obras
(acções), na pureza de doutrina, de dignidade, linguagem sã.
O testemunho é muito importante… S. Martinho é conhecido
pelas boas acções e atitudes; S. Paulo exorta-nos também a
isso; onde quer que nos encontremos (casa, escola, turma,
cantina, paragem do autocarro, no Shopping…) sejamos
exemplos de pureza, de dignidade, de esperança, de amor
verdadeiro, de escuta, de ajuda e respeito… não sejamos
motivo de escândalo para ninguém, mas comportemo-nos como
«filhos da Luz».
Oração:
Senhor, Tu conheces o íntimo
do meu ser; sabes quando me sento e quando me levanto… Tu
conheces tudo de mim. Acolhe-me em teu coração e que eu
aprenda a amar como Tu, para ser verdadeiro/a filho/a do
Amor.
Pai Nosso…
Nossa Senhora Auxiliadora… rogai por nós. Em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo. Ámen. Bom dia para todos.
DIA 15 DE NOVEMBRO - MEMÓRIA DE MADRE
MADALENA MORANO, FILHA DE MARIA AUXILIADORA
Um coração cheio de esperança…
É com
alegria que alargamos o nosso coração com o de Madre
Madalena Morano, Filha de Maria Auxiliadora, Salesiana de D.
Bosco.
Natural da
cidade de Chieri (Turim, Itália), nasceu em 15 de Novembro
de 1847. Desde muito jovem começou, entre as crianças do
lugar, um tirocínio pedagógico que caracterizou toda a sua
vida, sobretudo depois de conseguir o diploma de professora.
Rica de experiência didáctica e caquética, consegue aos 30
anos coroar um seu desejo de consagração a Deus que se
iniciara na primeira comunhão. Em 1879 é Filha de Maria
Auxiliadora e pede a Deus a graça de “continuar em vida até
completar a medida da santidade”.
Em 1881, foi enviada para a Sicília, onde inicia uma fecunda
obra educativa entre as meninas e as jovens das classes
populares. Dirigindo constantemente “um olhar para a terra e
dez para o Céu”, abre escolas, oratórios, internatos, cursos
profissionalizantes em muitos lugares da ilha. Nomeada
Provincial, assume também o trabalho formativo de novas e
numerosas vocações, atraídas pelo zelo e pelo clima
comunitário que se criava em seu redor. O multiforme
apostolado é apreciado e animado pelos Bispos, que confiam à
sua evangélica criatividade toda a Obra dos catecismos.
Minada por um tumor, a Ir. Morano termina em Catânia no dia
26 de Março de 1908 uma vida de total coerência, vivida
sempre com o objectivo de “nunca ser obstáculo à acção da
Graça com favorecimentos ao egoísmo pessoal”. Nessa mesma
cidade, João Paulo II proclamou-a bem-aventurada no dia 5 de
Novembro de 1994. A sua memória celebra-se no dia do seu
aniversário – 15 de Novembro – e seus restos mortais
veneram-se em Alì Marina, Catânia, Sicília. Foi beatificada
a 5 de Novembro de 1994 por João Paulo II.
Reflexão:
Deus nunca
se cansa de nos dar exemplos de santidade; é assim que se
caminha: seguindo os rastos de luz deixados no mundo por
estas pessoas que se deixaram guiar pela Estrela Polar,
Cristo, e por Cristo chegaram a Deus.
Madre
Morano dizia: “Nunca ser obstáculo à acção da Graça com
favorecimentos ao egoísmo pessoal”. O egoísmo é no nosso
tempo, uma grande praga, que corrói por dentro contaminando
a nossa alma e a vida dos que nos rodeiam. Ao longo da nossa
vida devemos sempre ser instrumentos da graça de Deus e
nunca impedimentos para que ela avance e realize em nós e
nos outros o Projecto de Deus, a felicidade e a vida eterna,
para esta esperança somos chamados todos os dias.
Recordemos algumas frases de Madre Morano e façamos delas a
nossa oração. Depois da escuta de cada uma delas, façamos um
pouco de silêncio e meditemos um pouco:
«Para com
os outros, faz todos os actos de delicadeza que gostarias de
receber»
«A
santidade não se conquista em poucos dias; basta querê-la,
basta pedi-la continuamente a Deus, basta recomeçar,
rapidamente».
«A alegria
é o meio indispensável para a formação do carácter. A
verdadeira alegria é fonte de bem.»
«Alarga o
teu coração à esperança»
Mesmo nas
dificuldades, custe o que custar… importa andar! Com
esperança.
DIA 16 DE NOVEMBRO: DIA INTERNACIONAL PARA A
TOLERÂNCIA
NO SUPERMERCADO…
«Estávamos
a viver um dia muito agradável em casa dos meus pais e
sabendo que eles deveriam ainda fazer as compras para a
casa, oferecemo-nos, eu e o meu marido, para irmos ao
supermercado. Eram já 19h00 e quando chegamos à caixa para
pagar apercebemo-nos de algumas dificuldades com a família
que estava à nossa frente.
Não
funcionavam as ligações para o pagamento multibanco e não
tinham o montante suficiente para cobrir toda a despesa que
tinham feito. A tudo isto juntava-se o facto de que não
podiam ir a uma caixa de multibanco porque estava de
bicicleta e não faziam em tempo para chegar antes do
encerramento do estabelecimento. Interveio então o director,
já impaciente, que decidiu drasticamente não entregar a
despesa senão havia outro modo de remediar a situação.
Bastaram pouco segundos para olhar para o meu marido e
compreendi que tínhamos o mesmo desejo e a mesma ideia.
