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Nossa Senhora Auxiliadora

Bons Dias

[Arquivo]

 

Orientações gerais para os “Bons dias” 

Setembro | Outubro 08

 

SOMOS UMA CONSTELAÇÃO: A unidade na diversidade

Vivemos em ambientes ricos de relação, de laços, compostos por pessoas entre elas muito diferentes, mas todas preciosas. Somos tantos astros que formam uma esplêndida constelação. Cada astro admira o outro e sente-se como parte de um todo. A humildade é a condição necessária porque só o humilde acolhe sem reservas e alegra-se com o dom de cada um. É a humildade que garante a mútua atracção.

 

Acção: conhecer os outros, apreciar a diversidade, encontrar os diversos membros da Família Salesiana, conhecer outros carismas e partilhar projectos…

Bons Dias Setembro | Outubro

 

Algumas datas importantes

 

1 Outubro – Teresa do Menino Jesus

Santa Teresinha do Menino Jesus é uma das santas mais conhecidas e amadas no mundo. Aquela que o Papa Pio X proclamou “a maior santa dos tempos modernos”, é também a protectora dos missionários. Marie Françoise Thérèse Martin nasceu no dia 2 de janeiro de 1873, em Alençon-França. Perdeu a mãe quando apenas tinha 4 anos. Quase a completar 14 anos, Teresa decidiu entrar para o Carmelo (Ordem das Carmelitas), mas a sua pouca idade impediu-a, e foi levada por familiares, em Novembro de 1887, a uma audiência com o Papa Leão XIII, em Roma, para pedir uma excepção. Em Abril do ano seguinte foi aceite no mosteiro.

É interessante ver como Teresinha de Jesus, sendo uma monja de clausura, é padroeira das missões. Que sentido tem isso para alguém que levou a vida apagada de um mosteiro de clausura? Sem dúvida, pelo inestimável valor da oração. Mas que tipo de oração? Não apenas aquela que a pessoa faz, mas a oração que a pessoa é, ou seja, a vida de alguém que se solidariza e identifica com a humanidade pecadora. Teresinha dizia que não rezava pelos pecadores, mas com os grandes pecadores, ateus e incrédulos, aqueles que ela reconhecia como tendo motivos reais para não crer. Invocava a misericórdia de Deus em nome de todos eles, porque passava por sérias tentações de incredulidade, admirando-se não por haver pessoas sem fé, mas sim por haver pessoas com fé, apesar de todas as dificuldades da vida. O seu lema era: “Amar a Jesus e fazer com que Ele seja amado por todos”.

Reflexão/Oração

A vida dos grandes santos não foi uma vida fácil ou sem dúvidas. Tal nos demonstra a desta pequena Teresa. Mas, também como ela, nós podemos viver a verdade do evangelho: “se vos tornardes como crianças, entrareis no reino dos céus”. Isto não significa que nos devemos infantilizar, mas aprender a viver com simplicidade e alegria o nosso quotidiano de escola, de família, as nossas responsabilidades e momentos de distensão.

Que ela interceda por nós a Deus. A simplicidade é também um dom a pedir.

Ave Maria,… Maria, Auxílio dos Cristãos,…

 

 

2 Outubro – Anjo da Guarda

A ponte de madeira

Dois irmãos que moravam em quintas vizinhas, separadas apenas por um pequeno rio, entraram em conflito. Foi a primeira grande desavença em toda uma vida de trabalho lado a lado. Mas agora tudo tinha mudado. O que começou com um pequeno mal entendido, finalmente explodiu numa troca de palavras ríspidas, seguidas por semanas de total silêncio. Numa manhã, o irmão mais velho ouviu baterem à sua porta.

- Estou à procura de trabalho, disse um jovem. Talvez você tenha algum serviço para mim.

- Sim, - disse o irmão mais velho. - Claro! Vê aquela quinta ali, depois do riacho? É do meu vizinho. Na realidade é do meu irmão mais novo. Nós tivemos uma zanga e eu não posso mais suportá-lo. Vê aquela pilha de madeira ali no celeiro? Pois use-a para construir uma cerca bem alta.

- Acho que entendo a situação, disse o carpinteiro. Mostre-me onde estão a pá e os pregos.

O irmão mais velho entregou o material e foi para a cidade. O homem ficou ali a trabalhar durante todo o dia. Quando o proprietário chegou, não acreditou no que viu: em vez de uma cerca, o jovem carpinteiro tinha construído uma ponte que ligava as duas margens do riacho. Era um belo trabalho, mas o irmão mais velho ficou enfurecido:

- Você foi muito atrevido ao construir essa ponte depois de tudo que lhe contei.

Mas as surpresas não ficaram por ali. Ao olhar novamente para a ponte viu o seu irmão aproximar-se de braços abertos. Por um instante permaneceu imóvel do seu lado do rio. O irmão mais novo então dirigiu-lhe a palavra:

- Foste extraordinário. Provaste-me ser um homem grandioso, pois construíste esta ponte mesmo depois de tanta idiotice que eu te disse.

De repente, num só impulso, o irmão mais velho correu na direcção do outro e num forte abraço as lágrimas de arrependimento e perdão engrossaram o caudal do rio.

Entretanto, o carpinteiro preparava-se para partir.

- Espere! - disse o irmão mais velho - Fique connosco! Tenho outros trabalhos para si.

E o carpinteiro respondeu:

- Eu adoraria, mas tenho outras pontes a construir...

(Desconhecido)

 

Reflexão

Hoje celebramos a festa do Anjo da Guarda. O que terá esta história a ver com esta festa? Um Anjo é um enviado de Deus, um amigo que nos protege e orienta. Quantas pessoas passam por nós e com a sua palavra amiga, com o seu conselho ou com a sua ajuda sendo verdadeiros anjos da guarda da nossa vida?

 

Oração

Hoje vamos invocar a ajuda do nosso anjo. E vamos pedir-lhe que, assim como ele é o enviado de Deus para cada um de nós, também nós possamos ser anjos da guarda de tantos colegas, irmãos, amigos, adultos com quem convivemos no dia a dia. Rezemos, Anjo da Guarda, minha companhia, guardai minha alma de noite e de dia. Glória ao Pai, ….

 

4 Outubro – Francisco de Assis

Francisco de Assis nasceu na cidade de Assis, na Itália, em 1181. Filho de um rico comerciante de tecidos, Francisco Bernardone, nome de baptismo, tirou todos os proveitos da sua condição social vivendo entre os amigos boémios.

Tentou, como o pai, seguir a carreira de comerciante, mas a tentativa foi em vão.

Sonhou então com as honras militares. Aos vinte anos, alistou-se no exército de Gualtieri que combatia pelo Papa, mas em Spoleto teve um sonho revelador. Nesse sonho, Francisco foi convidado a trabalhar para "o Patrão e não para o servo". Em Assis, o santo dedicou-se ao serviço de doentes e pobres. Um dia de Outono de 1205, enquanto rezava na igreja de São Damião, ouviu a imagem de Cristo dizer-lhe: "Francisco, restaura a minha casa decadente". O chamamento, ainda pouco claro para Francisco, foi tomado no sentido literal, e o Santo vendeu as mercadorias da loja do pai para restaurar a igrejinha. Como resultado, o pai de Francisco, indignado com o ocorrido, deserdou-o.

Com a renúncia definitiva aos bens materiais paternos, Francisco deu início à sua vida religiosa, "unindo-se à Irmã Pobreza". Fundou a Ordem dos Frades Menores, que em poucos anos se transformou numa das maiores da Cristandade. Fundou, com Clara de Assis, o ramo feminino da mesma Ordem. Para as pessoas que se sentiam identificadas com o seu modo de viver o cristianismo, mas que não se sentiam chamadas à vida religiosa, fundou a Ordem Terceira franciscana.

