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Nossa Senhora Auxiliadora

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as nossas escolas

As escolas da província distribuem-se do norte ao sul do país e atendem ao ensino pré-escolar, 1º, 2º e 3º ciclos. São escolas abertas a todos e com sensibilidade carismática para acolher e responder a situações de diferentes carências.

A escola salesiana é herdeira de um vasto património educativo que apresentamos em atenção às origens e ao estilo educativo.

 

Origens

Situamo-nos em meados do século XIX, no norte da Itália. A Europa vive ao ritmo da revolução industrial e das grandes mudanças políticas e culturais. Como é habitual em períodos de grandes transformações, aparecem desajustes sociais e franjas de miséria e marginalização que atingem as crianças e jovens que acorrem às cidades na procura de trabalho, pão e de outras miragens.

Neste momento histórico, João Bosco, sacerdote, aposta a sua vida na educação desses jovens que recolhe das ruas de Turim, criando um estilo educativo que rompe com os esquemas religiosos, sociais e educativos da época. Maria Domingas Mazzarello, uma jovem igualmente piemontesa, crente, conhece o padre João Bosco, partilha do seu sonho e quer realizar pelas meninas “o mesmo bem” feito aos rapazes.

Em 1846, D. Bosco lança as raízes duma vasta missão que começa com uma casa, um pátio, uma escola, uma oficina e uma capela. Em 1862, Maria Mazzarello, juntamente com outras jovens amigas, abre uma oficina de costura para tomar conta das meninas, ensinar-lhes um ofício e o conhecimento de Deus. Passados poucos anos, este mesmo ideal presidia à fundação do primeiro colégio, já mais orientado para uma aprendizagem curricular.

A escola salesiana tem, assim, uma origem carismática.

 

“Estilo educativo”

A expressão “estilo educativo” é a designação mais comum nos documentos da tradição educativa salesiana. De facto, mais que uma pedagogia no sentido científico do termo, trata-se de uma relação educativa com características peculiares que lhe conferem um determinado “estilo”assim sintetizado na Proposta Educativa:

  1. o ambiente educativo implica o esforço de todos em criar espírito de família, clima de alegria e de festa, racionalidade e flexibilidade, trabalho diário e esforço concreto e atenção ao protagonismo dos próprios jovens;

  2. a relação educativa pessoal que procura conhecer a história pessoal de cada aluno e se traduz em familiaridade entre educadores e educandos, em confiança e simpatia para com o mundo dos jovens, na capacidade de acolhimento e diálogo;

  3. a "presença-assistência" dos educadores entre os jovens de modo a fomentar as suas iniciativas, a oferecer elementos de amadurecimento pessoal, a prevenir experiências negativas, a proporcionar uma visão religiosa da vida;

  4. a oferta respeitosa de uma experiência de fé que leva  ao encontro com Deus na vida diária, à celebração da fé, ao sentido de Igreja;

  5. a proposta de compromisso cristão mediante o cumprimento do dever, a solidariedade e o modo de estar na vida social.

A sua originalidade resulta do “sistema preventivo”, designação dada por João Bosco, e que, em seu entender, "se baseia plenamente na razão, na religião e na amabilidade", significando, hoje, cada um destes elementos o seguinte:

Razão ajudar o aluno a compreender o fundamento e a motivação de quanto se lhe propõe ou exige, bem como avaliar a realidade com sentido crítico;

 

Religião atender à dimensão espiritual da pessoa, à educação para a fé na Pessoa de Jesus Cristo, na Sua mensagem e na vida da Igreja;

 

Amabilidade estabelecer uma relação com o aluno que tenha por base a confiança e o afecto “que os jovens sintam que são amados”.

A reflexão mais recente sobre as escolas salesianas (Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora, 2002), projecta assim a escola:

  1. uma escola atenta à pessoa que promove o crescimento humano num horizonte de sentido cristão e estabelece a interacção entre valores, saberes e competências;

  2. uma escola como um passaporte para a vida, considerando o ensino básico como um tempo favorável para aprender a aprender, sendo esta uma competência fundamental para enfrentar o dinamismo da cultura e sociedade contemporâneas;

  3. uma escola amiga que procura criar um ambiente rico em estímulos, de relações positivas colocando a pessoa no centro do acto educativo;

  4. uma escola em diálogo com a família sendo este o ponto de partida para uma colaboração real entre ambas de modo a permitir a abertura da escola a toda a comunidade à diversidade.

 

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