Propusemos pagar as despesas feitas por eles ou de os
acompanhar à caixa mais próxima. Faltavam vinte minutos para
que o supermercado fechasse mas de certeza que se tinha o
tempo suficiente para ir e voltar. Eles aceitaram e o
director ficou surpreendido e um pouco admirado com a nossa
imediata disponibilidade. No carro, o meu marido recebeu,
por parte da senhora que o acompanhava, frases de sincera
gratidão: a senhora quase comovida exprimiu a confiança e a
esperança; depois deste gesto para com eles e que «se pode
ainda fazer e receber o bem neste mundo».
Ao mesmo
tempo eu esperava no supermercado pelo regresso dos dois e
notei que o director tinha mudado completamente de atitude
no confronto com os clientes expressando maior gentileza e
compreensão. Até mesmo quando faltavam poucos minutos para
fechar, aproxima-se de uma caixa onde se encontrava um
senhor na mesma situação da família e, tranquilamente,
propôs-lhe de levar as coisas para casa e voltar no dia
seguinte para pagar.»
Reflexão:
Os actos,
as acções dizem muito mais que mil palavras. Os exemplos de
bem, mexem sempre com as pessoas, mesmo aquelas mais
impacientes, incompreensíveis, “duras de coração”. A coragem
de ser diferente e “correr” contra a corrente em atitudes
que dignificam as pessoas e as ajudam concretamente, é um
risco que poucas pessoas correm; no fundo é ser cá na terra,
Cristo, Estrela Polar, que brilha através das várias
estrelas que somos nós, e de facto ainda «se pode ainda
fazer e receber o bem neste mundo». Basta manter a calma,
numa vivência saudável com os outros, onde reina o respeito,
a verdade, a tolerância e a fidelidade.
Oração:
Entreguemo-nos a Maria, apresentemos-lhe as nossas acções de
bem e aquelas que ainda vamos fazer, em prol do bem comum e
do bem-estar de todos.
Ave-Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora… Rogai por nós.
Em nome do Pai... Bom dia a todos
DIA 22 DE NOVEMBRO: SANTA CECÍLIA, PADROEIRA
DA MÚSICA
Hoje,
celebramos a Padroeira da Música, Santa Cecília. Virgem e
Mártir, romana, do século V. O conto lendário do seu
martírio é um poema que exalta a pureza cristã. No século XV
é escolhida para padroeira dos músicos por causa de uma
frase da sua paixão/morte: “Enquanto se ouvia o tocar dos
instrumentos para as núpcias, Cecília cantava no seu coração
para o Senhor.” Sintonizar a nossa vida com a do Senhor, por
vezes é difícil, mas quando deixamos que seja Ele a afinar
as cordas da nossa vida, não há que ter medo:
As cordas do violino
Uma vez,
um famoso violinista e compositor espanhol, chamado Paulo
Sarasate, tocou num teatro de Madrid. Mais uma vez o
concerto foi um êxito, tal era a perfeição da sua técnica e
a beleza das suas melodias tão celestiais. A sala há muitos
dias que se encontrava esgotada e, durante o tempo que durou
o espectáculo musical, a sua música envolveu de tal maneira
as pessoas que o silêncio era total. No final, um prolongado
aplauso. À saída do teatro, muitas pessoas esperaram por
ele, a fim de o felicitarem pessoalmente ou pedirem
autógrafos. Estava ali um mendigo, sentado no passeio da
rua, com o seu violino, enquanto com um chapéu no chão ia
recolhendo as esmolas que iam caindo.
As pessoas
passavam mas pareciam não apreciar a sua música, pois não
via cair as desejadas moedas. Sarasate, depois de saudar as
pessoas, atravessou a rua, aproximou-se do mendigo e
disse-lhe: Pode emprestar-me o seu violino? O mendigo
entregou-lho. Sarasate pegou nele e tocou mesmo ali uma peça
musical. As pessoas foram-se juntando e aplaudiram mais uma
vez o famoso artista. Tocou, em seguida, mais uma peça.
Depois, pegou no chapéu do mendigo e passou com ele junto de
cada uma das pessoas. O chapéu ficou cheio de moedas e de
notas, que ele entregou ao mendigo. Este, maravilhado com
tudo o que estava a acontecer, chorou de emoção. O famoso
violinista perguntou porque chorava. Ele respondeu: Estou
emocionado porque o senhor extraiu do meu velho violino os
sons mais belos que eu jamais ouvi em toda a minha vida.
Como é possível que deste velho instrumento possam sair tão
belas melodias?
Reflexão:
A melhor
melodia que podemos tocar, e não importa qual o nosso
instrumento, é a da nossa vida. E se deixarmos que seja o
grande Mestre a tocar com toda a sua vivacidade e com todo o
seu Espírito, quantas pessoas não beneficiarão da nossa
melodia que lhes toca o coração. Sejamos capazes de
colocarmo-nos ao serviço dos outros, de santificarmos o
nosso dia com acções e comportamentos que agradam ao Senhor.
Oração:
Que ao
longo do meu dia eu repita várias vezes: “Obrigado, Senhor
pela maravilhosa melodia da minha vida”
Pai Nosso…
Nossa Senhora Auxiliadora…rogai por nós. Em nome do Pai e do
Filho e do Espírito Santo. Ámen.
DIA 25 DE NOVEMBRO: MÃE
MARGARIDA - VENERÁVEL MÃE MARGARIDA
Uma
estrela no mundo salesiano…Quem não conhece a Mãe
Margarida? Uma mulher extraordinária e de facto uma estrela
que brilhou e iluminou o carisma salesiano. 25 de Novembro é
a data do seu falecimento, mas a memória da sua vida
permanece em nossos corações. Quem não se recorda do seu
percurso de santidade?