A devoção a Deus não se resumiria em sacrifícios, mas também em dores e chagas. Enquanto pregava no Monte Alverne, nos Apeninos, em 1224, apareceram-lhe no corpo as cinco chagas de Cristo, no fenómeno denominado "estigmatização".

O amor de Francisco tem um sentido profundamente universalista. Ninguém como ele SE irmanou tanto com todo o universo: foi irmão do sol, da água, das estrelas, das aves e dos animais. O "Cântico ao Sol", em que proclama o seu amor a tudo que existe, é uma das mais lindas páginas da poesia cristã.

 

Oração de São Francisco de Assis

Senhor,
Fazei de mim um instrumento da vossa paz!

Onde houver ódio, que eu leve o amor,

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvida, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz!

Ó Mestre, fazei que eu procure mais

consolar, que ser consolado,

compreender, que ser compreendido.

Amar, que ser amado.

Pois é dando, que se recebe.

Perdoando, que se é perdoado e

é morrendo, que se vive para a vida eterna!

São Francisco de Assis, rogai por nós.

 

6 Outubro – Em preparação para a Festa de Nossa Senhora do Rosário no dia 7

Amanhã celebramos a festa de Nossa Senhora do Rosário que para a nossa escola tem um sentido especial. Ela é a nossa padroeira.

 A devoção a Nossa Senhora do Rosário é muito antiga, mas a sua propagação tomou impulso com São Domingos de Gusmão, no séc. XII. Aliás, a Igreja lhe conferiu a este santo o título de “Apóstolo do Santo Rosário” . Durante muito tempo as pessoas não tiveram a oportunidade de ter uma Bíblia nas suas mãos, nem de escutar com frequência textos da sagrada Escritura.

Uma vez que a recitação do Rosário passa em meditação momentos importantes da vida de Jesus e de Nossa Senhora, esta oração, inicialmente constituída por 3 terços (mistérios gozosos, dolorosos e os gloriosos), era chamada de “Bíblia do Povo”.

Em 2002,  o Papa João Paulo II acrescentou ao Rosário os Mistérios Luminosos,  que retratam a  vida pública de Jesus,  desde o seu baptismo no Jordão,  o primeiro milagre nas Bodas de Caná,  a proclamação do reino, a transfiguração e a instituição da Eucaristia.  Estes mistérios formando um perfeito complemento de meditação da Bíblia.

 

Sabemos também que nas aparições em Fátima, Nossa Senhora apresentou-se aos Pastorinhos como a Senhora do Rosário, pedindo que rezássemos esta oração todos os dias em favor da conversão de vida de todos.

 

Entreguemos a Nossa Senhora o nosso caminho deste ano. Seja Ela também a converter o nosso coração à bondade e à verdade do coração de Jesus. E meditemos com alegria no grande sinal de amor que Jesus nos oferece em cada vez que nos reunimos: a Eucaristia, que amanhã iremos celebrar. Ave Maria,…

 

15 de Outubro – Teresa de Ávila

Com grande alegria lembramo-nos hoje da vida de santidade daquela que mereceu ser proclamada, em 1970, pelo Papa Paulo VI, Doutora da Igreja, como Mestra de espiritualidade: "Santa Teresa D'Avila".

Teresa nasceu em Àvila, Espanha em 1515 e foi educada de modo sólido e cristão, tanto assim, que quando era criança, se encantou tanto com a leitura da vida dos santos mártires, que combinou fugir com o irmão para uma região onde muitos cristãos eram martirizados.

Aos vinte anos, entrou para o convento (Carmelo de Ávila), onde nada lhe faltava e passava muito tempo em contacto com as pessoas que a iam visitar.

Um dia foi tocada pelo olhar da imagem de Jesus Cristo sofredor e, a partir desta experiência, em 1562, Teresa deu início a uma nova forma de viver como religiosa de clausura. Implementou a reforma carmelita e fundou em 1567 o mosteiro de São José em Ávila onde ela foi seguida por outras irmãs que desejavam uma vida mais rígida. Além dos 32 mosteiros que fundou em toda a Espanha, escreveu obras de literatura espiritual, como o caminho da perfeição, as moradas e a sua autobiografia.

Morreu em 1582 dizendo: "Senhor, sou filha de vossa Igreja. Como filha da Igreja Católica quero morrer".

 

18 de Outubro – S. Lucas

São Lucas, evangelista, é considerado o padroeiro dos pintores e médicos. A tradição da Igreja considera-o o autor do terceiro livro dos evangelhos, que tem o seu nome, e dos Actos dos Apóstolos.

Médico de profissão, Lucas é tido como sendo um grego da Antioquia (actual Turquia).

Um convertido à fé cristã por volta do ano 50 d.C., Lucas não deve ter conhecido Jesus e o que escreve sobre a vida do Messias é fruto do testemunho recebido dos discípulos que O conheceram pessoalmente. Por ser o evangelista que escreve sobre a infância de Jesus, pensa-se que conheceu pessoalmente Nossa Senhora, tanto que lhe é atribuída a autoria de vários quadros pintados da Virgem Maria, em especial o lindo quadro conhecido como o de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

Todos os evangelistas retratam aspectos distintos no seu evangelho. Por exemplo, São Lucas descreve um Jesus que se preocupa com o cuidado e a salvação de todos, é mesmo chamado o evangelista da misericórdia. Lucas acompanhou S. Paulo nas suas viagens missionárias e durante o martírio de Paulo, nunca saiu do seu lado.

Que a sua vida nos inspire a desejar conhecer mais profundamente a Jesus e ao amor que Deus nos quer conceder para nos salvar. Glória ao Pai,…

 

19 de Outubro – Dia mundial das missões

Cada ano, a Igreja convida-nos ao compromisso de anunciar a boa nova do Evangelho, missão a que todo o cristão é convocado como baptizado, segundo as palavras do próprio Jesus: "Ide, de todas as nações, fazei meus discípulos... ensinando-os a guardar tudo o que vos ordenei. Quanto a mim, eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos". (Mt 28, 19-20).

Hoje, a Igreja Católica, para nos indicar um caminho de apostolado missionário, propõe-nos como padroeiros das Missões, dois modelos totalmente diferentes na sua acção missionária. Um é São Francisco Xavier e outro é Santa Teresinha do Menino Jesus.

São Francisco Xavier nasceu em 1506, em Espanha. Em 1535 foi para Paris onde se licenciou em Letras na Universidade parisiense. Ali encontrou-se com Inácio de Loyola e tornou-se um dos primeiros missionários jesuítas da época dos descobrimentos.

 

A humilde ir. Teresa do Menino Jesus é uma das santas mais populares. Aos 15 anos, vencendo a grande resistência das autoridades eclesiásticas, por causa da sua idade, entrou no Carmelo de Lisieux (em França) com autorização expressa do Papa Leão XIII. Veio a falecer 9 anos depois de tuberculose pulmonar. Viveu sempre rezando pelos missionários e dizia, ao morrer, que passaria o céu derramando rosas sobre a Terra. É esta a imagem mais comum de Sta. Teresinha nas igrejas e fotografias que dela nos chegaram.

A sua festa é celebrada no dia 1 de Outubro. Este ano, os pais de Santa Teresinha do Menino Jesus, Louis e Zélie Martin, são beatificados em Lisieux, precisamente hoje, 19 de Outubro de 2008, Dia Mundial das Missões.

Bento XVI assinou, a 3 de Julho, o decreto de reconhecimento de um milagre atribuído à intercessão dos pais de Santa Teresinha de Lisieux. Santa Teresinha do Menino Jesus, co-padroeira mundial das missões, também foi proclamada doutora da Igreja por João Paulo II numa Jornada Mundial das Missões, a 19 de Outubro de 1997.

