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Nossa Senhora Auxiliadora

Madre Geral FMA em Portugal - de 15 a 30 de Setembro 09

 

Madre Geral em Portugal - Setembro09

 

A MADRE GERAL NO EXTERNATO Nª Sª DO ROSÁRIO [ver fotos]

Bairro do Rosário, Cascais,  28 Setembro 2009

No seu périplo por terras de Santa Maria, a Madre Yvonne chegou quase à ponta mais ocidental da Europa, onde a “terra acaba e o mar começa”, como diria o nosso grande Poeta. É verdade, a Madre Geral passou o dia em Cascais, entre a casa da Assunção, da parte de manhã, (aquela que se denomina casa de trabalho) e à tarde, no Bairro do Rosário.

Às 14h00 toca o sino, para que todas as turmas se organizem e se dirijam para o salão. A expectativa é grande e a pergunta – a Madre já está em nossa casa? – era uma constante.

Já no salão, havia apenas o tempo necessário para um brevíssimo ensaio, enquanto se aguardava a chegada da Madre Yvonne. Tudo pronto, vozes, gestos, alegria e muito entusiasmo, eis senão quando chega alguém, que se aproxima do microfone e pede mais uns instantes que se prolongaram, evidentemente! Era a Comunicação Social a retardar a tão ansiada visita. Naturalmente, alguns protestos, pois alguém se tinha infiltrado neste tempo que se esperava ser só para nós. Mas tudo se resolveu em bem. A Ecclesia fez o seu trabalho e o nosso iniciava, acrescido desta demora que acabou por ser benéfica.

À entrada do ginásio estava uma representação constituída por professores, auxiliares, irmãs e alunos para acolher a Madre e darem-lhe as boas vindas. Após esta recepção, foi a calorosa e vibrante exaltação de toda a comunidade educativa que aplaudiu a entrada da Madre, no salão. Era uma recepção sentida, familiar, de alguém que já se esperava há muito tempo e que finalmente está entre nós.

Uma aluna do 3º ciclo leu uma mensagem, na língua materna da Madre – o francês e uma criança da pré-escola ofereceu um ramo de flores e outra entregou um símbolo da nossa terra piscatória – uma caravela.

Seguiu-se a vez da Madre e a sua saudação à assembleia, em língua francesa. Ao lado, estava a professora Marie Reine que fez de intérprete. Durante uns largos minutos, a Madre cativou aquela assembleia juvenil, perto de 500 alunos, que a ouviram com atenção e interesse. Nas suas palavras, a Madre foi sempre muito clara e incisiva, muito próxima dos corações juvenis, numa linguagem perceptiva, pois os temas eram de uma grande actualidade e interesse mundial, abrindo os horizontes e os corações.

Começou por transmitir as saudações de outros jovens que vivem nas casas salesianas de todo o mundo e pediu que tivessem um olhar aberto sobre o mundo. D. Bosco tinha uma grande confiança nos jovens, nos seus recursos e capacidades. É deles o futuro. Eles têm a chave da paz no mundo, da solidariedade entre os homens. Este futuro é preparado no presente, através dos estudos feitos com seriedade e responsabilidade. Mas, não é suficiente. Cada jovem deve construir a sua personalidade, aberta, solidária, capaz de pensar nos outros. É esta dimensão altruísta que desemboca na felicidade própria e dos outros.

Os jovens são capazes de se relacionarem facilmente. Esta capacidade deve estar ao serviço da fraternidade, do acolhimento de todos os que querem viver na nossa terra.  E também apontou caminhos de abertura, de intercâmbio entre as nossas casas, entre continentes, através da net. São vias de comunicação e aproximação que podem e devem ser exploradas para o bem.

Quase como conclusão, acrescentou que todos os jovens se devem sentir de casa, em qualquer casa salesiana e em qualquer parte do mundo. E lançou o repto de baterem à porta das casas salesianas, quando viajassem pelo mundo, pois teriam a certeza de encontrar sempre um coração a acolhê-los.

Deixou uma palavra de esperança e de muita alegria. A vida é bela quando se partilha com os outros e que todos tenham um coração grande como o mundo.

Após esta comunicação da Madre, seguiu-se um conjunto de perguntas, previamente preparadas, feitas pelos alunos do 3º ciclo, às quais a Madre respondeu à medida da compreensão dos adolescentes.

Finalmente, puderam dar largas à sua exuberância e apresentar a surpresa. Cantaram com alma, em Francês e Italiano, marcaram o ritmo com palmas e faixas coloridas, enchendo o salão de vozes, cores e música.

Não podia faltar o “docinho” salesiano e uma mensagem da Madre, para cada aluno e adulto.

Não terminou por aqui, a presença da Madre na nossa casa. Seguiu-se uma pequena viagem pela casa. Um grupo de irmãs, agora mais disponíveis, pois os alunos começavam a partir para suas casas, acompanhou a Madre e assim pôde beneficiar da sua proximidade, da sua enorme capacidade de se encontrar com as pessoas. Neste percurso interno, ainda encontrou alguns professores, que, para além do horário de trabalho, continuam o trabalho, - pois a escola é também a sua casa – e dialogou com eles. Não tinha preocupação de acelerar. Estava connosco e o tempo era para isto mesmo.

Trocámos impressões, expusemos dificuldades, ouvimos, não respostas feitas, mas pistas abertas de procura e sobretudo, de humildade e de muita união. Nos momentos difíceis, é importante estarmos muito unidas, pois juntas é mais fácil conduzir o barco a um porto seguro.

Um pequeno momento de confraternização à mesa, para um breve lanche e outro dever, outra missão a chamava. Seguiu para a Galiza, onde iria participar na Eucaristia, na nova Igreja da Boa Nova, seguida de jantar.

A passagem de uma superiora é sempre um momento de bênção, de “acender o fogo”, como diria Madre Mazzarello. Foi esta a experiência que fizemos na casa de Nª Sª do Rosário, no dia 28 de Setembro de 2009.

Ir. Anita

 

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