Margarida
Occhiena nasceu no dia
1 de
Abril de 1788 em Capriglio, Província de Asti,
Itália, sendo a sexta de dez filhos. Foi baptizada no mesmo
dia na Igreja Paroquial. Seus pais eram agricultores dotados
de sinceros sentimentos cristãos. Desde jovem Margarida era
uma grande trabalhadora. Os tempos e o trabalho não lhe
permitiram estudar, mas o
seu
amor pela oração foi enriquecido por aquela sabedoria
que não se encontra nos livros.
Casa-se,
em 1812, com Francisco Bosco, 27 anos, viúvo, com um filho
de três anos, António, e a mãe doente aos seus cuidados. No
ano seguinte nasce José e em
1815
João (o futuro Dom Bosco). Juntos
transferem-se para os Becchi, distrito de Castelnuovo d'Asti.
Em
1817 Francisco morre atingido por uma pneumonia. Aos vinte e
nove anos Margarida vê-se enfrentando sozinha a condução da
família num momento de grande carestia, assistindo a mãe de
Francisco, António e os pequenos José e João. Margarida era
uma mulher de
grande
fé. Deus estava sempre acima de todos os seus pensamentos
e sempre em seus lábios.
O
amor do Senhor era tão intenso que formou nela um coração de
mãe. Sábia educadora,
soube
conjugar na paternidade e maternidade, doçura
e firmeza, vigilância e confiança, familiaridade e diálogo,
educando os filhos com amor desinteressado, paciente e
exigente. Atenta à vida deles, confia nos meios humanos e no
auxílio divino. Acompanha o
crescimento dos três garotos, de temperamento muito
diferentes, com os mesmos critérios mas com métodos
diversos. Ensina-lhes o catecismo e prepara-os para se
aproximarem da primeira comunhão.
Tendo
ouvido o sonho de Joãozinho aos nove anos, é a única que
consegue lê-lo à luz do Senhor: "Quem
sabe, tu devas ser sacerdote". Permite-lhe
então que fique com outros garotos pouco recomendáveis, para
que, com ele, se comportem melhor. A hostilidade de António
em relação aos estudos de João obriga-a a afastar o filho
menor para que possa estudar. Mas com todos os obstáculos
acompanhá-lo-á até à ordenação sacerdotal. Naquele
dia pronunciará algumas palavras que ficarão no coração de
Dom Bosco por toda a vida. Quando, em
1848,
Dom Bosco fica gravemente doente, Margarida vai assisti-lo
descobrindo o bem que faz pelos jovens abandonados.
Ao
pedido para acompanhá-lo, responde assim: "Se acreditas que
essa é a vontade do Senhor, estou pronta a vir". A
presença de Mãe Margarida transforma o oratório numa família.
Por dez anos a sua vida se confunde com a do filho e com os
inícios da Obra salesiana; é a primeira e principal
cooperadora de Dom Bosco; torna-se o
elemento materno do sistema preventivo; é, sem
o saber, "co-fundadora" da Família Salesiana.
Morre
em Turim, atingida pela pneumonia, no dia
25 de Novembro de 1856 aos 68 anos. Acompanham-na ao cemitério muitos
jovens, que a choram como se chora por uma Mãe. Gerações de
salesianos a chamaram e a chamarão de Mãe Margarida.
É sempre bonito recordar
aspectos familiares de Mãe Margarida, mas fiquemos com este:
«A longa presença feminina e materna é um
facto único na história dos fundadores e das
congregações educativas’
Podemos dizer que ‘a Congregação
salesiana foi embalada nos joelhos de mãe Margarida’
- Deus sabe quanto te amei, mas lá de
cima será melhor ainda. Fiz tudo o que pude... Diga aos
meninos que trabalhei para eles, como uma mãe. (Mãe
Margarida)»
Mãe Margarida viveu pobre e pobre morreu:
levada a um sepulcro comum, nunca teve seu nome escrito
sobre um túmulo, mas o seu nome está escrito em cada um de
nós!
(No
diálogo que estabelecemos com a nossa juventude, realcemos
as frases a negrito nos dados acima apresentados.)
A
ESTRELA DA ESPERANÇA
"Era uma vez, milhões e
milhões de estrelas no céu. Havia estrelas de todas as
cores: brancas, lilases, prateadas, douradas, vermelhas e
azuis. Um dia, inquietas, aproximaram-se de Deus e
disseram-lhe:
- Senhor Deus, gostaríamos de
viver na Terra, entre os homens...
Deus respondeu:
- Assim será feito. Podeis
baixar lentamente à Terra.
Conta-se que, naquela noite
houve, uma linda chuva de estrelas. Algumas aninharam-se nas
torres das igrejas, outras foram brincar e correr com os
pirilampos, outras misturaram-se nos brinquedos das crianças
e a Terra ficou maravilhosamente iluminada.
Porém, com o passar do tempo,
as estrelas decidiram abandonar os homens e regressar ao
céu, deixando a Terra outra vez escura e triste.
- Por que voltaram? -
perguntou Deus à medida que iam chegando ao céu.
- Senhor, era-nos impossível
permanecer na Terra; lá existe muita miséria e violência,
muita fome e injustiça, muita maldade e doença.
E o Senhor disse-lhes:
- Claro! O vosso lugar é aqui
no céu. A Terra é o lugar do transitório, daquilo que passa.
Aí nada é perfeito. O céu, porém, é o lugar da perfeição,
onde tudo é imutável e nada perece.
Depois de terem chegado todas
as estrelas e de Deus as ter contado, Deus disse:
- Mas falta uma estrela...
Perdeu-se pelo caminho?
Um anjo, que estava perto,
respondeu:
- Não, Senhor, uma estrela
resolveu ficar entre os homens. Ela descobriu que o seu
lugar é precisamente onde existe imperfeição, onde há
limites, onde as coisas não correm bem, onde há esforço e
sofrimento.