Que Maria nos ensine a ser missionários entusiastas e corajosos de Jesus, a exemplo desses dois grandes padroeiros. Ave Maria,…

 

Histórias para reflexão e oração

 

1. O lápis

O Tiago observava a avó enquanto esta escrevia uma carta. A certa altura, perguntou-lhe:

- A avó está a escrever uma história que aconteceu connosco? E por acaso, é uma história sobre mim?

A avó parou de escrever, sorriu, e comentou:

- Estou a escrever sobre ti, é verdade. Mas, sabes, mais importante que as palavras, é o lápis que estou a usar. Gostaria que fosses como ele, quando crescesses. O Tiago olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.

- Mas é igual a todos os lápis que tenho visto!

-Tudo depende do modo como olhas para as coisas. Há cinco qualidades nele que, se conseguires mantê-las, serás sempre uma pessoa em paz com o mundo:

"Primeira qualidade:

Recorda-te que podes fazer grandes coisas, mas nunca deves esquecer que existe a mão de Alguém que guia os teus passos. A esta mão nós chamamos Deus. É Ele quem melhor nos conhece e sabe quanto podemos crescer para sermos felizes. É importante deixares que Deus guie os teus passos.

"Segunda qualidade:De vez em quando eu preciso afiar o lápis para que ele escreva melhor. Uso o afia. Esta operação até pode levar o lápis a sofrer um pouco, mas é para que ele esteja em condições para continuar a escrever. Por isso é bom saber superar alguns desafios e sofrimentos, porque eles farão de ti uma pessoa mais forte e melhor."

"Terceira qualidade: O lápis permite sempre que usemos uma borracha para apagar aquilo que estava errado. Há que aprender esta característica de humildade, para irmos corrigindo os nossos erros e para nos mantermos no caminho da verdade e da justiça".

"Quarta qualidade: O que realmente importa no lápis não é a madeira ou sua forma exterior, mas a grafite que está dentro. As aparências não são o essencial. Trata sempre de cuidar o que acontece dentro de ti."
"Finalmente, a quinta qualidade do lápis: ele sempre deixa uma marca. Da mesma maneira, recorda-te que tudo quanto fizeres na vida, deixará traços, e procure ser consciente de cada acção”.

 

Reflexão:

Que as marcas que deixarmos sejam traços de vida e de esperança e todos se recordem de nós com alegria e amor. Ao longo do ano não esqueçamos estas qualidades que a simplicidades de um lápis nos transmite.

 

Oração:

Agradeçamos ao Senhor a sua presença na nossa vida, o modo como nos criou interiormente livres para nos sentirmos protagonistas da nossa vida e infinitamente amados por Deus. Confiemos n’Ele como nosso Pai, que a todos conhece e só quer o nosso bem e a nossa felicidade.

Pai Nosso…

 

 

2. QUERO SER UM TELEVISOR
A professora Ana Maria pediu aos alunos que fizessem uma redacção e nela escrevessem o que gostavam que Deus fizesse por eles. À noite, ao corrigir as redacções, ela deparou-se com uma que a deixou muito emocionada.
O marido, ao entrar em casa viu-a a chorar e pergunta: "O que aconteceu?"

Ela respondeu: "Vem cá Pedro! Lê isto.".

Era a redacção de uma menina.

"Senhor, esta noite peço-te algo especial: transforma-me num televisor.

Quero ocupar o lugar dele. Viver como vive a TV da minha casa. Ter um lugar especial para mim, e reunir minha família ao meu redor... Ser levado a sério quando falo...

Quero ser o centro das atenções e ser ouvido sem interrupções e sem perguntas. Quero receber o mesmo cuidado especial que a TV recebe quando não funciona. Ter a companhia do meu pai quando chega a casa, mesmo que esteja cansado. E que minha mãe me procure quando estiver sozinha e aborrecida, em vez de me ignorar. E ainda que os meus irmãos "concorram" para estar comigo. Quero sentir que a minha família deixa tudo de lado, de vez em quando, para passar alguns momentos comigo. E, por fim, faz com que eu possa divertir todos.

Senhor, não te peço muito... Só quero viver o que vive qualquer televisor!"

Naquele momento, o marido da Ana Maria disse: "Meu Deus, coitada desta criança. E que descuido dos pais".

E ela responde-lhe: "Pedro, esta redacção é da nossa filha".

 

Reflexão:

O que é essencial quando estamos reunidos em família?

Será que a TV tem mesmo um papel “central” em nossa casa? O que poderemos fazer para que a nossa relação em família não sofra os ruídos de um aparelho exterior?

Oração:

Confiemos a Jesus a nossa família, a dedicação de todos os que passam horas e horas a pensar em proporcionar-nos o melhor. E peçamos a Deus que cada um de nós possa ser um elemento de união e de coragem em todos os momentos familiares, seja nos tempos de alegria, seja na superação das dificuldades de cada dia. Pai Nosso…

 

3. Lição do fogo

Um jovem que integrava um grupo de voluntariado de assistência a idosos e doentes, sem motivo algum e sem avisar, deixou de participar nas suas actividades. Após algumas semanas, o líder daquele grupo decidiu visitá-lo. Era uma noite muito fria. O líder encontrou o jovem em casa, sozinho, sentado diante da lareira, onde ardia um fogo brilhante e acolhedor.

Adivinhando a razão da visita, o jovem deu-lhe as boas-vindas, apontou-lhe uma cadeira junto ao calor para se sentar e ficou quieto, à espera das palavras do visitante. O líder acomodou-se confortavelmente no local indicado, mas não disse nada.

Formou-se um ambiente sério, no meio do qual os dois contemplavam a dança das chamas em torno das achas de lenha, que ardiam. Alguns minutos depois, o líder reparou nas brasas que se formaram e cuidadosamente seleccionou uma delas, a mais incandescente de todas, e empurrou-a para o lado.

Voltou a sentar-se e, com um sorriso tranquilo, permaneceu silencioso e imóvel.

O jovem prestava atenção a tudo, fascinado e quieto. Verificou que, a pouco e pouco, a chama da brasa solitária diminuía, até que o seu fogo se apagou de vez. Em pouco tempo, o que antes era uma festa de calor e luz, agora não passava de um negro, frio e morto pedaço de carvão.

Nenhuma palavra tinha sido dita desde o cumprimento inicial entre os dois amigos. E o líder preparava-se para sair. Antes, porém, empurrou de novo o carvão frio e inútil e colocou-o no meio do fogo.

Quase que imediatamente ele voltou a incandescer-se, alimentado pela luz e calor dos carvões ardentes à volta dele. Quando o líder chegou à porta para partir, o jovem pediu-lhe para esperar um pouco e disse-lhe:

- Obrigado pela tua visita e pelo belíssimo sermão que me deste. Amanhã estarei de volta ao serviço. Deus te abençoe!

 

Reflexão:

Todos nos inserimos em grupos no mundo em que vivemos. A família, a escola, a turma, o grupo de catequese, de escuteiros, de desporto, um clube de leitura, etc… Cada um dos membros do grupo faz parte da chama da unidade. Longe do grupo cada um perde todo o brilho. Que saibamos valorizar a força da unidade da nossa família, a nossa turma, os nossos amigos. É nos gestos concretos e no serviço que alimentamos um espírito fraterno e humano.

 

Oração: De Jesus diz-se essencialmente que “passou fazendo o bem”. Não é indiferente a ninguém o modo cristão de viver em sociedade, mesmo nos pequenos gestos de solidariedade e serviço, por muito despercebidos que pareçam. O importante é o amor que neles colocamos. Deixemo-nos guiar por Maria, uma mulher que desde muito jovem colocou a sua vida à disposição de Deus e das pessoas concretas do seu país, sempre com simplicidade e alegria.   

