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A MADRE GERAL NO EXTERNATO Nª
Sª DO ROSÁRIO
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Bairro do Rosário, Cascais, 28 Setembro
2009
No seu périplo por terras de Santa Maria, a Madre Yvonne
chegou quase à ponta mais ocidental da Europa, onde a “terra
acaba e o mar começa”, como diria o nosso grande Poeta. É
verdade, a Madre Geral passou o dia em Cascais, entre a casa
da Assunção, da parte de manhã, (aquela que se denomina casa
de trabalho) e à tarde, no Bairro do Rosário.
Às 14h00 toca o sino, para que todas as turmas se organizem
e se dirijam para o salão. A expectativa é grande e a
pergunta – a Madre já está em nossa casa? – era uma
constante.
Já no salão, havia apenas o tempo necessário para um
brevíssimo ensaio, enquanto se aguardava a chegada da Madre
Yvonne. Tudo pronto, vozes, gestos, alegria e muito
entusiasmo, eis senão quando chega alguém, que se aproxima
do microfone e pede mais uns instantes que se prolongaram,
evidentemente! Era a Comunicação Social a retardar a tão
ansiada visita. Naturalmente, alguns protestos, pois alguém
se tinha infiltrado neste tempo que se esperava ser só para
nós. Mas tudo se resolveu em bem. A Ecclesia fez o seu
trabalho e o nosso iniciava, acrescido desta demora que
acabou por ser benéfica.
À entrada do ginásio estava uma representação constituída
por professores, auxiliares, irmãs e alunos para acolher a
Madre e darem-lhe as boas vindas. Após esta recepção, foi a
calorosa e vibrante exaltação de toda a comunidade educativa
que aplaudiu a entrada da Madre, no salão. Era uma recepção
sentida, familiar, de alguém que já se esperava há muito
tempo e que finalmente está entre nós.
Uma aluna do 3º ciclo leu uma mensagem, na língua materna da
Madre – o francês e uma criança da pré-escola ofereceu um
ramo de flores e outra entregou um símbolo da nossa terra
piscatória – uma caravela.
Seguiu-se a vez da Madre e a sua saudação à assembleia, em
língua francesa. Ao lado, estava a professora Marie Reine
que fez de intérprete. Durante uns largos minutos, a Madre
cativou aquela assembleia juvenil, perto de 500 alunos, que
a ouviram com atenção e interesse. Nas suas palavras, a
Madre foi sempre muito clara e incisiva, muito próxima dos
corações juvenis, numa linguagem perceptiva, pois os temas
eram de uma grande actualidade e interesse mundial, abrindo
os horizontes e os corações.
Começou por transmitir as saudações de outros jovens que
vivem nas casas salesianas de todo o mundo e pediu que
tivessem um olhar aberto sobre o mundo. D. Bosco tinha uma
grande confiança nos jovens, nos seus recursos e
capacidades. É deles o futuro. Eles têm a chave da paz no
mundo, da solidariedade entre os homens. Este futuro é
preparado no presente, através dos estudos feitos com
seriedade e responsabilidade. Mas, não é suficiente. Cada
jovem deve construir a sua personalidade, aberta, solidária,
capaz de pensar nos outros. É esta dimensão altruísta que
desemboca na felicidade própria e dos outros.
Os jovens são capazes de se relacionarem facilmente. Esta
capacidade deve estar ao serviço da fraternidade, do
acolhimento de todos os que querem viver na nossa terra. E
também apontou caminhos de abertura, de intercâmbio entre as
nossas casas, entre continentes, através da net. São vias de
comunicação e aproximação que podem e devem ser exploradas
para o bem.
Quase como conclusão, acrescentou que todos os jovens se
devem sentir de casa, em qualquer casa salesiana e em
qualquer parte do mundo. E lançou o repto de baterem à porta
das casas salesianas, quando viajassem pelo mundo, pois
teriam a certeza de encontrar sempre um coração a
acolhê-los.
Deixou uma palavra de esperança e de muita alegria. A vida é
bela quando se partilha com os outros e que todos tenham um
coração grande como o mundo.
Após esta comunicação da Madre, seguiu-se um conjunto de
perguntas, previamente preparadas, feitas pelos alunos do 3º
ciclo, às quais a Madre respondeu à medida da compreensão
dos adolescentes.
Finalmente, puderam dar largas à sua exuberância e
apresentar a surpresa. Cantaram com alma, em Francês e
Italiano, marcaram o ritmo com palmas e faixas coloridas,
enchendo o salão de vozes, cores e música.
Não podia faltar o “docinho” salesiano e uma mensagem da
Madre, para cada aluno e adulto.
Não terminou por aqui, a presença da Madre na nossa casa.
Seguiu-se uma pequena viagem pela casa. Um grupo de irmãs,
agora mais disponíveis, pois os alunos começavam a partir
para suas casas, acompanhou a Madre e assim pôde beneficiar
da sua proximidade, da sua enorme capacidade de se encontrar
com as pessoas. Neste percurso interno, ainda encontrou
alguns professores, que, para além do horário de trabalho,
continuam o trabalho, - pois a escola é também a sua casa –
e dialogou com eles. Não tinha preocupação de acelerar.
Estava connosco e o tempo era para isto mesmo.
Trocámos impressões, expusemos dificuldades, ouvimos, não
respostas feitas, mas pistas abertas de procura e sobretudo,
de humildade e de muita união. Nos momentos difíceis, é
importante estarmos muito unidas, pois juntas é mais fácil
conduzir o barco a um porto seguro.
Um pequeno momento de confraternização à mesa, para um breve
lanche e outro dever, outra missão a chamava. Seguiu para a
Galiza, onde iria participar na Eucaristia, na nova Igreja
da Boa Nova, seguida de jantar.
A passagem de uma superiora é sempre um momento de bênção,
de “acender o fogo”, como diria Madre Mazzarello. Foi esta a
experiência que fizemos na casa de Nª Sª do Rosário, no dia
28 de Setembro de 2009.
Ir. Anita
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