- Mas que estrela é essa? -
perguntou Deus de novo.
- É a estrela verde, Senhor. A
estrela verde da esperança.
E quando olharam para a Terra,
a estrela já não estava só. Tinha-se multiplicado: a Terra
estava novamente iluminada, porque havia uma estrela verde
no coração de cada pessoa.
Reflexão:
A esperança é contagiosa. É
ela que nos permite ir mais além… a dar mais um passo no
caminho da vida; a acreditar que é possível chegar à meta. A
estrela verde ficou na terra, acendeu e multiplicou a sua
função nos corações de todos e também no nosso. Acendeu a
esperança de que este ano será um ano de bênçãos. Primeiro
acreditemos e tenhamos esperança em nós mesmos para pudermos
transmitir aos outros.
Oração:
Que o amor
pelo próximo seja a nossa meta e nunca usemos o outro como
meio para alcançar fins.
Que todos
os dias do ano sejam preenchidos pela felicidade de sermos
uns para os outros.
QUE A VIDA
SEJA UM CAMINHO DE ESPERANÇA!!!
Avé-Maria…
Nossa Senhora Auxiliadora… rogai por nós. Em nome do Pai e
do Filho e do Espírito Santo. Ámen. Bom dia para todos.
AQUELE
CORAÇÃO...
Um dia, um
jovem colocou-se no centro da aldeia e proclamou que tinha o
coração mais belo de toda a região. Uma grande multidão
congregou-se à sua volta e todos confirmaram que o seu
coração não tinha qualquer mancha ou cicatrizes. Era mesmo
perfeito. Mas eis que se aproximou um idoso e lhe disse:
- Porque
dizes isso, se eu tenho um coração mais perfeito que o teu?
O Jovem e
a multidão ficaram surpreendidos. Olharam para o coração do
idoso e viram que o seu coração, embora batesse fortemente,
estava coberto de cicatrizes e até havia zonas em que
faltavam pedaços que tinham sido substituídos por outros que
não encaixavam por vezes muito bem. E até havia lugares onde
faltavam pedaços.
O jovem
perguntou-lhe:
- Como se
atreve a dizer-me que o seu coração é mais belo que o meu?
Deve estar a brincar comigo. O seu coração é um conjunto de
cicatrizes e dor.
O idoso
respondeu:
- É
verdade que o teu coração brilha na perfeição, mas quero
dizer-te que cada cicatriz do meu coração representa uma
pessoa a quem entreguei todo o meu amor.
O jovem
sem entender perguntou:
-
Explique-me melhor.
-
Arranquei os pedaços do meu coração para os entregar a cada
pessoa a quem amei. E muitos, por sua vez, me ofereceram
pedaços do seu. Como os pedaços não eram iguais, ficaram os
bordos dos quais me alegram, porque me recordam o amor que
compartilhámos.
Houve
momentos em que eu dei um pedaço do meu coração, mas não fui
retribuído. Por isso, tem os buracos por preencher. São
feridas que recordam, que apesar de tudo, devia continuar a
amar essas pessoas. Talvez um dia regresse e voltem a
preencher o vazio que deixaram no meu coração. Compreendes
agora porque é que o meu coração é muito belo?
O jovem
permaneceu em silêncio e as lágrimas corriam-lhe pelas
faces. Aproximou-se do idoso, arrancou um pedaço do seu
maravilhoso coração e ofereceu-lho. A peça amoldou-se no
coração do idoso, embora não perfeitamente. E, ao contemplar
o coração do idoso, notou que resplandecia com mais beleza.
Percebeu então que a beleza do coração está na capacidade de
amar.
Reflexão:
Como está
o teu coração? Que beleza manifesta? A força do coração
passa pela força do amor. Somos seres criados para amar; e
as nossas atitudes quotidianas devem manifestar este amor:
construir pontes, combater a tristeza e semear a alegria,
dar confiança, tornar o outro feliz, saber guardar segredo,
dar pão a quem tem fome, cumprir os deveres, praticar a
justiça…
Oração:
Avé-
Maria… Nossa Senhora Auxiliadora… rogai por nós. Em nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen. Bom dia para
todos.
PEDRAS
NO RIO...
«Esta noite tive um sonho… sonhei que
caminhava numa planície e deveria ainda nascer o sol. De
repente cheguei ao cimo de um rio. Na sua margem estava um
saco cheio de pedras. Peguei no saco, e automaticamente
tirei uma pedra do saco e atirei-a para a água. Depois tirei
outra e mais outra e continuei a atirar pedras para a água
como se tratasse de um jogo. O sol levantou-se e veio a luz.
Olhei para o saco e já só tinha uma pedra. Apreciando o
nascer do sol, tinha a pedra na palma da minha mão e por
pouco não a atirei quando me apercebi que aquela pedra luzia
com os raios de sol e que não era uma pedra qualquer, mas
uma pedra preciosa. Na escuridão tinha deitado um saco
inteiro de pedras preciosas para o rio. Tinha perdido uma
fortuna. Espantado comigo mesmo refilei o mais que pude, mas
depois apercebi-me de que ainda era um sortudo porque tinha
ficado com uma pedra na mão. E em seguida acordei e
reflecti: A vida é um grande tesouro, mas às vezes não se
faz outra coisa senão «deitá-la fora». Fica só uma pedra… a
minha vida, a nossa vida, pode-se salvar, e ainda é possível
ter confiança para que isso aconteça, porque o saco da vida
não contém apenas e somente “pedras”.»
Reflexão:
A vida é um dom demasiado valioso para ser tratado com tanta
leviandade, é demasiado preciosa para que a deitemos fora,
que nos esqueçamos dela. Todos nós temos qualidades, valores
que precisam de ser retiradas do «saco da vida» com
delicadeza e serem apreciadas. Mas em primeiro lugar temos
de ser nós mesmos, a apreciar quem somos e o que temos.