Ave Maria,… Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós.

 

4. Depende de nós...

Certa vez, um jovem chegou à beira de um oásis, junto a um povoado e, aproximando-se de um idoso, perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive neste lugar?

- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem? Perguntou por sua vez o ancião.

- Oh! Um grupo de egoístas e malvados - replicou-lhe o rapaz - estou satisfeito de haver saído de lá.

A isso o velho replicou:

- Por aqui encontrará a mesma coisa.

No mesmo dia, um outro jovem aproximou-se do oásis para beber água e vendo o ancião perguntou-lhe:

- Que tipo de pessoas vive por aqui?

O velho respondeu com a mesma pergunta:

- Que tipo de pessoas vive no lugar de onde você vem?

O rapaz respondeu:

- Um magnífico grupo de pessoas, amigas, honestas, hospitaleiras. Fiquei muito triste por ter de deixá-las.

- O mesmo encontrará por aqui, respondeu o ancião.

 

Um amigo do ancião que tinha escutado as duas conversas perguntou-lhe:

- Como é possível dar respostas tão diferentes à mesma pergunta?

Ao que o velho respondeu:

- Cada um carrega no seu coração não só o meio ambiente em que vive como também o modo como vê o mundo. Aquele que nada encontrou de bom nos lugares por onde passou, não poderá encontrar outra coisa por aqui. Aquele que encontrou amigos ali, também os encontrará aqui. Ou seja, cada um encontra na vida aquilo que traz dentro de si mesmo. Há tanta coisa que só depende de nós mesmos!

 

Reflexão: Seria tão bom que tomássemos consciência desta breve história. Se aprendermos a não criticar tudo o que vemos à nossa volta e até ajudarmos a melhorar as coisas que não estão tão bem, vamos percebendo que existe tanta gente boa e com o mesmo desejo de melhorar o mundo…

 

Oração:

Agradeçamos a Deus o tempo e a história em que vivemos. É neste presente e neste cantinho do mundo que somos chamados a ser bons cristãos e honestos cidadãos. Há que erguer o olhar e dar valor a todas as pessoas que vivem com optimismo e confiança. Por elas e com elas ousamos dizer Pai Nosso…

 

5. VivE como as flores

No regresso de um dia de aulas na faculdade, a Luísa perguntou um dia ao pai:

- Pai, como é que faço para não me aborrecer? Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes. Algumas são indiferentes. Sinto ódio pelas que são mentirosas e ainda sofro com as que teimam espalhar mentiras por todo o lado.

- Pois bem, procura viver como as flores.

- E como é viver como as flores?

- Repara nas flores que a tua mãe cuida no nosso jardim - continuou o pai, apontando os maravilhosos lírios que cresciam no jardim. - Elas nascem na terra suja, que precisa de fertilizantes às vezes nada bem cheirosos e, no entanto, são puras e perfumadas. Nem o melhor designer fará vestidos tão fascinantes. Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor das suas pétalas. Luísa, até é compreensível ficares triste com os teus erros ou coma dificuldade em superar os teus limites, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros te tirem a beleza de viver. Podes alertar as pessoas para as ajudar, mas é importante não ir para além disso.

 

Reflexão:

Quantas vezes temos um olhar e um pensamento crítico para aquilo que os outros fazem de errado e não paramos para pensar duas vezes no que devemos fazer?

Serão poucas as situações em que nos deixamos influenciar por aquilo que os outros dizem ou fazem apenas pela pressão de grupo? É este género de liberdade que desejamos?

 

Oração:

Que a luz de Deus nos ajude a rejeitar todo o mal que vem de fora, mas também a viver de acordo com o bem que a nossa consciência nos ajuda a ver. Pai Nosso…
 

6. A Gotinha de Orvalho

A gotinha de orvalho era linda e brilhava como se fosse uma estrela do céu.

E a flor branca, chamada Açucena, perfumara-se para recebê-la e protegia-a com cuidado para que não fugisse.

“Quando a primavera chegar”-pensava a Açucena, “quando todas as flores se abrirem, vou enfeitar-me com esta linda gotinha de orvalho, e o próprio sol virá admirá-la. Ela brilhará como um grande diamante!”

Todos os insectos da floresta vinham admirar a pequenina gota de orvalho.

-Tão Bonita!... – diziam uns.

-Maravilhosa!... – afirmavam outros.

Até um velho sapo, que não falava com ninguém e vivia a coaxar à beira da lagoa, chegou alvoroçado e perguntou em altos brados:

-Onde está a linda gotinha de orvalho? Onde está?

A açucena já se dispunha a esconder a gotinha de orvalho para que ninguém mais a aborrecesse, quando ouviu um grande falatório. Espiou, curiosa, e viu uma porção de bichinhos a tentar reanimar uma formiga.

- Que foi? Que foi?...

- A Formiguinha desmaiou! – explicou o Grilo.

Açucena inclinou-se para ver melhor.

- Coitadinha, é capaz de morrer... – afirmou o Gafanhoto.

- Porque é que vocês não fazem alguma coisa? – perguntou.

-Já chamamos o Doutor Cascudo – disse a Joaninha. – Ele deve chegar a qualquer instante.

- Que falta a d. Formiga deve estar a fazer!... Os filhos ficam à sua espera todos os dias!... – exclamou a cigarra, enquanto a formiguinha continuava estendida no chão, sem dar sinal de vida.

- É mesmo!... – suspirou uma borboleta que por ali passava. – Vou ver como estão eles...

Foi nesse instante que chegou o Doutor Cascudo.

- Hum!... – disse ele, quando examinou a formiga. – Não está nada bem...

Depois ordenou:

- Depressa... Arranjem um pouco d’água!...

Todos se olharam. Onde arranjar água?... Há três dias não chovia...

- Depressa! – repetiu o Doutor Cascudo. – Sem água, ela não se salvará.

A açucena estremeceu... lembrando-se da gota de orvalho procurou esconder-se na folhagem. Não, não poderia ficar sem aquela gotinha que brilhava como um diamante e que iria enfeitá-la, quando surgisse a primavera. Mas, pensou em seguida:

- “Coitada!... Se ela morrer, os seus filhinhos ficarão sem mãe!...”

A açucena não se escondeu mais. Acariciou, pela última vez, a gota de orvalho e, inclinando-se, deixou-a deslizar nas pétalas perfumadas, para depois cair sobre a formiga que continuava prostrada.

Então – que maravilha! – viu a formiguinha reanimar-se e voltar o mais depressa possível para os filhinhos distantes.

E foi assim que a flor branquinha chamada Açucena ficou sem a linda gotinha de orvalho que brilhava como se fosse uma estrela do céu. Mas o importante foi que ela nunca se arrependeu do que havia feito.

 

Reflexão:

Podemos ter muitos dons valiosos que podem servir para focarmos mais poderosos, ou mais ricos, ou mais importantes, mas que de pouco irão melhorar a vida daqueles que estão ao nosso lado. Tudo o que pudermos colocar ao serviço de outras pessoas, pode tornar a sua vida muito mais feliz. O segredo está em perceber o que é amar de verdade, para não nos fecharmos no nosso egoísmo e sermos pessoas que aprender a dar a vida por outros.

 

Oração:

Um amor que não passe pela experiência de dar-se ou de dar a vida corre o risco de ser muito superficial. Que Jesus nos ensine a amar desinteressadamente os nossos irmãos e até mesmo aqueles que não nos são muito simpáticos. E já sabemos o Seu grande mandamento: “Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei.”