Agarremos a vida com alegria, com entusiasmo, e façamos dela
o melhor tesouro de pedras preciosas que temos para oferecer
ao rio do mundo, não na escuridão da noite mas à luz do dia.
Oração:
Confiemo-nos a Maria, para que saibamos imitá-la na
valorização da vida e na entrega generosa da mesma ao
serviço dos irmãos.
Avé
Maria…Nossa Senhora Auxiliadora… rogai por nós. Em nome do
Pai…
TRABALHAR NA RUA...
Hoje
trago-vos um testemunho de uma Irmã salesiana francesa que
trabalha com emigrantes e jovens marginalizados. São um
grupo de pessoas merecedoras, também, de uma atenção
particular apesar de nem sempre ser fácil trabalhar com
eles…mas são também campo de missão…
«Nas
periferias francesas as FMA (salesianas) estão presentes e
em primeira linha da frente ao lado das crianças,
adolescentes, jovens e famílias emigrantes. Ir. Virgínia
Merel e a Ir. Valentina Delafon, são duas irmãs jovens
francesas que em Lyon colaboram nas actividades da
Associação Valdocco, fundada por um salesiano, Jean Marie
Petitclerc, acerca de 10 anos, empenhando-se na educação dos
jovens em situação de marginalização.
Trabalhar na rua
A Ir.
Vírginia e a Ir. Valentina, encontram crianças, adolescentes
e jovens, que pertencem sobretudo a outras culturas. As
proveniências são diversificadas: Norte de África (Marrocos,
Tunísia, Algéria), África Oeste (Gabão, Costa do Marfim,
Senegal) Turquia, países da Europa de Leste (Rússia,
Roménia). A Ir. Virgínia conta: «Apenas cheguei a Lyon
comecei a colaborar com o salesiano no trabalho da rua, num
bairro periférico do norte da cidade. A primeira etapa
prevista da missão era fazer uma análise do bairro,
observando as necessidades e os hábitos das crianças e
adolescentes. Que escolas frequentavam? O que faziam nos
tempos livres? Onde se reuniam? Qual a religião que
professavam? Qual o nível social das famílias? Estas foram
as questões que nos orientaram para a exploração do bairro.
No passado mês de Novembro pela primeira vez podemos
organizar uma tarde de jogos na rua onde eles se encontram.
É muito importante fazermo-nos ver para dar segurança aos
pais e vencer as desconfianças.
O
trabalhar na rua é muito empenhativo, é um outro modo de
encontrar as pessoas, ir ao seu encontro. Não são muitas as
crianças, adolescentes e pais que vêm para um lugar, para
uma estrutura definida para as actividades, isto é entrar
num mundo que não é o deles, nem é o seu ambiente. A
experiência destes meses demonstra que é um modo mais livre
de encontrar as pessoas sobretudo as mães, que geralmente,
não sabendo bem a língua, têm medo de se expor. Pouco a
pouco, nestes 5 meses, conseguimos conquistar a confiança
dos adultos, o quadro das necessidades educativas é muito
mais completo. Cada dia é um desafio, não é fácil ir ao
encontro da juventude de outra cultura e religião. Para mim
a dificuldade maior é enfrentar a agressividade que têm
dentro e que se manifesta muitas vezes com uma linguagem
pesada e com gestos de desafio. Contudo estou a descobrir a
potência da relação educativa cheia de Deus. Não falo de
Jesus, mas Ele está presente naquilo que faço. Neste momento
a prioridade é ser testemunho do Evangelho para eles, para
que possam fazer uma experiência da recepção de uma Boa
Noticia.» (Revista DMA)
Reflexão:
Um campo
de missão diversificado, mas a missão é acolher cada um na
sua realidade e ali ajudar a encontrar respostas para as
situações por vezes difíceis da vida. Estas Irmãs e pessoas
que se dedicam a este tipo de causas, são exemplo para nós,
são modelos que nos devem levar a reflectir. Mais do que
criticar, desprezar… ajudar a encontrar respostas. E podemos
começar por aqui, aceitando-nos uns aos outros e
ajudando-nos a sermos bons.
Oração:
Avé
Maria, … Nossa Senhora Auxiliadora… Rogai por nós.
Em nome do Pai... Bom dia a todos
INÊS
«A cidade
chama-se Marcala, um nome tão bonito como os gladíolos que
aqui nascem espontaneamente nos prados. Mas a casa onde me
encontro sentada é cinzenta por fora e cinzenta por dentro
porque é feita de adobe que não foi rebocado. Tem uma porta
de tábuas e taipais de madeira. Quando se fecham, fica tudo
completamente às escuras. Inclino a cabeça para trás e vejo
brilhar o céu, através do telhado, em tiras azuis claras.
«Quando
chover, vai pingar aqui dentro! — penso eu. — O chão de
terra vai ficar enlameado e a cama e a mobília molhadas.
Hoje o sol está a brilhar. Estamos em meados de Agosto,
altura em que, nas Honduras, a estação das chuvas faz uma
pausa. — É o Verão pequenino! — costumam dizer as pessoas.
Como há
duas semanas que não chove, já torna a haver muito pó, mas
também flores entre os tufos de erva. Juntamente com o céu
azul e as galinhas brancas, formam um quadro muito bonito
que vejo pela porta aberta. Só que a casa cinzenta
deprime-me. Tenho a impressão de que olho para isto tudo com
um olhar de repreensão. Porque sou rica e nem penso nisso.
Na Áustria
tenho uma casa sem buracos no telhado, uma banheira, uma
máquina de lavar roupa, comprimidos para a dor de cabeça no
armário dos medicamentos, férias todos os anos… À
minha volta estão sentadas uma dezena de mulheres e de
raparigas que não possuem nada disto. Têm preocupações com
os filhos doentes, não têm dinheiro para medicamentos nem
para roupas e sapatos. Muitas delas há muito que não recebem
notícias dos maridos, que moram noutras cidades, porque em
Marcala há pouco trabalho.
Nesta
tarde, reuniram-se para falarem dos seus problemas e para
lerem, em conjunto, a Sagrada Escritura. Tive autorização
para vir também. Trouxe-me uma amiga que trabalha numa
organização de ajuda ao desenvolvimento. O que as mulheres
contam quase me parece impossível: acordar todos os dias às
quatro da manhã, comer unicamente tortilhas de milho e
moê-lo à mão; apanhar lenha para o fogão e cortá-la em
pedaços pequenos; trabalhar arduamente no campo, ir buscar
água para a família toda. À noite, remendar a roupa junto ao
fogão de lenha, porque não há outra luz. Em seguida, cair
morta de cansaço na cama — ou em cima de uma pele de vaca,
pois nem todos têm cama.
— A minha
filha tem doze anos e já trabalha numa plantação, se não,
não podíamos viver.
Uma menina
que parece ainda ir à escola, conta:
— Eu fico
sentada das seis da manhã às seis da tarde diante da máquina
de costura. Trabalho em casa. Faço oito vestidos por dia e
tenho de os entregar pontualmente. Até como sentada à
máquina.
À minha
frente está sentada a filha da dona da casa. Deve ter uns
oito anos.
— Inês! —
diz a mãe, esticando o queixo na direcção das galinhas que
andam pelo quarto. Inês corre atrás das galinhas batendo
palmas, e enxota-as para fora de casa. O irmãozinho, sempre
agarrado ao seu vestido, deixou-o encostado ao banco, como
um guarda-chuva. Parece ser um pouco parado. Enfiou a mão na
boca e fica imóvel a chuchar nos dedos.
Inês
senta-se novamente. Põe os braços à volta do irmão e, com o
dedo grande do pé, espalma um monte de dejectos de galinha.
Sorrio-lhe. Inês retribui-me o sorriso. Levanta-se e vem
sentar-se ao meu lado. O banquito é suficientemente largo
para as duas.
Inês põe o
irmão ao colo. Sinto-me lisonjeada, porque Inês é muito
meiga. A sua cabeça fica à altura do meu ombro. Vejo os
piolhos passearem-lhe na cabeça uns atrás uns dos outros.
Deixei de sentir-me lisonjeada e começo a pensar como
afastar-me de Inês.
A alguns
metros de mim há uma cadeira vazia. Sento-me nela e fico
contente por ninguém poder chegar-se agora à minha beira.
Mas, ao mesmo tempo, envergonho-me. Então como é?! Falo de
“amor ao próximo” e tenho medo de piolhos?
Talvez
tenha magoado Inês. Ao lado dela, está agora sentado o
irmão, ainda com a mão na boca.
Uma das
mulheres lê em voz alta uma passagem da Bíblia, o Sermão da
Montanha: Bem aventurados os que são pobres aos olhos de
Deus... Reflecti muitas vezes nesta frase. Como
compreendê-la para que também eu possa ser “bem-aventurada”?
De cada vez que ouço o Sermão da Montanha, também tenho
vontade de ser pobre, mas pobre de uma forma que não doa.
Parece-me agora que Jesus, ao proferir esta frase, quis
dizer exactamente o que ela diz: “… os que são pobres aos
olhos de Deus.” Tal como estas mulheres são pobres, mas não
se esquecem de Deus. Acreditam que o Seu reino há-de vir e
que elas hão-de poder trabalhar nele.
E é disso
que estão a falar.
— Mesmo
quando estou cansada, levanto-me de noite, se alguém
precisar de mim. Não queremos usar de violência,
principalmente porque sabemos a dor que causa.
— Devemos
lutar pelos nossos direitos com meios pacíficos, mesmo que
seja perigoso.
— Não devo
desviar os olhos quando alguém é tratado com injustiça.
Apesar disso, eu faço que, ignoro porque tenho medo.
As
mulheres lembram-se de muitos exemplos das suas vidas. Nas
suas vozes não há fingimento.
Reflexão:
Penso que
este relato da jovem que é rica nos faz pensar… conheceu a
Inês e possivelmente outros em situação de miséria e
reflectiu sobretudo na sua atitude perante a pobreza. E tu?
És um/a bem- aventurado/a? És pobre aos olhos de Deus? Se
olhares bem para os que estão ao teu lado, ao longo do dia,
eles estão à espera que ponhas em prática o teu “ser pobre”,
que é ir ao encontro do outro sem qualquer tipo de
interesse, sem te importares da marca da roupa que veste, se
tem muito dinheiro ou não, é dar-lhe esperança e acreditar
com ele que o sol nasceu para todos … já agora, vale a pena
pensar nisso!
Oração:
Entreguemo-nos nas mãos de Maria… Avé Maria… Nossa Senhora
Auxiliadora… rogai por nós.
Em nome
do Pai... Bom dia a todos.
UMA
MANHÃ MOVIMENTADA!
«Era uma
manhã muito movimentada, quando um senhor idoso de 80 anos,
chegou ao Centro de saúde para tirar os pontos de uma
ferida. Disse que tinha muita pressa porque tinha um
encontro às 9h00.Tirei a pressão arterial e fi-lo sentar,
sabendo que passaria pelo menos uma hora antes que alguém o
atendesse. Olhava continuamente para o relógio e decidi, uma
vez que não tinha empenho com outros pacientes, tratar eu
mesmo da sua ferida.