Em silêncio, vamos pensar em alguém a quem podemos levar uma gota de amor no dia de hoje, mesmo que seja uma pessoa com quem não simpatizo muito.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,…

 

7. SENTIMENTOS

Conta-se que uma vez se reuniram todos os sentimentos e qualidades dos homens num lugar da terra.

Quando o ABORRECIMENTO já estava a reclamar pela terceira vez, a LOUCURA, como sempre tão louca, propôs-lhe: Vamos brincar às escondidas?

A INTRIGA levantou a sobrancelha intrigada e a CURIOSIDADE sem poder conter-se perguntou: Às escondidas? Como é isso?

- É um jogo, explicou a LOUCURA, em que eu fecho os olhos e começo a contar de um a um milhão enquanto vocês se escondem, e quando eu tiver terminado de contar, o primeiro de vós que eu avistar vai ocupar o meu lugar e o jogo continua.

O ENTUSIASMO dançou de contente, seguido pela EUFORIA. A ALEGRIA deu tantos saltos que acabou por convencer a DUVIDA a entrar no jogo e até mesmo a APATIA, que nunca se interessava por nada. Mas nem todos quiseram participar: A VERDADE preferiu não se esconder. Para que havia de esconder-se se, no final do jogo, todos a encontrariam? A prepotência escarneceu, dizendo que o jogo era muito tonto (no fundo o que a incomodava era que a ideia não tivesse sido dela) e a COBARDIA preferiu não arriscar.

Um, dois, três, quatro - Começou a LOUCURA a contar. A primeira a esconder-se foi a PRESSA que, como sempre, caiu na primeira pedra do caminho.

A FÉ subiu ao céu e a INVEJA escondeu-se atrás da sombra do TRIUNFO que, com o seu próprio esforço, tinha conseguido subir à árvore mais alta. A GENEROSIDADE quase não conseguiu esconder-se, pois cada local que encontrava, parecia-lhe maravilhoso para algum dos seus amigos:

Se era um lago cristalino, ideal para a BELEZA. Se era a copa de uma árvore, perfeito para a TIMIDEZ. Se era o voo de uma borboleta, o melhor para a Fragilidade. Se era uma rajada de vento, magnífico para a LIBERDADE. E assim acabou por se esconder num raio de sol. O EGOISMO, ao contrário, encontrou um local muito bom desde o início: ventilado, cómodo, mas apenas para ele. A MENTIRA escondeu-se no fundo do oceano (bem, na realidade, escondeu-se atrás do arco-íris) e a PAIXÃO no centro dos vulcões. O ESQUECIMENTO, não me recordo onde se escondeu, mas isso não é o mais importante. Quando a LOUCURA estava lá pelo 999.999, o AMOR ainda não tinha encontrado um local, pois todos já estavam ocupados, até que encontrou uma rosa e, carinhosamente, decidiu esconder-se entre as suas flores. Um milhão, contou a LOUCURA e começou a busca. A primeira a aparecer foi a PRESSA apenas a três passos de uma pedra. Depois, encontrou a , que discutia com Deus, no céu, sobre zoologia. Sentiu vibrar a PAIXAO nos vulcões. Num descuido, encontrou a INVEJA e claro, pode deduzir onde estava o TRIUNFO. O EGOISMO, nem teve de o procurar. Ele sozinho saiu disparado do seu esconderijo, que na verdade era um ninho de vespas. De tanto caminhar, a loucura sentiu sede e ao aproximar-se de um lago, descobriu a BELEZA.

A DÚVIDA foi mais fácil ainda, pois estava sentada perto de uma cerca sem decidir de que lado esconder-se. E assim foi encontrando a todos. O TALENTO entre a erva fresca, a ANGUSTIA numa cova escura, a MENTIRA atrás do arco-íris (mentira, estava no fundo do oceano) e até o ESQUECIMENTO, que até já se tinha esquecido que estava a brincar às escondidas.

Apenas o AMOR não aparecia em nenhum local. A LOUCURA procurou atrás de cada árvore, em baixo de cada rocha do planeta e por cima das montanhas. Quando estava a ponta a dar-se por vencida, encontrou um roseiral. Na tarefa árdua de afastar os ramos de espinhos, ouviu um grito. Um gesto mais brusco fez com que os espinhos ferissem o AMOR nos olhos. A LOUCURA não sabia o que fazer para se desculpar. Chorou, rezou, implorou, pediu perdão e até prometeu ser o seu guia para sempre. É desde então que se diz que o AMOR é cego e a LOUCURA sempre o acompanha.

 

Reflexão:

À medida que vamos crescendo percebemos que alguns sentimentos e características pessoais são preciosas para nos tornarmos pessoas com um coração grande e generoso.

 

Oração:

Jesus disse que o maior mandamento é amar os outros como a nós mesmos. Isto é muito importante.

Percebemos também com humildade que nem tudo o que conhecemos de nós mesmos nos faz sentir bem connosco e com os outros. O mais importante é não ficarmos demasiadamente orgulhosos ou arrogantes com as lindas qualidades que possuímos. E também reconhecer que estamos sempre a tempo de corrigir alguma coisa que ainda não está bem na nossa vida. Que cada dia saibamos experimentar o dom da vida que Deus nos concede por amor.

Pai Nosso,…

 

8. Talvez sim, talvez não...

Existiu uma aldeia que contava, entre os seus habitantes, com um homem velho muito sábio. Os aldeões contavam com a sabedoria desse homem para dar respostas às suas perguntas e preocupações.

Um dia um camponês da aldeia foi ter com o homem sábio e disse, num tom frenético:

- Homem sábio, ajude-me. Aconteceu uma coisa horrível! - O meu boi morreu e eu não tenho outro animal para me ajudar a arar o campo. Esta não é a pior coisa que poderia me acontecer?

O homem sábio respondeu:

- Talvez sim, talvez não.

O homem correu de volta à aldeia e contou aos vizinhos que o homem sábio tinha ficado maluco. Estava claro que esta era a pior coisa que poderia ter lhe sucedido. Porque será que ele não via isso?

 No dia seguinte, no entanto, um cavalo jovem e forte foi visto nas proximidades da fazenda do homem.

Como ele não tinha nenhum boi para ajudá-lo, teve a ideia de aproveitar o cavalo e colocou-o a fazer o trabalho que o boi fazia. Como estava feliz agora! Nunca tinha sido tão fácil arar um campo... Então, voltou ao homem sábio para se desculpar da sua atitude.

- Você estava certo, homem sábio. Perder o meu boi não foi a pior coisa que me poderia acontecer. Foi uma bênção disfarçada!!! Eu nunca poderia ter capturado meu novo cavalo se isso não tivesse me acontecido. Você há-de concordar que esta é a melhor coisa que me poderia ter acontecido.

O homem sábio voltou a dizer:

- Talvez sim, talvez não.

- Outra vez essa resposta! - Pensou o camponês. – Mas agora não há dúvidas que o homem sábio não está bem.

Mais uma vez, no entanto, o camponês não sabia o que o aguardava. Alguns dias mais tarde o seu filho estava a andar a cavalo e caiu. Partiu a perna e não o podia ajudar mais na colheita.

- Oh não !!! Pensou o fazendeiro. Agora o meu filho vai estar tanto tempo sem me poder ajudar! !

O camponês foi de novo ao homem sábio. Desta vez perguntou-lhe:

- Como é que você sabia que capturar o cavalo não foi uma coisa boa? Estava certo novamente. O meu filho magoou-se e agora não pode ajudar-me na colheita. Estou certo que esta foi a pior coisa que poderia ter me acontecido. Desta vez você será obrigado a concordar.