Feito um
primeiro exame a ferida parecia ter cicatrizado bem: fui
buscar os instrumentos necessários para retirar os pontos e
medicá-lo de novo. Enquanto cuidava dele, perguntei-lhe se
tinha outra consulta médica uma vez que estava com tanta
pressa. O senhor idoso respondeu-me que tinha de ir à casa
de repouso para tomar o pequeno-almoço com a sua
mulher.Informei-me da sua saúde e ele contou-me que a sua
esposa sofria de Alzheimer. Perguntei-lhe por acaso se a
mulher se preocupava se ele chegasse um pouco mais tarde. E
ele respondeu que ela já não o reconhecia há 5 anos.Fiquei
surpreendido e perguntei-lhe: «e ainda vai ter com ela todas
as manhãs mesmo que ela não saiba quem é o senhor?
O homem
sorriu e deu-me uma pancadinha nas costas dizendo: «Ela não
sabe quem sou, mas eu ainda sei perfeitamente quem ela é!»
Tive de conter as lágrimas… e pensei «Este é o tipo de amor
que quero na minha vida.»
Reflexão:
Podemos
correr o risco de pensar só em nós. Isso é importante, mas
não é tudo; com trabalho e empenho de cada um, ajudemo-nos
uns os outros, não deixemos de acompanhar e de estar perto
de quem precisa de uma mão amiga. E deixar que o amor
verdadeiro nos guie nas coisas que fazemos e nas relações
que vivemos, porque assim trazemos ao de cima o melhor de
nós mesmos. Porque cada um de nós combate qualquer tipo de
batalha e a questão não é «tanto sobreviver a uma tempestade
mas saber como dançar na chuva» …ou seja, aceitar a situação
que se vive para encontrar a paz.
Oração:
Avé Maria…
Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós.
UMA
ESTRANHA LUZ!
«Havia, no
meio de um bosque, uma aldeia onde aconteceu algo de
estranho que a todos maravilhou. Numa noite de intenso
nevoeiro, em que não se via o chão que se pisava, chegou um
caminhante a dizer que uma estranha luz tinha ido adiante
dele, indicando-lhe o caminho para não se perder. Uma noite,
voltou a acontecer o mesmo. Uma jovem tinha-se perdido
enquanto andava à lenha no bosque e não encontrava o caminho
de regresso. De repente viu uma pequena luz que se movia
adiante dela. Seguia-a e, graças a ela, conseguiu regressar
à aldeia. As pessoas
não sabiam o que pensar de tudo isto. Uns diziam que tudo
era fruto da imaginação. Outros diziam que era bruxaria.
Alguns deslocaram-se ao bosque e procuraram, mas não
encontraram nada. Mas, fosse o que fosse, não havia dúvida
que aquela estranha luz não era perigosa.
Num frio
de Inverno caiu de repente uma tempestade de neve tão grande
que deixou a aldeia incomunicável. Uma criança, que era
pastora, ficou bloqueada na montanha. Por mais esforços que
fizessem para a ir buscar, foi impossível. A neve estava tão
alta, que não se podia dar um passo sem se ficar enterrado
até à cintura. Caiu a noite e todos temiam que a criança
morresse de frio. Na manhã
seguinte, quando a neve estava mais sólida, toda a aldeia
foi à sua procura. Depois de muito buscar, encontraram-na
enrolada e adormecida no buraco de uma velha árvore. Era um
milagre o facto de não ter morrido congelada.
Quando a
criança acordou, contou uma história incrível. Disse-lhes
que uma misteriosa luz a tinha guiado até ao buraco da
árvore, para que se refugiasse no interior. E ali descobriu
que aquela luz não era senão um pequeno pirilampo. Ele ficou
ali toda a noite, dando-lhe com a sua luz um calor tão
agradável que adormeceu.Todos
ficaram assombrados com o que ouviram. Então procuraram o
pirilampo no buraco da árvore, mas infelizmente
encontraram-no morto a um canto. Tinha gasto toda a sua
maravilhosa energia para salvar a criança. Pegaram no
pequeno pirilampo e levaram-no para a praça da aldeia, onde
lhe ergueram um monumento. Actualmente, quem visita a aldeia
pode encontrar ali uma luz sempre a brilhar e uma placa onde
se pode ler: «a um pirilampo que utilizou a sua luz para
fazer o bem entre nós».
Reflexão:
Um simples
pirilampo, com o dom de iluminar porque faz parte da sua
natureza, e que decidiu partilha-lo com todos. Não o guardou
só para si, mas com a sua luz empenhou-se em fazer o bem
aqueles que lhe apareciam pelo caminho e se sentiam
perdidos. Decidiu ajudá-los na sua aflição. Decidiu fazer o
bem e ser bondoso. E isso custou-lhe a vida… mas salvou
outra. E com certeza que ficou feliz por sublime acto. Hoje,
também somos convidados a fazer o bem ao próximo, a sermos
sobretudo bondosos uns com os outros. E a bondade tem tantos
gestos e atitudes que temos de ir cultivando. Quereis dizer
algo
Oração:
Avé Maria… Nossa Senhora
Auxiliadora, rogai por nós.
A MÃO E
A AREIA
Jorge, um
rapaz de 13 anos, passeava na praia com a mãe. Depois de
percorrido alguns metros, pergunta:
- Mãe,
como se faz para conservar um amigo quando finalmente se
conseguiu encontrar um?
A mãe
meditou por alguns segundos, depois inclinou-se e pegou em
dois punhados de areia. Tendo as palmas das mãos viradas
para cima, apertou com muita força uma mão: a areia
fugia-lhe por entre os dedos, e quanto mais apertava mais a
areia lhe escapava. Por outro lado, manteve aberta a outra
mão, e a areia ficou toda. Jorge observou admirado, e depois
exclamou:
-
Compreendo.