Mas, do mesmo modo, o homem sábio olhou calmamente para o camponês num tom compassivo e repetiu:

- Talvez sim, talvez não.

Sem paciência, o camponês voltou para a aldeia. No dia seguinte chegou um grupo de soldados àquela aldeia para recrutar todos os homens jovens e saudáveis para a guerra que tinha subitamente começado. O filho do camponês foi o único jovem da aldeia que não teve que ir.

 

Reflexão:
Se, por um lado, é verdade que não sabemos o que irá nos acontecer em cada momento, por outro perdemos a calma por coisas pequenas e relativas ou encaramos as dificuldades com pouca tranquilidade. Por detrás de certas situações à primeira vista negativas surgem oportunidades na nossa vida que nunca sonhávamos esperar.

 

Oração:

Peçamos a Nossa Senhora que eduque o nosso olhar e o transforme num olhar de esperança e de confiança em Deus, que nos ajuda a viver cada dia as alegrias e desafios da vida com serenidade e coragem. Ave-maria, … Nossa Senhora Auxiliadora, rogai por nós!

 

9 – NO PAÍS DA VONTADE

Era uma vez um menino de face morena e de aspecto franzino. À partida nada o distinguia das outras crianças, a não ser uma certa indolência pouco habitual em miúdos de 10 anos. De facto, parecia andar distante de todas as vibrações. Pegou num livro e abandonou-o sem o abrir. Colheu uma flor e deixou-a. Quis passear e arrependeu-se. Até se lembrou de ajudar a mãe mas logo a seguir sentiu-se cansado. Quando os amigos o convidaram para estudar em grupo ou para uma festa, dizia que não estava bem disposto…

- “Não tenho nada que fazer, nem me apetece fazer nada”, disse por fim, a olhar para o céu.

Nisto, uma figura apareceu perto dele e disse:

- “Acabo de ouvir uma coisa extraordinária, disse-lhe o pai: um rapaz a dizer que não lhe apetece fazer nada, nem tem nada que fazer!”

- “Pois, é verdade, não deves surpreender-te com isso. Eu sou assim e ainda ninguém me provou que posso ser de outra maneira…”

- “Não devo surpreender-me? E se eu te pedir que venhas comigo até ao país da vontade?”

- “Irei, se for aqui perto.”

Pai e filho dirigiram-se então ao pomar, se bem que o rapaz continuasse a não achar graça nenhuma àquela iniciativa do pai. Pelo contrário, até ia com cara de poucos amigos. No entanto, o pai lá o convenceu a prosseguir e, a certa altura, disse-lhe:

- “Chegámos. É este o país da vontade”.

O rapaz, de olhos arregalados, não estava a compreender e chegou a pensar que o seu pai lhe estava a pregar alguma partida ou, então, que endoidecera. Ultrapassada esta situação, o pai prosseguiu:

- “Repara, meu filho, neste botão de laranjeira. Este botão quer ser flor; depois a flor quer ser fruto. O mesmo acontece com todas as árvores que vês à tua volta e não poderia ser de outra maneira. Neste país tudo tem uma vontade; tudo, neste silêncio do dia, tem o firme propósito de ser mais, de ir mais além! Como a tarde quer ser noite de estrelas, e a noite madrugada gloriosa a chamar a vida do homem para a luta, assim tudo aspira a progredir: nascer, subir, crescer!”

A partir  daquele dia o menino ficou a perceber que: querer é poder. Quem porfia sempre alcança. Crescer é a lei universal da natureza e de qualquer ser humano.

(António Botto – adaptação)

 

Reflexão:

Por vezes, escondemo-nos numa falsa ideia de humildade quando nos desculpamos “Não tenho jeito para isto o para aquilo”, ou quando afirmamos que podemos estudar bem uma disciplina mas noutras nem sequer tentamos crescer. No país da vontade todas as pessoas reconhecem que ser mais é viver! O contrário é disfarçar a preguiça, o comodismo, a falta de ideais. Ninguém nos pede para sermos brilhantes em tudo, mas qualquer pessoa que nos ame de verdade dir-nos-á: “Em tudo, dá o teu melhor!”

Isso também é ser humilde.

 

Oração:

A nossa oração de hoje poderia ser a de pensar em silêncio nos imensos dons e qualidades que Deus nos concede. O que fazemos deles? Como nos dispomos a ser mais: na nossa vida familiar, no nosso estudo, na nossa escola, com os nossos amigos?

Que Jesus ilumine a nossa vontade e nos ajude a fazer da nossa vida um sinal mais!

 

10- SUSSURRO DE DEUS

Conta-se que um antropólogo, de regresso de uma pesquisa na selva Amazónia, levou um índio a passear no centro de uma grande cidade. Os seus olhos não conseguiam acreditar na altura dos edifícios e ele mal conseguia acompanhar o ritmo frenético das pessoas que iam e vinham. Espantava-se com o barulho ensurdecedor das sirenes, dos automóveis e das pessoas que gritavam pelas ruas. De repente, o índio disse: "ouço um grilo..."

O amigo espantado disse: "Impossível ouvir um insecto tão pequeno nesta confusão urbana!"

O índio insistiu que ouvia o som de um grilo. Tomou o seu amigo pelo braço e levou-o até perto de canteiro de plantas. Afastando as folhas, apontou para o pequeno insecto.

- Como? Perguntou o rapaz, ainda sem crer.

O índio pediu-lhe algumas moedas e lançou-as na calçada. Quando elas caíram e se ouviu o tilintar do metal, muita gente se voltou. Então o índio disse: "eu ouvi o grilo porque os meus ouvidos estão acostumados aos sons da natureza. As pessoas aqui ouvem o dinheiro a cair no chão porque estão condicionadas a reagir a esse tipo de estímulo."

E depois rematou: "É uma pena que pessoas tão avançadas na civilização estejam só acostumadas a ouvir metal."

 

Reflexão:

Vivemos mergulhados numa infinidade de ruídos, de barulhos estranhos, num mundo em que grande parte das pessoas só responde ao estímulo de um tilintar de moedas. Poderíamos dizer que, se tivéssemos ouvidos bem treinados até poderíamos ouvir os sussurros de Deus.

É preciso treinar a audição e desenvolver outras sensibilidades que, por vezes, parecem adormecidas. Deixar que o nosso coração se enterneça diante do apelo silencioso de uma criança sem lar... Do soluço abafado de alguém que deambula sem esperança... De um pedido de socorro que não chega a vibrar nas cordas vocais... Do gemido quase mudo que vem de alguém doente, lá em casa ou na casa vizinha… Enfim, é preciso preparar todos os sentidos para que possamos ter olhos de ver e ouvidos de ouvir. Mas, acima de tudo, um coração para sentir...

 

Oração:

Coloquemo-nos hoje despertos a tudo o que Deus nos possa querer mostrar. Não é preciso estarmos noutro sítio senão onde estamos. É no nosso dia a dia que Deus se manifesta. Basta ter a coragem e deixar que a nossa inteligência e o coração se sensibilizem.

(sugestão: Colocar uma música de fundo para a oração)

 

11 - A grandeza do mar

Sabem porque o mar é tão grande? Tão imenso? Tão poderoso?

É porque teve a humildade de colocar-se alguns centímetros abaixo de todos os rios. Sabendo receber tornou-se grande. Se quisesse ser o mais importante, o primeiro, colocar-se-ia alguns centímetros acima de todos os rios, e já não seria mar. Toda a sua água iria para os outros e ficaria isolado.

Todos os dias falamos com outras pessoas e vamos precisando uns dos outros. É impossível vivermos sempre como vencedores. Faz parte da vida aprender a perder, a cair e aceitar que erramos. Alias, é impossível ganhar sem saber perder; é impossível andar sem saber cair; é impossível acertar sem saber que se erra.