Mais
tarde quando entraram numa pequena capela encontraram uma
imagem de Maria, com a oração do acolhimento:
Senhor,
ajuda-me a ser amigo para todos:
Que
espera sem se cansar,
Que
acolhe com bondade,
Que dá
com coração,
Que
escuta sem cansaços,
Que
agradece com alegria.
Um amigo
que se tem sempre a certeza de se encontrar,
Mesmo que
não haja necessidade.
Ajuda-me
a ser uma presença segura,
A quem se
podem dirigir quando o desejem,
A
oferecer uma amizade repousante,
A
irradiar uma paz,
A Tua
Paz, Senhor.
Faz que
seja disponível e acolhedor,
Sobretudo
para com os mais débeis e indefesos.
Assim, sem cumprir coisas extraordinárias
Poderei ajudar os outros a sentirem-se mais
próximos,
Senhor da ternura.
Reflexão:
Todos somos convidados a viver a
Espiritualidade Salesiana que se baseia na Vida do Espírito
de Deus, no Espírito do Amor, que acolhe com ternura,
infunde confiança, transmite Paz, comunica alegria... a
alegria de Cristo Ressuscitado.
SEMELHANÇAS
«Uma Irmã
missionária estava com muito cuidado a limpar as chagas de
um leproso. Fazia o seu trabalho sorrindo e falava ao mesmo
tempo com o doente, como se fosse a coisa mais natural do
mundo. A um certo momento pergunta ao doente:
-
Acreditas em Deus?
O pobre
homem fixou-a durante algum tempo e depois respondeu:
- Sim,
agora acredito em Deus!»
E ainda:
«Um
missionário viajava num comboio rápido japonês e ocupava o
tempo rezando com o seu livro de orações. Uma paragem brusca
fez escorregar para o chão uma imagem de Nossa Senhora. Um
rapazito que estava sentado em frente ao missionário
baixou-se e apanhou a imagem. Curioso, como todas as
crianças, antes de a devolver deu uma olhadela:
- Quem é
esta bela senhora?- perguntou ao missionário.
- É… a
minha mãe.- respondeu o missionário, depois de um momento de
hesitação.
- a
criança olhou-o, e em seguida olhou para a imagem:
- Não se
parecem tanto! - disse.
O
missionário sorriu e respondeu:
- Porém,
asseguro-te que é em toda a minha vida que procuro
parecer-me pelo menos um pouco mais com ela!...»
Reflexão:
E nós, a quem nos
assemelhamos? Com quem nos parecemos? A quem saímos?
Tantas coisas boas, tantos
exemplos, tantas pessoas e organizações que procuram levar a
Paz e o Amor; a Paz e o Amor de Deus; a mesma Paz e Amor que
sempre Deus sonhou e que Maria acolheu e deu ao mundo.
Imitá-la é sermos também missionários da Boa Notícia do
Evangelho, da Vida de Cristo e do Amor de Deus. Não tenhamos
medo de ser sinais de amor. Não tenhamos medo de ser como
Maria.
Oração:
A Maria, a
“bela Senhora”, entreguemos todas as pessoas que precisam de
um gesto de carinho, de ternura, de amor que deve partir de
nós porque nos sentimos de Deus.
Avé Maria,
… Nossa Senhora Auxiliadora… rogai por nós. Em nome do
Pai... Bom dia a todos.
APRENDER A AMAR...
«Um homem, que tinha muito orgulho do seu
jardim com um belo tapete verde, um dia descobre que o seu
belo jardim está todo empestado com uma grande quantidade de
dentes-de-leão. Procurou todos os meios para livrar-se
deles, mas não conseguiu impedir que estes se tornassem uma
verdadeira praga. Por fim, decidiu escrever ao Ministério da
Agricultura, referindo todos os esforços que tinha feito, e
conclui a carta perguntando «O que posso fazer?».
Passado poucos dias chegou a resposta:
«Sugerimos que o senhor aprenda a amar os dentes-de-leão».
Reflexão:
Convido
dois a ler a reflexão:
L1: Uma
autêntica praga é uma pessoa não aceitar os acontecimentos,
não amar tudo o que está no seu jardim. Se não se consegue
vencer todos os dentes-de-leão que existiam no jardim, é
preciso apreender uma nova técnica: a do amor.
L2:
Aprender a amar não é nada fácil, porque temos de saber
perder, investir muito tempo para escutar os outros…Viver em
comunidade é como ser plantado num jardim. E ali encontramos
todas as espécies de flores, plantas… algumas florescem mais
depressa do que outras, algumas num determinado tempo,
outras mais tarde. E também estão plantas, flores que nunca
florescerão. Porém todas têm uma função, uma missão.
L1: Dos
primeiros cristãos diz-se que «tinham um só coração e uma só
alma, e nenhum ficava com algo para si, aliás tudo era de
todos.» (Actos 4, 32). Distinguiam-se dos que não eram
cristãos pelo facto de se terem comprometido a amar e a
crescer no amor.
L2:
Dos
primeiros cristãos Diogneto afirmava:
«Amam
todos e por todos são perseguidos. São pobres, mas
enriquecem todos. São privados de tudo, mas são abundantes
de tudo… comportam-se bem e são castigados como malfeitores,
condenados à morte, mas alegram-se como se lhes fosse dada a
vida.»
L1: Esta é a Lei do Amor: Amar e somente
amar.
Oração:
Neste dia
peçamos ao Senhor, por intercessão de Maria, a capacidade de
amar como Ele amou, dando a vida; se amarmos ao seu jeito
encontraremos a liberdade e a felicidade de sermos filhos de
Deus.
Avé
Maria… Nossa Senhora Auxiliadora… rogai por nós. Em nome do
Pai e do Filho e do Espírito Santo. Ámen.
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