 

Reflexão:

Em que situações também nós aprendemos a ser mar? Feliz daquele que consegue receber com a mesma naturalidade o ganho e a perda, o correcto e o erro, o triunfo e a queda. E que saibamos, como Maria, aprender a aceitar o que não compreendemos completamente.

  

12 - A História de Mark

O Mark estava no liceu quando leccionei na escola Saint Mary's, em Morris, Minn. Os 30 alunos daquela turma eram importantes para mim, mas Mark Eklund era um num milhão. Muito bonito na aparência, e com aquela atitude constante de quem te desafia com o olhar e diz que “é bom estar vivo”.

Mark falava incessantemente. Eu tinha de lembrá-lo a toda hora que não era permitido conversar sem pedir licença. O que me impressionava muito, porém, era sua resposta sincera todas as vezes em que eu precisava de o chamar à atenção e corrigi-lo:

"Obrigado por me corrigir, Irmã!"

Eu não sabia o que fazer disto, e acostumei-me a ouvir esta frase muitas vezes ao longo da semana. Uma manhã eu já estava a perder a paciência quando o Mark falava repetitivamente. Cometi um erro de professor principiante. Olhei para o Mark e disse: Se disseres mais uma palavra, taparei a tua boca com fita adesiva!"

Passaram-se dez segundos quando o colega do lado deixou escapar - "O Mark está a conversar outra vez." Eu não tinha pedido a nenhum dos alunos para me ajudar a tomar conta do assunto, mas como dei o aviso da correcção à frente de toda a turma, tive de tomar uma atitude. Dificilmente esquecerei a cena. Eu dirigi-me à minha secretária, abri a minha gaveta, e peguei num rolo de fita adesiva. Sem dizer uma palavra, fui
até à mesa do Mark, destaquei dois pedaços de fita e fiz um X na boca dele. Voltei, então, para a frente da sala de aula. Assim que olhei para o Mark para ver o que estava a fazer, ele piscou-me o olho. Isto foi o suficiente!

Comecei a rir. Dirigi-me a ele e removi a fita, percebendo o alívio na turma inteira. As suas primeiras palavras foram: "Obrigado por corrigir-me, Irmã."

Dois anos depois recebi uma proposta para assumir uma turma de 12º ano de matemática. Mark estava na minha turma novamente. Tinha crescido, estava mais bonito e nunca e tão bem educado. Agora encontrava-o bem mais atento, mês sempre a surpreender-me. No final de cada aula, principalmente quando o trabalho era mais duro, antes de eu sair da sala, ele olhava-me e dizia-me com a mesma sinceridade: “Obrigado, Irmã, por me ensinar!”

 

Reflexão:

Educar e acompanhar o crescimento de alguém é uma missão exigente, “um assunto do coração” (como dizia D. Bosco, e uma tarefa de grande humildade. Devemos todos estar atentos para nos olharmos todos os dias de um modo novo e positivo. É isso que esperamos dos outros e é isso o melhor que também nós temos para dar, na nossa relação com os alunos, com os professores, com os colegas e outras pessoas que encontramos cada dia.

 

Oração:

Peçamos em silêncio a Deus que nos torne capazes de olhar os outros com benevolência e bondade. Ninguém cresce sozinho. Crescemos sempre juntos.

 

13 - A Violeta que se tornou uma Rosa

Existia, num bosque isolado, uma bonita violeta que vivia satisfeita entre as suas companheiras.
Certa manhã, levantou a cabeça e viu uma rosa que se balançava acima dela, radiante e orgulhosa. A violenta resmungou:"Pouca sorte tenho eu entre as flores! Humilde é o meu destino! Vivo pegada à terra e não posso levantar a face para o sol como fazem as rosas."

A Natureza ouviu este queixume e disse à violeta:"Que te aconteceu, minha filha?

-Suplico-te, o Mãe Natureza, disse a violeta, transforma-me numa rosa, por um dia só que seja.
-Tu não sabes o que estás a pedindo, respondeu a Natureza. - Ignoras o que se esconde de infortúnios atrás das aparentes grandezas.

-Transforma-me numa rosa esbelta e alta, insistiu a violeta. E tudo o que me acontecer será consequência dos meus próprios desejos e aspirações.

A Natureza estendeu a sua mão mágica, e a violeta tornou-se uma rosa sumptuosa.

Naquela tarde, o céu escureceu-se e os ventos e a chuva devastaram o bosque. As árvores e as rosas foram abatidas. Somente as humildes violetas escaparam ao massacre. E uma delas, olhando à sua volta gritou para as suas companheiras:"Hei! Vejam o que a tempestade fez das grandes plantas."

Disse a outra:"Nos estamos quase afundadas na terra, mas escapamos à fúria dos furacões."

Disse uma terceira:"Somos pequenas e humildes, mas as tempestades nada podem contra nós."

Então, a rainha das violetas viu a rosa que tinha sido violeta, estendida no chão, e disse:

-Vejam  e meditem minhas filhas, sobre a sorte da violeta iludida pelas aparências. Que isto nos sirva de exemplo.

Ouvindo essas palavras, a rosa agonizante estremeceu e, apelando para todas as suas forças, disse com voz a desfalecer:

"Vede bem o que dizeis, ignorantes e covardes. Ontem, eu era como vós, humilde e segura. Mas a satisfação que me protegia também me limitava. Podia continuar a viver como vós, pegada à terra, até que o Inverno me envolvesse na sua neve e me levasse para o silêncio eterno sem que conhecesse os segredos e glórias da vida que estão além das gerações de violetas. A meta da vida é atingir o que há além da vida. Pedi então à Natureza para me transformar numa rosa. E a Natureza acedeu ao meu desejo. Vivi uma hora como rosa. Vivi uma hora como rainha. Vi o mundo pelos olhos das rosas. Ouvi a melodia do éter com o ouvido das rosas. Acariciei a luz com as pétalas das rosas. Pode alguma de vós reclamar essa honra? Morro agora, mas levo na alma o que nenhuma alma de violeta jamais experimentou.

Morro, sabendo o que há atrás dos horizontes estreitos onde nascera. É essa a meta da vida".

Kalil Gibran

 

Reflexão/ Oração:

Mais do que nos perguntarmos “Com quem nos identificamos?”, é importante ter presente se existe em cada um de nós esta capacidade de fazer silêncio e de descobrir qual é a meta da nossa vida, o que no move a ir mais além.

Podemos ser rosas apenas para nos embelezarmos, mas também podemos ser violetas escondidas na preguiça e no comodismo. O fundamental é que independentemente de quem formos, nunca deixemos de dar asas à verdadeira grandeza que possuímos no nosso interior.

Ave-maria,…

 

14 - A enchente

Num certo dia uma forte chuvada arrasou toda uma cidade. O nível da água subiu tanto que os moradores começaram a abandonar as suas casas, utilizando botes e canoas para isso. Um homem, que dizia acreditar muito em Deus, subiu ao telhado da sua casa e ficou lá à espera que a enchente acabasse.

Enquanto esperava, passaram uns vizinhos, numa canoa, gritaram-lhe:

- Vem, depressa, vem connosco, se não vais morrer!

E ele respondeu:

- Não! Deus há-de salvar-me!

Entretanto, o nível da água subiu mais um pouco, alcançou a altura do telhado em que estava esse homem.

Eis que passou outra embarcação em que muitas pessoas gritavam:

- Venha rápido! Você vai morrer!

E ele novamente respondeu:

- Não! Deus há-de salvar-me!

A água já estava já a cobrir o telhado, quando passou um helicóptero que tentava resgatar as vítimas. O helicóptero parou sobre a casa desse homem e depois lançou uma corda para o resgatar. Alguém do helicóptero gritou:

- Rápido! Segure a corda para que possamos salvá-lo!

Mas novamente o homem respondeu:

- Não! Deus há-de salvar-me!

Por fim, o homem morreu afogado, levado pelas águas da enchente. E foi para o Céu. Ao chegar ao Céu, ele encontrou-se com Deus e disse-Lhe:

- Oh! Deus, eu acreditava tanto em Ti! Por que não me salvaste?

Deus respondeu:

- O quê? Tu nem imaginas como foi difícil arranjar duas canoas e um helicóptero para te tentar salvar... e tu não aproveitaste as oportunidades que te dei!

 

Reflexão:

Tal como na história, há inúmeras "canoas" que passam por nós, e nos oferecem oportunidades de colocar a nossa vida a salvo. Ou porque não as percebemos, ou porque esperamos que a solução dos nossos problemas venha por outros caminhos, acabamos, muitas vezes, por perdê-las... A nossa confiança em Deus deve também passar pela confiança em tantas pessoas que nos amam e querem o nosso bem. Agradeçamos a Deus a presença dessas pessoas na nossa vida e peçamos-lhe que nos ajude a decidir pelo que é o melhor para nós e para os que estão connosco, pois também nós podemos ser “uma canoa” de salvação para alguém.

Pai Nosso,… Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós.

 

15 - Sementes

Na quinta do Engenheiro Feliz, duas sementes descansavam lado a lado no solo fértil da Primavera.

A primeira semente disse:

- Eu quero crescer! Quero enviar as minhas raízes às profundezas do solo e fazer com que os meus rebentos rasguem a superfície da terra... Quero abrir os meus botões como bandeiras e anunciar a chegada da Primavera... Quero sentir o calor do sol no meu rosto e a bênção do orvalho da manhã nas minhas pétalas!

E assim ela cresceu… A segunda semente disse:

- Tenho medo! Se eu enviar as minhas raízes às profundezas, não sei o que encontrarei na escuridão. Se rasgar a superfície dura, posso danificar os meus rebentos... E se eu deixar que os meus botões se abram e vier um caracol a tentar comê-los? E se abrir as minhas flores e uma criança me arrancar do chão? Não é muito melhor esperar até que eu me sinta segura?

E, assim, ela esperou…

O engº Feliz tinha decidido, naquela manhã, soltar todas as aves da capoeira pelo campo. Uma das galinhas, esgravatava e bicava o solo fértil à procura de comida. Rapidamente encontrou e comeu a frágil semente que continuava à espera de segurança…

 

Reflexão:

De que nos fala a história?

O risco faz parte do nosso dia a dia e do nosso crescimento. Nas decisões que tomamos, que nos ajudam a crescer, ele está presente. Não nos referimos aos riscos que colocam em perigo a nossa vida e que normalmente somos nós a fabricá-los, mas ao medo de descobrir o melhor de nós: as nossas capacidades, o nosso testemunho de fé, a nossa alegria em sermos bons, etc. São riscos de corremos todos os dias.

Que Deus nos vá dando a coragem para viver como a semente que deu vida.

Pai Nosso,… Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós.

 

16 - Solidariedade

O nome dele era Fleming e era um pobre camponês da Escócia. Um dia, enquanto trabalhava para ganhar a vida e sustentar a sua família, ouviu um pedido desesperado de socorro vindo de um pântano nas proximidades. Largou as suas ferramentas e correu para lá.

Chegando ao local, enlameado até à cintura, encontrou um menino a gritar e a tentar salvar-se da morte. Fleming salvou o rapaz de uma morte lenta e terrível. No dia seguinte, uma carruagem riquíssima chegou à humilde casa do escocês. Um nobre elegantemente vestido saiu e apresentou-se como o pai do menino que Fleming tinha salvo.

- " Eu quero recompensá-lo", disse o nobre. - " Você salvou a vida do meu filho".

- " Não, eu não posso aceitar pagamento algum pelo que fiz", responde o pobre camponês, recusando a oferta. Naquele momento, o filho do camponês veio à porta do casebre.

- " É o seu filho? " perguntou o nobre.

- " Sim", respondeu o camponês escocês com muito orgulho.

- " Então faço-lhe uma proposta. Deixe-me ajudá-lo a dar-lhe uma boa educação. Se o rapaz for como o pai, ele crescerá e será um homem de que você terá muito orgulho".

E assim foi. Tempos depois, o filho do camponês Fleming formou-se no St. Mary's Hospital Medical School de Londres e ficou conhecido no mundo como o notável Sr. Alexander Fleming, que descobriu a Penicilina.

Anos depois, o filho do nobre estava doente com pneumonia. O que o salvou? Penicilina.

Qual era o nome do nobre? Senhor Randolph Churchill.

E o nome do filho dele? Senhor Winston Churchill.

 

Reflexão:

Alguém disse uma vez que colhemos o que semeamos. Que esta história verídica nos ajude a trabalhar cada dia e a ajudar o próximo sem interesses secundários, a ame os outros sem esperar a gratificação ou uma relação egoísta. Isto fará de nós pessoas humildes e que deixam uma marca importantíssima na história, pois damos o nosso contributo para “humanizar o nosso planeta”.

 

Pai Nosso,… Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós.

 

17 - Um jogo de palavras: É melhor um sermão ou SER – MÃO?

Um dia, alguém me disse que o maior sermão que podemos pregar é ...

 

SER-MÃO que levanta quem caiu,

SER-MÃO que sinaliza a esperança para quem se sente sozinho,

SER-MÃO de solidariedade para quem se encontra cercado e encurralado por toda as formas de conflito,

SER-MÃO de perdão para quem teve a infelicidade de nos trair,

SER-MÃO de misericórdia para quem sente estar fundo do poço,

SER-MÃO de bênção para quem não tem nada e um nada se sente,

SER-MÃO que aponta o céu, mesmo que a única realidade presente seja o inferno,

SER-MÃO que fala sem palavra alguma, onde só se ouça o gesto da mão.

 

Reflexão / partilha:

Qual destes “ser - mão” já sentimos e nos ajudou a crescer?

Partilha sobre o “ser – mão” que mais me cativa.

 

18- Conta certa lenda,

Conta certa lenda, que estavam duas crianças a patinar num lago congelado. Era uma tarde nublada e fria e as crianças brincavam despreocupadas. De repente, o gelo quebrou-se e uma delas caiu, ficando presa na fenda que se formou. A outra, vendo o seu amiguinho preso e desesperado, tirou um dos patins e começou a golpear o gelo com todas as suas forças, conseguindo por fim quebrá-lo e libertar o amigo.

Quando os bombeiros chegaram e viram o que havia acontecido, perguntaram ao menino:

Como é que conseguiste fazer isso? É impossível que tenhas conseguido quebrar o gelo, sendo tão pequeno e com umas mãos tão frágeis!

Nesse instante, um homem de idade que passava pelo local, comentou ao bombeiro:

Eu sei como é que ele conseguiu.

Todos esperavam a justificação.

- É simples - respondeu o velho. - Não havia ninguém por perto para lhe dizer que não seria capaz.

 

Reflexão:

Será que isto também se passa na nossa vida? Como é que nos encorajamos reciprocamente a superar as dificuldades e desafios de cada dia?

O que responderíamos a alguém que nos dissesse que fazer ou não fazer algo só depende da nossa vontade e perseverança?

 

Oração:

Hoje podíamos pedir a Jesus por todas as pessoas que estão neste preciso momento a passar momentos difíceis na sua vida e não encontram ninguém que os encoraje ou dê confiança.

Pai Nosso,… Maria, Auxílio dos Cristãos, rogai por nós.

 

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